Governo Lula refuta acusação de falha no combate a facções e diz que EUA ignoram esforços brasileiros
Foto: Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu nesta quarta-feira (16) a afirmação dos Estados Unidos de que o Brasil falhou ou se omitiu no enfrentamento ao crime organizado a nível internacional e se tornou um centro para o fluxo global de cocaína, com a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho).
 

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que a gestão de Donald Trump ignora iniciativas brasileiras na área, além de não considerar a cooperação já existente entre os dois países. Citou, por exemplo, a Lei Antifacção, sancionada por Lula com vetos em março, e o pacote de R$ 11 bilhões lançado em maio para tentar asfixiar esses grupos criminosos.
 

"Também não levaria em consideração [se a posição for acolhida em todos os seus termos] as dezenas de milhares de operações de combate ao crime, por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos", diz o comunicado.
 

O governo brasileiro declarou ainda que vai seguir atuando "de forma soberana e coordenada" no enfrentamento aos grupos criminosos, em meio a percepção nos bastidores de que a posição americana tem caráter político-eleitoral.
 

Integrantes da gestão ouvidos pela reportagem consideram não haver fato novo sobre o tema que justifique a declaração dos EUA a poucas semanas das eleições presidenciais. O tema da segurança pública é uma das principais preocupações do petista, que tentou, sem sucesso, imprimir uma marca reconhecida pela população na área neste mandato.
 

O comunicado do Ministério da Justiça mencionou ainda que os americanos ainda não responderam a uma proposta de unir esforços dos países que foi entregue por Lula a Trump em reunião entre os dois em maio em Washington.
 

Segundo o órgão, o texto apresenta um detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de drogas que poderiam ser adotadas por ambos. "Até o momento, permanecemos no aguardo da possível resposta do governo dos EUA."
 

O presidente brasileiro tem repetido que é preciso cooperar na área de segurança pública sempre que conversa com Trump. Em junho, a discussão sobre esse tema se intensificou depois de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
 

Lula discorda da decisão, que tem apoio e foi comemorada pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) -provável adversário do petista em um segundo turno.
 

As recentes alegações da Casa Branca sobre o PCC e o CV constam em documento que, por lei, deve ser enviado anualmente ao Congresso. No relatório, a gestão Trump identifica os países considerados grandes produtores de entorpecentes ou importantes rotas de narcotráfico e avalia os esforços de governos estrangeiros no combate às drogas.
 

Na lista deste ano, divulgada na terça (15), Washington classificou 23 países como grandes produtores ou rotas de drogas, entre eles México, Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia e Equador. O Brasil, apesar de ter sido mencionado, não aparece nessa relação.
 

"A alusão registrada no texto não corresponde à categoria jurídica de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana que rege esse mecanismo anual. Trata-se, portanto, de manifestação circunstancial inserida na parte narrativa do documento, sem respaldo em sua parte dispositiva", diz o comunicado do órgão brasileiro.
 

O governo americano afirmou que a inclusão de um país na lista não representa necessariamente uma avaliação negativa sobre os esforços de seu governo, já que a classificação também leva em conta fatores geográficos, comerciais e econômicos.
 

Segundo o Ministério da Justiça, o combate ao crime organizado é prioridade do atual governo e é conduzido de forma permanente por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional.
 

"O enfrentamento ao crime organizado transnacional exige atuação contínua, integração entre instituições e cooperação. Essa é a estratégia adotada pelo Estado brasileiro e que continuará sendo fortalecida em defesa da segurança da população brasileira", completa a nota.

 

Ouvidoria itinerante do Tribunal de Justiça da Bahia atende população de forma gratuita em Salvador

A Ouvidoria Judicial Itinerante do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) começou nesta quarta-feira (16), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, com atendimento a cerca de 30 pessoas. A ação segue nesta quinta-feira (17), das 8h às 16h, no Fórum das Famílias, no bairro de Nazaré. Durante o atendimento gratuito, cidadãos podem tirar dúvidas sobre serviços do Judiciário, além de apresentar sugestões, reclamações, elogios e solicitações de informação.

 

Além do atendimento ao público, a equipe visitou unidades do Fórum Ruy Barbosa para divulgar o trabalho da Ouvidoria e recolher sugestões sobre os serviços oferecidos. O projeto é destinado a magistrados, servidores e cidadãos e já passou pelas comarcas de Camaçari, Cachoeira, Itabuna, Ilhéus e Feira de Santana. Em Salvador, também houve uma edição da Ouvidoria Itinerante voltada ao CEAV, no Fórum Criminal.

 

A Ouvidoria Judicial mantém ainda um portal para registro de manifestações, pedidos de informação e acompanhamento dos atendimentos. A plataforma possui áreas específicas para Ouvidoria Geral, Extrajudicial, da Mulher, do Servidor e de Gênero e Discriminação.

 

PF pediu busca contra ACM Neto para investigar desvios; Nunes Marques negou
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Federal pediu uma busca e apreensão sobre o candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) em operação deflagrada hoje, mas a medida foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal). As informações são da coluna de Natália Portinari, no Uol.

ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado um secretário para a prefeitura de Belo Horizonte para selecionar empresários em licitações públicas em que, depois, haveria um retorno em forma de propina.

A PF apura a influência do União Brasil sobre indicações em troca de retornos ilícitos em contratações públicas. ACM Neto é vice-presidente nacional do partido.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia dado um parecer favorável à busca e apreensão em Neto, mas o ministro Nunes Marques considerou que não havia base legal para a medida.

 

Até o momento, ACM Neto ainda não se pronunciou.

 

Empresário Marcos Moura volta a ser alvo da Polícia Federal na Operação Overclean
Foto: Reprodução Redes Sociais

O empresário José Marcos Moura voltou a ser alvo da Polícia Federal no âmbito da Operação Overclean. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores, a PF cumpriu nesta quinta-feira (17) novos mandados na residência do empresário, no  Trapiche Adelaide, no bairro do Comércio, em Salvador.

 

A ação da PF desta quinta ocorre em meio a 10ª fase da Operação Overclean. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão. No ato desta quinta, a corporação apura suspeita de atuação de organização criminosa em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (MG) entre 2024 e 2025.

 

A investigação busca esclarecer possível direcionamento de licitações para fornecimento de serviços e materiais didáticos. No âmbito da operação, agentes federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão em seis estados. Além da Bahia, as ações ocorrem em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

 

Na Bahia, mandados judiciais estão sendo executados como parte da fase ostensiva da investigação, que se estende por diferentes regiões do país em razão da abrangência do esquema apurado.

 

Segundo a PF, ao menos três dos procedimentos analisados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também são alvo da apuração. Ainda de acordo com a corporação, os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de fraude à administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

 

A Policia Federal apontou em abril do ano passado que o empresário movimentou R$ 80,2 milhões em transações suspeitas. Segundo informação enviada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) à PF, entre as transações suspeitas está um repasse de R$ 435 mil para uma pessoa com foro por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado. A origem da transação nesse caso é a MM Limpeza, empresa de Moura.

 

Ele também já foi alvo de buscas outras vezes. Em outras ocasiões, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou sua prisão preventiva, mas o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nunes Marques, negou o pedido.

 

De acordo com a PF, novos documentos indicam suspeitas de obstrução de Justiça, o que motivou as diligências realizadas nesta fase da investigação. 

 

Gilmar Mendes critica conduta de André Mendonça e sai em defesa de Gonet: "Reputação ilibada"
Foto: Andressa Anholete / STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, utilizou o X para sair em defesa de Paulo Gonet, procurador-geral da República, na manhã desta quinta-feira (17). Em publicação feita nas redes sociais, o magistrado afirmou que Gonet tem "reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita". 

 

Segundo ele, o colega teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que não retratavam nada de ilícito. "Em plenário, o próprio relator [André Mendonça] reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável", afirmou Mendes.

 

"Naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário", completou.

 

O ministro destacou que Mendonça tinha intenção de "lucrar politicamente" com o episódio, e isso ficou evidenciado quando o publicou vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. "Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta?", questionou Mendes. "Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral".

 

De acordo com o magistrado, o episódio remete à investigação da Lava Jato, quando Deltan Dallagnol e Sergio Moro "transformaram vazamento seletivo em método". Segundo ele, a ideia era criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito.

 

"Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência", declarou. "E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método", ressaltou o ministro.

 

Mendes terminou a postagem declarando 'integral solidariedade' a Paulo Gonet. "O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele", finalizou.

 

Ricardo Luzbel encerra missão oficial na Índia após agenda do BRICS
Foto: Acervo Pessoal

O empresário Ricardo Luzbel encerra, nesta quinta-feira, sua missão na Índia, onde participou da cobertura da Cúpula do BRICS a convite do governo indiano. Representando o Bahia Notícias, o BP Money e a Associação Comercial da Bahia, Luzbel cumpriu agendas em Nova Délhi, Agra e Mumbai.

 

Na capital financeira indiana, integrou uma comitiva internacional em visitas à Bolsa de Valores de Bombaim (BSE), à Prefeitura de Mumbai, aos estúdios de Bollywood e à NPCI, responsável pela infraestrutura do UPI, sistema de pagamentos instantâneos semelhante ao Pix brasileiro.

 

 


 

Dezenove passageiros de ônibus ficam feridos após incêndio atingir pista na Bahia
Foto: Reprodução / g1

Dezenove pessoas ficaram feridas após um ônibus que transportava pacientes passar por um trecho da BA-160, entre Barra e Xique-Xique, no Centro Norte baiano, durante um incêndio. O número de feridos foi confirmado ao g1 pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

 

 

O acidente ocorreu nesta quarta-feira (16), quando o veículo retornava para Barra, no Oeste do estado, após transportar passageiros que haviam recebido atendimento em uma unidade de saúde de Irecê, também no Centro Norte.

 

Imagens registradas pelos próprios passageiros mostram a vegetação em chamas e o ônibus atravessando a rodovia em meio a uma grande quantidade de fumaça.

 

Em outro vídeo, feito por uma paciente, é possível ver pessoas feridas com queimaduras nos braços e antebraços.

 

Segundo o secretário de Saúde de Xique-Xique, João Victor Souza Trindade, sete feridos estão internados no Hospital Julieta Viana, em Xique-Xique. Deste grupo, três tiveram a regulação aprovada e serão transferidos para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, por meio de uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) aérea.

 

Outros dois pacientes serão transferidos para o Hospital Regional de Irecê. Em nota, a Prefeitura de Xique-Xique manifestou solidariedade aos familiares dos feridos e informou que trabalha para prestar assistência às pessoas socorridas no município.

 

De acordo com a secretária de Saúde de Barra, Sueli de Oliveira Nascimento, outras dez pessoas estão internadas no Hospital de Barra Ana Marianni. Dois pacientes em estado grave foram transferidos para o Hospital do Oeste, em Barreiras. Ainda não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

 

Há relatos de que passageiros teriam desembarcado do ônibus enquanto aguardavam uma carreta realizar uma manobra na pista. Nesse momento, segundo os relatos, eles acabaram atingidos pelo fogo. 

 

Gilmar Mendes questiona atuação de Fux no afastamento de Andrei Rodrigues
Foto: Divulgação / STF e Senado Federal

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício ao presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, questionando a condução do julgamento que resultou no afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça. Mendes expressou preocupação com a rapidez com que Fux e o ministro Kassio Nunes Marques votaram a favor da decisão do relator, formando uma maioria sem a consulta dos outros integrantes da turma, Dias Toffoli e Gilmar.

 

O ofício, enviado na última sexta-feira (11), surge em meio a uma crise no STF, acentuada por um julgamento que envolveu uma suposta aliança entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, na terça-feira (15). Mendes mencionou a questão durante a sessão, que terminou sem conclusão após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. 

 

Gilmar Mendes destacou que a sequência de horários registrada no sistema oficial da Corte indica que a sessão virtual extraordinária foi marcada sem a devida comunicação a todos os membros do colegiado. Ele enfatizou que a falta de transparência pode comprometer a participação dos integrantes da turma em decisões importantes.

 

O magistrado ressaltou a necessidade de tratar todos os membros de forma igualitária e alertou que a exclusão de alguns integrantes do processo decisório pode inviabilizar a participação efetiva nas sessões, que devem ser conduzidas de maneira aberta e colaborativa.


 

Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no transporte público
Foto: Afonso Braga /Secom Câmara Municipal de São Paulo

Uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo realizada nesta quinta-feira (17) mira Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal da capital paulista e vereador por sete mandatos, de 1997 a 2024. Ele é uma das 13 pessoas que são alvos de mandado de prisão temporária de 30 dias, autorizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente, o político filiado ao União Brasil não tem mandato.
 

A Operação Vectura Corrupta cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão, expedidos pela 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo e pela Vara Estadual de Garantias de Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Direitos.
 

O objetivo é o combate a núcleos do PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo a investigação, há a suspeita de que os investigados fazem parte da organização criminosa, exercendo funções de liderança.
 

A decisão judicial que autorizou a operação, assinada pelo desembargador Sérgio Riba, aponta que Milton Leite seria "o dono de fato" da empresa Transwolff, acusada de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). A Transwolff nega a acusação.
 

O nome do político havia aparecido em um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar que apontava supostas conexões com PMs presos por trabalharem na escolta particular de dirigentes da empresa.
 

Na ocasião, em fevereiro, Leite foi chamado de "chefe" pelo sargento da PM Nereu Aparecido Alves em uma mensagem enviada a Cícero de Oliveira, diretor da Transwolff.
 

A investigação é um desdobramento de outra operação, chamada Decúrio, realizada em agosto de 2024, quando foi identificada uma rede de informações mantida pelo PCC para manter a comunicação entre seus integrantes, inclusive os que estão presos.
 

Na ocasião foram identificadas supostas lideranças do PCC vinculadas às chamadas "Sintonia Restrita" e "Sintonia dos Gravatas", assim como um projeto de infiltração de agentes do crime organizado nas eleições municipais de 2024, com o lançamento de candidatos aos cargos em disputa.
 

Segundo os investigadores, foi identificada a contaminação, pelo crime organizado, de empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior, com a participação de parte dos investigados.
 

"Foram identificadas pelo menos 12 empresas de transporte coletivo de passageiros em operação na cidade de São Paulo que seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC, parte das quais já foram objeto de investigações anteriores por parte da Polícia Civil do Estado de São Paulo e do Ministério Público, inclusive com denúncias já ofertadas", diz o Ministério Público.
 

Outra ponta da apuração é o suposto envolvimento do PCC no financiamento de campanhas nas eleições para prefeitos e vereadores em 2024, assim como na atual disputa. A ação é realizada em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
 

Leite é considerado figura influente da política paulistana, com eixo de atuação que vem da zona sul da cidade.
 

Ele foi o presidente mais longevo da Câmara desde a redemocratização, comandando o Legislativo da cidade em 2017 e 2018 e de 2021 a 2024 —quando decidiu não disputar um novo mandato de vereador.
 

O inquérito também apontava supostas relações financeiras e políticas entre o ex-vereador e a empresa de ônibus municipal, que teve o contrato cancelado após a Operação Fim da Linha, do Ministério Público, como mostrou a Folha de S.Paulo.
 

Em fevereiro, Leite afirmou que não conhecia o sargento e que ele nunca trabalhou em sua escolta.
 

Segundo depoimentos de policiais, a escolta pessoal de dirigentes da Transwolff era organizada pelo capitão Alexandre Paulino Vieira, que atuava na Assessoria Policial Militar da Câmara desde outubro de 2014.
 

Em interrogatório no dia 4 de fevereiro, um dos policiais presos em operação da Corregedoria —o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezario— disse que acreditava que o capitão Alexandre havia sido indicado para coordenar a segurança de dirigentes da Transwolff por Milton Leite.
 

Relatório da Corregedoria também cita "estreitas ligações" do vereador com o capitão Alexandre, pelo período em que ele trabalhou no Legislativo municipal. Questionado na data, Leite afirmou que nunca indicou PMs para prestação do serviço na empresa e disse que o manteve no cargo após ele ter permanecido ali por outras duas gestões da Câmara Municipal.
 

Em nota em fevereiro, a Câmara Municipal afirmou que o capitão Alexandre "atuou ininterruptamente nas gestões de cinco presidentes" e que "não há nenhum registro que o desabone".
 

TRAJETÓRIA
Nas redes sociais, os últimos meses de Milton Leite têm sido de campanha pelos filhos Alexandre Leite, que concorre a deputado estadual, e Milton Leite Filho, a federal. Alexandre foi secretário de Relações Institucionais da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), cargo que deixou para disputar o pleito de outubro.
 

Apesar de não estar mais no cotidiano da Câmara, Milton Leite mantém atuação política. Em novembro de 2025, por exemplo, a Folha de S.Paulo noticiou que ele havia convocado parlamentares da bancada para reforçar o desejo de que o afilhado Silvão Leite (União) assumisse a presidência da Casa. Em dezembro, o vereador Ricardo Teixeira (União), mais próximo do prefeito, foi reeleito para o cargo.
 

Em junho de 2025, a Alesp (Assembleia Legislativa de SP) concedeu a Milton Leite o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, considerada a maior honraria da Casa.
 

O colar foi entregue "em reconhecimento às contribuições de Leite em pautas como preservação de mananciais, desenvolvimento urbano e habitação, com foco em regiões da periferia paulistana, sobretudo na zona sul", como descreveu a publicação oficial em site da assembleia.
 

Na ocasião, o político citou a origem humilde como vendedor de pão no bairro do M'Boi Mirim. Quando chegou à Câmara Municipal, seguiu como vereador por mandatos seguidos, tendo sido presidente por seis anos.
 

"A carreira política deve ser pavimentada por uma coisa muito importante: a palavra. Procure não dar a palavra, mas se der, honre e faça valer a sua palavra", disse na oportunidade, conforme o registro da Alesp.

 

Último reforço da janela, Laquintana pode estrear pelo Vitória contra o Cruzeiro
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Anunciado pelo Vitória na última sexta-feira (11), último dia da janela de transferências do futebol brasileiro, o ponta uruguaio Ignacio “Nacho” Laquintana vive a expectativa de fazer a sua estreia pelo Vitória neste domingo (20), contra o Cruzeiro, no Barradão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

 

Após realizar sua primeira atividade com o grupo na última terça-feira (15), Laquintana, que atuou pela última vez no dia 4 de abril, pelo Huesca, da Segunda Divisão da Espanha, participou de um trabalho específico com o assistente da preparação física Diego Almeida, na quarta-feira (16), para acelerar o processo de recondicionamento. Aos 27 anos, o uruguaio é destro e costuma atuar pela ponta direita. Caso reúna condições adequadas, a expectativa é que seja relacionado pelo técnico Jair Ventura para o confronto deste domingo (20).

 

Como opções para os lados do campo, o Leão conta com os atuais titulares Diego Tarzia e Erick, além de Matheuzinho e Pochettino, que também fazem a função. No banco, as alternativas são Marinho, Osvaldo, Fabri, Lucas Silva e Anderson Pato, que voltou de lesão recentemente.

 

Revelado pelo Defensor Sporting, do Uruguai, em 2018, Laquintana fez 68 jogos pela equipe, com oito gols, até se transferir para o Peñarol, em 2021. No gigante uruguaio, o ponta disputou 72 partidas, com oito gols e uma assistência.

 

Após se destacar no país natal, Laquintana foi comprado pelo RB Bragantino por 1,2 milhão de dólares, cerca de R$ 6,17 milhões. No Massa Bruta, foram 31 jogos, com apenas dois gols marcados. O desempenho fez o jogador ser emprestado ao Santos em 2024, onde disputou 11 partidas sem balançar as redes.

 

De volta ao Bragantino em 2025, Laquintana fez 34 partidas, com quatro gols e seis assistências, até ser emprestado ao Huesca, da Segunda Divisão da Espanha, no início desta temporada. Pelo clube espanhol, foram sete partidas, sem gols marcados.

 

O ponta uruguaio foi a sétima contratação do Vitória na última janela de transferências. Além do uruguaio, chegaram o zagueiro Brítez, o lateral-direito Fabiano, o volante Walace, o meia Pochettino e o centroavante Alex Bruno.