Ivete Sangalo se desculpa com fãs após adiar show em São Paulo: "A segurança vem em primeiro lugar"
Foto: Instagram

Ivete Sangalo surgiu nas redes sociais para uma conversa com os fãs após o adiamento do projeto 'A La Sangalo', que aconteceria neste final de semana em São Paulo. O show, que foi anunciado pela artista logo após o Rock in Rio, ganhou apenas uma data, no entanto, foi adiado pela produção da baiana pelas questões climáticas.

 

Em vídeos publicados nos stories do Instagram, Ivete, que foi criticada pelos fãs devido ao adiamento, afirmou ter ficado triste com a mudança e que precisou de alguns dias para conversar com o público.

 

 

“Estou um pouquinho consternada ainda. Não consegui entrar antes por conta da minha tristeza e chateação. Esse show era tão esperado por vocês e por mim também. É um show muito grande, que leva muito tempo para ser produzido e montado. As casas fechadas não comportam esse show. Eu poderia fazer em uma casa fechada, mas não estaria apresentando o show proposto", afirmou.

 

A apresentação foi remarcada para o dia 6 de março de 2027, após o Carnaval. “Eu prefiro ficar triste a partir de um movimento em prol da segurança do que chorar sobre a falta dela. Quero agradecer a compreensão. Estou muito convicta de que a segurança, sem dúvida nenhuma, apesar da chateação, da tristeza e do descontentamento, vem em primeiro lugar sempre”, concluiu.

 

O projeto de Ivete Sangalo já tinha sido alvo de críticas por parte dos fãs após a divulgação do mapa de setores, que indicava que os convidados da artista teriam prioridade, mesmo sem terem comprado o ingresso.

 

Alguns fãs chegaram a apontar que a decisão de priorizar convidados e não o público pagante não era uma novidade para a cantora. Após a repercussão negativa, Ivete abriu uma live afirmando que a situação seria revertida e que a prioridade era que o público estivesse perto dela nesse momento.

 

O show, extraído do Rock in Rio 2026, leva para o público uma mostra da relação de Ivete com a música latina e de como essas referências se misturam à brasilidade e às sonoridades que acompanham sua carreira.

 

No repertório, a cantora revisita músicas de diferentes momentos da carreira em novos arranjos. 

 

“A La Sangalo, uma herança latina que transpira junto com a minha brasilidade, exaltando vigor, bossa, suor da vivência do meu mundo. É puro sal, é meu tempero”, disse a artista sobre a proposta do show.

 

Direita rejeita trocar apoio a Alcolumbre por plano de indulto a Bolsonaro e prioriza redução de penas
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A oposição deu de ombros à iniciativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de propor um indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca de votos para ser reconduzido ao comando da Casa. Embora alguns senadores afirmem nos bastidores que esse primeiro gesto poderia levar a uma reaproximação, a maioria defende que não há chance de apoiar a reeleição do amapaense.
 

A oposição no Senado tem dois candidatos, Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), e o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) como sua principal pauta. A presidência nas mãos da direita daria condições de abrir os processos de afastamento de ministros e ainda servir como flanco contra o governo Lula (PT).
 

Os integrantes da oposição também desconfiam da proposta do presidente do Senado e cobram que ele efetive uma promessa anterior: a da redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, aprovada pelo Congresso neste ano, mas suspensa por uma decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF, aliado de Alcolumbre.
 

O deputado e senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que "está em jogo algo muito maior do que a anistia ou indulto a Bolsonaro". "É a democracia do país. O Senado precisa resgatar a harmonia e a independência entre os Poderes", disse. ?"Alcolumbre não tem palavra nem credibilidade. Nossa memória não é curta e lembramos da anistia que virou dosimetria e virou gaveta".
 

Para o senador Jorge Seif (PL-SC), a proposta não fará com que a oposição vote em Alcolumbre. "Óbvio que não. Esse já era o tratado lá atrás. Apoiamos ele em 2024 com essa promessa [de anistia]", disse.
 

Nos bastidores, senadores de direita afirmaram à Folha que a chance de Alcolumbre de fato conseguir votos de uma ala minoritária dos bolsonaristas é pautar algum benefício a Bolsonaro antes da eleição para o Senado. Tal possibilidade é remota, dizem aliados do atual chefe da Casa.
 

O entendimento geral da bancada do PL é o de que não é possível confiar em promessas do senador. Ele foi eleito presidente em 2025 com o apoio da oposição e do presidente Lula (PT). Bolsonaristas, porém, entendem que ele ignorou suas demandas e atendeu majoritariamente ao governo. A bancada que tomará posse em fevereiro de 2027 é ainda mais resistente ao atual presidente do Senado.
 

Alcolumbre, como mostrou a Folha, busca uma forma de conquistar votos na direita para se reeleger, mas estancando a pressão pelo impeachment de ministros do STF. Ao conseguir aprovar a anistia de Bolsonaro e de outros condenados pela trama golpista, ele crê que as cobranças pelo afastamento de Alexandre de Moraes iriam parar.
 

O presidente do Senado afirmou a aliados que vai conversar com Lula para defender um indulto humanitário a Bolsonaro, que está preso desde agosto de 2025 pela participação numa tentativa de golpe de Estado. Se o petista não aceitar, ele vai defender a aprovação de uma anistia pelo Congresso.
 

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) levou a ideia a Alcolumbre na segunda (26), dia seguinte à derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência. Segundo ele, a proposta é desvinculada da eleição interna e a intenção não é trocar o indulto ou anistia por votos para a disputa, mas distensionar o clima político no país. "Ele está defendendo uma pacificação entre os Poderes", disse.
 

A oposição cobrou de Alcolumbre a votação desse perdão durante a atual legislatura, mas ele articulou uma alternativa mais branda, que permite a redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023 e foi aprovada no fim do ano passado. Na época, a discussão ocorreu paralelamente ao julgamento de Bolsonaro e outros líderes da trama golpista pelo STF. Essa lei está suspensa desde maio por decisão de Moraes, até que o pleno do STF decida sobre sua legalidade.
 

Com a anistia ou indulto a Bolsonaro, Alcolumbre quer o compromisso da direita de que não pressionará mais pelo impeachment dos ministros do STF e de que os parlamentares se concentrarão numa reforma mais estrutural do Poder Judiciário.
 

A percepção entre aliados dele é a de que o impeachment já se tornou mais improvável com a vitória de Lula, e por isso a oposição teria mais motivos para aceitar um acordo do tipo. Ao menos 49 dos 81 senadores da nova legislatura defendem o impeachment, mas muitos fazem isso com ressalvas. Para aprovar o afastamento de magistrados, são necessários 54 votos, ou seja, dois terços do Senado.
 

Na base governista, senadores não acreditam que Alcolumbre de fato planeje indultar Jair Bolsonaro. O grupo acredita, principalmente após a fuga de Flávio Bolsonaro, que a direita ficou sem liderança natural, o que facilitaria as defecções do grupo para apoiar o atual presidente do Senado.
 

Alcolumbre confia na votação secreta para atrair votos do PL. O partido tem repetido que não é difícil mapear traições no Senado, visto que são apenas 81 integrantes. Para eleger o presidente da Casa, é preciso reunir 41 votos. O partido de Flávio Bolsonaro terá 29 cadeiras a partir de 2027, mas conta com aliados em outras siglas.
 

A bancada do PL se reunirá na próxima quarta-feira (4) e vai lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. Por outro lado, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também quer concorrer. Ambos têm dito que, até a eleição, juntarão forças para derrotar Alcolumbre.

 

VÍDEO: Bento falha pelo Al-Nassr horas após ser convocado por Ancelotti para a Seleção
Foto: Reprodução / Band

Ainda não era halloween, mas o goleiro Bento, do Al-Nassr, tratou de cometer uma falha assustadora durante a partida contra o Al-Kholood, nesta quinta-feira (29), pela 12ª rodada do Campeonato Saudita. O erro aconteceu horas depois de o jogador ser convocado por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira nos amistosos de novembro. Assista:

 

 

O lance teve enorme repercussão nas redes sociais. Apesar da falha, o Al-Nassr venceu a partida por 5 a 3, com três gols de Cristiano Ronaldo.

 

Bento foi um dos três goleiros chamados por Ancelotti para os compromissos contra Japão e Singapura. A lista, com 26 jogadores, foi divulgada nesta quinta-feira, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Além do jogador do Al-Nassr, foram convocados Lucas Perri, do Torino, e Pedro Morisco, do Coritiba.

 

A Seleção Brasileira enfrenta o Japão no dia 14 de novembro, às 7h15 (horário de Brasília). Três dias depois, em 17 de novembro, o adversário será Singapura, às 7h. As duas partidas serão disputadas no Estádio Nacional de Singapura.

 

Defesa aponta que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram alterados sob custódia da PF
Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP

A defesa de Daniel Vorcaro entregou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma perícia particular realizada no aparelho celular do ex-banqueiro, que foi apreendido pela Polícia Federal (PF) no dia 17 de novembro de 2025.

 

O laudo apresentado concluiu que centenas de arquivos foram criados e modificados após a apreensão do aparelho, que é a principal prova das relações de Vorcaro com políticos e das supostas irregularidades financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB). 

 

De acordo com o documento, 657 arquivos que estavam no celular foram modificados e 436 criados. As informações são da Agência Brasil

 

Para os advogados de Vorcaro, a perícia demonstra que não é possível verificar a integralidade do conteúdo do celular apreendido e avaliar o alcance das alterações nos arquivos.

 

"É estarrecedor que o perito tenha identificado que centenas de arquivos do celular apresentem registros de modificação quando já estavam sob custódia da Polícia Federal e do Estado", declarou a defesa.

 

Diante das conclusões periciais, a defesa pediu ao Supremo que a PF entregue os dados originais do celular para verificação e ressaltou que a soltura do ex-banqueiro é obrigatória após as revelações do laudo particular.

 

"É inconcebível que Daniel Vorcaro esteja custodiado há mais oito meses, com a liberdade restringida há quase um ano, sem que haja contra ele qualquer acusação formal ou perspectiva de processo, o que torna sua soltura urgente, necessária e obrigatória", afirmou a defesa.

 

Segundo o pedido, o registro de modificaça?o, isoladamente, na?o permite concluir que a alteraça?o tenha sido realizada diretamente por uma pessoa. “Evidencia, contudo, que o estado do arquivo foi alterado enquanto o aparelho se encontrava sob custódia estatal”.

 

Vorcaro e mais 14 investigados na Operação Compliance foram indiciados pela PF nesta quarta-feira (28). De acorco com o relatório do indiciamento da Polícia Federal, o ex-banqueiro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master qcausaramsam prejuízos ao BRB.

 

"Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição", concluiu a PF.

 

Todos os investigados foram acusados dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

Após o indiciamento, os advogados do ex-banqueiro negaram que as operações do BRB tenham causado prejuízo ao banco público.

 

Na avaliação dos advogados, um ano após o início das investigações, a PF se "limita a repetir a mesma narrativa" e não conseguiu avançar nas investigações.

 

"O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo", afirmou a defesa. 

 

Seu Jorge se irrita e xinga seguidor e sertanejos após discordância política na internet: "Você é um m*rda!"
Foto: Vinny Campos / Divulgação

Um áudio atribuído ao cantor e ator Seu Jorge viralizou nas redes sociais, no qual, o artista carioca surge xingando uma seguidora por questões políticas, após a internauta criticar o posicionamento do veterano.

 

O registro, que foi divulgado pela internauta, mostra Seu Jorge rebatendo o comentário feito pela seguidora, que afirma "só o Gusttavo Lima é maior que todos aí". A resposta do artista chamou a atenção dos internautas.

 

 

Na gravação, o intérprete de 'Burguesinha', chama a pessoa de mulambo, imbecil e m*rda. “Meu, tu é muito mulambo mesmo, né. Tu é muito mulambo mesmo para tu falar uma merda dessa. Bate na boca e se batiza dez vezes”, começou o artista. “Porra, que Gusttavo Lima é maior que todo mundo? Seu imbecil. Só te chamando assim, imbecil. Porra, não tem nada contra você gostar do Gusttavo Lima, mas não entender o que significa Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Alceu Valença, seu merda? Você é um merda! Não pode estar aqui. Você tem que ralar daqui, seu merda!".

 

Um novo registro traz outras críticas de Seu Jorge para um outro internauta, que não teve o perfil revelado. Na mensagem, a pessoa afirma "Ai que vergonha! Vocês são sarcásticos, mentirosos. Esse homem foi condenado em todas as instâncias possíveis. Pelo amor de Deus. Vergonha".

 

Dois áudios foram compartilhados na internet e Seu Jorge pede para que a pessoa jogue todos os discos de MPB fora. "Esquece da voz do Caetano, do Gil, do Buarque, fica só com o registro de Gusttavo Lima, Wesley Safadão e Jojo Todynho, sabe? Esqueça o Wagner Moura, o Lázaro Ramos, a Taís Araújo, Adriana Esteves, esqueça esses artistas, né. Esqueça tudo que você conhece de beleza e fique fixado só no Gusttavo Lima, Wesley Safadão, Jojo Todynho, Bruno e Marrone. Concentre-se na Cassia Kis e na Gabriela Duarte, no Cazarré".

 

Seu Jorge ainda incentiva que a pessoa pare de seguir artistas que apoiaram Lula: "Você não nos merece, não merece a beleza que a gente produz pro mundo. Você não entende o mundo. Seu lugar é com essas mulheres que acreditam que feminicídio não existe e que o Bolsonaro vai mesmo cuidar de você."

 Motorista infarta ao volante na Via Dutra e causa engavetamento com 22 veículos no RJ

Motorista infarta ao volante na Via Dutra e causa engavetamento com 22 veículos no RJ
Foto: Charles Mathura / TV Globo

O motorista de um ônibus de turismo faleceu após sofrer um infarto fulminante ao volante na manhã desta sexta-feira (30), enquanto trafegava pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116). O veículo desgovernado provocou um engavetamento envolvendo 22 automóveis na pista lateral no sentido Rio de Janeiro, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

 

Segundo informações do g1, a colisão em cadeia deixou ao menos dez pessoas feridas, das quais duas apresentavam quadro de saúde moderado. O coletivo da empresa Kharisma Turismo, que transportava passageiros com destino ao bairro da Penha, na Zona Norte da capital fluminense, percorreu cerca de 500 metros descontrolado, atingindo 15 carros de passeio, outros quatro ônibus, uma carreta e um caminhão de pequeno porte antes de colidir contra um muro. Nenhum ocupante do coletivo ficou ferido.

 

A ocorrência mobilizou equipes de socorro de cinco quartéis do Corpo de Bombeiros. Cinco das vítimas atendidas foram encaminhadas ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, sem registro de estado grave. O acidente provocou retenção no tráfego que atingiu 12 quilômetros de extensão, levando passageiros de outros veículos a seguir a viagem a pé pela rodovia enquanto a pista lateral permanecia interditada para atendimento e remoção dos veículos.

 

Em depoimento à PF, Daniel Vorcaro nega fraude entre Banco Master e BRB e diz estar preso injustamente
Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal no qual negou a ocorrência de ilegalidades nas operações financeiras entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB). Segundo informações obtidas e divulgadas pelo jornal Estadão, durante uma oitiva no último dia 15 de setembro, o investigado rebateu as conclusões do relatório policial e declarou estar "preso injustamente", sustentando a regularidade das negociações de carteiras de crédito realizadas entre as instituições.

 

Vorcaro foi indiciado pela PF em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de participação na venda de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudulentas. Em sua defesa perante as autoridades, o empresário argumentou que os ativos originais foram substituídos por outros bens para evitar prejuízos ao BRB, embora os investigadores apontem divergências também nas garantias apresentadas.

 

 

Durante o depoimento, o banqueiro manifestou críticas à condução do caso e defendeu a realização de perícia independente nas operações: "Esse caso virou uma pressão nacional, eu entendo isso tudo, Os senhores sofrem essa pressão também. Mas passa a espuma de mídia e vai ficar na história quem tem coragem de ver a verdade. E eu tô preso injustamente por conta disso", afirma.

 

E complata: "Eu não fiz fraude nenhuma com BRB, eu não lesei nada o BRB, ao contrário, coloquei ativos pessoais meus abaixo do preço pra poder trocar a transação. Eu só preciso ter um voto de confiança. Contrata uma empresa internacional pra ver quanto os ativos valem, eu vou pedir essa perícia lá na ação civel. Vai ficar claro que a minha atitude foi de resolver o problema e de não fazxer fraude nenhuma".

 

Vorcaro questionou também as avaliações feitas pelo órgão regulador do sistema financeiro sobre as transações investigadas: "Uma hora a verdade vai aparecer. as próprias pessoas do Banco Central vão ser responsabilizadas um dia. Por isso que eu tô chamado a coragem de agir, porque hoje é difícil agir com coragem e a favor da verdade. O fácil é falar: ‘olha fraude, não sei o quê, e incrimina isso aqui’. Isso é fácil. Tanto que tá todo mundo fazendo. Mas vai passar esse momento e quando passar vão ver: ‘teve fraude?’ Não".

 

Ao concluir a oitiva, o investigado solicitou o encerramento do procedimento e declarou: "Arquive esse processo porque não tem prova nenhuma".


 

Supremo Tribunal Federal articula revisão de pena para o ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Marcos Corrêa/PR

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) tem defendido a redução de pena do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, os magistrados esperam que Alexandre de Moraes paute a ação que prevê a revisão da pena no plenário da Corte.

 

Especialistas especulam que a ação, que pode analisar a constitucionalidade da pena, reduziria o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado de sete anos para 2 anos e 3 meses. Como o ex-presidente foi preso em 22 de novembro de 2025, e já cumpriu quase um ano da pena em regime fechado, ele poderia ser libertado no fim de 2027 ou início de 2028.

 

Os juízes ouvidos pela coluna de Bergamo explicam que a iniciativa do STF serviria para diminuir a tensão com o Senado, que, a partir do próximo ano, terá 28 senadores do PL e mais 22 divididos em outros partidos pró-impeachment de ministros do Supremo, como União Brasil, Republicanos, PP, Novo, Missão e Podemos.

 

As novas regras de cumprimento da pena definiriam o fim da prisão de Bolsonaro em regime fechado ao mesmo tempo que ajudaria a esvaziar propostas que preveem anistia para os crimes que ele cometeu.

 

A Lei da Dosimetria foi aprovada em dezembro de 2025 pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, com aval do próprio STF. Contudo, foi suspensa, ainda em maio, após a derrubada do veto de Lula, sob o argumento de que o plenário da Suprema Corte deveria julgar o mérito das ações de inconstitucionalidade que questionam a nova norma antes que ela de fato passasse a ser considerada para a redução das penas.

 

CBF aciona Ministério Público contra presidente da Gaviões da Fiel por declarações sobre arbitragem
Fotos: Lucas Figueiredo / CBF | Comunicação / Gaviões da Fiel

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) protocolou, na noite desta quinta-feira (29), uma representação criminal contra Alexandre Domenico, presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel, do Corinthians. A entidade também solicitou providências ao Ministério Público do Estado de São Paulo em razão de declarações públicas atribuídas ao dirigente sobre a arbitragem brasileira e divulgadas nas redes sociais.

 

Na representação, a CBF pede a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal ou a abertura de inquérito policial para apurar os fatos e eventuais responsabilidades. A entidade afirma que as manifestações ultrapassaram os limites da crítica esportiva e podem assumir caráter intimidatório ou ameaçador.

 

Entre as solicitações encaminhadas ao Ministério Público, a confederação pediu medidas para reforçar a proteção das equipes de arbitragem nas próximas partidas do Corinthians. O pedido inclui segurança nos estádios, hotéis e trajetos utilizados pelos profissionais.

 

A CBF também solicitou a preservação dos dados relacionados à publicação que motivou a representação, a oitiva de dirigentes da Gaviões da Fiel e a apuração da origem de informações sigilosas sobre a hospedagem dos árbitros.

 

Outro pedido é que sejam analisadas eventuais medidas cautelares contra o presidente da organizada.

 

Segundo a representação, as declarações atribuídas a Alexandre Domenico mencionam conhecimento sobre os locais de hospedagem das equipes de arbitragem e incluem advertências públicas direcionadas aos profissionais.

 

A CBF afirma que as manifestações podem configurar ilícitos previstos na legislação penal e na Lei Geral do Esporte. A entidade ressalta que a apuração cabe às autoridades competentes.

 

A confederação também solicitou ao Ministério Público a adoção de medidas nas esferas cível e coletiva contra Domenico, outros dirigentes eventualmente envolvidos e a própria Gaviões da Fiel. Entre os pedidos está a avaliação de providências relacionadas à responsabilização da torcida organizada e de seus representantes.

 

ENTENDA O CASO
O caso teve início após uma publicação de Alexandre Domenico, conhecido como Alê, presidente da Gaviões da Fiel, nas redes sociais. O dirigente criticou a arbitragem e afirmou que a torcida havia recebido informações sobre os locais de hospedagem dos árbitros que trabalham em jogos do Corinthians. Na mensagem, ele declarou: “Isso não é uma ameaça. Só estamos avisando que está ficando insustentável segurar a massa”.

 


Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

A manifestação foi feita em meio às reclamações de torcedores sobre decisões da arbitragem contra o Corinthians. Após a repercussão, Alê afirmou que publicou o conteúdo em seu perfil pessoal, na condição de torcedor, e não em nome da organizada. Ele negou a intenção de ameaçar os profissionais ou incentivar qualquer tipo de violência. A referência aos hotéis dos árbitros, porém, motivou a CBF a encaminhar uma representação ao Ministério Público de São Paulo, solicitando investigação e medidas para reforçar a segurança das equipes de arbitragem.

 

Lula tenta evitar que caso Flávio Bolsonaro vire crise diplomática por ajuda de Trump em fuga

O presidente Lula (PT) decidiu não se envolver no enredo político da fuga de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado ao Planalto, para os Estados Unidos.
 

A avaliação no Planalto é de que uma intervenção do petista seria despropositada, porque Flávio estaria se desgastando com a história e, por isso, não haveria sentido em arriscar uma crise diplomática com o presidente americano, Donald Trump, por causa do adversário político.
 

A determinação foi mantida mesmo depois de os jornais americanos The Wall Street Journal e The New York Times afirmarem que Trump ajudou Flávio a fugir para os EUA.
 

O jato particular em que Flávio viajou foi providenciado, segundo as duas publicações, por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca —informação também sustentada por um aliado de Flávio à Folha.
 

Miller estreitou laços com a família Bolsonaro quando esteve no comando da Gettr, rede social conservadora. Em setembro de 2021, chegou a ser interrogado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, em investigação sobre atos golpistas conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após participar de conferência organizada por Eduardo Bolsonaro, na qual também se encontrou com Jair Bolsonaro, então presidente da República.
 

Flávio partiu rumo aos Estados Unidos após ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26) a entregar seus passaportes —ele é alvo de inquérito que apura seu envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro com bets. O senador passou por Argentina e Equador antes de chegar ao território norte-americano.
 

Auxiliares de Lula têm repetido que eventuais providências relacionadas à fuga de Flávio cabem ao Judiciário, não à Presidência da República. O chefe do governo tem demonstrado, em conversas internas, preferir dedicar seu tempo a outros assuntos –ele acaba de ser reeleito e precisa esquadrinhar sua nova gestão. Também tenta evitar que as negociações sobre o tarifaço fiquem ainda mais difíceis.
 

Um integrante do alto escalão diz que a fuga foi tão absurda que não deveria ser elemento com potencial de desencadear qualquer crise para Lula.
 

O governo brasileiro pretende preservar a relação comercial com os Estados Unidos e manter as negociações em curso, mesmo com as notícias que ligam o governo americano à fuga de Flávio. A avaliação interna é de que não convém colocar o episódio no centro da relação entre os dois governos.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, aliados do petista avaliam que Flávio Bolsonaro tenta atrair Lula para uma armadilha para sabotar a relação entre o petista e Trump, descrita como boa por ambos. Por esse raciocínio, o candidato derrotado busca provocar o presidente brasileiro para que ele tome uma atitude ou dê uma declaração que estresse sua relação com o presidente americano.
 

Na quarta-feira (28), o senador do PL divulgou uma carta em que se proclamava "verdadeiro presidente do Brasil". Depois, atualizou o documento e referiu-se a si mesmo como "líder do Brasil". Ele afirma, sem apresentar prova nenhuma, que a eleição brasileira foi fraudada. Na segunda (26), Flávio havia dito que desistiria de anular a eleição na Justiça e declarou que não fugiria do país.
 

Trump até o momento não reconheceu explicitamente a vitória de Lula e disse que a eleição brasileira foi uma vergonha. Apesar disso, ele afirma que conversará com o brasileiro. De acordo com Trump, o próprio Lula pediu que ele não tomasse lado na disputa.
 

A orientação dada aos auxiliares de Lula é não alimentar uma polêmica em torno da fuga de Flávio e manter uma postura pragmática. Integrantes do governo avaliam que Lula saiu fortalecido da reeleição e não precisa cobrar de Trump o reconhecimento da vitória, ainda não expressado pelo presidente americano.
 

Na avaliação de um auxiliar do Planalto, cobrar publicamente o reconhecimento poderia transmitir uma imagem de fragilidade que o Brasil não precisa assumir. Um diplomata do Itamaraty afirma que, neste momento, as providências relacionadas à saída de Flávio do país cabem ao Judiciário, e não ao presidente da República.
 

O governo também considera relevante o fato de partidos de diferentes espectros políticos, inclusive o PL, terem reconhecido a vitória de Lula. Outro reconhecimento considerado importante pelo governo foi o do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
 

O grupo político do chefe do governo brasileiro diz acreditar que a ida do adversário para o exterior tende a dispersar seu eleitorado. No domingo (25), Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos para presidente da República e perdeu para Lula por 3,6 pontos percentuais.
 

Diversos aliados de Lula relataram à Folha a avaliação de que a fuga de Flávio Bolsonaro é benéfica para o presidente reeleito. Em seu aniversário de 81 anos, o petista citou o episódio como um dos mais vergonhosos da história do Brasil.
 

A análise é de que o senador abandonou um patrimônio eleitoral imenso e desorganizou a oposição, que agora precisará construir uma nova opção de poder –ou seja, um nome forte e incontestável em seu campo político para disputar a próxima eleição presidencial contra o grupo de Lula.