Justiça Eleitoral nega recurso de Rui Costa e mantém campanha da Abrasel contra escala 6x1 na Bahia 
Foto: Divulgação / PT-BA

A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral (MPE) rejeitaram os pedidos de urgência, protocolados pelo candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), para a retirada de anúncios sobre os impactos do fim da escala de trabalho 6x1 que mencionam o candidato. As peças publicitárias, promovidas pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel-BA) e por seu presidente, Júlio César Calado, traziam o destaque: “Rui Costa. Fim da escala 6x1 pode prejudicar o comércio na Bahia. Você está seguro de que isso é bom para nós?”

 

Os anúncios foram amplamente divulgados em portais de notícias e impulsionados em redes digitais como Facebook, Instagram e Google, exibiam a imagem do candidato ao lado de questionamentos sobre possíveis prejuízos econômicos. O material contava também com a marca "fim da 6x1: custo de todos nós" sobreposta em tom de alerta.

 

Ao analisar a representação, o desembargador Gustavo Teles Veras Nunes, relator do caso, indeferiu a liminar requerida pelo grupo político de Rui Costa. Na decisão, o magistrado observou que a publicação aborda matéria de relevante interesse público e que o questionamento feito ao eleitorado se insere no campo do debate democrático. 

 

"A formulação da pergunta 'Você está seguro de que isso é bom para nós?' insere-se no campo do questionamento retórico e da crítica política legítima a teses e propostas programáticas, inexistindo imputação de crime, ofensa desonrosa à pessoa do candidato ou pedido explícito de não voto", diz trecho da decisão.

 

Além de pedir a retirada do material, a coligação partidária “Mais Bahia, Mais Brasil”, da base petista, pediu a reconsideração da decisão e requereu a decretação de revelia dos réus por ausência de contestação no prazo legal, sustentando que a contratação de impulsionamento por entidade privada configurava propaganda eleitoral negativa ilícita. Esse pedido também foi considerado improcedente pelo Ministério Público Eleitoral.

 

No parecer assinado pelo Procurador Regional Eleitoral Auxiliar Ovídio Augusto Amoedo Machado, o órgão fundamentou que associar o candidato à proposta que ele defende publicamente não constitui irregularidade e criticou a tentativa de suspender a veiculação. 
 

 

Lula em entrevista
Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista na noite desta terça-feira (15) à TV Record, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de “cara de pau” e disse que ele tem os “bolsos cheios de dinheiro” do Master. Lula disse que o candidato do PL não tem como pedir impeachment do ministro Alexandre de Moras, do Supremo Tribunal Federal (STF), se também recebeu dinheiro supostamente ilício da mesma fonte.

 

“Eu vi aquele cara de pau do filho do Bolsonaro na TV cobrando punição ao Alexandre de Moraes. Cara, você também pegou dinheiro do Banco Master! A fonte do suposto dinheiro ilícito para o Moraes é a mesma do seu. Você pensa que é quem? É melhor do que quem? Está acima da lei? Como você pode pedir a prisão de ministros se seus bolsos estão cheios de dinheiro roubado? Chega! Esse país tem que passar por um choque de moralidade. Chega de putaria, chega de coisas obscuras!”, afirmou.

 

Em outra crítica a Flávio Bolsonaro, o presidente Lula chegou a chorar ao comentar a possibilidade de o Brasil adotar políticas econômicas semelhantes às da Argentina, como defendido por pessoas ligadas ao candidato do PL. O presidente relatou que a primeira-dama, Janja, mostrou a ele uma declaração de uma integrante da campanha do senador.

 

“Ontem a Janja me mostrou que uma senhora que se diz chefe econômica da campanha do Flávio disse que, se eles ganharem, vão aplicar no Brasil as políticas econômicas do Milei. Como assim? Vocês vão botar a sociedade brasileira para comer carne de jumento?”, afirmou.

 

Lula detalhou os impactos das políticas do presidente argentino Javier Milei, mencionando o corte de aposentadorias, o aumento da mortalidade infantil e a falta de recursos para a educação.

 

“Na Argentina estão comendo carne de jumento porque as pessoas não têm dinheiro para comprar carne. Lá, o Milei cortou aposentadoria de idosos de 80 anos, que hoje moram na rua, comem lixo e estão morrendo com depressão. Cortou o dinheiro da educação e tem universidade sem água para os alunos beberem. A mortalidade infantil aumentou porque as mães não têm o que dar para os seus filhos comerem”, comentou

 

O presidente se emocionou nessa parte da entrevista, questionando se os brasileiros permitiriam que o país seguisse esse caminho.

 

“Eu fico emocionado falando sobre isso porque parece uma loucura. Não é possível que os brasileiros estejam tão cegos de ódio que queiram fazer seus irmãos comerem lixo”, disse o presidente.
 

 

MPF investiga possível irregularidade em uso do Fundeb em 12 municípios do Extremo Sul da Bahia
Foto: Reprodução / Prefeitura de Eunápolis

O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia instaurou inquéritos civis para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos federais recebidos por meio da complementação-VAAT do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em 12 municípios do Extremo Sul do estado.

 

Os procedimentos envolvem as prefeituras de Eunápolis, Itapebi, Alcobaça, Ibirapuã, Vereda, Teixeira de Freitas, Prado, Lajedão, Jucuruçu, Itamaraju, Itabela e Itanhém.

 

As apurações se baseiam em dados extraídos do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) e repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável por temas ligados a educação e cultura.

 

Conforme o MPF, os focos das investigações variam de cidade para cidade, em alguns casos, a suspeita recai sobre a aplicação do VAAT em despesas de capital; em outros, o alvo é o Indicador de Educação Infantil (IEI), usado para medir o cumprimento das metas de atendimento na primeira etapa da educação básica.

 

APURADO EM CADA MUNICÍPIO


Eunápolis. O caso engloba os exercícios de 2021, 2022 e 2024, sem um recorte temático específico informado.

 

Itapebi. A investigação abrange o exercício de 2022 e questiona a aplicação dos recursos do VAAT em despesas de capital.

 

Alcobaça. O inquérito cobre os anos de 2021 e 2022 e tem como foco o Indicador de Educação Infantil (IEI).

 

Ibirapuã. A apuração se refere ao exercício de 2023, também com foco na aplicação do VAAT em despesas de capital.

 

Vereda. A investigação trata do exercício de 2021 e tem como alvo o Indicador de Educação Infantil (IEI).

 

Teixeira de Freitas. O inquérito também se concentra no exercício de 2021 e no Indicador de Educação Infantil (IEI).

 

Prado. A apuração abrange 2023 e mira a aplicação do VAAT em despesas de capital.

 

Lajedão. O caso se refere ao exercício de 2021, sem recorte temático específico informado.

 

Jucuruçu. A investigação trata do exercício de 2023, sem recorte temático específico informado.

 

Itamaraju. O inquérito cobre o exercício de 2021 e tem como foco o Indicador de Educação Infantil (IEI).

 

Itabela. A apuração abrange os exercícios de 2024 e 2025, com foco na aplicação do VAAT em despesas de capital.

 

Itanhém. A investigação se refere ao exercício de 2021 e também questiona a aplicação do VAAT em despesas de capital.

 

Em todos os casos, a conversão das notícias de fato em inquérito civil é o passo que formaliza a apuração dentro do MPF, o que permite a requisição de documentos, informações e diligências mais aprofundadas junto às prefeituras investigadas.

 

Operação: Polícia cumpre 21 prisões contra tráfico e bloqueia R$ 12 mi em bens

A Operação Eirene II, deflagrada na manhã desta quarta-feira (16), cumpriu 32 mandados de prisão na Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Os ofícios judiciais foram cumpridos contra integrantes de um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro, posse e porte ilegal de armas de fogo, entre outros crimes.

 

A ação conjunta realizou ações simultâneas nos quatro estados. Na Bahia, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e as polícias Militar, Civil e Federal cumpriram 21 mandados de prisão, sendo 9 em Jequié, 6 em Vitória da Conquista, 2 em Serrinha e 1 em cada uma das cidades de Mutuípe, Laje, Ilhéus, Brumado e Salvador. 

 

Nos demais estados, foram realizadas 4 prisões em São Paulo, 5 em Minas Gerais e 1 em Goiás. A Justiça também autorizou a constrição patrimonial de mais de R$ 12 mi em ativos financeiros e bens vinculados aos integrantes do grupo investigado.

 

No STF, Gonet nega amizade com Vorcaro e diz que só falou uma vez com ex-dono do Master
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15) qualquer proximidade ou conhecer o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro. O chefe do Ministério Público afirmou ter falado apenas uma vez, e de forma banal, com o ex-banqueiro.
 

No plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), o PGR também disse que "fica feliz" porque André Mendonça reconheceu que "nada que foi colhido [pela Polícia Federal] que pudesse induzir alguma prática de ilícito pelo procurador-geral da República". Segundo o PGR, o único encontro que ele teve com Daniel Vorcaro, do Banco Master, se deu com várias autoridades em evento de 2024 e foi "brevíssimo e banal".
 

O presidente da corte, Edson Fachin, marcou a sessão para debater o relatório da Polícia Federal que traz conversas entre o ex-dono do Master e um interlocutor apontado como sendo o ministro Alexandre de Moraes.
 

Mesmo depois de passar por desgastes internos por parte de uma ala da cúpula da PGR e enfrentando uma conversa com o presidente do Supremo, Edson Fachin, sobre a possibilidade de eleger um outro representante para a sessão, o PGR optou por estar presente.
 

Ao defender a nulidade do caso, no último dia 1°, por escrito, Gonet diz que Mendonça "se valeu da polícia" para "impor a investigação" do colega, exercendo "atividades que não lhe foram assinaladas". "Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais."
 

O PGR também é citado no relatório. Na investigação policial, há diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha ao ex-dono do Master mensagens atribuídas ao procurador. Em outros trechos, Vorcaro pede a Moraes que acione Gonet e o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra a instituição financeira.
 

Além disso, ainda de acordo com as apurações, o filho do procurador-geral pediu ao banqueiro para ir a um evento custeado por ele em Londres, com despesas pagas.
 

O chefe da PGR esteve no gabinete da presidência do STF durante a tarde da última quinta (10). Ele e Fachin conversaram por cerca de meia hora. Pessoas a par das tratativas afirmam que Fachin sugeriu que a PGR tivesse outro representante. Uma opção aventada seria Hindenburgo Chateaubriand.
 

Fachin, no entanto, deixou a cargo do próprio Gonet decidir a respeito da presença no plenário. Na conversa, o PGR não deu uma resposta definitiva sobre o tema ao presidente do Supremo.
 

O PGR optou por estabelecer um grupo de trabalho para lidar com os casos do Banco Master e diluir a responsabilidade e a pressão sobre Gonet. Além dele, cuidam agora dos processos Chateaubriand, e os subprocuradores-gerais Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos. Os dois primeiros coordenam os trabalhos.
 

Pouco depois da divulgação do relatório, integrantes da cúpula da PGR avaliaram que as citações a Gonet expõem a instituição em uma situação grave e inédita, mesmo sem que exista até o momento nada capaz de torná-lo alvo de investigação.
 

Como a Folha de S.Paulo mostrou, houve um desconforto generalizado com o episódio, tanto entre aqueles que preferiam vê-lo afastado do comando do caso como entre procuradores que o apoiam e não veem problema no que foi divulgado até aqui. Os dois grupos entendem que, de qualquer forma, pode haver prejuízo coletivo à reputação da categoria.
 

Internamente, o Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, no último dia 3, um procedimento para apurar as menções ao procurador-geral da República nas mensagens do ex-banqueiro. Gonet quer aproveitar o caso para rebater alegações de suspeição.


 

Linhas de ônibus em Cajazeiras XI ganham novos horários a partir desta quarta
Foto: Secom PMS

Duas linhas de ônibus que atendem a região da Rua Geraldo Brasil, em Cajazeiras XI, terão os horários alterados a partir desta quarta-feira (16). As mudanças ampliam a oferta de viagens nos períodos de maior demanda.

 

A linha 1722 – Terminal Águas Claras x Geraldo Brasil terá intervalos menores no pico da tarde, além de estender o atendimento nos dias úteis até as 23h10. O itinerário permanece sem alterações. Já a linha 1722-01, criada recentemente para ligar a Rua Geraldo Brasil ao Terminal Águas Claras, terá três novas partidas no início da manhã. Os ônibus sairão às 5h, 5h30 e 5h55, além do horário que já era realizado às 6h25.

 

O trajeto da 1722-01 passa pela Rua Juscelino Kubitschek, Avenida Dois de Julho e BR-324. Segundo a Secretaria de Mobilidade (Semob), os ajustes são resultado de estudos contínuos sobre a operação do transporte público e buscam adequar o serviço às necessidades de deslocamento dos moradores. 

 

Flávio Farias, comandante do BEPE, em entrevista ao Bahia Notícias no Ar
Foto: Thiago Tolentino/Bahia Notícias

A violência registrada antes e depois do último Ba-Vi, disputado no dia 23 de agosto, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi um dos assuntos abordados pelo comandante do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE), Flávio Farias, durante participação no Bahia Notícias no Ar nesta quarta-feira (16). Segundo o comandante, a rivalidade entre torcedores e a presença de integrantes ligados ao tráfico de drogas são fatores que contribuem para os episódios de violência relacionados ao futebol.

 

No último Vitória x Bahia, no Barradão, vencido pelo Tricolor por 2 a 0, dois torcedores ligados à Bamor morreram em episódios registrados fora do estádio. José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, foi morto após ser perseguido e atacado na Via Regional. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA), integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis teriam participado da ação.

 

Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos, também morreu após ser baleado no bairro de Castelo Branco. Familiares relataram que o jovem teria sido atingido enquanto fugia de um ataque atribuído a integrantes de torcida organizada. As circunstâncias dos dois crimes são investigadas pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA).

 

Segundo o comandante, a presença de integrantes ligados a facções criminosas no ambiente das torcidas organizadas é uma das preocupações identificadas pelo BEPE. Farias afirmou que esses indivíduos nem sempre estariam formalmente cadastrados nas torcidas, mas utilizariam as camisas para facilitar a participação nos confrontos.

 

"Nós sempre nos perguntamos quem está por trás dessas agressões. Existem variantes em relação a isso, mas detectamos que têm entrado integrantes de facções, não diretamente cadastrados nas torcidas organizadas, mas fazendo uso das camisas pela facilidade de compra que existe. Eles fazem uso dessas camisas para cometer agressões contra o público que, inclusive, se dirige ao estádio", declarou.

 

Flávio Farias afirmou que os episódios de maior gravidade costumam acontecer em bairros e vias de acesso mais distantes dos locais das partidas. Segundo ele, o policiamento realizado no entorno e no interior dos estádios tem apresentado resultados positivos.

 

"No último Ba-Vi, essas questões de violência vieram à tona de forma mais forte. Eu sempre digo que vamos muito bem no entorno do estádio e, no interior, não temos tido ocorrências de grande vulto. Essas ocorrências são registradas nos bairros ou nas vias de acesso mais distantes do próprio local do evento", explicou.

 

 

Ao falar sobre a mudança no comportamento das torcidas ao longo dos anos e a atual recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que recomenda a realização de Ba-Vis com torcida única, o comandante do BEPE lembrou que já presenciou um período em que torcedores rivais frequentavam os estádios simultaneamente e classificou o cenário atual como uma "escalada de violência".

 

"Eu tenho 55 anos e 34 na corporação, e vivi aquele tempo de duas torcidas no estádio. Nós íamos juntos, confraternizando, e era um clima de paz e tranquilidade. O que vemos hoje é uma escalada de violência, não só no futebol, mas também de problemas que acabaram chegando ao futebol, como o tráfico de drogas", afirmou.

 

Farias também comparou o policiamento realizado durante o Carnaval com a atuação em partidas de futebol e destacou que os eventos envolvem comportamentos distintos por parte do público.

 

"As pessoas sempre me perguntam por que a Polícia Militar da Bahia faz um excelente Carnaval e, quando chega ao futebol, temos uma ou outra divergência na questão da segurança. O Carnaval mexe com um tipo de emoção muito diferente. Quem vai aos estádios vivencia uma emoção de rivalidade e, com a utilização de alguns produtos, lícitos ou ilícitos, essa emoção pode levar a situações de agressão", afirmou.

 

Além das duas mortes, o último Ba-Vi também foi marcado por episódios de vandalismo contra ônibus do transporte coletivo. A Secretaria Municipal de Mobilidade registrou três ocorrências nos bairros de Pernambués, Pirajá e Plataforma. Em uma delas, um motorista ficou ferido após um rojão atingir o para-brisa do veículo.

 

Vídeos divulgados nas redes sociais também registraram confrontos entre supostos integrantes das duas torcidas organizadas, com grupos correndo pelas ruas e explosões durante as confusões.

 

A recomendação de torcida única nos Ba-Vis foi adotada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em abril de 2017. A medida foi suspensa em fevereiro de 2018, quando os clássicos voltaram a contar com torcedores de Bahia e Vitória. Após uma confusão generalizada no confronto que ficou conhecido como "Ba-Vi da Paz", o MP-BA voltou a recomendar a presença de apenas uma torcida nos clássicos. 

 

SMS passa a comunicar consultas e procedimentos via WhatsApp para pacientes em Salvador
Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) implementou uma nova estratégia de comunicação com os usuários que possuem consultas e procedimentos agendados pelo Sistema Vida+. A iniciativa já está em funcionamento e utiliza o WhatsApp para encaminhar aos cidadãos informações sobre os atendimentos, incluindo lembretes e solicitação de confirmação do agendamento.

 

As mensagens encaminhadas aos usuários informam a data e o horário da consulta ou procedimento agendado e solicitam a confirmação do agendamento. A comunicação permite que o cidadão acompanhe com antecedência as informações do seu agendamento.

 

A confirmação também contribui para a organização da rede municipal. Quando o usuário não confirma o agendamento dentro do prazo estabelecido, a vaga poderá retornar ao sistema para ser disponibilizada a outro cidadão. Dessa forma, é possível identificar previamente vagas que não serão utilizadas e dar maior agilidade à utilização dos horários disponíveis nos serviços de saúde.

 

De acordo com Daniela Alcântara, diretora de Regulação, Controle e Avaliação da SMS, a iniciativa traz benefícios tanto para o processo de regulação ambulatorial municipal quanto para os usuários.

 

“A comunicação direta com o usuário nos ajuda a qualificar o processo de regulação, porque permite identificar com antecedência quais atendimentos estão confirmados e quais vagas poderão ser disponibilizadas novamente. Isso dá mais agilidade à gestão da oferta e, para a população, representa mais facilidade para acompanhar seus agendamentos e ter as informações do atendimento de forma acessível. É uma estratégia que aproxima o cidadão do serviço e contribui para uma utilização mais eficiente das vagas disponíveis na rede.”, destaca a diretora.

 

Para receber as comunicações, é fundamental que os usuários mantenham seus dados cadastrais atualizados junto à rede municipal de saúde, especialmente o número de telefone. Por isso, no momento do agendamento de uma consulta ou procedimento, o cidadão deve conferir e, se necessário, atualizar seus dados cadastrais diretamente na unidade de saúde.

 

Confusão marca fim de CRB x Sport e polícia usa balas de borracha e gás lacrimogêneo
Foto: X / @noitedecopa

Uma confusão nas arquibancadas tomou conta do pós-jogo de CRB x Sport, na noite da última terça-feira (15), no Estádio Rei Pelé. Após a vitória alagoana por 2 a 1, integrantes da Torcida Jovem do Sport correram em direção à divisão entre os setores das duas equipes e romperam uma das barreiras de proteção. A Polícia Militar precisou intervir.

 

 

Durante a ação, foram utilizados disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para impedir o avanço dos torcedores. A movimentação provocou correria no setor visitante, com famílias deixando as arquibancadas às pressas.

 

Do lado do CRB, integrantes de uma torcida organizada também se movimentaram em direção ao local da confusão, mas foram contidos pelos agentes de segurança antes que os dois grupos entrassem em confronto direto. Segundo o ge, o tumulto durou aproximadamente dez minutos.

 

O CRB se manifestou por meio de nota após o episódio. O clube afirmou que houve vandalismo e depredação dos equipamentos de contenção e alegou que torcedores do Sport agrediram policiais militares durante a ocorrência.

 

O clube alagoano também cobrou a identificação e responsabilização dos envolvidos.

 


Foto: Divulgação / CRB

 

Relatos publicados pela imprensa alagoana apontam que problemas já haviam sido registrados durante o intervalo da partida, quando integrantes da organizada do Sport teriam forçado o acesso ao setor destinado aos visitantes.

 

Dentro de campo, o CRB venceu o Sport por 2 a 1, pela 28ª rodada da Série B. O resultado levou a equipe alagoana aos 45 pontos, na sétima colocação, enquanto o Rubro-Negro pernambucano perdeu mais um confronto direto na disputa pelas primeiras posições.

 

 

Faustão fala sobre recuperação após transplantes e descarta retorno à TV
Foto: Reprodução / TV Globo

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, 76, afirmou que não tem planos de voltar à TV em uma longa e rara entrevista a Pedro Bial, na noite desta terça-feira (15), na Globo, emissora que ele deixou há cinco anos após três décadas de trabalho.
 

"Não tenho nada mirabolante", disse sobre os planos para o futuro. ‘É curtir a vida, viajar o máximo que puder e aproveitar a convivência com a mulher e os filhos".
 

Faustão chamou de milagre a sobrevivência a quatro transplantes —um de coração, dois de rim e um de fígado. Ele lembrou que passou a maior parte dos últimos anos em internações hospitalares e disse que ainda está em recuperação, em um processo que inclui a prática de musculação, fisioterapia e tai chi chuan.
 

Bial conduziu uma retrospectiva da carreira do apresentador, a exemplo do que acontece com outros grandes nomes da TV brasileira que participam do programa. O entrevistador foi recebido na casa de Faustão.
 

Uma das lembranças foi sobre o primeiro palavrão após a estreia na Globo, em março de 1989, no Domingão do Faustão, com o humorista Bussunda na plateia.
 

O apresentador confirmou seu estilo irreverente, já conhecido do Perdidos na Noite, na Band, em menos de um minuto na tela global.
 

Antes disso, ele havia conversado com Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo, sobre a linguagem que o popularizou. "Quando eu falo pentelho, estou falando no adjetivo, não no substantivo", explicou.
 

Segundo ele, o empresário compreendeu e nunca o reprimiu.
 

O Conversa com Bial recordou também cenas históricas, como a do dia em que uma churrasqueira ligada por controle remoto pegou fogo, ao vivo, em pleno palco do "Domingão", e o apresentador criou o bordão "tá pegando fogo, bicho". Em seguida, chamou os bombeiros.
 

Ficaram de fora polêmicas como a do sushi erótico, de 1997, em que modelos nuas apareceram na tela cobertas apenas com iguarias da culinária japonesa degustadas por convidados como Márcio Garcia e Oscar Magrini. O caso teria chocado a direção da Globo.
 

Com 62 anos de uma carreira iniciada no rádio, ele disse não sentir falta do trabalho e destacou a possibilidade de conviver com os três filhos —Lara, João Guilherme e Rodrigo- após se aproximar da morte.
 

Ele afirmou que o seu legado após 33 anos anos na Globo é a formação de profissionais que hoje ocupam cargos de direção na emissora.
 

"É legal ajudar a melhorar o trabalho para todo mundo. Isso não é questão de ser bonzinho, é ser inteligente. Você cria um clima melhor".
 

Na fase do Perdidos da Noite, considerado um programa de auditório inovador e engraçado, Faustão chegou a receber agradecimentos do CVV (Centro de Valorização da Vida) porque o número de ligações diminuía enquanto ele estava no ar.
 

O apresentador contou que atualmente assiste programas esportivos, jornalísticos, séries e filmes.
 

Faustão afirmou que precisou treinar a paciência após o transplante de coração, em 2023, seguido de várias complicações na saúde. "Fui doutrinado, ou melhor, adestrado a ter resiliência".
 

Ele deu a entrevista acompanhado do cardiologista Fernando Bacal, que o atendeu após uma viagem aos Estados Unidos e constatou a necessidade urgente de transplante de coração.
 

Faustão foi internado na UTI do Einstein Hospital Israelita como paciente prioritário para o transplante. De acordo com o médico, a fila segue critérios de compatibilidade sanguínea, gravidade e tempo de espera.
 

No caso do apresentador, ele dependia de medicação e aparelhos para sobreviver e esperou cerca de um mês pelo novo coração, no "bico do corvo", como disse o próprio Faustão.
 

Bacal reforçou que a fila de transplantes no Brasil é única e gerenciada pelo Ministério da Saúde. De acordo com ele, 45% das famílias aceitam a doação de órgãos no país e o ideal seria chegar a 80% para atender a todos os pacientes. Hoje há 50 mil pessoas no Brasil esperando um transplante.
 

"Um doador pode doar até seis, sete órgãos. É impressionante. Além de ser uma demonstração de amor, consegue dar vida para cinco, seis pessoas", afirmou Faustão.
 

O cardiologista disse que o apresentador ajuda a mostrar a seriedade do programa de transplantes no país e estimula a doação de órgãos.
 

"Ter um paciente como o Fausto, com todo o histórico de saúde, é um orgulho para a medicina brasileira. Se eu puder dizer para a população sobre o que ele nos deixa, é [a possibilidade] de falar sobre a doação de órgãos. É um grande legado", afirmou.