Cabo PM baleado na cabeça em confronto no Vale das Pedrinhas morre no HGE

Infelizmente, as notícias desta manhã (3 de fevereiro de 2026) confirmam o falecimento do cabo Glauber Rosa Santos. Ele não resistiu ao ferimento causado por um tiro de fuzil na cabeça durante o confronto no Vale das Pedrinhas. O policial chegou a ser operado no Hospital Geral do Estado (HGE), mas a morte foi confirmada por volta das 10h.

O Cabo Glauber Rosa Santos, tinha  42 anos, integrava a Polícia Militar desde 2009 e era lotado no 30º Batalhão. Ele era natural de Senhor do Bonfim e deixa dois filhos (uma menina de 8 anos, que fez aniversário ontem, e um menino de 4 anos).

O policiamento está fortemente reforçado em todo o Complexo do Nordeste de Amaralina. Unidades especializadas como o BOPE e o GRAER (helicóptero) realizam buscas para localizar os responsáveis.

Devido à insegurança, a circulação de ônibus no Vale das Pedrinhas foi suspensa. Os rodoviários determinaram que os veículos não entrem no final de linha, e os moradores precisam se deslocar até a Av. Juracy Magalhães para utilizar o transporte.

 Sobre  a investigação, a  suspeita é que o disparo tenha sido feito por um traficante utilizando uma arma de longo alcance com luneta de precisão. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já iniciou as investigações.  Até o momento, a PMBA ainda não divulgou os detalhes oficiais sobre o horário e local do velório e sepultamento.

“A Polícia Militar da Bahia manifesta profundo pesar pelo falecimento do cabo PM Glauber, vitimado após confronto armado durante o atendimento de uma ocorrência no Vale das Pedrinhas. O militar deixa esposa e filho, além de um legado de compromisso, seriedade e dedicação à missão de servir e proteger”, informou a corporação.

Da Redação

Foto    : Reprodução

 Governo libera mais R$ 3,9 bi para pagar saque-aniversário do FGTS



Governo libera mais R$ 3,9 bi para pagar saque-aniversário do FGTS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal anunciou a liberação de R$ 3,9 bilhões para pagamento da segunda parcela a trabalhadores que optarem pelo saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a partir desta segunda-feira (2).


 


De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o pagamento desses saldos remanescentes nesta segunda etapa beneficiará 822,6 mil pessoas. O valor corresponde aos recursos retidos de trabalhadores que foram demitidos entre janeiro de 2020 e 20 de dezembro de 2025 e os pagamentos serão feitos até o dia 12 de fevereiro. 


 


Segundo informações da Agência Brasil, na primeira etapa, foram liberados também R$ 3,8 bilhões, que beneficiaram mais de 14 milhões de pessoas, conforme previsto em medida provisória publicada no dia 23 de dezembro.


 


Em nota, o MTE lembra que a modalidade impõe uma “penalização injusta” aos trabalhadores e trabalhadoras que optam por esse formato, ao impedir o acesso aos recursos do FGTS em caso de demissão.


 


“O saque-aniversário tem essa crueldade com o trabalhador e com a trabalhadora, que adere à modalidade e fica impedido de acessar o saldo quando perde o emprego”, alerta o ministro Luiz Marinho ao lembrar que o FGTS é uma “poupança individual criada para amparar o trabalhador e a trabalhadora nos momentos de desemprego, mas, na prática, ele não consegue acessá-la justamente quando mais precisa”.


 


De acordo com o MTE, a maior parte dos trabalhadores terá os valores creditados automaticamente nas contas bancárias previamente cadastradas no aplicativo FGTS. Quem não informou um número de conta para o depósito poderá fazer o saque por meio dos terminais de autoatendimento da Caixa; nas casas lotéricas; ou nas unidades do CAIXA Aqui.

 Câmara aprova Gás do Povo, programa que troca vale por botijões



Câmara aprova Gás do Povo, programa que troca vale por botijões

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o texto-base da medida provisória (MP) que cria o Gás do Povo, programa que troca o pagamento do Auxílio-Gás pela retirada de botijões diretamente nos revendedores.

 


Uma das vitrines eleitorais da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a proposta foi aprovada com votos favoráveis de 415 deputados federais, garantindo uma vitória ao governo na primeira sessão deliberativa do ano.

 


Até agora, o programa está rodando em todas as capitais e o governo prevê chegar a todos os municípios até o mês de março. A adesão voluntária tem preocupados integrantes o governo, como mostrou a Folha de S. Paulo, mas a expectativa do setor é que mais comércios decidam participar conforme o programa avança.

 


Levantamento do Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que, na média, a adesão em todas as capitais está em 35%. Nas cidades incluídas na primeira fase do programa, a entidade calcula que 52% das revendas estejam cadastradas. Nas 17 que começaram em 26 de janeiro, a adesão está entre 25% e 30%.

 


Até dezembro, os beneficiários recebiam o valor equivalente ao preço médio do botijão na região em que moram. Agora, passam a retirar o botijão diretamente nas revendedoras participantes. Esses comerciantes receberão o pagamento em até dois dias. O texto aprovado na Câmara prevê um prazo máximo de sete dias úteis para as lojas receberem.

 


Têm direito ao botijão as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. A prioridade será para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Até que todos tenham acesso ao botijão gratuito, o pagamento do valor será mantido.

 


O relatório aprovado pela Câmara nesta segunda amplia o escopo do programa e inclui a possibilidade de instalação de biodigestores e outros sistemas de cocção de baixa emissão de carbono. O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), relator do texto na comissão mista que analisou a MP, diz que a inclusão busca atender regiões rurais onde falta acesso ao botijão.

 


Junto à essa possibilidade, Leal também incluiu como público-alvo do programa as cozinhas solidárias e comunitárias, que poderão, segundo o texto aprovado, ser financiadas pelo Ministério de Minas e Energia, por entes subnacionais (estados e municípios) ou por recursos decorrentes de multas e termos de ajustamento de conduta (TACs) em infrações ambinetais.

 


"Os biodigestores são uma inovação que já existe, pode usar desejos para produzir o gás, já existe em alguns lugares. A ideia é espalhar um pouco mais e incluir um forma de financiamento, abrir a possibilidade de os biodigestores serem financiados", diz Hugo Leal.

 


A lei que trata de crimes contra a ordem econômica também foi alterada por meio da MP, no trecho que se refere ao uso do GLP em motores, saunas, caldeiras e para o aquecimento de piscina. Esses usos deixam de ser enquadrados na legislação, mantido apenas o veto para fins automotivos.

 


O relator incluiu no relatório final dois jabutis, como são chamadas propostas sem relação com o projeto original, que, segundo ele, foram acordados com integrantes do governo e na comissão. "Só ficaram temas que tinha acordo. Biometano, gasoduto, tinha mais coisa [em anális na comissão], mas não teve consenso."

 


Os dois tratam de mudanças que chegaram a ser propostas pelo governo em MPs que não chegaram a ser votadas. O primeiro, na frente de energia, permite que agentes anteriormente desligados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e que ainda possuam débitos relacionados à repactuação do risco hidrológico (chamado de GSF) possam participar do chamado mecanismo concorrencial previsto no novo marco do setor elétrico.

 


O outro incorpora o texto de uma outra medida provisória, a 1.315/2025, que amplia a renúncia fiscal do Executivo em R$ 800 milhões por meio da depreciação acelerada para indústria naval e de petróleo. A medida original também foi apresentada em setembro do ano passado, mas a comissão mista que a analisaria sequer foi instalada e perderia a validade em nos próximos dias.

 


MP QUE ABRIU CRÉDITO PARA COMBATE À GRIPE AVIÁRIA É APROVADA

 


Na primeira sessão deliberativa do ano, os deputados federais aprovaram também uma medida provisória de abertura de crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões liberados no ano passado pelo governo Lula para que o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) reforçasse ações de vigilância.

 


Em setembro, quando a medida provisória foi enviada, a pasta atuava no combate à gripe aviária (identificada no país alguns meses antes) e a outras pragas como a mosca-da-carambola, vassoura-de-bruxa da mandioca e monilíase do cacaueiro. A preocupação, à época, era com o risco de dispersão dessas pragas, que poderiam reduzir a disponibilidade de frutas, cacau e mandioca, se

gundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.







 SAF muda rumo do Flu de Feira e clube aposta na base como eixo de sustentabilidade



SAF muda rumo do Flu de Feira e clube aposta na base como eixo de sustentabilidade

Foto: Acervo Pessoal / Bahia Notícias

O Fluminense de Feira viveu, nos últimos anos, um dos momentos mais críticos de sua história. Sem estrutura, sem recursos financeiros e com dívidas executadas na Justiça, o clube esteve próximo da extinção.


 


A criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi o ponto de inflexão que garantiu a sobrevivência da instituição e deu início a um processo de reconstrução estrutural e esportiva, que hoje tem a divisão de base como principal estratégia de sustentabilidade.


 


Atualmente, a detentora de 90% da SAF do Touro do Sertão é a Core3 Tecnologia. A aprovação da venda ocorreu em outubro de 2023, após a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária. A empresa, gerida pelos sócios André Oliveira e Filemon Neto, assumiu uma dívida de R$ 5 milhões e comprometeu-se com um aporte de R$ 20 milhões, a ser distribuído ao longo de 20 anos.


 


Em entrevista exclusiva concedida ao Bahia Notícias, o presidente da SAF do Flu de Feira, Filemon Neto, fez um balanço detalhado desde a implementação do modelo até o momento atual. Ele foi categórico ao afirmar que, sem a mudança jurídica, o clube não teria continuidade.


 


"Se a SAF não tivesse sido criada, não teria clube no ano posterior. O Fluminense chegou a um ponto em que não tinha mais ferramentas. Não tinha estrutura, não tinha recurso, eram dívidas intermináveis, tudo executado na Justiça. O clube realmente chegou ao fim", explicou o gestor.


 


Ao assumir o controle do futebol, Filemon relatou que a SAF encontrou um cenário de "abandono total", especialmente no Centro de Treinamento. Segundo o dirigente, a recuperação do clube passou, necessariamente, pela reconstrução da estrutura física, começando pelo básico.


 


"Assumimos o clube com muita dificuldade, sem credibilidade e sem recurso nenhum. O CT estava totalmente destruído; era praticamente um terreno baldio. Era aberto, as pessoas atravessavam por dentro como caminho, tinha animais lá dentro. A primeira coisa foi cercar o local e dizer: 'Pronto, aqui agora é a nossa casa'", relembrou.


 


A partir desse passo inicial, a SAF iniciou uma série de reformas para viabilizar o departamento de futebol:


Campos e vestiários: recuperação total dos gramados e áreas técnicas;

Saúde e Performance: reconstrução de academia, reativação do departamento médico e implementação de um setor de fisioterapia;

Logística e Alojamento: reforma geral nos alojamentos, reativação do refeitório e a compra de um ônibus próprio para o deslocamento das equipes.

 




 


DA SOBREVIVÊNCIA AO PLANEJAMENTO

Paralelamente à reconstrução estrutural, a SAF buscou reorganizar o Fluminense de Feira sob uma lógica empresarial. Para Filemon Neto, a principal diferença entre o antigo modelo associativo e a SAF reside na busca pela sustentabilidade financeira.


 


"Como empresa, a primeira coisa que tivemos que pensar foi: como gerar a sustentabilidade desse negócio?", questionou. A resposta encontrada foi o investimento prioritário na divisão de base. "Um clube do interior só tem um caminho para se tornar sustentável: investir na base. Não tem como honrar o orçamento anual baseado apenas em retorno de competição e patrocínio. É por isso que os clubes fecham", pontuou.


 


Dentro da estratégia de fortalecer as categorias de base, a SAF também passou a investir na qualificação profissional e na troca de conhecimento com o futebol europeu. Recentemente, o clube enviou o coordenador da base para a Espanha, em um intercâmbio voltado à observação de métodos de formação e gestão de atletas.


 


Segundo Filemon Neto, a iniciativa faz parte da busca por referências que ajudem a aprimorar o trabalho desenvolvido em Feira de Santana.


 


"Entendemos que investir só em estrutura não basta; é preciso investir em conhecimento. Por isso, enviamos o nosso coordenador para a Espanha, para vivenciar outras metodologias, entender como funciona a formação lá fora e trazer isso para a nossa realidade”, explicou o dirigente.


 


Ele destacou, porém, que a experiência internacional não visa copiar modelos estrangeiros, mas sim absorver conceitos que possam ser adaptados ao contexto baiano. "Não é para copiar ninguém. Nosso projeto é solo, é nosso. Mas você precisa conhecer o que está sendo feito de melhor no mundo para evoluir. Esse intercâmbio faz parte desse crescimento."


 


No "Novo Flu", a base ocupa o centro da estratégia. Atualmente, o investimento no setor é superior ao do próprio futebol profissional, seguindo um projeto autoral desenvolvido internamente.


 


"A base hoje é o nosso carro-chefe. Todos os investimentos passam por ela. Hoje, tudo que o profissional tem, a base tem igual ou superior. Não seguimos projeto de nenhum outro clube; é um processo solo de 'fábrica de atletas'", revelou Filemon.


 



Foto: Acervo Pessoal / Bahia Notícias


 


Os resultados iniciais superaram o planejamento. No primeiro ano, a meta era formar cinco atletas, mas o clube encerrou o ciclo com oito jogadores distribuídos em outras equipes. As metas para os próximos anos são ambiciosas:


Curto prazo: Formar 15 atletas por ciclo;

Médio prazo (a partir do 3º ano): Manter uma média de 25 a 30 atletas formados anualmente, seja para negociação com grandes clubes, seja para integração ao elenco profissional do Touro.

 


A expectativa da SAF é que o Fluminense de Feira comece a colher os frutos financeiros e esportivos de forma consistente a partir de 2028, o quinto ano do projeto.


 


"A partir daí, começamos a ter uma entrada anual de valores. Com o projeto rodando des

sa forma, o Fluminense será sustentado pela base 100% do tempo", concluiu o presidente.







 "Rei da Praia" arremata nova concessão e assume gestão de 1.500 m da orla de Jaguaribe



"Rei da Praia" arremata nova concessão e assume gestão de 1.500 m da orla de Jaguaribe

Foto: Reprodução / Maps

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) de Salvador divulgou o resultado da concessão do trecho conhecido como “Nova Orla”, uma área de 1,5 quilômetro de extensão localizada na praia de Jaguaribe, na capital baiana. O espaço conta com dez quiosques e até 34 barracas de praia.


 


De acordo com documento obtido pelo Bahia Notícias, o valor da concessão para a administração dos 1,5 km da orla de Jaguaribe foi fixado em R$ 350 mil mensais, o que equivale a R$ 233,34 por metro ao mês. A concessão foi homologada no último dia 26 de janeiro.


 


A empresa vencedora do certame foi a Orla Salvador, que pertence à holding Orla Brasil. A mesma empresa já havia arrematado a concessão para administrar até 34 quiosques e 70 tendas em outros trechos da orla da cidade, incluindo Boca do Rio, Praia dos Artistas, Pituaçu e Patamares, em uma área total de aproximadamente 3,5 quilômetros.


 


O processo licitatório foi aberto pela Prefeitura de Salvador em novembro de 2024. Conforme publicação no Diário Oficial do Município à época, a concessão tem prazo de 30 anos.


 


DONO DA HOLDING

A Orla Salvador integra a holding Orla Brasil, cujo proprietário é João Marcello Barreto, empresário conhecido como o “Rei da Praia” do Rio de Janeiro. Ele também comanda a Orla Rio, concessionária responsável pela gestão de 309 quiosques e 27 postos de salvamento ao longo da orla carioca, entre o Leme, na Zona Sul, e o Pontal, na Zona Oeste da capital fluminense.


 


A Orla Brasil foi fundada por João Barreto Costa, pai de João Marcello Barreto, e concentra a administração de grandes trechos do litoral em diferentes capitais do país, como em São Paulo, com a Orla Vila Lobos.

 Coligação com PT seria impeditivo legal para candidatura avulsa de Coronel pelo PSD, prometida por Otto; entenda



Coligação com PT seria impeditivo legal para candidatura avulsa de Coronel pelo PSD, prometida por Otto; entenda

Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

A possibilidade de o senador Angelo Coronel disputar a reeleição de forma “avulsa” pelo PSD, mesmo após a legenda manter aliança com o PT na Bahia, encontra obstáculos jurídicos relevantes à luz da Constituição Federal e da legislação eleitoral. A hipótese foi levantada pelo senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, ao comentar a crise interna que culminou no anúncio de saída de Coronel do partido. Contudo, a promessa esbarra em regras constitucionais sobre fidelidade partidária, coligações e escolha formal de candidaturas.


 


A Constituição Federal assegura ampla autonomia aos partidos políticos para definir sua estrutura interna, funcionamento e critérios de escolha de candidaturas, conforme estabelece o artigo 17. Essa autonomia inclui a decisão sobre coligações eleitorais nas eleições majoritárias, sem obrigatoriedade de vinculação entre as esferas nacional, estadual ou municipal, regra consolidada após o fim da chamada “verticalização” das coligações, extinta pela Emenda Constitucional nº 52, de 2006.


 


Apesar disso, o mesmo dispositivo constitucional reforça a necessidade de disciplina e fidelidade partidária, que devem estar previstas nos estatutos das legendas. Na prática, isso significa que apenas os candidatos escolhidos formalmente em convenção partidária podem disputar eleições sob a legenda, respeitando as deliberações internas do partido.


 


É nesse ponto que surge o principal entrave para a chamada “candidatura avulsa”. No Brasil, o ordenamento jurídico não permite candidaturas independentes, ou seja, sem partido político. Além disso, mesmo o filiado não pode lançar candidatura por conta própria se não for o nome oficialmente escolhido pela legenda. A Justiça Eleitoral exige, como condição de elegibilidade, a filiação partidária e a indicação formal em convenção, o que inviabiliza juridicamente uma candidatura paralela ou dissociada da decisão partidária.


 


No caso específico de Angelo Coronel, o problema se agrava pelo contexto da coligação. O PSD integra a base aliada do PT na Bahia e compôs, em 2022, a coligação que elegeu o governador Jerônimo Rodrigues (PT), ao lado da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, Avante e MDB. Essa aliança garante, entre outros pontos, tempo de televisão e estrutura de campanha, elementos que dependem de atuação coordenada entre os partidos coligados.


 


Caso o PSD mantenha a coligação com o PT para a disputa majoritária, a legenda não pode, ao mesmo tempo, lançar oficialmente outro candidato ao Senado fora desse arranjo sem romper formalmente a aliança. Uma eventual candidatura de Coronel “à revelia” da coligação não teria respaldo jurídico, pois o partido estaria vinculado às decisões tomadas em convenção e aos compromissos firmados na aliança eleitoral.


 


“Se o PT coligar com Jerônimo e com a chapa puro-sangue, o PSD não pode lançar Coronel senador. A candidatura avulsa só seria possível se fosse formalizado uma aliança sem a coligação entre o PT e PSD. Aliança sem coligação para o Senado, porque o PSD pode coligar pelo apoio ao PT para o governo, mas não para o Senado”, explicou o advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim, em entrevista ao Bahia Notícias.


 


No último sábado (31), Coronel comunicou sua decisão de deixar o PSD. O senador alegou ter sido excluído da chapa majoritária e afirmou que sua saída ocorreu após ser “defenestrado” internamente. Vale lembrar que o PT articula o lançamento de uma chapa “puro-sangue”, com o senador sendo “rifado” da chapa e o lançamento de Rui Costa e Jaques Wagner para a Casa Maior.


 


“Eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado?”, declarou.


 


Otto Alencar, por sua vez, negou ter articulado a exclusão do senador e afirmou que Coronel teve a oportunidade de buscar uma reeleição de forma avulsa, mesmo com o PSD alinhado ao PT. A declaração, no entanto, entra em choque com os limites legais impostos pela Constituição e pela legislação eleitoral, que não reconhecem candidaturas avulsas nem permitem que um partido mantenha coligação e, simultaneamente, apoie candidatura dissidente dentro da mesma disputa.


 


Assim, ainda que não exista mais a verticalização das coligações e que os partidos tenham autonomia para definir alianças em cada esfera, essa liberdade não se mistura com a possibilidade de candidaturas independentes ou paralelas dentro de uma mesma legenda. Na prática, uma candidatura ao Senado fora da coligação exigiria que o PSD não integrasse a coligação, rompendo formalmente o acordo com o PT, ou que Coronel se filiasse a outra sigla disposta a lançá-lo oficialmente.


 


CORONEL NA CHAPA

Nesta terça, Neto reforçou o desejo de integrar o senador Angelo Coronel na chapa da oposição. Em entrevista, o pré-candidato também afirmou que aguardou os desdobramentos da relação de Coronel com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e acusou o Partido dos Trabalhadores de “fome de poder” em razão da provável chapa puro-sangue.


 


“Vocês sabem que eu esperei os desdobramentos da desavença entre o PT e o senador Coronel e os fatos mostraram que o PT é insaciável, tem fome de poder e não quer dar espaço para ninguém. Imaginem que eles [PT] simplesmente desprezaram um político do tamanho, peso e liderança de Coronel, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia e é o senador com o maior respaldo entre prefeitos da Bahia. Depois de tudo o que aconteceu, eu me sinto à vontade para dar início às conversas com o senador”, disse Neto em entrevista à Band News, na festa de Iemanjá, no Rio Vermelho.


 


Neto afirmou também que o União Brasil “estará deportas abertas” para receber o senador Coronel, que deverá se desfiliar do PSD. “Mas quem vai tomar esta decisão é o senador, ele pode vir para o nosso partido ou mesmo para outra legenda que compõe a nossa base. Não temos nenhum motivo para apressar nada (a formação da chapa). Estamos trabalhando para tudo ser definido em março. Até lá, vamos conversar com os partidos”.


 


Atualmente, Coronel possui propostas para se filiar ao União Brasil, Progressistas, PSDB, Democracia Cristã, Republicanos e Agir. Conforme informações de bastidores, o senador possui um encaminhamento para migrar à mesma sigla do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União). Todavia, ainda não há um 

posicionalmente oficial sobre uma preferência partidária.







 Sem contragolpe? Petistas e aliados de Jerônimo não visualizam "retaliação" e desfalque em grupo oposicionista; entenda



Sem contragolpe? Petistas e aliados de Jerônimo não visualizam "retaliação" e desfalque em grupo oposicionista; entenda 

Foto: Divulgação

Toda ação gera uma reação. Com a movimentação política recente de migração do senador Angelo Coronel (PSD) em aderir o bloco de oposição na Bahia, não seria diferente. Ou não. De acordo com deputados federais ligados ao governo e lideranças da gestão, o ato de Coronel já seria um “contra-golpe” promovido pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União). 


 


Além disso, segundo interlocutores oposicionistas, não existirá um novo "contragolpe no horizonte". Na avaliação, o governo tem conseguido apaziguar alguns grupos internos, incluindo o Avante, liderado pelo ex-deputado federal Ronaldo Carletto, além de nomes que ainda estão ligados ao PP. "Outro movimento foi trazer o PDT. A rigor, levar Coronel já foi um contra-ataque de ACM Neto", avaliou uma das fontes procuradas.


 


Nos bastidores se comenta sobre a adesão de alguma liderança ligada ao grupo de ACM Neto, porém, isso não estaria no radar do grupo governista. Entre os nomes mais mencionados estão o do prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União). Apesar disso, informações de bastidores indicam que o gestor não deve selar o apoio a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo sem também negar o movimento diretamente. 


 


O estopim ocorreu no final de semana, quando o senador Angelo Coronel confirmou a saída do PSD em entrevista ao programa 'Frequência Política', da transmitido em rede pelas rádios Interativa FM, Difusora AM e Itapuy FM. De acordo com o político, a movimentação dele e de outros nomes, como seus filhos Diego e Angelo Filho, João de Furão, Thiago Gileno, Luizinho Sobral, acontece após ele ter sido limado da chapa.


 


A resposta veio quase que de imediato. O senador Otto Alencar se manifestou, destacando que nunca “tomou iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”. Alencar destacou que só deve se pronunciar sobre a saída de Angelo Coronel “quando for concretizado”. No entanto, garantiu que deu oportunidade para que o senador buscasse uma reeleição de maneira avulsa, ainda que o partido estivesse vinculado ao PT baiano. “É talvez o momento mais difícil da minha vida”, completou Otto. 


 


Também na avaliação de lideranças petistas, a forma de saída de Coronel também pode deixar marca. “A história de procurar Kassab pelas costas de Otto acabou mexendo muito com o presidente [Otto Alencar]. E agora ele vai tratar o caso como uma disputa pessoal, direta, o que nos ajuda muito”, indicou um dos procurados pela reportagem. 


 


O movimento, inclusive, foi respondido de forma direta por Otto Alencar, ao reunir as bancadas de federais e estaduais após o anúncio do rompimento de Coronel com o grupo. Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), iniciou o vídeo afirmando que toda a bancada estadual segue com Otto, Jerônimo e Lula na disputa de outubro. Já Sérgio Brito, deputado federal da sigla, também reafirma o apoio a Otto e descreve a legenda como “partido unido, forte e coeso”. (Atualizado às 07h45 para corrigir o nome

 das emissoras de rádio)







 Moradores registram tiroteio durante confronto de facções no Jardim Santo Inácio, em Salvador



Moradores registram tiroteio durante confronto de facções no Jardim Santo Inácio, em Salvador

Foto: Reprodução / Alô Juca

Moradores do Jardim Santo Inácio registraram um intenso tiroteio na noite desta segunda-feira (02), em Salvador. A situação ocorreu durante um confronto armado entre membros de duas facções rivais. A troca de tiros causou pânico, medo e apreensão entre os residentes da localidade. 


 


Segundo o Alô Juca, integrantes de um grupo criminoso tentaram invadir o bairro quando foram confrontados por homens de outra facção. Os moradores precisaram buscar abrigo por conta do grande tiroteio durante a disputa. 


 


De acordo com a publicação, a Polícia Militar foi acionada durante a troca de tiros. Após a chegada da PM, os suspeitos fugiram A fuga ocorreu em uma mata. Outros suspeitos teriam escapado a bordo de um v

eículo.







 Investigação sobre joias sauditas de Bolsonaro empaca e parte pode prescrever em outubro



Investigação sobre joias sauditas de Bolsonaro empaca e parte pode prescrever em outubro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Iniciadas em 2023, as investigações sobre as joias presenteadas pela Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro tramitam em ritmo lento em todas as frentes de apuração -criminal, administrativa e fiscal, sendo que essa última sob risco de prescrição.

 


Um conjunto composto por seis itens -um relógio, uma caneta, um anel, um par de abotoaduras e um rosário, todos da marca suíça Chopard- entrou no Brasil em 2021 sem ser declarado nem detectado pelas autoridades brasileiras.

 


Na mesma ocasião, um assessor do então ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) foi flagrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos com outro kit de joias, que acabou apreendido pela Receita Federal.

 


O estojo que passou despercebido foi entregue a Bolsonaro, que tentou vender as joias no exterior. Os bens sob suspeita foram avaliados pela PF (Polícia Federal) em mais de R$ 6,8 milhões.

 


O episódio gerou um procedimento no TCU (Tribunal de Contas da Uniãlo), uma apuração aduaneira e uma investigação penal, pela qual o ex-presidente já foi indiciado perante o STF (Supremo Tribunal Federal).

 


Desde que Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal, em julho de 2024, não há novidades no processo, cujo futuro está nas mãos do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

 


Ele pode denunciar o ex-presidente ao STF, pedir mais diligências ou requerer o arquivamento. A interlocutores ele tem afirmado que definirá "em breve" qual desses caminhos será tomado. O inquérito tem o ministro Alexandre de Moraes como relator.

 


De acordo com a PF, elementos de provas apontam para "uma associação criminosa voltada para a prática de desvio de presentes de alto valor" e incorporação desses recursos ao patrimônio de Bolsonaro por meio de lavagem de dinheiro.

 


Em relação ao processo fiscal, a Receita acendeu alerta para o risco de prescrição, já em outubro deste ano, dos crimes de descaminho e advocacia administrativa, caso o TCU não compartilhe com o órgão informações sobre as joias, que ainda precisam ser periciadas.

 


O delegado da Receita responsável pelo caso, Emanuel Boschetti, enviou um ofício à corte de contas em dezembro, pedindo "atenção especial" para o processo, sob pena de "inviabilizar a atuação tempestiva e ocasionar o perecimento do direito de punir do Estado", que é de cinco anos a partir da data da infração.

 


Procurado pela Folha de S. Paulo, o TCU afirma que "o processo foi enviado para área técnica para exame do referido ofício da Receita Federal", que "não há decisão do tribunal sobre o tema" e que, neste momento, "não há informações públicas".

 


O processo administrativo, em que se discute se as joias sauditas são itens pessoais ou patrimônio público, também não tem data para ser apreciado no plenário do TCU. O caso está sob relatoria do ministro Augusto Nardes.

 


A corte de contas julgou em 2024 um caso semelhante envolvendo um relógio recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi no sentido de que o petista não precisava devolvê-lo, pois a lei não prevê que esses presentes sejam considerados bens públicos.

 


O entendimento do TCU sobre o relógio de Lula deu esperança à defesa de Bolsonaro, mas o caso específico sobre as joias do ex-presidente ainda está pendente de julgamento, quase três anos depois da petição inicial.

 


O gabinete de Nardes informou à reportagem que "o assunto foi encaminhado à unidade técnica para a instrução" e que a tomada de contas deve ser levada ao colegiado "assim que forem retomadas as atividades" após o recesso.

 


A defesa de Bolsonaro também foi procurada pela reportagem, mas não respondeu. Atualmente, o ex-presidente está preso na unidade conhecida como Papudinha, apelido do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.

 


Ele cumpre pena de 27 anos e três meses, imposta pela Primeira Turma do STF em setembro passado, por liderar uma organização criminosa que buscava dar um golpe de Estado.







 Diego Tarzia chega a Salvador e celebra acerto com o Vitória: "Muito contente"



VÍDEO: Diego Tarzia chega a Salvador e celebra acerto com o Vitória: "Muito contente"

Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias

Novo reforço do Vitória, o ponta argentino Diego Tarzia, que estava no Independiente, da Argentina, desembarcou em Salvador nesta terça-feira (3) para assinar contrato e realizar exames médicos com o Rubro-Negro.


 


Canhoto de 22 anos, Tarzia disputou 39 jogos pelo “Rey de Copas” em 2025, com quatro gols e três assistências. Revelado pelo Independiente em 2024, o atacante soma, ao todo, 63 partidas pela equipe argentina, com cinco gols e quatro assistências. Em conversa com o Bahia Notícias, o jogador afirmou estar “muito contente com a oportunidade” e revelou ter “grandes expectativas” para jogar pelo Leão.


 



 


"Dieguito" Tarzia chega ao Vitória por empréstimo de um ano, em negociação avaliada em 200 mil dólares, cerca de R$ 1,052 milhão. Ao fim da temporada, o clube baiano terá a opção de compra por um valor fixado em 2,2 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 11,44 milhões.