Homem é condenado por invasão do sistema do PJe e tentativa de fraude milionária na Bahia
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia condenou Diego Guilherme Rodrigues pelos crimes de invasão de dispositivo informático e uso de documento falso, delitos previstos, respectivamente, nos artigos 154-A e 304 do Código Penal. A sentença, assinada pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro na última nesta sexta-feira (21), fixou a pena em 3 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime aberto, além de 22 dias-multa.

 

O processo é um desdobramento da chamada Operação Escalada Cibernética, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um esquema de invasão do sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe), usado para adulterar peças processuais e desviar valores de ações judiciais em trâmite na Justiça Federal.


A ação ocorreu em março de 2021. Após invadir o processo referente a uma ação de cobrança, os investigados tiveram acesso a um ofício autêntico, assinado pelo juiz da 12ª Vara Federal, que determinava a transferência de R$ 286.272,47 à Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia. Em seguida, inseriram nos autos uma versão adulterada do documento, com aparência idêntica à original, mas indicando uma conta bancária de titularidade de Diego Guilherme Rodrigues como destinatária dos valores.

 

O desvio só não se consumou porque a servidora Elisonete Souza dos Santos, ao revisar o processo antes de encaminhar a ordem à Caixa Econômica Federal, percebeu a divergência nos dados do beneficiário e corrigiu a informação a tempo. Em depoimento, ela confirmou ter identificado que o número da conta e o nome do favorecido haviam sido trocados no documento.

 

Segundo a sentença, mensagens trocadas por WhatsApp entre o condenado e o corréu Selmo Machado da Silva — apontado pelas investigações como o responsável técnico pela invasão do sistema — mostraram que Diego Guilherme Rodrigues recebeu a imagem do próprio ofício fraudado antes da tentativa de desvio e respondeu de forma sucinta, o que o juiz interpretou como sinal de conhecimento e adesão ao esquema. Também foi localizado, em celular apreendido com o réu, um comprovante bancário referente a outro valor fraudulentamente destinado a ele em processo distinto, movido pelo mesmo grupo em São Paulo.

 

Diante desses elementos, o magistrado rejeitou a tese de insuficiência de provas apresentada pela Defensoria Pública da União — responsável pela defesa do réu, que não constituiu advogado nem apresentou defesa própria no prazo legal — e afastou também o pedido de absorção do crime de falsificação de documento (art. 297 do CP) pelo de uso de documento falso, aplicando o princípio da consunção em sentido inverso ao defendido pela defesa: a falsificação foi considerada etapa preparatória do crime-fim de uso do documento perante o sistema. 

 

Na dosimetria, o juiz considerou como antecedentes três condenações anteriores do réu, transitadas em julgado entre 2004 e 2008, o que também impediu a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. Ainda assim, foi concedido a Diego Guilherme Rodrigues o direito de recorrer em liberdade, por não estarem presentes os requisitos para prisão preventiva.

 

 

O corréu Selmo Machado da Silva, apontado na sentença como o mentor técnico da invasão ao PJe, teve seu processo desmembrado e suspenso, já que se encontra em local incerto e não sabido — situação que também suspendeu o curso da prescrição, nos termos do artigo 366 do Código de Processo Penal.

 

A sentença registra ainda que o mesmo padrão de fraude, com o uso de certificados digitais obtidos de forma fraudulenta e a troca de e-mails cadastrais de magistrados e servidores, atingiu outras seções judiciárias do país, e que o nome do condenado aparece como beneficiário em ao menos três episódios distintos do esquema investigado pela Operação Escalada Cibernética. 

 

Estudo aponta que prejuízo das bets pode chegar a R$141 bilhões do PIB brasileiro
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Um estudo realizado pelo economista Guilherme Klein, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), calculou que, além dos riscos de vício e impactos sobre o endividamento das famílias, o impacto das bets também pode atingir o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

 

Segundo o estudo inédito, divulgado na imprensa pela BBC Brasil nesta segunda-feira (24), as apostas retiraram entre R$120 bilhões e R$141 bilhões da atividade econômica brasileira em 2025, o que equivale a cerca de 0,9% a 1,1% do PIB daquele ano.

 

"Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 [que foi de 2,3%] e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro", compara Klein, no estudo.

 

Em setembro de 2025, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda estimou o potencial impacto da tarifa de importação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em 0,2 ponto percentual do PIB entre agosto daquele ano até o final de 2026. Em julho, esse tarifaço foi prorrogado por mais um ano e os EUA anunciaram tarifas adicionais de 25% e 12,5% neste ano.

 

Para calcular o efeito das bets sobre o PIB, Klein parte de uma estimativa de transferência líquida de recursos das famílias para as plataformas de apostas. "Estamos falando basicamente da diferença entre o que é gasto pelas famílias em apostas e o que elas recebem de volta", diz o economista.

 

"Porque, pela própria natureza do jogo, obviamente o que as pessoas vão receber, em média, é menor do que o que elas pagam”. Estatísticas do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), com base em pagamentos do Banco Central, estimam que essa transferência líquida de recursos chegue a R$62,5 bilhões em 2025.

 

Esse valor importa, explica Klein, porque cada R$1 "perdido" para apostas representa menos dinheiro disponível para o consumo.

 

"As pessoas de renda menor gastam proporcionalmente mais da renda delas com consumo", observa Klein. "Porque a pessoa que ganha pouco acaba tendo que gastar tudo com aluguel, alimentação, vestuário e assim por diante. Então, levamos isso em conta para entender esse efeito agregado."

 

Com base em outras pesquisas já publicadas, o economista constrói então dois cenários: um em que a maior parte do gasto com apostas vem da faixa de menor renda (até 2 salários mínimos, ou R$ 3.036 em 2025), e outro em que o gasto é mais concentrado nas faixas de renda mais alta.

 

De posse desses dois cenários, o economista aplica um multiplicador — uma estimativa de quanto R$1 a mais ou a menos no bolso das famílias se converte em mais ou menos consumo na economia.

 

"Fazendo esse cruzamento, chegamos a um efeito entre R$120 bilhões e R$141 bilhões — um valor bem importante, porque é quase 1% do PIB", observa.

 

"O contrafactual, que é o que teria acontecido [sem as apostas], é sempre difícil de fazer em economia, mas esse montante é basicamente metade de todo o crescimento que a gente teve em 2025."

 

A partir da estimativa da queda do PIB, Klein calcula o impacto para a arrecadação do governo. "Isso ocorre basicamente via tributos indiretos, porque cada real gasto com consumo paga imposto", explica Klein.

 

Ele cita como exemplos o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com a reforma tributária, que começou a ser implementada este ano.

 

No estudo, Klein estima que uma queda de 1% no PIB provoca uma perda de 0,8% a 1,2% na arrecadação.

 

Como a carga tributária bruta foi de cerca de 32,4% do PIB em 2025, a redução da atividade econômica causada pelas bets implicaria uma perda líquida de R$ 22 bilhões a R$ 46 bilhões da arrecadação, descontados os R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com os impostos cobrados das plataformas de apostas.

 

Para Klein, o que os resultados sugerem é que o Brasil deveria, no mínimo, aumentar a tributação das bets. "A taxação tem que ser ampliada, para que, pelo menos, tenhamos um aumento da arrecadação líquida", defende o economista.

 

"Não faz sentido nenhum permitir uma atividade que reduz a arrecadação, que aumenta a desigualdade num país já tão desigual, e causa uma série de outros problemas sociais e de saúde, que são o que a gente em economia chama de externalidades", observa.

 

Paraná Pesquisas: Com 44% das intenções de voto, Eduardo Paes lidera disputa ao governo do RJ
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

 

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), lidera todos os cenários da disputa ao governo do estado do Rio de Janeiro. É o que aponta o levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (25). Em cenário estimulado, onde são apresentados os nomes dos candidatos,  Paes recebe 44,5% das intenções de voto. 

 

Na sequência, o atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), aparece com 15,5% e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) com 11,6%. Neste quadro, 10,9% responderam que pretendem votar em branco, nulo ou que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados. Aqueles que não sabem ou não opinaram somam 6,3%.

 

Completam o panorama, André Marinho (Novo), com 3,1% das intenções de voto; Cyro Garcia (PSTU), com 2,9%; Coronel Busnello (Missão), com 2,3%; Juliete (UP) e William Siri (PSOL), com 1,3%, cada um, e Luan Monteiro (PCO), com 0,4%.

 

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores em 58 municípios fluminenses, entre os dias 22 e 24 de agosto, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo RJ-02422/2026.

 

Em um cenário sem a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho, que foi considerado inelegível pela 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital. Neste panorama Eduardo Paes vai a 48,3% das intenções de voto, enquanto Douglas Ruas chega em 18,6%. Após os líderes, André Marinho pontua 3,8%; Cyro Garcia, 3,6%; Coronel Busnello, 2,7%; William Siri, 1,6%; Juliete, 1,4% e Luan Monteiro, 0,8%.

 

Votos em branco, nulos e aqueles que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados somam 10,9%. Outros 6,3% não souberam ou não opinaram.

 

“Rota das Flores”: Operação policial desarticula grupo que enviava delivery de drogas para Goiás
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

 

Duas pessoas foram presas em Salvador por participarem de um esquema de tráfico de drogas por meio de encomendas enviadas pelos Correios, com atuação voltada principalmente à comercialização de drogas por delivery entre a Bahia e o Goiás. As prisões, na manhã desta terça-feira (25), ocorreram durante a Operação Rota das Flores, deflagrada em ação integrada pelas Polícias Civis da Bahia e de Goiás. 

 

Na capital baiana, as diligências foram realizadas nos bairros da Curuzu, Cabula e Arenoso. A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Goiás, teve início após a apreensão de diferentes tipos de entorpecentes em municípios do estado. 

 

A análise do material apreendido e o aprofundamento das diligências identificaram indícios da atuação de um grupo em Salvador responsável pelo envio das drogas a clientes em Goiás. 

 

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos uma arma de fogo, aparelhos celulares e R$ 57 mil em espécie. O material será analisado no decorrer das investigações e poderá contribuir para o esclarecimento da participação dos envolvidos e da estrutura de distribuição dos entorpecentes. A Operação Rota das Flores permanece em andamento.

 

Veja como pagar o pedágio free flow com a nova integração de cobranças na CNH do Brasil
Foto: Agência Gov / Divulgação

A CNH do Brasil, a versão digital da Carteira Nacional de Habilitação, passou a disponibilizar um serviço que reúne informações sobre a circulação por pedágios eletrônicos, com data do registro, identificação da concessionária responsável, situação da tarifa e acesso à formas de pagamento.
 

A atualização do aplicativo funciona desde segunda-feira (24), quando o serviço foi anunciado oficialmente pelo Ministério dos Transportes, durante evento em São Paulo.
 

COMO ACESSAR O NOVO SERVIÇO
 

- Baixe o aplicativo CNH do Brasil
 

- O app pode ser acessado com a senha gov.br
 

- Vá até a seção Veículos
 

- Clique em Pedágio Eletrônico
 

- Podem ser checadas cobranças pendentes de pagamentos, vendidas e em processamento
 

- Para quitar tarifa, vá até a opção de pagamento
 

- A quitação não é realizada no aplicativo. A CNH do Brasil concentra as informações e direciona o usuário ao canal disponibilizado pela concessionária responsável para o pagamento, que pode ser feito por cartão ou Pix
 

EM TODAS AS ESTRADAS
 

Na plataforma, estarão os dados integrados às bases nacionais de trânsito, independentemente da esfera da rodovia ou via -federal, estadual, distrital. O usuário, assim, pode localizar os pedágios por onde passou.
 

QUEM TEM TAG
 

Quem tem tag colada no para-brisa do veículo faz o pagamento automaticamente. Mesmo assim, o aplicativo informa o histórico de passagens por free flow, até para que se possam contestar supostas cobranças indevidas -no caso de placas dublê, por exemplo.
 

POR ENQUANTO SÓ COM AS CONCESSIONÁRIAS
 

Ainda não há prazo para que a CNH do Brasil concentre os pagamentos em um único clique. A ferramenta vai continuar direcionando o usuário para o site da concessionária responsável pelo pórtico de free flow.
 

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) fará na próxima quinta-feira (27) uma consulta pública para discutir a evolução nos pagamentos.
 

À reportagem o ministro dos Transportes, George André Palermo Santoro, afirmou que a pasta não quis se impor e deixou para o mercado buscar uma solução própria para melhorar a forma de pagamento.
 

"Se o mercado em pouco tempo não der uma solução, nós vamos dar. Com o Serpo [Serviço de Processamento de Dados, do governo federal], criaremos um portal de pagamento com algum parceiro ou integrador."
 

SÃO PAULO UNIFICA COBRANÇA EM SITE
 

Em São Paulo, o governo estadual criou um site com o serviço Siga Fácil para unificar o pagamento em um mesmo local, independentemente da concessionária responsável pela rodovia. Mas não há um aplicativo, como na CNH.
 

ALERTAS
 

O app CNH do Brasil avisa motoristas que passarem por esses pedágios chamados de free flow que precisam pagar a tarifa.
 

Serão dois alertas de celular: o primeiro, quando a cobrança estiver homologada, o que deve acontecer em até 24 horas após a passagem pelo pórtico, segundo o Ministério dos Transportes. O outro ocorrerá cinco dias antes da data de vencimento.
 

ATUALIZAÇÃO
 

A orientação para quem não conseguir visualizar a seção "Pedágio Eletrônico" é fazer a atualização do aplicativo CNH do Brasil.
 

POLÊMICA
 

As mudanças ocorrem em meio à proliferação de pedágios de passagem em movimento do tipo free flow no país. Motoristas se queixam de terem sido multados pela falta de pagamento, pois não sabiam que aquela estrutura era um pórtico de cobrança ou porque tiveram dificuldade para descobrir como pagar.
 

Em 28 de abril, a pasta federal suspendeu multas dos que não pagaram o pedágio eletrônico.
 

Na ocasião, ficou estabelecido também que o motorista com débito em aberto terá um prazo de 200 dias para quitar os valores. Se fizer o pagamento dentro desse prazo, fica livre da multa de R$ 195,23, aplicada quando há atraso de mais de 30 dias no pagamento do pedágio. A contagem do prazo vai até 16 de novembro.
 

Quem não pagar os débitos já aplicados até essa data terá de arcar com a multa.
 

O ministério também definiu, em abril, que as concessionárias teriam cem dias para conectarem seus sistemas à CNH do Brasil. Assim, a carteira digital centralizaria todas as passagens pelos free flow, permitindo que o aplicativo seja o canal de acesso do motorista para fazer o pagamento dos pedágios que utilizar, seja em vias estaduais ou federais. É o que foi feito agora.
 

PONTOS NA CNH
 

Como as multas serão canceladas, também não serão somados pontos no prontuário da carteria de habilitação. Mas tanto o cancelamento da autuação quanto dos pontos só valem para quem pagar o pedágio devido até 16 de novembro.
 

PEDÁGIO CONTINUA
 

As multas estão suspensas por enquanto, mas os pórticos de free flow continuam cobrando tarifas. Assim, quem passar por eles será tarifado. É preciso pagar até 16 de novembro.
 

CANCELAMENTO DE MULTAS
 

Desde o início do período de transição, em 28 de abril, 1.324.797 multas por não pagamento de tarifas do free flow foram canceladas (até a tarde desta segunda-feira), após os respectivos débitos terem sido regularizados.
 

RESSARCIMENTOS
 

Usuários que já quitaram a multa de trânsito decorrente do não pagamento da tarifa do free flow podem pedir ressarcimento, independentemente da data de atuação.
 

Nesses casos, o motorista poderá solicitar a devolução do valor da multa ao órgão responsável pela autuação -agências reguladoras, no caso de rodovias estaduais, e ANTT, para as federais, desde que efetue o pagamento da tarifa de pedágio correspondente até 16 de novembro de 2026.
 

COMO FUNCIONA O FREE FLOW
 

Nesse sistema de passagem livre -free flow ou Siga Fácil como é chamado pelo governo de São Paulo-, não é preciso parar para quitar a tarifa.
 

Em vez de pedágio com cancela, são usados pórticos com câmeras capazes de identificar as placas de veículos em movimento ou o sinal das tags -do mesmo tipo usado em pedágios convencionais e estacionamentos de acesso sem parada.
 

Para veículos com tags válidas, a cobrança é feita automaticamente pela operadora contratada.
 

Quem não conta com esse dispositivo colado no para-brisa tem até 30 dias para fazer o pagamento.
 

Responsáveis pelas rodovias devem criar canais digitais, como sites e aplicativos, ou mesmo locais físicos, para que o usuário consiga proceder ao pagamento do pedágio. É isso que o governo federal quer unificar agora.

 

VÍDEO: Avião de pequeno porte cai e pega fogo em Minas Gerais; piloto foi resgatado em segurança
Foto: Reprodução / TV Globo

Um avião monomotor de pequeno porte pegou fogo e caiu no distrito de Serra Azul, no município mineiro de Mateus Leme, na manhã desta terça-feira (25). Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros ao G1, o piloto e único ocupante, de 29 anos, teria saído após a queda e foi resgatado por populares. 

 

Ainda não há informações sobre o que teria causado o incêndio na aeronave. O piloto foi conduzido para uma UPA de Mateus Leme, sem queixas de dores ou escoriações. O Corpo de Bombeiros informou ainda que a aeronave saiu do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e seguia para Bom Despacho.

 

 

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que a aeronave já está caindo com o sistema de paraquedas ativado. Em seguida, ele cai no solo e pega fogo.

 

Auditoria do TCU aponta risco de colapso em ponte da Fiol 2
Foto: Reprodução / TCU

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou problemas considerados graves em uma ponte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no Oeste da Bahia, e apontou atraso crônico nas obras do trecho entre Caetité e Barreiras, a chamada Fiol 2.

 

Segundo a Folha, na vistoria realizada no dia 17 de junho deste ano, técnicos do TCU encontraram uma fenda no solo junto à fundação de uma ponte sobre o riacho Desvio de Pedras, em São Félix do Coribe.

 

Segundo relatório preliminar, há “risco concreto, atual e crescente de comprometimento estrutural”, com possibilidade de colapso parcial ou total da estrutura. A ponte teve o projeto reduzido de 74,6 para 35 metros, uma redução superior a 50%.

 

Conforme a auditoria, a mudança aproximou as cabeceiras do curso d’água e aumentou a área ocupada por aterro. O TCU afirma que a alteração foi aprovada sem vistoria de campo, justificativa técnica suficiente ou medidas de estabilização.

 

A rachadura identificada na base da estrutura foi classificada pelos auditores como a “evidência mais crítica” da fiscalização e um sinal de possível erosão do solo, que poderia se agravar durante períodos de cheia.

 

INFRA

A Infra S.A., responsável pela contratação e fiscalização das obras, contestou a avaliação. Segundo a estatal, a estrutura observada está em uma etapa intermediária e provisória da construção e não representa o projeto definitivo.

 

A empresa afirmou ainda que a movimentação no aterro não decorre de falhas estruturais e determinou à construtora a correção do problema até o fim de agosto. Sobre a redução do tamanho da ponte, a Infra S.A. declarou que a alteração seguiu normas de engenharia e critérios hidrológicos validados.

 

O Consórcio TT-Fiol, formado pela TCE Engenharia e pela Tiisa Infraestrutura e Investimentos, não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

 

OBRA ATRASADA
Além dos problemas na ponte, o TCU apontou atraso nas obras do trecho de 159 quilômetros da Fiol 2. O lote começou a ser construído em janeiro de 2011 e, dez anos depois, quando o contrato original foi rescindido, apenas 14% da obra estava concluída.

 

Em 2021, a Infra S.A. contratou o Consórcio TT-Fiol para concluir os 132 quilômetros restantes. O contrato, de R$ 500,2 milhões, previa a entrega do trecho em dezembro de 2024. O prazo foi depois prorrogado para dezembro de 2026 e, segundo o novo cronograma, a conclusão deverá ficar para dezembro de 2027.

 

Em janeiro deste ano, quatro anos após a assinatura do contrato, 49% do valor previsto para a obra havia sido executado, contra 72,46% esperados. A implantação da estrutura ferroviária, incluindo os trilhos, havia alcançado apenas 14% do trecho.

 

A situação financeira da Tiisa, que está em recuperação judicial, também foi apontada pelo TCU como um fator de risco para a continuidade dos trabalhos.

 

Ainda segundo a Folha, a Infra S.A. chegou a preparar a rescisão unilateral do contrato, com previsão de multa de R$ 61,3 milhões e acionamento das garantias. A medida, porém, não foi adotada.

 

Em 18 de junho, um dia após a vistoria do TCU, a estatal assinou um Compromisso de Ajustamento de Conduta (CAC) com o consórcio. O acordo estabeleceu um novo cronograma e manteve a previsão de conclusão para dezembro de 2027.

 

O TCU avaliou que a manutenção do contrato pode evitar os custos e atrasos provocados por uma nova licitação, mas também apontou risco de o prazo de 2027 não ser cumprido diante do volume de serviços pendentes e da situação financeira da Tiisa.

 

A Infra S.A. afirmou que o relatório do TCU é preliminar e tem natureza de documento de trabalho. Sobre o CAC, a estatal declarou que a decisão de manter o contrato foi baseada em estudo que apontou vantagem na continuidade das obras. Segundo a empresa, o acordo prevê metas, mecanismos de cobrança e penalidades, incluindo a possibilidade de rescisão em caso de descumprimento.

 

No fim de agosto do ano passado, o presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, afirmou ao Bahia Notícias que a Fiol 2, entre Caetité e Correntina, estava com 71% das intervenções concluídas. A declaração foi feita durante o seminário “Ferrovias e o Desenvolvimento da Bahia”, realizado em Salvador.


 

Dois policiais militares são presos suspeitos de roubo e estupro de adolescente em São Paulo
Foto: Reprodução

Dois policiais militares foram presos em flagrante na manhã desta segunda-feira (24), suspeitos de roubar três jovens na região da Avenida Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Segundo informações da Polícia Civil, uma das vítimas, adolescente de 17 anos, também relatou ter sofrido um estupro.

 

Os policiais foram identificados como Victor Miguel Sebastiao da Silva e Willian Santana Santos. O caso foi registrado no 24º Distrito Policial (DP), na Ponte Rasa.

 

Segundo o registro da ocorrência, na madrugada desta segunda, os três jovens estavam em uma adega quando aceitaram uma carona de dois homens que ocupavam um Volkswagen Fox cinza. Os suspeitos são PMs e estavam de folga.

 

Durante o trajeto, os ocupantes do veículo teriam anunciado o roubo com o uso de uma arma de fogo, impedindo que as vítimas descessem e seguido até uma área erma na região do Parque Jacuí/Pantanal. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os celulares das três vítimas foram roubados.

 

Durante a apresentação da ocorrência, foi constatado que o veículo descrito pelas vítimas estava ligado a um policial militar que assumiria o serviço no período da manhã. Ele e o outro PM foram então apresentados na delegacia pelo tenente comandante da respectiva companhia.

 

As vítimas fizeram reconhecimento pessoal e apontaram os dois policiais como participantes dos fatos. Conforme o relato policial, um deles foi indicado como coautor do roubo, enquanto o outro foi apontado como autor do roubo e da violência sexual contra a adolescente.

 

Diante dos elementos apresentados, a autoridade policial deu voz de prisão aos dois policiais militares pelos crimes apurados. O ato foi acompanhado por um oficial da Corregedoria da Polícia Militar.

 

A ocorrência permanecia em andamento para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária.

 

POSICIONAMENTO SSP-SP

Segundo nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar afirmou que não tolera desvios de conduta e que agiu com firmeza, com a apresentação imediata dos dois agentes à Polícia Civil.

 

O caso é apurado por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) e também está sob investigação da Polícia Civil. A Polícia Civil ouviu as vítimas e identificou o veículo utilizado pelos suspeitos.

 

VÍDEO: Yatch Clube Bahia vira ponta de observação das baleias-jubarte em Salvador
Foto: Divulgação

A temporada das baleias-jubarte segue movimentando o litoral baiano e proporcionando encontros com os animais em diferentes pontos da costa. Um registro feito no Yacht Clube da Bahia e compartilhado nas redes sociais mostra uma baleia sendo observada nas proximidades do clube náutico, em Salvador.
 

 

 

Entre os meses de julho e novembro, as baleias-jubarte costumam visitar o litoral brasileiro para reprodução e amamentação dos filhotes, tornando a temporada um dos períodos de maior presença da espécie na costa. Na Bahia, os animais podem ser avistados em diferentes pontos do litoral, inclusive nas proximidades da Baía de Todos-os-Santos.
 

Com as aparições cada vez mais registradas por baianos e visitantes, a temporada tem chamado a atenção para a presença das baleias-jubarte no litoral do estado e para a importância da preservação do ambiente marinho e turismo responsável.

 

'Dark Horse' obtém registro na Ancine em meio a investigações envolvendo produtora
Foto: Divulgação

O filme "Dark Horse", longa de ficção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), obteve o Registro de Obra Estrangeira, o ROE, da Agência Nacional do Cinema, a Ancine. Concedido em 7 de agosto, este é o primeiro passo para que a obra seja futuramente lançada no Brasil.
 

Para ser comercializado, porém, o trabalho ainda precisa do Certificado de Registro de Título, o CRT. Segundo a Ancine, a Europa Filmes, distribuidora do longa, ainda não entrou com o pedido de emissão desse certificado. Depois disso, ainda será preciso obter a classificação indicativa no Ministério da Justiça para o filme ser exibido nos cinemas.
 

"O Azarão", como deve ser o título nacional, tem uma hora e 40 minutos de duração; ainda não há previsão de lançamento.
 

O pedido de registro havia sido feito em junho. Nesse período, foi aberto um processo administrativo envolvendo a produtora Go Up Entertainment, que pode ainda gerar uma multa de R$ 2.000 até R$ 100 mil pelo fato de a empresa não ter comunicado à agência sobre as filmagens no Brasil da obra falada em inglês e dirigida e estrelada por americanos.
 

Além disso, a Go Up Entertainment esteve no centro de uma operação da Polícia Civil, deflagrada em junho, como parte de um inquérito que apura se houve irregularidades e desvios de um contrato municipal e se os recursos foram para a equipe do longa.
 

A suspeita é de que os recursos tenham sido desviados de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a gestão Ricardo Nunes (MDB) e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Ferreira da Gama, que é dona da produtora. O contrato previa fornecimento de wi-fi gratuito a comunidades carentes.
 

Em paralelo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deu aval para que a Polícia Federal acesse as provas coletadas para turbinar a investigação sobre destinação de emendas parlamentares à produtora.
 

O longa também está no centro do desgaste da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, depois de áudios em que ele pede R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para finalizar a obra.
 

Os aportes sob investigação da PF são de autoria de deputados do PL, como Mário Frias (SP), Bia Kicis (DF) e Marcos Pollon (MS). O primeiro é apontado como um possível intermediário de Flávio nos trâmites com Vorcaro.
 

Frias nega que os repasses tenham relação com o filme e diz que a verba era para "projetos sociais devidamente estruturados e supervisionados por órgãos federais". Segundo o deputado, "não há um único centavo" de Vorcaro no longa.
 

Os repasses de Vorcaro para o filme e as tratativas com Flávio fazem parte de outra frente de investigação, que está sob a relatoria do ministro André Mendonça.