Vereador acusa esquema de propina para obter certificado de construção em Feira de Santana: "tenho que molhar a mão"
Foto: Reprodução / Câmara Municipal de Feira de Santana

Um vereador de Feira de Santana usou o microfone nesta quarta-feira (19) para relatar um suposto esquema de propina para obter o certificado de construção municipal, o habite-se. A fala foi dita por Galeguinho SPA (União), que é da base do prefeito José Ronaldo (União) durante sessão da Câmara feirense.

 

Galeguinho, que disse também ser construtor, contou que para obter o certificado teria que "molhar a mão" de quem emite o documento.

 

"Eu vou falar uma denúncia aqui que precisa ser apurada nesta Casa. Eu sou construtor, pago todos os impostos e além de eu pagar meus impostos, eu tenho que estar molhando a mão de um, molhando de outro para ir lá fazer a fiscalização", disse o legislador que acrescentou existir um "habite-se no varejo e no atacado" com valores cobrados entre R$ 200 e R$ 400.

 

 

A situação causou um alvoroço entre os colegas, o que fez os vereadores Ivamberg Lima (PT) e Jurandy Carvalho pedirem a ida dos  secretário de desenvolvimento urbano e de meio ambiente da cidade, José Braga da Silva Netto e Jaciara Costa, para dar explicações sobre o caso na Câmara.


 

Vitória se livra de transfer ban da Fifa e acionará Grêmio na Agência de Fair Play; entenda
Foto: Reprodução/Instagram/@wagnerleonardo_

Após sofrer um transfer ban da Fifa por causa de uma dívida com o Portimonense, de Portugal, em razão do não pagamento do Grêmio na venda do zagueiro Wagner Leonardo, o Vitória já está liberado para registrar novos jogadores e acionará o clube gaúcho na Agência de Fair Play para cobrar o valor devido ao Rubro-Negro. A informação foi divulgada pelo Canal do Dinamico e confirmada pelo Bahia Notícias com o presidente do Vitória, Fábio Mota, nesta quarta-feira (19).

 

A punição aplicada ai Vitória foi em razão de um débito de 120 mil euros, cerca de R$ 765 mil, relacionado à venda do zagueiro Wagner Leonardo para o Grêmio. O Portimonense tinha direito a cerca de 10% da negociação do defensor. Como o Grêmio ainda não havia quitado parcelas da transferência com o Vitória, o clube português decidiu cobrar diretamente o Rubro-Negro. Para retirar o transfer ban, o Leão precisou pagar US$ 394 mil ao Portimonense.

 

Na época da negociação de Wagner Leonardo, o Vitória não detinha a totalidade dos direitos econômicos do zagueiro. O acordo previa que o Portimonense receberia sua parte conforme o pagamento das parcelas pelo Grêmio. Com o clube gaúcho inadimplente, porém, o clube português cobrou o Vitória.

 

VITÓRIA COBRA O GRÊMIO

Ainda segundo informações divulgadas pelo Canal do Dinâmico e confirmadas pelo BN, o valor pago pelo Vitória ao Portimonense será incluído na dívida que o Grêmio ainda possui com o Leão. Com isso, o débito total chega a US$ 2,894 milhões, pouco mais de R$ 15 milhões.

 

O Rubro-Negro pretende acionar o clube gaúcho na Agência de Fair Play, órgão criado para mediar e solucionar conflitos financeiros no futebol, para cobrar a quantia. A possibilidade de recorrer à CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), órgão da CBF responsável por julgar questões trabalhistas e contratuais no futebol, também existe, mas o processo pode levar até três anos. Por isso, o Vitória prefere buscar uma solução por meio da nova agência.

 

A cobrança, porém, só poderá ser apresentada a partir de 1º de novembro. Com a liberação da Fifa, o Vitória já pode registrar o centroavante Alex Bruno, contratado por empréstimo junto ao ASA e que está prestes a ser anunciado oficialmente pelo Leão. Na atual janela de transferências, o Rubro-Negro já contratou o zagueiro Brítez, o lateral Fabiano Walace e o meia Pochettino. 
 

Após vencer o Botafogo por 1 a 0 no último domingo (16), o Vitória volta a campo neste domingo (23), contra o Bahia, às 16h, no Barradão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

 

Eleições: TRE-BA orienta eleitores com cartilha sobre propaganda e uso de IA
Foto: Reprodução / TRE-BA

Em virtude do início oficial do período de campanha, que começou neste domingo (16) e vai até o dia 3 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) divulgou uma cartilha com orientações sobre a veiculação de propaganda eleitoral. 

O uso de alto-falantes e amplificadores de som passa a ser permitido entre 8h e 22h, até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. A orientação é de que os equipamentos fiquem a, no mínimo, 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros em funcionamento. O mesmo intervalo de tempo é concedido para a condução de caminhadas, passeatas e carreatas referentes ao primeiro turno da eleição. 

 

Já os comícios e o uso de aparelhagem de sonorização fixa poderão ocorrer entre 8h e 24h, também a partir de hoje até 1º de outubro, com exceção do comício de encerramento de campanha, que pode ser prorrogado por mais duas horas. Quanto à prática de distribuição de materiais gráficos com propaganda política como folhetos, volantes e os chamados “santinhos”, é liberada até as 22h da véspera da votação. No dia da Eleição, 4 de outubro, contudo, é permitido aos eleitores e às eleitoras que levem os santinhos de candidatos e candidatas.

 

Regras para Internet


Para as lives está valendo uma regra específica: transmissões feitas por pessoas candidatas com finalidade de promoção pessoal ou relacionadas ao exercício de mandato, mesmo sem qualquer menção direta à disputa eleitoral, passam a ser consideradas ato de campanha de natureza pública.  O calendário eleitoral também proíbe, desde domingo (16), a realização de enquetes ligadas ao processo eleitoral. Para esse caso, esse tipo de pesquisa está sujeito à atuação do poder de polícia da Justiça Eleitoral em caso de divulgação irregular.

 

No meio virtual, a propaganda eleitoral pode ser realizada em sites de partidos políticos, federações, coligações e de pessoas candidatas, além de redes sociais, blogs e ferramentas de mensagens instantâneas. Além das orientações anteriores, um dos pontos de atenção reforçados pela cartilha do TRE-BA é o uso de inteligência artificial nas campanhas. A partir do fim da votação do primeiro turno até 24 horas depois, ficam vedadas a publicação, a republicação e o impulsionamento pago de conteúdos sintéticos gerados ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas, mesmo que devidamente identificados como conteúdo artificial.

 

Outras proibições


Conforme a cartilha, a propaganda antecipada, feita fora do período oficial e com pedido explícito de voto, continua vedada e pode gerar aplicação de multa. O documento também reforça restrições já conhecidas da legislação eleitoral, como a proibição do uso de língua estrangeira na propaganda, considerada crime eleitoral, os limites de conteúdo que não podem ser veiculados, entre eles material que incite discriminação, prometa vantagens em troca de voto, ou seja, usado para caluniar, difamar ou injuriar candidatos e instituições.

 

Confira a cartilha na íntegra.

 

 

 

 

Governo da Bahia nomeia integrantes do grupo que vai coordenar ações para Copa do Mundo Feminina 2027
Foto: Divulgação / EC Bahia

O Governo do Estado da Bahia publicou nesta quarta-feira (19), no Diário Oficial do Estado (DOE), a nomeação dos integrantes do Grupo Executivo para Planejamento e Coordenação da Copa do Mundo FIFA Feminina 2027, o Gecopa Bahia 2027. O colegiado será responsável por articular e acompanhar as ações necessárias para a realização do Mundial no estado.

 

O Gecopa Bahia 2027 foi instituído pelo Decreto nº 24.670, de 16 de julho, e ficará sob coordenação da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). Entre as atribuições do grupo estão o planejamento das ações relacionadas ao evento, a articulação entre órgãos estaduais e o acompanhamento de projetos e demandas ligadas à competição.

 

A composição envolve representantes da Setre, Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Secretaria da Saúde (Sesab), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). O grupo também poderá articular ações com órgãos municipais, federais, entidades privadas e a própria Fifa.

 

SALVADOR SERÁ UMA DAS OITO SEDES
A Bahia receberá partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027 por meio de Salvador, que terá a Arena Fonte Nova como palco dos jogos. A capital baiana está entre as oito cidades escolhidas para sediar o primeiro Mundial feminino realizado na América do Sul.

 

A competição será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com 32 seleções e 64 partidas. Além de Salvador, serão sedes Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

No âmbito federal, o Governo criou o Gecopa 2027, coordenado pelo Ministério do Esporte, com a missão de consolidar ações e monitorar a execução do plano estratégico para a realização da competição no país.

 

Iniciativa permite paciente comparar dados de hospitais como mortalidade e infecção antes de internação
Foto: Rogerio Santana / Governo do Rio de Janeiro

A partir desta quarta (19), um grupo de 52 hospitais privados de excelência passa a tornar públicos dez indicadores assistenciais, entre eles taxas de infecção e mortalidade hospitalar, até então tratados como sensíveis ou confidenciais pela maioria das instituições.
 

A falta de transparência empurra a escolha de hospital para critérios subjetivos, como indicação médica, conforto das instalações ou marketing institucional. A iniciativa é da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que reúne um total de 200 instituições.
 

Entre os que aderiram de forma voluntária ao programa estão Einstein Hospital Israelita, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, A.C.Camargo, unidades da Rede D'Or e Santas Casas de Porto Alegre e Maceió. Juntos, somam 14.971 leitos, menos da metade do total de leitos dos associados à Anahp (33.288).
 

O Sistema de Indicadores Hospitalares da Anahp existe há duas décadas e mede mais de 200 procedimentos e atividades. Segundo Antonio Britto, diretor-executivo da entidade, a ideia de tornar parte desses dados pública sempre esteve no horizonte, mas esbarrava em problemas metodológicos que impediam a comparação.
 

A taxa de ocupação de UTI é um exemplo: alguns hospitais mediam às 9h, outros às 14h, outros no fim do turno. A resposta foi um processo de padronização, com fichas técnicas detalhando o que cada hospital deveria registrar, seguido, há dois anos, pela introdução de auditoria externa independente, hoje feita pela QGA.
 

Vinte hospitais já passaram por essa auditoria, segundo Britto. A etapa seguinte foi reduzir os mais de 200 indicadores a dez, considerados os que mais falam sobre o resultado entregue ao paciente: mortalidade institucional, infecção hospitalar, quedas, lesão por pressão, tempo porta-balão em infarto (período entre a chegada do paciente e o momento da abertura da artéria obstruída por meio de angioplastia primária), letalidade de sepse, reinternação em 30 dias, taxa de cesárea, tempo de internação e infecção em sítio cirúrgico.
 

A partir desta quarta, qualquer pessoa poderá acessar o site da Anahp (anahp.com.br), escolher um hospital da lista e visualizar seus resultados nos dez indicadores, atualizados mensalmente, no ritmo em que cada hospital os envia.
 

Britto faz questão de sublinhar que a iniciativa não vai gerar ranking nem sistema de "estrelas" comparando hospitais entre si. "Um hospital não se compara nunca com o outro. A maternidade não é igual a um pronto-socorro", diz.
 

Um hospital oncológico, por natureza, tende a ter tempo médio de permanência maior que um oftalmológico. O objetivo, reforça, não é eleger o "melhor", mas dar à população parâmetros para questionar o próprio médico sobre determinado resultado. Ainda assim, a comparação numérica passa a ser tecnicamente possível, já que os dados seguem a mesma metodologia auditada.
 

Questionado se há risco de a iniciativa divulgar apenas bons resultados, Britto é enfático: "Não tem risco de seleção. É o resultado real". Cada instituição publica o próprio dado sem acesso prévio ao desempenho das demais, o que, segundo ele, reforça a credibilidade do sistema, somada à auditoria externa.
 

Os 52 hospitais representam uma fração pequena do universo hospitalar brasileiro. O setor privado reúne 4.015 instituições com fins lucrativos e filantrópicas, e o público, 3.463 hospitais administrados por governos municipais, estaduais e federal.
 

Britto reconhece a limitação, mas aposta no peso simbólico da adesão dos hospitais mais reconhecidos do país como fator de indução: "Isso vai servir de estímulo para quem não tá na lista inicial." O sistema segue aberto a novas adesões, incluindo Santas Casas e hospitais públicos, movimento já em curso por meio de parcerias com o Hospital das Clínicas de São Paulo, outros hospitais estaduais paulistas e o Ministério da Saúde.
 

Sobre o papel da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e de outros reguladores, Britto elogia o esforço já iniciado pela agência, mas o classifica como "muito, muito limitado" diante da complexidade do processo.
 

Em fevereiro, a ANS tornou público um painel com indicadores de qualidade de hospitais que atendem planos de saúde, mas apenas 48 deles haviam enviado dados completos. Em nota, a agência afirmou que desde a criação do programa, em 2022, há um crescimento contínuo da adesão dos hospitais elegíveis.
 

Os dados dos indicadores são reportados pelos próprios hospitais, com base em metodologia disponibilizada pela ANS e compete a eles a responsabilidade pela veracidade das informações. Não há um auditoria externa validando os dados, como no caso da Anahp.
 

Para Britto, a experiência da associação pode servir de modelo, mas a entidade não pretende ter exclusividade: "Nós precisamos implantar a cultura de indicadores no Brasil". A meta é ampliar progressivamente o número de indicadores públicos além dos dez iniciais. Mas não há intenção de disponibilizar o conjunto completo de mais de 200 indicadores hoje coletados, já que muitos têm pouco significado direto para o paciente.
 

Um desafio ainda em aberto é a publicização de indicadores econômico-financeiros e de custos hospitalares — as chamadas "caixas pretas" das contas, que surpreendem pacientes com cobranças de honorários e itens não cobertos pelo plano só na hora da alta.
 

Segundo ele, um obstáculo técnico é a heterogeneidade na forma como diferentes redes organizam seus dados financeiros: algumas por hospital individual, outras de forma consolidada por grupo, o que ainda impede uma comparação nesse eixo.
 

A iniciativa chega num momento em que a ausência de indicadores públicos e comparáveis é apontada por especialistas como falha estrutural do sistema de saúde brasileiro, tanto no SUS (Sistema Único de Saúde) quanto na saúde suplementar.
 

Um estudo de 2016 estimou que 302,6 mil vidas são perdidas por ano no país por eventos adversos evitáveis dentro de hospitais, com custo médio anual de R$ 10,9 bilhões. Uma década depois, o país segue sem uma política nacional de transparência que obrigue hospitais a coletar e publicar indicadores mínimos de forma padronizada e auditável.
 

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Lista de hospitais no país que aderiram ao programa:
 

BP Mirante (SP) Casa de Saúde São José (RJ) Check Up Hospital (AM) Complexo de Saúde São João de Deus (MG) Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) Einstein Hospital Israelita (SP) Hospital Albert Sabin (SP) Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) Hospital Alvorada Moema (SP) Hospital Bom Samaritano (PR) Hospital BP (SP) HCor – Hospital do Coração (SP) Hospital Divina (RS) Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima – Unimed Curitiba (PR) Hospital e Maternidade São Marcos (PR) Hospital Edmundo Vasconcelos (SP) Hospital Evangélico de Sorocaba (SP) Hospital Itamed (PR) Hospital Márcio Cunha (MG) Hospital Mater Dei Betim-Contagem (MG) Hospital Mater Dei Santa Clara (MG) Hospital Mater Dei Santa Genoveva (MG) Hospital Mater Dei Santo Agostinho (MG) Hospital Nipo-Brasileiro (SP) Hospital Nove de Julho (SP) Hospital Primavera - Unidade Jardins (SE) Hospital PUC-Campinas (SP) Hospital Santa Catarina Paulista (SP) Hospital Santa Helena (GO) Hospital Santa Izabel (BA) Hospital Santa Marta (DF) Hospital Santa Rita (ES) Hospital São Camilo Pompeia (SP) Hospital São Lucas Copacabana (RJ) Hospital São Vicente Curitiba (PR) Hospital São Vicente de Paulo (RS) Hospital Sepaco (SP) Hospital Sírio-Libanês (SP) Hospital Tacchini Bento Gonçalves (RS) Hospital Unimed Blumenau (SC) Hospital Vita Batel (PR) Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco (PE) Rede D´Or - Hospital CopaStar (RJ) Rede D´Or - Hospital Memorial São José (PE) Rede D´Or - Hospital Nossa Senhora das Neves (PB) Rede D´Or - Hospital São Luiz – Itaim (SP) Rede D´Or - Hospital Vila Nova Star (SP) Santa Casa de Misericórdia de Maceió (AL) Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) Vitória Apart Hospital (ES

 

Delegado da PF é alvo de operação contra venda de informações sigilosas de investigações da corporação

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação Sinon para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo o fornecimento indevido de informações sigilosas de apurações policiais em troca de vantagens financeiras dentro da corporação.

 

Um delegado da própria Polícia Federal é um dos principais alvos da investigação. Segundo a PF, desde 2023, José Navas Júnior teria usado a função e o acesso a sistemas corporativos da instituição para fazer consultas direcionadas sobre pessoas e procedimentos que eram alvos de investigações.


De acordo com a PF, as informações obtidas eram repassadas aos investigados, permitindo que eles adotassem medidas para dificultar ou frustrar diligências policiais.

 

Os vazamentos beneficiariam organizações criminosas ligadas a contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvios de recursos públicos, segundo os investigadores.

 

Além do delegado, advogados e empresários também são alvo da operação dos federais. Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em endereços em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou medidas de bloqueio e sequestro de bens.

 

As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília, no interior de São Paulo.

 

Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra o delegado, incluindo a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da Polícia Federal.

 

A investigação apura os crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.

 

Segundo a PF, as investigações continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados e dimensionar os possíveis danos provocados às investigações policiais afetadas.

 

Baterias de patinetes eletricos teriam causado incêndio em apartamento na Barra; entenda
Foto: Reprodução

Um incêndio atingiu nesta segunda-feira (17) um apartamento no Morro do Gavazza, na Barra, em Salvador, e a suspeita é de que o fogo tenha começado a partir de patinetes elétricos que eram armazenados no imóvel. Segundo relatos, o local funcionava como uma espécie de depósito para os equipamentos, que depois eram disponibilizados para aluguel na orla da capital.

 

De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, os patinetes estariam guardados de forma inadequada no apartamento, o que teria favorecido o início do incêndio. Moradores relataram ter ouvido uma sequência de estouros durante o fogo, que seriam das baterias dos equipamentos explodindo.

 

As baterias de íon-lítio, usadas em patinetes e outros aparelhos elétricos, são apontadas por especialistas como um risco quando armazenadas em grande quantidade, carregadas de forma incorreta ou mantidas em locais sem ventilação adequada. Nesses casos, podem superaquecer e provocar incêndios de rápida propagação.

 

Ainda segundo as informações, o responsável pelo imóvel usava o apartamento para guardar os patinetes que colocava para alugar na orla de Salvador. A causa do incêndio, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente e deverá ser apurada.

 

Pão de forma, bombom de licor: Contran aprova regras para evitar que 'álcool residual' caia na Lei Seca
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O Conselho Nacional de Trânsito, órgão máximo normativo e consultivo do Sistema Nacional de Trânsito, aprovou nova regulamentação para que um novo teste seja realizado quando a obtenção de resultado válido na Operação Lei Seca seja "prejudicado por motivo técnico ou operacional". A regra vale inclusive para afastar eventual influência de álcool presente no trato respiratório superior — ponto que não raro gera dúvidas na população sobre a possibilidade de ser "pego" na Lei Seca por consumir bombom de licor, enxaguante bucal, pão de forma, entre outros.

 

A nova regulamentação substitui a resolução antiga, de 2013, e esclarece quando deverá ocorrer o reteste. Uma das situações previstas busca evitar a confusão de alcoolemia com o consumo de produtos capazes de deixar temporariamente resíduos de álcool na boca.

 

O Detran do Mato Grosso do Sul já havia esclarecido ao público como produtos como pão de forma e bombom de licor podem produzir uma indicação momentânea relacionada à presença de álcool na mucosa da boca. Neste caso, a fiscalização utiliza inicialmente o teste passivo e, diante de indicação positiva, adota procedimento posterior antes de qualquer conclusão.

 

Com a nova resolução, o objetivo é fazer com que essa cautela deixe de depender de procedimentos operacionais adotados localmente e seja prevista expressamente no regramento nacional. A padronização do procedimento prevê uma triagem sem valor probatório e a previsão de reteste quando necessário para afastar interferência de álcool residual no trato respiratório superior.

 

Além disso, a resolução traz a possibilidade de adoção de equipamentos capazes de captar drogas e medicamentos que tiram a capacidade de dirigir — os chamados "drogômetros", porém, ainda precisam ser certificados pelo Inmetro para serem aplicados em blitze.

 

A nova proposta moderniza procedimentos, traz segurança jurídica para a aplicação práticas e tecnologias já utilizadas na fiscalização e preenche brechas desse trabalho, além de atualizar o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito.

 

— A atualização da resolução que regulamenta os procedimentos da Lei Seca era necessária para acompanhar as mudanças na legislação e tratar de questões que ainda não estavam adequadamente previstas. Com isso, fortalecemos a efetividade da fiscalização e damos mais segurança jurídica tanto aos profissionais responsáveis pela aplicação da lei quanto ao próprio cidadão — afirmou ao GLOBO o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.

 

Autor da Lei Seca, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ) avalia que a modernização da regulamentação sobre o consumo de álcool e drogas no trânsito chega em um "momento crucial".

 

— É um marco significativo nas políticas públicas de segurança viária do país. Ao ampliar os meios de prova, incluindo o drogômetro na norma, a iniciativa fortalece o combate ao consumo de drogas no trânsito, permitindo uma atuação mais eficaz contra condutas que colocam vidas em risco. A nova regulamentação, ao combinar inovação tecnológica e o aprimoramento dos mecanismos de fiscalização, reafirma o compromisso inabalável com a proteção da vida, promovendo um trânsito mais seguro e responsável para toda a sociedade — destaca o parlamentar.

 

A nova resolução não prevê uma tecnologia ou modelo específico de "drogômetro". No caso do álcool, os parâmetros utilizados permanecem os mesmos: medição a partir de 0,05 mg/L para caracterização da infração administrativa e 0,34 mg/L para a hipótese criminal, considerada a margem de erro.

 

VEJA AS PRINCIPAIS MUDANÇAS

Triagem antes do teste probatório do etilômetro: A nova resolução prevê expressamente a adoção do pré-teste ou do teste passivo de alcoolemia nas triagens da fiscalização. O procedimento permite identificar indícios da presença de álcool de forma rápida, antes da realização do procedimento probatório.

 

O resultado do pré-teste não caracteriza infração nem fundamenta autuação ou imputação ao motorista da condução sob influência de álcool, mas agiliza a fiscalização. Se houver indicação de álcool nessa primeira sondagem, aí sim, passa-se ao teste tradicional.

 

Esse tipo de triagem já era adotado por órgãos de fiscalização no país, como no Espírito Santo, no Mato Grosso do Sul, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. A própria Polícia Rodoviária Federal também já utilizou esse modelo de fiscalização, com posterior teste confirmatório.

 

A ideia, neste caso, é estabelecer uma regra nacional sobre o funcionamento do pré-teste e deixar clara a impossibilidade de ele, sozinho, produzir algum efeito sancionatório para o motorista.

 


Regra expressa para evitar confusão com pão de forma, bombom de licor

A nova resolução também esclarece quando deverá ocorrer o reteste.

 

Um novo teste será necessário quando a obtenção de resultado válido tiver sido prejudicada por motivo técnico ou operacional, inclusive para afastar eventual influência de álcool presente no trato respiratório superior.

 

A regra enfrenta de maneira objetiva uma dúvida recorrente na sociedade envolvendo situações como bombom de licor, enxaguante bucal, pão de forma ou outros produtos capazes de deixar temporariamente resíduos de álcool na boca.

 

O próprio Detran-MS já esclareceu publicamente essa questão. Segundo o órgão, produtos como pão de forma, bombom de licor e enxaguante bucal podem produzir uma indicação momentânea relacionada à presença de álcool na mucosa da boca. Por isso, sua fiscalização utiliza inicialmente o teste passivo e, diante de indicação positiva, adota procedimento posterior antes de qualquer conclusão.

 

Com a nova resolução, essa cautela deixa de depender apenas de procedimentos operacionais adotados localmente e passa a aparecer expressamente na regulamentação nacional: existe uma triagem sem valor probatório e existe previsão de reteste quando necessário para afastar interferência de álcool residual no trato respiratório superior.

 

Requisitos do etilômetro são atualizados

 

O etilômetro utilizado para fins probatórios continua submetido ao controle metrológico. Seu modelo deve ser aprovado pelo Inmetro e o equipamento deve passar pelas verificações metrológicas previstas na regulamentação.

 

Os parâmetros utilizados na fiscalização permanecem: medição realizada a partir de 0,05 mg/L para caracterização da infração administrativa e 0,34 mg/L para a hipótese criminal, sempre observada a margem de erro aplicável.

 

Tratamento mais completo de substâncias

 

A resolução organiza separadamente os procedimentos para álcool e para outras substâncias psicoativas.

 

Para álcool, permanecem o etilômetro e a constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora.

 

Para outras substâncias, passa a ser admitido também equipamento tecnicamente certificado para essa finalidade, além da verificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora.

 

A resolução não cria um equipamento específico nem estabelece que qualquer vestígio de determinada droga caracteriza infração. Ela cria o procedimento necessário para que equipamentos tecnicamente aptos e devidamente certificados possam ser utilizados na fiscalização, conforme possibilidade já prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro.

 

Correção de lacuna em relação às outras substâncias

O Código de Trânsito Brasileiro já proíbe dirigir sob influência de outras substâncias psicoativas e já admite testes toxicológicos e outros meios técnicos ou científicos para sua constatação.

 

A regulamentação atual, de 2013, entretanto, não estruturou operacionalmente o uso de equipamento para essa finalidade. A própria Nota Técnica da Senatran registra que a ausência de um instrumento de aferição imediata e padronizada dificultou a aplicação efetiva da legislação em relação às demais substâncias.

 

A nova resolução corrige essa lacuna sem vincular o Contran a uma tecnologia ou modelo específico de equipamento.

 

Critério mais objetivo para alteração da capacidade psicomotora

A proposta também reduz a subjetividade na avaliação feita durante a abordagem.

 

Para confirmação da alteração da capacidade psicomotora pela observação do agente serão necessários pelo menos dois sinais, que deverão ser descritos no auto de infração ou em termo específico.

 

Procedimento mais claro nos sinistros de trânsito

 

Nos sinistros, os condutores deverão ser submetidos aos procedimentos de fiscalização sempre que possível.

 

Nos casos de pessoas que morrerem em decorrência de sinistro de trânsito, passa a ser obrigatória, para fins da perícia oficial, a realização de exame destinado a detectar álcool ou outras substâncias psicoativas.

 

Essas informações deverão também subsidiar o planejamento, a gestão e a avaliação das políticas públicas de segurança viária.

 

Atualização do manual de fiscalização

A propoSta também atualiza as fichas do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, detalhando e padronizando os procedimentos relativos ao álcool, às demais substâncias psicoativas e à recusa.

 

Entre outros pontos, o novo manual diferencia os enquadramentos, disciplina como cada situação deve ser registrada e impede a lavratu

TSE revela perfil do candidato de 2026: homem, branco e com ensino superior
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou os dados estatísticos que compõem o perfil das candidaturas para as eleições de 2026. O prazo para registro dos candidatos terminou na noite de sábado (15). Os números mostram a predominância de um perfil demográfico específico entre os postulantes aos cargos eletivos: masculino, branco, casado e com ensino superior.

 

A composição por gênero mostra que 65% dos candidatos são homens, enquanto as mulheres representam 35% do total de inscritos.

 

Nas declarações de cor e raça, os candidatos que se declaram brancos constituem a maioria, com 48,68%, seguidos pelos pardos (36,2%) e pretos (13,6%). Candidaturas indígenas representam apenas 0,9% do total, com destaque para etnias como Makuxi e Guarani Kaiowá entre as mais frequentes.

 

58,5% possuem ensino superior completo, mais de 12 mil candidatos, um índice superior à média da população geral. Outros 21,4% completaram o ensino médio.

 

No que diz respeito às ocupações profissionais, após a categoria "Outros" (13,9%), os empresários (12,5%) e advogados (8,2%) são as classes mais representadas.

 

Políticos que já exercem mandatos, como deputados (4,3%) e vereadores (3,9%), também figuram entre as principais ocupações declaradas.

 

A pirâmide etária das candidaturas concentra-se na faixa entre 40 e 59 anos. As faixas de 45 a 49 anos e de 50 a 54 anos são, individualmente, as mais populosas no gráfico. Quanto ao estado civil, metade dos candidatos (50%) declarou ser casada, enquanto 35% são solteiros e 12% são divorciados.

 

O levantamento também traz dados sobre identidade e orientação sexual. Em 2026, 53 candidatos solicitaram o uso de nome social na urna.

 

Entre os que optaram por divulgar a identidade de gênero, 99,07% declaram-se cisgêneros e 0,9% transgêneros.

 

No campo da orientação sexual, a maioria identifica-se como heterossexual (96,4%), havendo também registros de candidatos bissexuais (1,3%), gays (1,2%) e lésbicas (0,8%).