Mulher segue desaparecida em Conquista; canal já havia "engolido" carro de servidor há quatro meses
Foto: Reprodução / TV Sudoeste

O canal localizado na Avenida Caracas, no bairro Jurema, em Vitória da Conquista, no Sudoeste, é o mesmo onde uma mulher foi arrastada por uma enxurrada na última segunda-feira (9). Rosânia Silva Borges, de 46 anos , no entanto segue desaparecida.

 

 

Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e das polícias Civil e Militar iniciaram as buscas ainda na noite da segunda e seguem nos trabalhos nesta quarta-feira (11). O local onde ocorreu o incidente também foi cenário de um acidente semelhante ocorrido há quatro meses, quando um servidor público caiu com o carro no mesmo ponto durante um temporal, informou o g1.

 

Conforme o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, a mulher desaparecida estava em um carro por aplicativo na tarde da segunda quando o veículo foi arrastado pela força da água. O motorista do carro conseguiu escapar, nadando até a margem da via, mas a passageira foi levada pela correnteza e segue desaparecida.

 

NOVEMBRO DE 2025
No dia 9 de novembro do ano passado, no mesmo local, o servidor público Gerald Saraiva dirigia pela Avenida Caracas quando o carro que conduzia foi arrastado pela enxurrada e caiu no canal.

 

Imagens registradas por moradores de um condomínio próximo mostram que o motorista tentou sair do veículo pelo teto solar. Ele acabou sendo submerso e arrastado pela correnteza por cerca de 550 metros.


Foto: Reprodução / Blog do Anderson 

 

Apesar da gravidade da situação, Saraiva foi resgatado com vida. No momento do acidente, a avenida estava completamente coberta pela água, o que dificultava a visualização do canal que corta a via. O servidor público foi levado para o Hospital São Vicente, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele recebeu alta alguns dias depois.
 
Moradores da região relatam que o trecho da Avenida Caracas é frequentemente afetado por alagamentos durante períodos de chuva intensa.

 

O canal de drenagem que passa pela via costuma ficar encoberto quando o nível da água sobe, o que aumenta o risco de acidentes.
 
De acordo com informações da prefeitura, o sistema de drenagem da área enfrenta dificuldades para comportar grandes volumes de chuva, o que provoca transbordamentos e enxurradas no entorno da avenida.
 
As buscas por Rosânia Silva Borges continuam sendo realizadas em diferentes pontos ao longo do trajeto por onde a água pode tê-la levado.

 

Aplicação da tornozeleira eletrônica
Foto: Thiago Stille/Governo do Ceará

Em uma sessão realizada na noite desta terça-feira (10) com pauta integralmente voltada à análise de projetos com objetivo de combater o feminicídio e a violência cometida contra as mulheres, um dos destaques na Câmara dos Deputados foi a aprovação do PL 2942/24, que autoriza o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica para homens acusados de violência doméstica e familiar. O projeto segue agora para o Senado.

 

A proposta foi apresentada pelos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), e recebeu parecer favorável da relatora Delegada Ione (Avante-MG). O texto aprovado prevê que o uso da tornozeleira será autorizado sempre que houver risco atual ou iminente à vida da mulher, à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes.

 

Entre as mudanças na legislação previstas pelo projeto, há a previsão de que, em localidades sem sede de comarca — onde não há juiz disponível —, o delegado de polícia poderá determinar a instalação imediata do dispositivo. Nesses casos, o Ministério Público e o Judiciário deverão ser comunicados em até 24 horas para decidir se mantêm ou não a medida.

 

Atualmente, a única ação protetiva que pode ser aplicada diretamente pelo delegado é o afastamento do agressor do lar, o que em diversos casos não elimina o risco de cometimento de violência ou feminicídio.

 

O projeto também determina que a polícia e a vítima devem ser alertadas de eventual aproximação do agressor. No caso da vítima, o alerta deverá ser feito por meio de aplicativo no celular ou outro dispositivo de segurança.

 

Na proposta aprovada pela Câmara, há também um artigo que determina que a pena do agressor será aumentada de um terço até a metade se houver entrada em espaços proibidos ou retirada da tornozeleira. O texto prevê que deverão ser feitas campanhas sobre o tema, informando, por exemplo, como funcionam medidas protetivas de urgência e o monitoramento eletrônico.

 

Há ainda um trecho do projeto que aumenta de no mínimo 5% para 6% o valor destinado do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) para financiar o combate à violência contra a mulher. O aumento foi justificado pela relatora, Delegada Ione, em função da necessidade de comprar novas tornozeleiras.

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu a um pedido da bancada feminina e programou a votação apenas de projetos voltados à segurança da mulher. Motta justificou sua decisão destacando números recentes sobre feminicídio, que mostram que o ano de 2025 foi marcado por um recorte de assassinatos de mulheres, com ao menos 1.470 ocorrências em todo o país. Desde a tipificação do crime, em 2015, 13.448 mulheres foram vítimas em todo o território nacional.

 

Ex-prefeito de Salvador, ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, diz Coaf
Foto: Reprodução / Giro Ipiaú

Uma empresa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, que tem como proprietário o banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi revelada através de um relatório do Banco Central, por meio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

 

Segundo O GLOBO,  os valores teriam sido repassados ao vice-presidente do União logo após as eleições de 2022, no mês de em dezembro e entre março de 2023 e em maio de 2024. De acordo com a publicação, Neto confirmou que recebeu os pagamentos e afirmou que os valores são de serviços de consultoria prestados. 

 

Conforme a reportagem, o político baiano seria sócio da empresa A&M Consultoria Ltda., ao lado de sua esposa. A entidade foi constituída em 28 de dezembro de 2022, tendo um capital social de R$ 2 mil. Informações do Coaf mostraram ainda que, de junho de 2023 a maio de 2024, a empresa do ex-deputado federal recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag e R$ 1,3 milhão em nove repasses do Master, um total de R$ 2,9 milhões. Durante 1 ano, ACM ganhou da sua própria empresa R$ 4,2 milhões distribuidos em 14 repasses.

 

Já em março de 2023 e junho de 2023, a instituição  recebeu R$ 422,3 mil do Master e R$ 281,5 mil da Reag. Dados da Receita Federal indicaram que a empresa é registrada como atividade principal em prestar serviços “de consultoria em gestão empresarial” e uma atuação “de apoio à educação” como atividade secundária. 

 

 

Por meio de nota,  Neto se manifestou e explicou ao Bahia Notícias, que quando já não exercia cargo público, constituiu a empresa. Nesta ocasião, ele prestou serviços a alguns clientes, a exemplo do Banco Master e a Reag.

“No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a REAG. Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”, disse Neto ao BN. 

 

Veja a nota na íntegra

No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a REAG. Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes. 

 

Importante destacar que, no período do contrato, não existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado.  Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação. 

 

Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados. 

 

Estou totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado. De todo modo, não posso deixar de registrar o estranhamento que causa o vazamento seletivo e fragmentado de um documento que condensa informações protegidas por sigilo bancário e fiscal, ao qual não tive acesso e estou tendo notícia da existência pela imprensa, razão pela qual sequer posso fazer algum juízo acerca da conformidade e legalidade desse documento.

 

Polícia Militar apreende cerca de 10 câmeras clandestinas instaladas em ruas de São Cristóvão, em Salvador
Foto: Divulgação

Cerca de dez câmeras de monitoramento instaladas de forma clandestina foram apreendidas pela Polícia Militar da Bahia na manhã desta terça-feira (10), no bairro de São Cristóvão, em Salvador.

 

De acordo com a corporação, os equipamentos estavam instalados em vias públicas do bairro. A suspeita é de que as câmeras estivessem sendo utilizadas por grupos criminosos para monitorar a movimentação de viaturas policiais e de moradores da região.

 

Ainda segundo a PM, os dispositivos foram localizados nas travessas Senhor do Bonfim, Lessa Ribeiro e Bosque das Bromélias.

 

Comemoração do 2 de julho
Foto: Reprodução Redes Sociais

Na sessão realizada nesta terça-feira (10), foi aprovado no plenário da Câmara o projeto que transfere simbolicamente a capital de Brasília para Salvador no dia 2 de julho, quando é celebrado o aniversário da Independência da Bahia. O projeto segue agora para o Senado.

 

A proposta foi apresentada pelo deputado Léo Prates (PDT-BA) e, segundo o texto aprovado, a transferência da capital ocorrerá sem prejuízo das atividades essenciais em Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos que se fizerem necessários em Salvador. Pelo projeto, caberá ao Poder Executivo, em coordenação com os demais poderes e as autoridades do Estado da Bahia e do município de Salvador, dispor sobre a logística, segurança e infraestrutura necessárias para a realização dos atos oficiais no dia 2 de julho.

 

O deputado Léo Prates justifica a medida como forma de reconhecer e valorizar a importância histórica da Bahia e do seu povo na luta pela independência e formação do estado-nação brasileiro. Prates lembra que medidas similares já foram adotadas, como a transferência simbólica da capital para Belém por ocasião da COP30, demonstrando que há viabilidade e o amparo constitucional para tal ato. 

 

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates. 

 

“Esta iniciativa é um reforço da unidade nacional, celebrando a diversidade regional na construção do Brasil”, completou o deputado baiano.

 

No plenário, a proposta foi relatada pelo deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), que disse que a mudança da capital para Salvador representa um “ato de justiça histórica” com a mobilização baiana por independência. 

 

“A celebração do 2 de Julho não diz respeito apenas à memória regional, mas à própria afirmação da unidade e da soberania do Brasil”, afirmou o deputado.

 

Gabriel Nunes ressaltou em seu relatório que a atuação dos baianos foi parte do processo de Independência do Brasil e organizou a resistência, “sediando um governo provisório, fornecendo víveres, efetivos e recursos materiais essenciais, e assegurando o apoio político e militar que o Rio de Janeiro, sozinho, não lograra concretizar após 1822”.


 

Vaga de babá na casa de Virgínia Fonseca chama atenção por exigências e salário de R$ 18 mil
Foto: Instagram

Uma suposta vaga de emprego movimentou as redes sociais na última terça-feira (10) e tem ligação direta com a influenciadora Virgínia Fonseca.

 

De acordo com o site F5, do jornal 'Folha de S.Paulo', a influenciadora estaria em busca de uma nova babá para cuidar dos três filhos e o salário oferecido pela empresária surpreendeu os internautas.

 

A vaga, segundo o jornal 'O Liberal', oferece um salário de R$ 18,5 mil para a profissional que precisa cumprir os seguintes requisitos:

 

  • Formação superior em enfermagem;
  • Experiência comprovada na área;
  • Passaporte válido;
  • Disponibilidade para viagens internacionais.

 

O cargo para trabalhar na casa da dona da WePink surge após a saída de Vilmeci Passarinho, conhecida pelo público como Tia Vil, que deixou o trabalho como babá na família de Virgínia após denunciar um caso de abuso infantil envolvendo a própria filha, de 8 anos.

 

 

A enfermeira decidiu deixar o emprego para se dedicar à família e recebeu o apoio de Virgínia e da mãe da influenciadora, Margareth Serrão. "Força, tia Vil!!! Que a justiça seja feita e vai", escreveu Virgínia. 

 

Até o momento, a influenciadora digital não desmentiu as informações sobre a vaga de babá na família Fonseca.

 

PGR foi alertada em novembro de que Vorcaro obteve dados sigilosos de investigações contra ele
Foto: Divulgação

A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi alertada em novembro, logo após a apreensão do celular de Daniel Vorcaro, de que informações internas sobre a investigação conduzida contra o ex-banqueiro estavam sendo hackeadas e vazadas para ele.
 

A Polícia Federal verificou, após o início da extração dos dados do celular de Vorcaro, que esses vazamentos vinham ocorrendo desde julho de 2025 e comunicou a PGR. Assim, as informações já estariam com a Procuradoria ao menos desde a primeira fase da operação Compliance Zero, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez.
 

O ex-banqueiro foi preso em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A Polícia Federal desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.
 

Investigadores afirmam que, em 24 de julho, Vorcaro recebeu mensagem de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário, com documentos no formato PDF da investigação contra ele que corria na primeira instância da Justiça Federal.
 

Da análise do celular dele, feita em novembro, os investigadores também constataram que Vorcaro tinha informações sobre a apuração do Banco Central sobre o Master.
 

De acordo com investigadores ouvidos pela reportagem, a PGR foi informada de que havia uma apuração em curso na PF sobre a possibilidade de os sistemas estarem sendo invadidos desde julho, o que foi confirmado com a apreensão do celular de Vorcaro.
 

Os dados acessados incluem prints, fotos e documentos em PDF, incluindo trechos de materiais da apuração.
 

Procurada nesta terça-feira (10) para comentar sobre os vazamentos ocorridos ainda no ano passado e de conhecimento da PGR, a procuradoria não quis comentar.
 

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou entender que "não cabe comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso".
 

"Trata-se, inclusive, de fatos que já são objeto de investigação criminal determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Qualquer manifestação sobre informações obtidas dessa forma apenas reforçaria a disseminação de conteúdos cuja divulgação é, em si, objeto de apuração", acrescentou nota da defesa enviada à reportagem.
 

O fato e os demais indícios da existência de uma estrutura de vigilância e coerção privada, chamada "A Turma", destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos, foi uma das bases para a decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), pela prisões preventivas da última quarta-feira (4).
 

A conclusão dos investigadores foi a de que o grupo criminoso hackeou senhas de servidores de autoridades de órgãos de investigação e conseguiu invadir os sistemas para acompanhar o andamento da investigação.
 

Dado o nível de sigilo imposto à investigação -o máximo-, o hackeamento também teve de quebrar os níveis de proteção e explorar ou criar vulnerabilidades, já que o servidor que teve o perfil invadido não teria autorização para abrir aquelas informações.
 

As tentativas de invasão de sistemas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal já havia gerado desconfianças e motivado pedidos de apuração pelos investigadores.
 

De acordo com as investigações, o sicário fazia consultas e extrações de dados de sistemas restritos de órgãos públicos por instituições de segurança pública e investigação policial. Todos esses acessos teriam ocorrido por meio de credenciais funcionais acessadas por ele.
 

As informações sobre o vazamento de dados sigilosos da investigação, em poder da PGR, enfraquecem o argumento da procuradoria de que houve pouco tempo para avaliar o novo pedido de prisão de Vorcaro, ocorrido no último dia 4.
 

A PGR foi informada no dia 27 de fevereiro da nova operação contra o ex-banqueiro. No entanto, após 72 horas de análise, o órgão comandado por Paulo Gonet pediu maior prazo para se manifestar, e não se posicionou sobre a prisão do ex-banqueiro e de outras três pessoas.
 

De acordo com a manifestação da Procuradoria, os autos envolviam "fatos de alta complexidade e se referem a pedidos de medidas drásticas, de mais intensa interferência sobre os mais elementares direitos fundamentais dos investigados".
 

Mendonça negou o pedido e entendeu que as medidas eram urgentes, e determinou as prisões e buscas e apreensões. Em sua decisão, também disse lamentar a solicitação da PGR.
 

"Lamenta-se porque, as evidências dos ilícitos e a urgência para adoção das medidas requeridas estão fartamente reveladas na representação da Polícia Federal e no curso desta decisão", diz Mendonça em sua decisão.
 

Pouco depois, o relator também afirma lamentar porque, dentre outros pontos, "há indicativos de ter havido acesso indevido dos sistemas sigilosos da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais como a Interpol".
 

"Há risco concreto de destruição de provas, pois os investigados demonstraram possuir meios de acesso a documentos sensíveis e a sistemas estatais", acrescentou o ministro, sem detalhar, na decisão, os meios usados.


 

Prefeito de Rio de Contas é alvo de investigação criminal por suspeita de “caixa dois” e fraudes em licitações
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) autorizou a abertura de inquérito policial para investigar o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva (PSD), conhecido como "Célio Vaqueiro".

 

A decisão, assinada pelo desembargador eleitoral Mauricio Kertzman Szporer no último dia 10 de março e publicada nesta quarta-feira (11), atende a um pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e visa apurar um esquema que envolveria financiamento não declarado de campanha, prática conhecida como "caixa dois", e contratações suspeitas da Prefeitura com empresas ligadas a um ex-gestor condenado por improbidade administrativa.

 

O caso teve origem em uma notícia de fato encaminhada pelo Ministério Público estadual e aponta supostas irregularidades nas eleições de 2024 e nos primeiros meses da atual administração. De acordo com a PRE, há fortes indícios de que as empresas Andressa Assunção Pessoa Ltda. e Pontual Contábil Ltda., contratadas diretamente pela prefeitura após a posse de Célio Vaqueiro, teriam financiado de forma oculta a estrutura de eventos de sua pré-campanha e campanha.

 

A denúncia que embasa a investigação detalha que a empresa Andressa Assunção Pessoa teria arcado com toda a estrutura de palco, som, luz e painéis de LED para comícios e para a festa de comemoração da vitória eleitoral, sem que esses custos aparecessem formalmente na prestação de contas do candidato.

 

O relator do processo destaca na decisão uma "disparidade entre a vultosa estrutura supostamente utilizada e o valor formalmente declarado" — de apenas R$ 11.180,00 para a locação de itens como palco e gerador. Como uma suposta contrapartida, a Prefeitura de Rio de Contas teria realizado, logo no início da gestão, a contratação direta dessas mesmas empresas para eventos como o Carnaval de 2025.

 

Um dos pontos centrais da suspeita é o envolvimento de Wilde José Cardoso Tanajura, ex-prefeito do município e atualmente condenado por improbidade administrativa, com pena que inclui a proibição de contratar com o Poder Público. Conforme os documentos juntados aos autos, Tanajura seria, de fato, o controlador das empresas beneficiadas. A investigação aponta que ele é sócio majoritário da Andressa Assunção Pessoa Ltda., que teve seu capital social aumentado de R$ 30 mil para R$ 500 mil entre 2022 e 2023, justamente no período que antecedeu as eleições.

 

Além das suspeitas de "caixa dois" e da tentativa de burlar a lei de licitações usando "laranjas", chama a atenção a forma como os contratos foram celebrados. A PRE questiona a Dispensa de Licitação nº 009/2025, que resultou no Contrato nº 023/2025, no valor de R$ 62 mil, para a estrutura do Carnaval, utilizando como justificativa um decreto de emergência no município.

 

O parecer jurídico que aprovou a contratação chegou a dispensar a publicação no sítio eletrônico oficial, contrariando a regra de publicidade da nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021). Mais adiante, em um Pregão Eletrônico para locação de estrutura para festejos, no valor global de R$ 640 mil, a mesma empresa foi a vencedora, após a desclassificação de concorrentes que haviam apresentado propostas financeiramente mais vantajosas, sob alegações de descumprimento de requisitos formais.

 

O desembargador Mauricio Kertzman Szporer ressaltou na decisão a complexidade do esquema e a "pluralidade de condutas aparentemente ilícitas", que vão desde o possível uso de "caixa dois" na campanha — o que configura o crime de falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral) — até possíveis crimes previstos na Lei de Licitações (arts. 337-E e 337-F do Código Penal), como frustração do caráter competitivo da licitação e contratação direta ilegal. "Os indícios apresentados pelo Ministério Público Eleitoral são robustos o suficiente para justificar a instauração do inquérito policial", afirmou o magistrado em seu voto.

 

Com a autorização do TRE-BA, os autos foram remetidos à Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia (PF), que dará início às diligências investigatórias.


 

Ex-vocalista do Jammil, Levi Lima volta as redes após 6 anos e fala sobre nova fase da carreira
Foto: Instagram

Lembra dele? Voz marcante da segunda formação da banda Jammil e Uma Noites, o cantor e compositor Levi Lima surpreendeu o público ao anunciar a pausa na carreira musical em meio a pandemia após 20 anos de carreira.

 

Em um vídeo compartilhado com o público no retorno feito as redes sociais, Levi explicou um pouco do que o motivou a sair dos holofotes em 2020: se dedicar a família. O artista é casado com a jornalista Bruna Manzon, com quem tem uma filha, a pequena Safira, que ainda não completou 1 ano.

 

"Participei de todos os programas de TV que eu queria participar, conheci pessoas que eu queria conhecer, aprendi com elas. E foi um período que eu posso dizer que realizei todos os meus sonhos de adolescente, mas com o passar do tempo os meus sonhos eram outros eram novos. E eu tava começando a ficar exausto, percebi que o que eu mais queria naquele momento era ter minha família, menos estrada, mais casa", contou.

 

Longe dos palcos, o artista contou em vídeo que buscou um novo rumo para se satisfazer na arte, unindo ela com os negócios. Levi, que, é sócio de uma empresa que tem sede em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, contou que também pôde se realizar na nova área de atuação.

 

"Eu queria aprender a conectar arte e criatividade ao mundo dos negócios. Eu queria investir, eu queria empreender. E foi isso que eu fiz nos últimos 6 anos de muito aprendizado e de muita diversão também e de novos sonhos realizados. De poder trabalhar em casa, ter uma vida normal comum. Muitos de vocês devem lembrar de mim da época da música e outros não fazem a menor ideia de quem eu sou;. Esse é o poder do tempo."

 

Levi tirou um período sabático antes embarcar na nova empreitada, investir no storytelling de forma mais profunda. "Eu queria fazer há muito tempo, me aprofundar no storytelling, compor uma música em storytelling, criar videoclipes, documentários, construir o repertório de um show".

 

O vídeo, que conta com 36 minutos de duração, segue a proposta da nova carreira de Levi. O artista leva o público para acompanhar a história do novo rumo dado a carreira pelo ex-vocalista do Jammil. Por meio do storytelling, Levi fala sobre a viagem ao Canadá para seguir o propósito.

 

Ao fim do vídeo, Levi deixa em aberto o retorno para a música, especialmente por pontuar que o desejo de se aprofundar no storytelling vem para desenvolver a arte em diversos aspectos.

 

"Se você puder viver as coisas que as vezes parecem impulsivas ou impossíveis, experimente, são as experiências mais transformadoras, agregadoras e divertidas."

 

Nas redes sociais, o músico Manno Góes, fundador do Jammil, falou sobre Levi e desejou sucesso ao ex-parceiro: "Um grande compositor e artista. Elevou o Jammil a um novo patamar e sou um grande admirador do artista Levi. Está na história do Jammil, eternizado por suas lindas canções (como Colorir Papel, Sublime e Celebrar, da qual somos parceiros). Sou grato a Levi e desejo toda felicidade do mundo à ele e família. Certamente mandará bem na nova empreitada, como em tudo que fez".