Novo filme de Wagner Moura na Netflix ganha foto oficial e data de estreia mundial
Foto: Divulgação

O próximo filme de Wagner Moura no mercado internacional já tem data de estreia definida. O baiano integra o elenco do longa 'A Última Casa', da Netflix, que chega ao serviço de streaming no dia 7 de agosto.

 

Dirigido por Louis Leterrier, responsável por projetos como a série Lupin, o filme acompanha uma família de quatro pessoas que, de forma repentina e sem explicação, fica presa dentro da própria casa. Sem possibilidade de fuga, os personagens precisam lidar com a falta de recursos e enfrentar uma ameaça misteriosa que os mantém confinados.

 

 

Além de Moura, a produção, um thriller de ficção científica, anteriormente conhecido como 11817, conta com Greta Lee, Riley Chung e Emma Ho no elenco.

 

PRÓXIMOS TRABALHOS
No último mês, Wagner Moura gravou o longa-metragem 'O Aroma da Pitanga' no Brasil. O baiano viajou até a região de Palmas, em Tocantins, para a gravação do trabalho, uma produção da Bananeira Filmes.

 

O filme, que ainda não tem data de lançamento definida, acompanha a história de um homem de 50 anos que percorre áreas urbanas e periféricas em busca de alguém disposto a ajudá-lo em um plano extremo: garantir que sua tentativa de suicídio seja concluída.

 

Outro trabalho protagonizado por Wagner que já teve as gravações iniciadas foi o filme 'Flesh of the Gods', um thriller estrelado por ele e Kristen Stweart.

 

Dirigido por Panos Cosmatos, cineasta conhecido pelas obras Beyond the Black Rainbow e Mandy, e com roteiro de Andrew Kevin Walker, 'Flesh of the Gods' se passa em Los Angeles dos anos 1980, em um mundo noturno repleto de seres misteriosos, violência e hedonismo.

 

Alex Poatan perde para Ciryl Gane no UFC Casa Branca e adia sonho de tricampeonato histórico
Foto: Instagram / @ufc

Não foi desta vez que Alex Poatan garantiu o cinturão interino dos pesos pesados. O brasileiro ficou perto de fazer história no UFC, mas acabou parado por Ciryl Gane na edição da Casa Branca, neste domingo (14). O francês bateu o brasileiro por nocaute técnico no segundo round e impediu que Poatan se tornasse o primeiro atleta tricampeão da história da organização. Veja o lance: 

 

 

A LUTA
Primeiro roundo muito cauteloso entre os dois lutadores. Ambos se enfrentaram de forma mais estudiosa, com algumas trocas de chutes baixos, mas poucas ações de impacto. Gane conseguiu conectar bons golpes durante o assalto, enquanto Poatan respondeu melhor na reta final.

 

No segundo round, o francês aumentou o ritmo e passou a controlar o combate. Com uma sequência de golpes, Gane abalou Poatan e colocou o brasileiro em situação difícil.

 

Mesmo sentindo os ataques, Poatan tentou resistir e se manter na luta. Gane, porém, seguiu pressionando e conectou novos golpes, incluindo um direto de esquerda que deixou o brasileiro sem reação. Diante da sequência, o árbitro Herb Dean interrompeu o combate e confirmou a vitória do francês por nocaute técnico.

 

Com o resultado, Gane conquistou o cinturão interino dos pesos pesados. Já Poatan adia o objetivo de alcançar um feito inédito no UFC, após já ter sido campeão dos médios e dos meio-pesados.

 

E AGORA?
Alex Poatan ainda não tem uma próxima luta agendada. Os questionamentos ficam por conta de um retorno à sua antiga categoria, ou se o brasileiro deverá explorar mais os desafios que o peso pesado oferecem.

 

Confira abaixo os resutados do UFC Casa Branca:

  • Ilia Topuria x Justin Gaethje — unificação do cinturão peso leve
  • Ciryl Gane venceu Alex Poatan por nocaute técnico — cinturão interino dos pesados
  • Sean O'Malley venceu Aiemann Zahabi por nocaute — peso galo
  • Josh Hokit venceu Derrick Lewis por nocaute técnico — peso pesado
  • Mauricio Ruffy venceu Michael Chandler por nocaute técnico — peso leve
  • Bo Nickal venceu Kyle Daukaus por nocaute técnico — peso médio
  • Diego Lopes venceu Steve Garcia por nocaute técnico — peso pena

 

Lula deve se encontrar com primeira-ministra do Japão e busca agenda com Trump na cúpula do g7
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se encontrar com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, em reunião paralela à 52ª cúpula do G7 que ocorre na cidade de Évian-les-Bains, na França, a partir desta segunda-feira (15). Informações da Folha de S. Paulo apontam que os líderes devem tratar do início das negociações de um acordo entre o país asiático e o Mercosul.

 

À reportagem, membros do Itamaraty afirmaram que há disposição das autoridades japonesas nesse sentido. A Embaixada do Japão em Brasília declarou que pondera as diferentes opiniões em relação a um possível acordo e que vai "continuar considerando como fortalecer a relação com o Mercosul enquanto leva em consideração esses pontos de vista".

 

A reunião será a primeira de Lula com Takaichi, que foi eleita em outubro do ano passado, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. A última vez que o brasileiro se encontrou com uma autoridade japonesa foi em março de 2025, quando fez uma visita de Estado a Tóquio e se reuniu com o então premiê Shigeru Ishiba.

 

Além disso, essa será a décima participação do brasileiro no encontro das sete maiores economias do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido e França).

 

Na oportunidade, Lula também deve se encontrar com o presidente da França, Emmanuel Macron, e tentar conseguir uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Com o americano, Lula deve tentar impedir a implementação de novas tarifas contra o Brasil. Uma delas, de 12,5%, pode ser aplicada em decorrência de suposta prática comercial desleal, e a outra, de 25%, por suposto trabalho forçado. Ambas foram anunciadas em maio após investigação do governo americano.

 

BTG/Nexus: Lula abre margem de 9 pontos para Flávio Bolsonaro nas intenções de voto 
Foto: Ricardo Stuckert-PR / Carlos Moura-Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece na liderança em número de intenções de voto na corrida eleitoral deste ano. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (15), por meio da pesquisa BTG/Nexus, o petista chega a abrir uma margem de 9 pontos frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL). 

 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.017 eleitores por telefone (via CATI), entre os dias 12 e 14 de junho. A margem é de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-06645/2026. 

 

Em análise de voto espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula foi citado como o candidato de 36% dos eleitores. Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 27% das respostas. O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 3% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparececem, respectivamente com 1%. 

 

Nas demais respostas, 24% dos entrevistados não respondeu ou não sabia. 3% disseram que otariam nulo ou branco e 4% citaram outros candidatos. 

 

Já em cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos, Lula aumenta a margem de liderança. Segundo o levantamento, o atual presidente chegou a 42% dos votos, frente a 33% do senador carioca. Ronaldo Caiado também avançou nesse formato, indo a 4% das intenções de voto, empatado com Renan Santos. Romeu Zema, Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) também aparecem empatados com 2%. 

 

Aécio Neves e Cabo Daciolo pontuam com 1% das intenções de voto, cada um. 5% dos entrevistados responderam que votariam nulo ou branco e 3% não souberam responder. 

 

2º TURNO
No segundo turno, a liderança do presidente Lula segue mantida. Em cenário estimulado de entrevista, o levantamento BTG/Nexus avaliou o desempenho do petista frente a Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula venceria em todos os cenários. 

 

Contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula chegou a registrar 49/5 dos votos, contra 43% do senador, o equivalente a 6 pontos de diferença. 8% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 1% não souberam. 

 

No cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também aparece com 49% dos votos, frente a 39% do adversário. Brancos e nulos foram 11% e 1% não souberam responder. 

 

O terceiro cenário, contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente Lula aparece com 48% dos votos, frente a 39% do governador do Goiás. Brancos e nulos são 11% e 2% dos entrevistados não souberam responder. 

 

Já contra Renan Santos, Lula mantem o mesmo número, e o candidato do MBL aparece com 36% das intenções de voto. 13% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 2% não souberam. (Reportagem atualizada às 09h03)

 

Fernanda Torres
Foto: ABC

A atriz Fernanda Torres e a empresa Par Perfeito, representante do Tinder no Brasil, entraram em acordo e decidiram encerrar o processo que tramitava na Justiça do Rio. As informações são do O Globo.

 

Fernanda Torres havia processado a companhia por uso não autorizado de sua imagem em uma campanha publicitária lançada às vésperas do Oscar de 2025.

 

A ação promovia uma festa exclusiva para pessoas chamadas Fernanda e Oscar, com o slogan: “De um jeito ou de outro a Fernanda vai sair com o Oscar”.

 

Segundo a atriz, o anúncio fazia referência à sua indicação ao prêmio de Melhor Atriz por “Ainda Estou Aqui”. O processo informa que a publicidade alcançou mais de um milhão de visualizações em poucos dias. O acordo ainda aguarda homologação da juíza da 38ª Vara Cível da Comarca da Capital.

 

Sudesb homologa contrato de R$ 7,8 milhões para nova etapa da reforma do Estádio de Pituaçu
Foto: Mateus Pereira / GovBR

A Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) homologou a contratação da empresa responsável por uma nova etapa da reforma e requalificação do Estádio Governador Roberto Santos, o Pituaçu, em Salvador. O resultado da Concorrência Eletrônica nº 006/2026 foi publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia neste fim de semana. 

 

A empresa vencedora do processo foi a Freira Costa Engenharia e Projetos LTDA. O valor total do contrato é de R$ 7,8 milhões, com o critério de julgamento adotado sendo o de menor preço. A adjudicação do objeto e a homologação do resultado foram assinadas pelo diretor-geral da Sudesb, Vicente José de Lima Neto, em Salvador, no dia 12 de junho de 2026.

 

Atualmente, o Estádio de Pituaçu segue em processo de transformação com foco na Copa do Mundo Feminina de 2027. O equipamento está entre as sedes reservadas para a preparação de seleções durante o torneio.

 

A homologação confirmou uma etapa que antecipada pelo Bahia Notícias. Em maio deste ano, a reportagem apurou junto ao diretor-geral da Sudesb, Vicente Neto, que a atuarquia, vinculada à SETRE (Secretaria de Trabalho, Renda, Esportes e Lazer) havia aberto um processo licitatório para contratar uma empresa de engenharia responsável por uma nova fase da reforma do estádio, após o avanço no processo de enchimento de piso. Com a publicação no Diário Oficial, a Freira Costa Engenharia e Projetos LTDA foi confirmada como vencedora do certame.

 

Além da abertura da licitação, esta reportagem também havia apurado em maio mais detalhes das intervenções previstas para o equipamento. O novo pacote de obras inclui reforma dos vestiários, implantação de guarita de segurança, recuperação das rotas de fuga das arquibancadas, revitalização da pista de atletismo, requalificação dos assentos e reforma da tribuna de honra.

 

As obras no Estádio de Pituaçu começaram no dia 6 de abril e têm previsão de continuidade até novembro deste ano. Durante esse período, o estádio permanecerá fechado para a realização das intervenções estruturais, o que impacta diretamente o planejamento de clubes que utilizariam o equipamento ao longo da temporada.

 

De acordo com a Sudesb, o objetivo da contratação é garantir mais segurança, funcionalidade e qualidade ao equipamento esportivo, que será utilizado como base operacional durante o Mundial Feminino de 2027.


 

EUA e Irã chegam a acordo para encerrar guerra; assinatura está marcada para sexta
Foto: Daniel Torok / Official White House Photo

Os Estados Unidos e o Irã anunciaram neste domingo (14) que chegaram a um acordo para encerrar a guerra iniciada em fevereiro, o que abre caminho para a retomada do comércio marítimo no golfo Pérsico e reduz as tensões no Oriente Médio. O pacto deverá ser assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça, segundo o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador das negociações.
 

O tratado foi firmado mais de três meses após início do conflito e depois de intensa atividade diplomática por mediadores regionais. O presidente americano, Donald Trump, havia anunciado no sábado (13) que o acordo seria assinado em 24 horas. No entanto, após vários alarmes falsos, sua declaração tinha sido encarada com ceticismo.
 

Trump, que completou 80 anos neste domingo, confirmou o entendimento em uma publicação na plataforma Truth Social. "O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído", escreveu ele.
 

Já o regime iraniano escreveu em comunicado que o país finalizou um memorando de entendimento após "meses de longas e difíceis negociações".
 

Embora os detalhes oficiais do documento ainda não tenham sido divulgados, autoridades dos dois países afirmaram que foi alcançada uma estrutura de paz destinada a encerrar o conflito, suspender o bloqueio naval imposto pelos EUA ao Irã e reabrir o estreito de Hormuz, rota responsável por uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo.
 

A expectativa de normalização do fluxo energético teve impacto imediato. Os contratos futuros do petróleo Brent caíam cerca de 4% nas primeiras horas de abertura do mercado internacional, enquanto o petróleo americano WTI registrava queda de 4,6%.
 

Ainda de acordo com Sharif, o acordo prevê o "fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano, que se transformou em um dos principais pontos de atrito durante as negociações.
 

O conflito entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, ganhou intensidade após o início da guerra entre Washington, Tel Aviv e Teerã. Nas últimas semanas, tanto Trump quanto mediadores internacionais pressionaram por uma redução dos confrontos, mas os ataques continuaram.
 

A tensão ficou evidente neste domingo, quando Israel fez um novo bombardeio contra os subúrbios do sul de Beirute. O ataque provocou críticas do regime iraniano e do próprio presidente americano.
 

O negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf afirmou que a ação demonstrava que os EUA não possuíam "a vontade e a capacidade de cumprir seus compromissos". O Ministério das Relações Exteriores do Irã responsabilizou Washington pelo episódio e advertiu sobre uma possível "forte resposta". Já o comando militar iraniano declarou estar com o "dedo no gatilho", pronto para atingir o "coração do inimigo".
 

Trump, por sua vez, criticou a operação israelense. Em mensagem publicada nas redes sociais, afirmou que o ataque "não deveria ter acontecido", especialmente em um momento em que as partes estavam próximas de concluir um acordo de paz.
 

As declarações expuseram divergências entre Washington e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Segundo autoridades israelenses, Israel não participou das negociações conduzidas pelos EUA e pelo Irã. O israelense também divergiu dos pedidos americanos para que o país limitasse suas operações militares no Líbano durante as conversas diplomáticas, segundo a agência Reuters.
 

Autoridades envolvidas nas conversas afirmaram anteriormente que o rascunho do acordo prevê a liberação de aproximadamente US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior. Em troca, o Irã se comprometeria a não produzir nem adquirir armas nucleares.
 

Segundo uma autoridade iraniana, Teerã concordou em manter congelado o atual estágio de seu programa nuclear até a conclusão de um acordo definitivo. Isso incluiria a suspensão do enriquecimento de urânio e da expansão de instalações nucleares.
 

Ainda assim, persistem divergências importantes. Autoridades america nas defendem que o entendimento final leve ao desmantelamento completo do programa nuclear iraniano e à eliminação dos estoques de urânio altamente enriquecido. Já representantes iranianos afirmam que qualquer solução deverá preservar a capacidade do país de administrar internamente seu material nuclear.
 

Apesar dessas tensões, os negociadores conseguiram concluir o entendimento. Trump afirmou que o estreito de Hormuz será reaberto na sexta-feira e que ordenou o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu o presidente.
 

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o acordo anunciado representa apenas a primeira etapa de um processo mais amplo. Segundo ele, os dois países iniciarão um período de 60 dias de negociações para discutir questões mais complexas, incluindo sanções econômicas e o futuro do programa nuclear iraniano.
 

O presidente americano estava sob pressão para assinar um acordo de paz diante da alta desaprovação popular da guerra e alta recorde nos preços do diesel e gasolina nos EUA. O conflito ajudou a derrubar a aprovação do presidente dos EUA para 35%, pior índice em seu segundo mandato. Ele assumiu com média de 52% de aprovação, segundo compilação de pesquisas do New York Times. Republicanos se preparam para as eleições de meio de mandato, em novembro, e pesquisas apontam grande desvantagem para o partido.
 

O fechamento de Hormuz levou o valor do barril do petróleo a saltar de cerca de US$ 72 antes de 28 de fevereiro, início do conflito, para um pico de US$ 126 no final de abril.
 

Mais cedo, a agência estatal de mídia do Líbano informou que duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas após o bombardeio de Israel contra os subúrbios do sul de Beirute. A ofensiva ocorreu após Tel Aviv acusar o grupo extremista aliado de Teerã de disparar três projéteis contra o norte do país.
 

Com Reuters

Semana tem Lula tentando conversa com Trump, decisão sobre jornada 6x1 e julgamento de Eduardo Bolsonaro

Lula e Trump na Casa Branca
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com a Copa do Mundo 2026 já dominando conversas e postagens nas redes sociais, os três poderes em Brasília terão uma semana intensa, com definições importantes no Congresso Nacional, julgamentos de destaque no Judiciário e com o governo federal tentando negociar acordos durante a reunião das maiores economias do mundo, na França.

 

Esta reunião, do chamado G7, conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve fazer discursos no evento e manter encontros com Emmanuel Macron e a premiê do Japão. Lula tenta ainda uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar reverter uma nova aplicação de tarifas impostas aos produtos brasileiros.

 

E na França, Lula estará de olho no que acontece nessa semana no Congresso, principalmente em relação aos rumos do projeto que muda a jornada 6x1. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) marcou a votação do projeto do governo que muda a jornada 6x1 e que tem urgência constitucional, e no Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) ainda segura o envio da PEC que trata do tema para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 

A semana ainda tem dois importantes julgamentos no Supremo Tribunal Federal: a Corte julga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação, e retoma a análise de recursos contra trechos do Marco Civil da Internet, uma decisão que vai definir a responsabilidade das big techs em relação a danos causados por conteúdos publicados por usuários. 

 

Confira abaixo a agenda da semana nos três poderes. 

 

PODER EXECUTIVO

 

O presidente Lula chegou nesta segunda-feira (15) à cidade de Évian-les-Bains, na França, onde vai acontecer a reunião dos líderes do G7, o grupo formado pelas principais economias do mundo. Essa reunião acontece pouco depois de o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, anunciar que chegou a um acordo para encerrar a guerra com o Irã.

 

E além de discutir os próximos passos desse acordo entre Estados Unidos, Israel e Irã, os líderes globais vão debater temas como a interminável guerra entre Rússia e Ucrânia, assim como os desequilíbrios econômicos globais, o fornecimento de minerais críticos fora da China, entre outros assuntos.

 

Durante a cúpula, o presidente Lula participará de debates sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. Lula deve cobrar dos países ricos a manutenção do financiamento de iniciativas voltadas ao combate à pobreza e ao desenvolvimento das economias emergentes.

 

Na agenda de Lula está previsto um encontro bilateral com o presidente da França, Emmanuel Macron, além de outra reunião fechada com a premiê do Japão, Sanae Takaichi. A delegação brasileira também quer aproveitar a cúpula para tentar reverter a proibição de importação determinada em 5 de junho pela União Europeia a vários produtos agropecuários brasileiros. 

 

Outro encontro que está sendo negociado pelo Brasil é com o presidente norte-americano Donald Trump. O governo brasileiro quer tentar reverter a disposição dos EUA de aplicar novas tarifas ao Brasil e busca acertar uma conversa entre Lula e Trump. O presidente brasileiro retorna ao Brasil na próxima quinta (18). 

 

No calendário da economia, o destaque da semana será a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que decidirá sobre a taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, no final de abril, o Copom reduziu a Selic de 14,75% para 14,50%, o segundo corte seguido de 0,25% nos juros neste ano.

 

Para a reunião desta semana, o mercado financeiro aposta em um novo corte de 0,25% na taxa de juros, reduzindo a Selic a 14,25% ao ano. O Comitê começa a se reunir na terça (16) e divulga a sua decisão sobre a Selic na quarta (17). 

 

PODER LEGISLATIVO

 

Cansado de esperar que o governo retirasse a urgência constitucional do projeto que modifica a escala de trabalho 6x1, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para esta terça (16) a votação da matéria no plenário. A apreciação do projeto do governo levará à desobstrução da pauta de plenário.

 

Motta escalou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para ser o relator do projeto no plenário. Prates já havia sido o relator da proposta de emenda constitucional que tratava do tema, e que foi aprovada em 27 de maio pelos deputados. 

 

O texto proposto pelo governo é parecido com a PEC do fim da 6x1, que estabelece o limite de 40 horas de jornada e dois dias de descanso semanais. A diferença entre os dois textos está justamente no regime de urgência do projeto de lei. Como foi apresentado em 14 de abril, o texto deveria ser votado até o final de maio.

 

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente da Câmara deixou claro que a análise do projeto que trata sobre a redução de jornada de trabalho tem como objetivo destravar a pauta para focar em dois projetos ainda neste semestre: a regulamentação da Inteligência Artificial no Brasil e a proposta que reajusta o teto de faturamento para os MEIs (Microempreendedores Individuais).

 

O primeiro foi aprovado no Senado no fim de 2024, mas deve retornar se os deputados fizeram mudanças no texto. O projeto determina quais são os compromissos das empresas que desenvolvem IA no país e orienta a finalidade para o uso dessa ferramenta. Para isso, a proposta define o SIA (Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial).

 

Já a outra proposta aumenta o limite de faturamento de MEI para R$ 130 mil e passa a permitir a contratação de até dois empregados.

 

Esses projetos são o foco de Motta para este semestre, mas outra proposta também volta à Câmara e deve gerar pressão para ser votada antes do recesso: o texto aprovado pelo Senado que cria uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos e dificuldades econômicas.

 

Caso haja a desobstrução da pauta, Motta deve priorizar também a votação do “PL dos Combustíveis”. O texto entrou em pauta no plenário nas últimas semanas, mas não foi discutido e pode ser levado à votação.

 

Criado com o objetivo de diminuir impactos econômicos gerados pelo conflito no Oriente Médio, o projeto busca reduzir os tributos incidentes em combustíveis, como gasolina e etanol.

 

Nas comissões da Câmara, o destaque será a análise do relatório da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) ao projeto que criminaliza a misoginia. A relatora manteve em seu parecer o ponto central da proposta original, de tornar a misoginia crime inafiançável e imprescritível, nos moldes do racismo. A principal mudança feita pela deputada está na definição jurídica da conduta.  

 

Em vez de caracterizar a misoginia como “ódio” ou “aversão” às mulheres, o novo texto fala em “menosprezo ou discriminação” em razão da “condição de mulher”. Segundo Tabata Amaral, a mudança que ela introduziu no texto busca aproximar o projeto da linguagem já usada na legislação penal e processual penal. 

 

No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apresentou uma pauta de temas diversificados para serem analisados no plenário nesta semana. Entre os destaques estão projetos sobre formação continuada de professores, criação de uma universidade voltada ao esporte e inclusão da educação política no currículo escolar.

 

Na sessão deliberativa de terça (16), os senadores devem analisar o projeto de lei 96/2024, de autoria do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para detalhar quais atividades poderão ser consideradas para fins de aperfeiçoamento profissional continuado dos profissionais da educação básica pública.

 

Também está na pauta o projeto de lei 5.672/2025, de autoria do deputado Leo Prates, que prevê a transferência simbólica da sede do governo federal para Salvador no dia 2 de julho de cada ano, em referência à consolidação da Independência do Brasil na Bahia.

 

Outro destaque é o projeto de lei 6.133/2025, encaminhado pela Presidência da República, que cria a Universidade Federal do Esporte. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Esporte e busca ampliar a formação acadêmica e a produção de conhecimento voltadas ao setor esportivo.

 

Já na quarta (17), o plenário deve apreciar o projeto de lei 4.088/2023, da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que inclui educação política e direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica. A proposta também institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.

 

Os senadores ainda poderão analisar o projeto de lei 162/2024, que institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania, e o projeto de lei 6.113/2023, do deputado Duda Ramos (Podemos-RR), que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher.

 

Além das votações, o Senado realizará na terça a cerimônia de entrega da Comenda Santa Dulce dos Pobres e, na quinta (18), uma sessão especial em homenagem aos 70 anos de criação do Conselho Federal de Química.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

A semana começa no Supremo Tribunal Federal com o julgamento, marcado para esta terça (16) na Primeira Turma, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar é acusado de coação por articular sanções a autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos, como forma de influenciar no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, o objetivo de Eduardo Bolsonaro com suas ações nos Estados Unidos teria sido o de constranger integrantes do STF e interferir nas investigações relacionadas aos atos antidemocráticos e à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.

 

A acusação tem como base elementos reunidos pela Polícia Federal, que apontam que Eduardo passou a atuar de forma mais intensa nos EUA após deixar o Brasil. O ex-deputado afirma ser alvo de perseguição política.

 

Na Primeira Turma do STF votarão os ministros Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, além de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. 

 

No plenário virtual, os ministros do STF analisarão decisão do ministro Flávio Dino que cobra do Congresso Nacional a regulamentação da mineração em terras indígenas. A decisão em debate estabelece prazo de dois anos para que os parlamentares aprovem uma lei sobre o tema e, enquanto isso não ocorre, prevê regras provisórias para a atividade, como a realização de consulta às comunidades afetadas, participação dos povos indígenas nos lucros da exploração e medidas de proteção ambiental. 

 

Já no plenário físico, o presidente do STF, Edson Fachin, agendou para a próxima quarta (17) a continuidade do julgamento dos recursos apresentados a uma decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet. No julgamento, o STF deve consolidar a tese que servirá de referência para milhares de processos envolvendo redes sociais e plataformas digitais em todo o país, na discussão do marco civil. 

 

Os dois recursos que serão analisados esta semana são relatados pelos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. A Corte já definiu que grandes empresas de tecnologia terão de adotar medidas para combater conteúdos ilegais, como publicações relacionadas à pornografia infantil, terrorismo, tráfico de pessoas, discursos de ódio e incentivo à automutilação. 

 

A redação final da tese deve esclarecer em quais situações as plataformas poderão ser responsabilizadas por danos causados por conteúdos publicados por usuários, encerrando um dos julgamentos mais relevantes dos últimos anos para a regulação da internet no Brasil. Um dos pontos de consenso, até o momento é de que as plataformas terão 60 dias, a partir do final do julgamento, para implementar as mudanças estruturais previstas na tese. 

 

As determinações abrangem, além do chamado dever de cuidado (adoção de medidas concretas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais), a autorregulação e a disponibilização de canais de atendimento específico para pedidos de retirada de conteúdo. 

 

Também ficou definido que os provedores de aplicações de internet terão responsabilidade solidária pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros em casos de crime ou atos ilícitos. Na responsabilidade solidária, a dívida pode ser cobrada de todos ou apenas da parte que tem mais probabilidade de quitá-la.  

 

Ainda nesta semana, está na pauta do STF a discussão sobre os efeitos da decisão que passou a exigir a comprovação de intenção de cometer irregularidades para enquadrar um agente público por improbidade administrativa. Na prática, o entendimento dificulta a punição de gestores por erros, negligência ou má administração quando não houver prova de má-fé, tema que divide especialistas em combate à corrupção e defesa da administração pública.