Bahia Farm Show adia análise de indicação de Camila Vasquez ao TCM na Assembleia
Reprodução/Instagram @marionegromontejr

A tramitação da indicação de Camila Vasquez para uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) sofreu um atraso na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A análise do nome pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), inicialmente prevista para esta semana, foi adiada para a próxima terça-feira (16). Ao Bahia Notícias, o presidente da CCJ, Robinson Almeida (PT), confirmou que conversou com a presidente da Assembleia, Ivana Bastos (PSD), e que a mudança ocorreu em razão da realização da 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães.

 

Com o adiamento da apreciação na comissão, o calendário de tramitação da indicação também foi impactado. A expectativa agora é que o parecer seja discutido pelos integrantes da CCJ na próxima semana, antes de eventual encaminhamento para votação em plenário.

 

A indicação de Camila Vasquez integra a pauta de escolhas para o TCM, órgão responsável pela fiscalização das contas dos municípios baianos. A análise na comissão é uma das etapas obrigatórias do processo antes da deliberação final pelos deputados estaduais.

 

Ala de tribunal militar deve rever provas do STF para manter patente de condenados da trama golpista
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma ala de ministros do STM (Superior Tribunal Militar) deve rever as provas do processo da trama golpista de 2022 para manter patentes dos réus do núcleo central do caso. Esse caminho deve ser adotado para tentar conservar as fardas dos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira.
 

O tribunal militar vai avaliar cinco casos, que incluem ainda Jair Bolsonaro (PL), que é capitão reformado, Walter Braga Netto e Almir Garnier. A tendência é que esses percam sua condição de oficiais.
 

Nos bastidores, os relatores dos processos já afirmaram a colegas do tribunal que devem analisar os autos condenatórios, que reúnem as provas do caso, para formar suas posições. A avaliação é que o aviso reforça a perspectiva de que alguns dos magistrados devem manter algumas das fardas.
 

Ainda em decorrência dessa opção, os julgamentos devem ficar para depois das eleições, já que o material é extenso.
 

Os arquivos enviados pela Polícia Federal aos advogados em 17 de maio do ano passado somam cerca de 77 terabytes (cada terabyte corresponde a 1.024 gigabytes). O acórdão do julgamento tem 1.991 páginas.
 

A reportagem ouviu três ministros, assessores de outros magistrados e advogados dos casos sob reserva. Eles avaliam que a discussão sobre os critérios para julgar representações desse tipo deve ser suscitada tanto pelas defesas quanto por ministros, nos seus votos.
 

Em análises desse tipo, não cabe à Justiça Militar reanalisar a sentença condenatória, apenas definir se aqueles atos e crimes impedem a manutenção da condição de oficiais. Há na corte, no entanto, uma divisão quanto aos critérios para conduzir esses julgamentos.
 

Um grupo de ministros entende que a avaliação das condenações, em si, basta para a formação de juízo. Por outro lado, há aqueles que compreendem que, para alcançar essa conclusão, é preciso rever os atos condenatórios.
 

Por fim, o STM ainda tem ministros considerados novatos, que ainda não julgaram casos do tipo desde que tomaram posse. Há, na composição atual, quatro indicados no atual mandato do presidente Lula (PT).
 

O STM é composto por 15 ministros: 5 civis e 10 militares (quatro do Exército, três da Marinha e três da Aeronáutica). Entre eles, estão colegas de farda e ex-subalternos dos militares da trama golpista.
 

O julgamento será inédito: o STM vai julgar a dignidade de generais do topo da carreira das Forças Armadas pela primeira vez.
 

Não haverá a chamada instrução dos processos, isto é, a fase de produção de provas para embasar um veredito, com depoimentos, perícias, diligências, reunião de documentos e provas. Os julgamentos serão baseados na condenação já dada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
 

Um ministro disse, sob reserva, que julgamentos sobre indignidade são fundamentados nas consciências dos próprios magistrados, não em um regramento claro sobre o tema. A declaração vai ao encontro da avaliação de um assessor, segundo a qual as análises terão um fator político importante.
 

O caso de Heleno, ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro, é considerado o mais delicado. Ministros avaliam que a palavra "indignidade" tem um peso muito forte para um general com um elevado grau de admiração interna, premiado e considerado uma referência. Segundo um magistrado, declará-lo indigno seria declarar a indignidade do próprio Exército.
 

A avaliação é que o longo período de serviços prestados às Forças Armadas pode contar a favor de Heleno e Paulo Sérgio, considerando a inexistência de registros anteriores de desvio de conduta e uma participação na tentativa de golpe considerada menor que as do ex-presidente e do general Braga Netto.
 

Bolsonaro foi considerado por anos persona non grata no Exército, e a imagem só foi totalmente restabelecida no período que antecedeu a campanha de 2018.
 

Garnier, por sua vez, é bem quisto na Marinha, mas a Força tem menos votos na corte. Contra o almirante também pesam os depoimentos dos comandantes do Exército e da Aeronáutica no processo da trama golpista. Contra Braga Netto pesa o fato de ele ter feito ataques a militares.
 

Os indícios públicos dos posicionamentos dos ministros só devem ser conhecidos durante o julgamento. No STF, houve mais etapas por meio das quais os magistrados anteciparam alguns entendimentos, ainda que não tivessem votado ainda no mérito.
 

Cabe à presidência do STM marcar as sessões destinadas à análise do caso. A presidente da corte, Maria Elizabeth Rocha, já afirmou que, assim que receber os votos dos responsáveis pelos casos, deve pautar os processos para julgamento.
 

Há expectativa, ainda, de que não haja pedido de vista dos processos. Mas os julgamentos podem ter andamentos diferentes, tanto pelo fato de os casos serem distribuídos a relatores diferentes quanto pelo desentendimento recente entre ministros envolvendo discussão sobre participação de militares em golpe de Estado.
 

A corte vai avaliar se aquelas condutas têm o potencial de causar um efeito negativo sobre as tropas, como exemplos ruins na cadeia de hierarquia e disciplina e se aquelas condenações e posturas mancham a moral das Forças Armadas como um todo.
 

Após a conclusão e esgotamento dos recursos, o STM comunica a decisão ao comandante da Força respectiva. A partir daí, os militares passam por processo administrativo e podem ser expulsos das Forças e declarados "mortos fictícios", deixando pensão para os familiares.
 

Estão sujeitos a esse tipo de ação oficiais das Forças Armadas condenados, sem mais direito a recursos, a pena privativa de liberdade superior a dois anos por crime militar ou comum. Por causa desse recorte, não será analisado o caso do delator Mauro Cid, tenente-coronel que recebeu pena de dois anos no STF.


 

TJ-BA manda Meta retirar publicações falsas contra prefeito de Brumado e revelar autores
Foto: Aline Gama / Bahia Notícias

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu liminar determinando que a Meta retire do Instagram publicações falsas e ofensivas divulgadas por perfis anônimos contra o prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes (Avante). 

 

A decisão reconhece que o conteúdo associa de forma indevida a imagem do gestor a práticas ilícitas, ultrapassando os limites da liberdade de expressão.

 

Além da remoção, a Justiça determinou que a Meta forneça imediatamente os dados cadastrais e registros de acesso que permitam identificar os responsáveis pelos perfis, incluindo endereços de IP das contas @brumadonalinha e @csibrumado. Os autores serão responsabilizados civil e criminalmente após a identificação.

 

O juiz Rodrigo Medeiros Sales destacou na decisão que os documentos apresentados comprovam que a manutenção do conteúdo nas redes representa risco concreto à honra e à imagem do prefeito.

 

A Meta tem prazo de dois dias para retirar as publicações e cinco dias para fornecer os dados cadastrais. O processo tramitará em sigilo.


Polícia investiga envenenamento de menino de 11 anos internado em estado grave no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se o menino Arthur de Melo da Silva, de 11 anos, foi vítima de envenenamento após ser internado em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. 

 

Segundo parentes, a criança passou mal após comer um pedaço de bolo de origem desconhecida encontrado em sua mochila.

 

Arthur apresentou os primeiros sintomas de intoxicação na noite do dia 1º de junho, após retornar da escola para a casa do pai, Ademir Mello, em São João de Meriti. Imagens de câmera de segurança mostram o menino chegando em casa às 18h23. Ele comeu o bolo que estava na mochila, adormeceu e logo depois acordou vomitando. Atualmente está inconsciente e entubado.

 

A mãe, Lidiane da Silva, afirmou que o filho estava bem quando o deixou na escola. "No hospital, me disseram que suspeitam que ele tenha sido envenenado com chumbinho. Quero saber quem deu a ele este bolo. Tentaram matar meu filho", disse, em choro.

 

O pai relatou ter estranhado encontrar as roupas do filho dobradas junto ao bolo dentro da mochila. "O Arthur não tem o costume de dobrar as roupas, e a mãe dele também não tem. Quero uma investigação. Que investiguem todos e tudo o que possa ter causado este crime perverso", afirmou Ademir.

 

O caso é investigado pela 64ª Delegacia de Polícia de São João de Meriti.

 

PL destina R$ 2,8 milhões para pesquisas eleitorais e de opinião em 2026
Lideranças do partido se reúnem | Foto: Reprodução / Assessoria da PL

O Partido Liberal (PL) já desembolsou cerca de R$ 2,8 milhões em pesquisas e testes de opinião pública ao longo de 2026. Os valores constam nas declarações prestadas pela própria legenda ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e detalham o destino dos investimentos na aferição do cenário eleitoral.

 

De acordo com as prestações de contas, obtidas pelo Jornal O Globo, o maior montante foi destinado ao Instituto Paraná Pesquisas. Ao todo, a empresa recebeu aproximadamente R$ 1,58 milhão, valor diluído em 12 pagamentos efetuados entre os meses de fevereiro e abril deste ano. Os custos individuais de cada levantamento variaram de R$ 126 mil a R$ 150 mil, sendo integralmente custeados com recursos do Fundo Partidário.

 

Outro volume expressivo de recursos foi repassado a Nicolas de Souza Barros, sócio da B&L Pesquisas. A legenda destinou R$ 892 mil ao profissional, distribuídos em quatro repasses: dois de R$ 300 mil, um de R$ 150 mil e um de R$ 142 mil.

 

O Instituto Brasileiro de Estudos Sociais e Políticos (Ibespe) também foi contratado para serviços de mesma natureza. Foram realizados dois pagamentos ao órgão, totalizando R$ 356 mil.

 

Vitor Bonfim destaca força da Bahia Farm Show e celebra crescimento do agronegócio baiano
VannerCasaes / AgênciaALBA

Presente na abertura da 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, segunda-feira (8), o deputado estadual Vitor Bonfim (PV) destacou a evolução da feira ao longo das últimas duas décadas e ressaltou a importância do evento para o fortalecimento do agronegócio baiano. Ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que acompanha a trajetória da Bahia Farm Show desde as primeiras edições, realizadas em 2006, e classificou o crescimento da feira como um reflexo do desenvolvimento econômico do Oeste da Bahia e de outras regiões produtoras do estado.

 

Segundo Bonfim, o evento se transformou em uma das maiores plataformas de negócios do agronegócio brasileiro, movimentando bilhões de reais e atraindo milhares de visitantes todos os anos. “Essa feira começou de forma pequena, mas já muito bem estruturada e organizada. Hoje chega a movimentações bilionárias e recebe mais de 100 mil pessoas ao longo dos dias de evento”, afirmou.

 

O deputado também relembrou sua passagem pela Secretaria da Agricultura da Bahia e disse ter participado de iniciativas que contribuíram para a consolidação da feira, citando programas voltados à gestão dos recursos hídricos e ao desenvolvimento regional.


 

Em meio a cachês de R$ 900 mil, São João da Bahia terá shows de artistas com contrato menor do que salário mínimo
Foto: Representativa/ Prefeitura de Cruz das Almas

Na contramão dos altos cachês do São João na Bahia, há quem receba menos de um salário mínimo por apresentação durante o período junino. De acordo com o Painel de Transparência dos Festejos Juninos nos Municípios do Estado da Bahia, o cachê mais barato para se apresentar no mês de junho no estado é de R$ 1.000,00, pago pelo município de Muquém de São Francisco a Aroldo Chamego do Forró.

 

O show do artista, que chega a ter um perfil na plataforma Sua Música com pouco mais de 3 mil plays, está marcado para acontecer no dia 11 de junho.

 

 

Fora do período de junho, é possível encontrar um cachê ainda mais barato do que o cobrado por Aroldo. Josael Duarte foi atração na cidade de Senhor do Bonfim no dia 9 de maio por um cachê avaliado em R$ 800,00.

 

O cachê mais próximo do valor estipulado pelo Governo Federal para o salário mínimo — de R$ 1.621,00, antes de passar para a casa dos R$ 2.000,00 — é o do contrato de Eraldo do Acordeon, que recebeu R$ 1.600,00 por um show feito em Senhor do Bonfim no dia 2 de maio.

 

Até o momento, dos 113 municípios que já enviaram os dados para a plataforma do Ministério Público, a cidade com o menor cachê de 2026 é Muquém de São Francisco. De acordo com a pesquisa feita pelo Bahia Notícias, em 2022, a população era de 10.443 habitantes e a densidade demográfica era de 2,71 habitantes por quilômetro quadrado. Os dados são do último censo do IBGE.

 

Na comparação com outros municípios do estado, a cidade ocupava as posições 325 e 413, de um total de 417. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 2.938 e 5.234, de 5.570.

 

 

A atração mais cara contratada pelo município é o show de Léo Magalhães, que acontecerá no dia 14 de junho. O artista recebeu R$ 500.000,00 pela apresentação, valor 500 vezes maior do que o cachê cobrado por Aroldo. Na cidade de Jaborandi, que tem 12 atrações contratadas pelo valor de R$ 2.000,00, o contrato mais alto foi feito para um show da dupla Matheus & Kauan, que se apresentou no último domingo por R$ 705.000,00.

 

 

Nos municípios que mais investiram para o São João, a exemplo de Conceição do Jacuípe, que pagou R$ 905.000,00 a Zé Neto e Cristiano e R$ 784.000,00 a Maiara e Maraísa, o cachê mais barato pago pela cidade foi o de R$ 150.000,00 para o show da banda Donas do Bar.

 

CONFUSÃO COM FLÁVIO JOSÉ
Uma das situações relacionadas a cachês que mais gerou polêmica nas redes sociais no último final de semana foi a desistência do cantor Flávio José de se apresentar em municípios baianos após ter uma solicitação de aumento de cachê vetada.

 

Em resposta enviada ao Bahia Notícias, a assessoria do MP-BA informou que, “nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil”.

 

Por isso, o órgão informou ter encaminhado recomendações aos municípios para que adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela instituição e pelos Tribunais de Contas, sendo atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O objetivo, segundo o MP, é evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos públicos.

 

O MP-BA também destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.

 

Desastres naturais geraram R$ 2,47 bilhões em danos e prejuízos na Bahia em 2025
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Bahia registrou R$ 2,47 bilhões em danos materiais e prejuízos devido ao impacto dos desastres naturais no país. O valor foi apresentado no Atlas Digital de Desastres, painel atualizado anualmente pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Considerando os últimos 36 anos, entre 1990 e 2026, esse valor já supera os R$ 48 bilhões em prejuízos financeiros decorrentes de desastres.

 

As informações do painel foram atualizadas no mês de maio. Por definição, desastres naturais são compreendidos como o impacto de um fenômeno natural extremo ou intenso sobre um sistema social — ou seja, um país, uma região ou comunidade com presença humana — que causa sérios danos e prejuízos que excedem a capacidade dos afetados de conviver com o impacto.

 

Os dados foram segmentados no Atlas entre prejuízos de recursos humanos e econômicos. Nesta reportagem, serão abordados os dados relacionados aos prejuízos econômicos e financeiros dos desastres, que estão divididos entre danos materiais, prejuízos públicos e prejuízos privados.

 

Conforme a metodologia aplicada, os prejuízos públicos são aqueles que afetam o patrimônio ou as finanças do Estado e de órgãos públicos; os prejuízos privados são os vinculados a pessoas ou entidades não governamentais; e os danos materiais correspondem à estimativa dos danos patrimoniais.

 

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

HISTÓRICO DE DANOS
No último ano, a menor perda econômica entre as categorias foi registrada pelo Poder Público, incluindo o governo estadual e as prefeituras. Segundo o painel, o prejuízo público foi de R$ 179,08 milhões. Entre os valores gastos, destacam-se as despesas com abastecimento de água, que somam mais de R$ 91 milhões, equivalendo a mais de 53% do total. A assistência médica de urgência, com cerca de R$ 20 milhões em gastos (11,77%), e o esgotamento sanitário, com R$ 15 milhões (9,1%), também estão entre as principais despesas.

 

Os municípios com maiores prejuízos ao erário público por conta dos desastres naturais foram Bom Jesus da Lapa (R$ 24,6 milhões), na região do Velho Chico; América Dourada (R$ 8,9 milhões), no território de Irecê; e Morro do Chapéu (R$ 7,9 milhões), na Chapada Diamantina.

 

Em seguida, aparecem os danos materiais. Neste caso, foram mais de R$ 219 milhões em perdas, principalmente em infraestrutura. O Atlas aponta que, ao todo, foram R$ 108 milhões nesta categoria. O segundo maior dano material foi referente a estruturas comunitárias, com R$ 13,43 milhões.

 

Entre as cidades mais afetadas, Bom Jesus da Lapa volta a se destacar. O município registrou uma perda de R$ 35 milhões em danos materiais. Já no Vale do Jiquiriçá, a cidade de Brejões registrou um dano estimado em mais de R$ 27 milhões, e Macaúbas, no Velho Chico, aparece na terceira posição, com um dano de R$ 14,2 milhões.

 

Por fim, os dados do Atlas apontam que os prejuízos mais contundentes foram os causados na esfera privada. Ao todo, foram R$ 2,07 bilhões em perdas vinculadas a cidadãos, empresas e entidades não governamentais. A maior perda ocorreu no âmbito da agricultura, com um prejuízo de R$ 1,05 bilhão, seguido pela pecuária, com perdas estimadas em R$ 840 milhões.

 

Entre as cidades mais afetadas por prejuízos na esfera privada estão Paratinga (R$ 192 milhões), na região do Velho Chico; João Dourado (R$ 173 milhões), no território de Irecê; e Livramento de Nossa Senhora (R$ 111 milhões), no Sertão Produtivo baiano.

 

Vale destacar que os prejuízos públicos, geralmente atribuídos à seca, foram registrados entre janeiro e maio, enquanto os danos materiais tiveram picos em janeiro, maio e novembro. Na esfera dos prejuízos privados, os meses mais relevantes foram de março a maio e agosto.

 

As informações sobre os danos humanos dos desastres na Bahia podem ser conferidas na reportagem a seguir (veja aqui.)

 

Prefeitura de Lajedinho usa Fundo de Educação para contratar show de artistas e valores ultrapassam R$ 520 mil; saiba quais
Fotos: Reprodução / Google Maps / Instagram via @manimvaqueiroo e @devinhonovaes

A Prefeitura de Lajedinho, município localizado na Chapada Diamantina, deverá desembolsar R$ 520 mil para contratar atrações da 59ª Festa dos Vaqueiros, que será realizada nos primeiros dias de agosto de 2026. O que chama a atenção nas publicações do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (8) é que os recursos destinados ao pagamento dos artistas estão vinculados ao Fundo Municipal de Educação.

 

Os extratos dos contratos publicados no DOU somam R$ 520 mil. No entanto, uma das publicações aparece em duplicidade.

 

Para o show do cantor Devinho Novaes, marcado para o dia 1º de agosto de 2026, a prefeitura publicou duas vezes o Extrato de Contrato nº 65/2026. Embora constem como publicações distintas, os documentos possuem o mesmo número de contrato com o mesmo valor global de R$ 300 mil.

 

"Contratante: O MUNICÍPIO DE LAJEDINHO, através do FUNDO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, ESTADO DA BAHIA. Contratada: OK PROMO LTDA [...] Objeto: Contratação de Pessoa Jurídica para Prestação de Serviços de Show Artístico de 'DEIVINHO NOVAES – O BOYZINHO' [...] Valor Global: R$ 300.000,00 (trezentos mil reais)", informa o extrato.

 

O contrato foi assinado em 18 de maio de 2026 por Graziela Silva de Sena Oliveira, gestora responsável pelo Fundo Municipal de Educação, e por Alessandro Lanuse Santos de Araújo, representante da OK Promo LTDA. A contratação ocorreu por inexigibilidade de licitação.

 

Para a segunda noite da festa, em 2 de agosto, o município firmou o Contrato nº 72/2026 para a apresentação de Manim Vaqueiro. O extrato oficial registra o valor de R$ 220 mil.

 

"Contratante: O MUNICÍPIO DE LAJEDINHO, através do FUNDO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, ESTADO DA BAHIA. Contratada: MANIM VAQUEIRO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS LTDA [...] Objeto: Contratação de Pessoa Jurídica para Prestação de Serviços de Show Artístico de 'MANIM VAQUEIRO' [...] Valor Global: R$ 220.000,00 (duzentos e vinte mil reais)", acrescenta o documento.

 

O contrato foi assinado por Graziela Silva de Sena Oliveira, que se apresenta como a representante da prefeitura. Na rede social LinkedIn, apresenta-se como Secretária Municipal de Educação. Na outra parte, conta com a assinatura de Dario Laurindo de Oliveira Sobrinho, representante da produtora do artista.

 

ENTENDA A QUESTÃO
Embora os recursos sejam formalmente vinculados ao Fundo Municipal de Educação, os documentos apresentam especificações contábeis que direcionam a despesa para a área de eventos. Todos os contratos apontam a seguinte unidade administrativa responsável pelos gastos: "Unidade Orçamentária: Departamento de Cultura, Esporte e Lazer".

 

A utilização de uma estrutura administrativa unificada (que reúne áreas como Educação, Cultura, Esporte e Lazer) é comum em municípios de pequeno porte. Entretanto, esse Fundo Municipal de Educação é um instrumento financeiro destinado a concentrar e administrar recursos voltados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino público da cidade e seu território.

 

Por meio desse dinheiro, são custeadas despesas relacionadas com a rede educacional, como infraestrutura escolar das creches, transporte de estudantes da área rural para a cidade, aquisição de materiais pedagógicos, capacitação de profissionais da educação e outras ações previstas na legislação educacional.

 

Por essa razão, a utilização de recursos vinculados ao fundo para despesas que não estejam diretamente relacionadas à educação costuma despertar questionamentos e demanda análise da origem específica das verbas e de sua destinação orçamentária.

 

O Bahia Notícias (BN) procurou oficialmente a Prefeitura de Lajedinho e as assessorias de comunicação dos cantores Devinho Novaes e Manim Vaqueiro para que se manifestassem sobre as contratações e a utilização de recursos vinculados ao Fundo Municipal de Educação.  Até o fechamento desta matéria, nenhuma das partes havia respondido aos questionamentos.

 

O espaço permanece aberto para esclarecimentos e futuras manifestações.