Lula reúne multidão na Paulista e atos ocorrem em 76 cidades do país
Fotos: Divulgação / Ascom do PT / Ainoã Teles / Bahia Notíicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), durante a Marcha pela Democracia. Mobilizações também foram realizadas em outras 76 cidades brasileiras, em uma tentativa de ampliar o engajamento da militância para o segundo turno da eleição presidencial.

 

 

Segundo a Folha, convocado por estudantes, movimentos sociais, partidos de esquerda e grupos ligados à cultura digital, o ato ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente do presidente. No mesmo dia, aliados do candidato do PL também se reuniram na capital paulista para defender a mobilização eleitoral e cobrar providências da Justiça Eleitoral contra o que classificaram como mentiras da campanha petista.

 

Na Paulista, a manifestação ocupou cerca de 12 quarteirões. Não houve estimativa oficial de público. O Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP e do Cebrap, e a organização More in Common Brasil informaram que não realizaram contagem devido à falta de autorização para o uso de drone.

 

APELO AOS JOVENS

Durante o discurso, Lula reconheceu dificuldades para se conectar com a juventude e defendeu maior participação dos jovens nas decisões políticas.

 

“A juventude tem que ser ouvida. Não basta fazer as coisas de cima para baixo”, afirmou o presidente, que também pediu o envolvimento dos participantes na vida pública e alertou para a importância da preservação da democracia.

 

Lula ainda prometeu uma revolução tecnológica caso seja reeleito e apresentou governadores nordestinos ao público, entre eles Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Elmano de Freitas, do Ceará, e Rafael Fonteles, do Piauí.

 

DIVERSAS CIDADES

Além de São Paulo, manifestações, caminhadas, carreatas, bandeiraços e panfletagens foram registrados em diferentes regiões do país, segundo a plataforma Comitê Popular de Luta.

 

Em Brasília, apoiadores ocuparam parte do Eixão Norte. No Rio de Janeiro, houve mobilização na orla de Copacabana. Em Recife, manifestantes saíram da região do Parque 13 de Maio e caminharam pelo centro até o Marco Zero.

 

Em Salvador, os atos ocorreram em Piatã, Campo Grande e Barra. Também foram registradas mobilizações em Goiânia, Belo Horizonte, Manaus, Vitória, Aracaju, Florianópolis, Campinas e Juiz de Fora, entre outras cidades.

 

A mobilização faz parte da estratégia do PT para ampliar a votação de Lula no segundo turno. Entre os objetivos estão reduzir a abstenção e convencer eleitores que apoiaram outros candidatos na primeira etapa da eleição.

 

Na primeira pesquisa Datafolha divulgada após a definição do confronto, Flávio Bolsonaro apareceu com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.

 

O presidente também reconheceu, na quarta-feira (7), que a campanha do primeiro turno teve problemas de organização. Segundo relato de uma conversa com aliados, ele avaliou que o esforço eleitoral foi o menos organizado de suas disputas presidenciais desde 1989.

 

A concentração de pessoas na Avenida Paulista levou o Metrô de São Paulo a fechar temporariamente a estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde. A companhia informou que acionou o plano de controle de multidões e ampliou a oferta de trens em outras linhas.

 

"Toma de ruf ruf ruf": Baiana e torcedora do Bahia, Alice Pereira celebra triunfo e bônus do UFC Vegas 122
Foto: Reprodução/Paramount+

A baiana Alice Pereira foi premiada com US$ 100 mil (cerca de R$ 540 mil) pela atuação no UFC Vegas 122, realizado no último sábado (10), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A lutadora derrotou a russa Daria Zhelezniakova por nocaute técnico no primeiro round e recebeu um dos quatro bônus de Performance da Noite do evento.

 

Após o triunfo, Alice também chamou a atenção fora do octógono. Em um vídeo que circula nas redes sociais, a atleta aparece comemorando em um aeroporto, dançando ao som da música "toma de ruf ruf ruf" e exibindo uma bandeira do Bahia.

 

Durante o combate, a brasileira impôs pressão na trocação, levou a adversária ao chão e manteve o controle da luta. Nos instantes finais do primeiro assalto, intensificou os golpes no solo e provocou um corte na cabeça da russa. Zhelezniakova não retornou para a segunda parcial, e o árbitro registrou o resultado como nocaute técnico por desistência, aos 5 minutos.

 

Este foi o segundo bônus conquistado pela brasileira em 2026. Em abril, ela havia sido premiada após nocautear Hailey Cowan com uma joelhada no UFC Vegas 115.

 

Natural de Feira de Santana, Alice tem 20 anos e conquistou a segunda vitória consecutiva no UFC. Com o resultado, seu cartel profissional passou a contabilizar oito triunfos e uma derrota. A atleta ocupa a 15ª posição no ranking do peso-galo feminino e é a mais jovem mulher do elenco atual da organização.

 

Antes de chegar ao UFC, a baiana conquistou o cinturão do Cage Masters, no circuito regional. Entre suas principais características estão o poder de nocaute e a capacidade de encerrar combates ainda no primeiro round.

 

 

Decisões de Kassio Nunes Marques no TSE geram críticas e incomodam ala da Corte Eleitoral
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

 A decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, de censurar o canal "Exército do Lula" no WhatsApp se juntou a outras tomadas na campanha eleitoral alvo de críticas dentro e fora da corte.
 

Ministros de uma ala do TSE diziam extraoficialmente neste domingo (11) haver indícios de engajamento de Kassio na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem também questionaram a postura do magistrado.
 

A decisão de Kassio ignorou o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que já analisava o caso e havia, no dia anterior, dado prazo para as candidaturas se posicionarem. Horas depois, Cueva emitiu nova decisão e restabeleceu o canal de Lula.
 

Em junho, Kassio foi alvo de críticas por outra ordem de censura, quando proibiu a divulgação de uma pesquisa Atlas/Bloomberg que apontava queda de Flávio depois do caso "Dark Horse", que expôs relação do presidenciável com o banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, pedindo dinheiro para financiar o filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
 

Além da decisão sobre o canal, três magistrados de ala oposta à de Kassio contabilizam pelo menos quatro ocasiões em que o presidente do TSE interrompeu --com pedidos de destaque, por exemplo-- julgamentos virtuais com maioria já formada a favor de Lula (PT).
 

Esses ministros entendem ser uma manobra para que liminares contrárias à campanha do petista fiquem válidas por mais tempo. O grupo tem discutido sobre esse desconforto e avalia uma reação institucional. O presidente do TSE nega agir com parcialidade.
 

Com a censura ao canal "Exército do Lula", a leitura de uma ala do TSE é a de que Kassio "atropelou" a decisão de Cueva, que relatou a auxiliares uma "quebra de confiança" dentro do TSE e horas depois determinou que o canal voltasse a funcionar. Segundo ele, a campanha de Flávio não apresentou provas suficientes para justificar a suspensão integral.
 

O corregedor e outros dois ministros entendem, segundo auxiliares, que Kassio "tratorou" a competência do corregedor-geral eleitoral para beneficiar Flávio. Eles classificam isso como abuso do poder de polícia do TSE.
 

Essa ala diz que, ao decidir em um processo administrativo, Kassio contorna a obrigatoriedade de levar o caso ao plenário do TSE, uma vez que as resoluções da corte só preveem essa necessidade em ações judiciais. O ministro, entretanto, sinalizou a um auxiliar que pretende submetê-la ao colegiado na próxima semana.
 

Kassio foi indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro (PL). Desde o início da corrida eleitoral a campanha do PT temia a atuação dele à frente do TSE.
 

Em relação aos julgamentos interrompidos, um deles diz respeito a vídeos em que Flávio ou seus apoiadores retratavam Lula como "defensor de bandidos". O ministro André Mendonça rejeitou o pedido do presidente para a remoção do conteúdo, mas no plenário houve maioria a favor do petista.
 

Kassio, então, pediu destaque --ou seja, a suspensão do julgamento virtual para que o processo fosse decidido na sessão presencial do TSE. O mesmo roteiro se repetiu em outro caso semelhante, em que Lula pedia a exclusão de um perfil que o acusava de ser "amigo" de organizações criminosas.
 

A interlocutores o presidente do TSE negou agir em benefício de qualquer candidatura e disse que as críticas são tentativas de intimidação. Ele também afirma que suas deliberações seguem padrão decisório e que pede destaque quando entende que a jurisprudência da corte está sendo desrespeitada.
 

Um integrante da equipe de Kassio afirmou que os pedidos da campanha de Flávio têm funções distintas: a que está sob relatoria de Cueva busca a inelegibilidade de Lula, enquanto a conduzida pelo presidente do TSE foca a atuação das plataformas. Ponderou, porém, que haverá busca por uma atuação coordenada.
 

O advogado eleitoralista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Fernando Neisser disse que a derrubada do canal no WhatsApp é inconstitucional. Para ele, o processo teve atropelos e a decisão de Kassio poderia ser revertida no STF. Ele falou à Folha antes de Cueva derrubá-la.
 

"É uma decisão muito perigosa e juridicamente equivocada. Na minha visão, configura censura prévia", disse. O professor afirma que a campanha de Flávio "construiu um atalho absolutamente artificial" para que o assunto chegasse às mãos de Kassio.
 

"A decisão traz sérias dúvidas quanto à isenção do presidente para conduzir o processo eleitoral, especialmente vista ao lado de uma gestão da pauta do tribunal que tem sido, no mínimo, sujeita a críticas", disse Neisser.
 

Rodrigo Pedreira, advogado e membro fundador da Academia Brasileira de Direito Público e Eleitoral (Adradep), disse desconhecer um precedente que tenha impedido o funcionamento de um grupo de WhatsApp. "O WhatsApp, na minha visão, não é um terreno para limitação a priori, sob pena de caracterizar censura prévia."
 

Também advogada e vice-presidente da Abradep, Anne Cabral afirmou que uma ação como a movida pela campanha de Flávio contra o canal de apoio a Lula é de competência privativa do corregedor. "O pedido de suspensão requerido à presidência do TSE não merce guarida", declarou ela, também antes da nova decisão de Cueva.
 

A advogada afirmou que o procedimento em caso de desinformação é a remoção de conteúdo, não a remoção de um perfil. Ela mencionou que o WhatsApp, por se tratar de mensageria privada, pode ter tratamento diferente de outras redes sociais abertas, como Instagram e X. Mas, mesmo que o tratamento seja igual, a derrubada do canal deveria ser a última medida.
 

"Derrubar post, se o post tem indícios de desinformação, ele pode desequilibrar o pleito. Então a medida é a derrubada do post. Para derrubar o perfil, teria que ter uma conduta reiterada. Teria que ter uma instrução probatória que eu não vejo, do ponto de vista processual, como ter tido no processo que se deu diretamente ao ministro Nunes Marques", declarou ela.
 

OUTROS CASOS COM KASSIO
 

Pesquisa Atlas/Intel
 

Decisão censura pesquisa Atlas/Intel que mostrou queda de 6% nas intenções de voto a Flávio após caso "Dark Horse" "Dupla dos Escândalos"
 

Liminar para retirar do ar propaganda de Lula que classificaca Flávio e seu vice, Alfredo Gaspar, como "dupla dos escândalos" Pedidos de destaque
 

Interrupção de julgamentos após maioria formada contra Lula, em casos de posts que associavam o petista à defesa do crime organizado Janja
 

Ordem para derrubar post de Janja em que ela afirmava que Flávio iria "destruir" direitos trabalhistas e das mulheres "Exército do Lula"
 


 

Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos a presidente
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Faltando apenas duas semanas para o segundo turno das eleições 2026, e com as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) aumentando a quantidade de eventos nos estados, a semana em Brasília tem como destaque a possível votação, no Senado, da PEC que modifica a jornada de trabalho no país.

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação do projeto, após o encerramento das cinco sessões de discussão. E enquanto as lideranças do governo tentam conseguir votar o projeto em dois turnos no mesmo dia, a oposição promete obstruir as sessões ou apresentar destaques que modifiquem o texto, para que ele retorne à Câmara dos Deputados.

 

No Judiciário, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, agendou uma reunião com representantes das campanhas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro. O objetivo do ministro é tentar serenar os ânimos na fase final da disputa nas eleições, em meio a uma guerra de liminares e pedidos ao TSE das duas campanhas.

 

A expectativa é de que o ministro também esclareça na reunião a sua decisão sobre a derrubada do canal "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Por decisão do corregedor Ricardo Villas Boas Cueva, decisão de Nunes Marques derrubada e o canal de mensagens foi reativado, e agora aguarda decisão do presidente do TSE de pautar o tema em plenário.

 

Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.

 

PODER EXECUTIVO

 

Depois de participar de um ato de sua campanha na Avenida Paulista, neste domingo (11), o presidente Lula não tem compromissos oficiais agendados nesta segunda-feira (12). Lula seguirá, durante a semana, mesclando compromissos no Palácio do Planalto com sua agenda de campanha.

 

Entre os compromissos de campanha, está previsto para a próxima quarta (14) um encontro com caminhoneiros em São Paulo pela manhã. À tarde, Lula viaja para o Rio de Janeiro, onde participará de um ato temático sobre o setor da saúde.

 

Na quinta (15), está previsto na agenda do presidente Lula uma entrevista para o Jornal Nacional, da TV Globo. Na sexta 16), Lula continua no Rio de Janeiro, onde participará de um ato político acompanhado de estudantes. No domingo (18), Lula tem a previsão de participar do debate da Band. 

 

Já o calendário de divulgação de indicadores da economia tem como destaque a apresentação, na próxima quarta (14), da Pesquisa Mensal de Serviços. O documento, elaborado pelo IBGE, trará um raio-x do setor de serviços no país no mês de agosto deste ano.

 

Para a quinta (15), o IBGE programou a divulgação do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do mês de setembro. O estudo mostra como está a produção agrícola e pecuária brasileira e dados como safra, rendimento médio, entre diversas outras informações. 

 

Também na quinta (15) será divulgada pelo IBGE a Pesquisa Mensal de Comércio. O estudo mostrará a situação do comércio brasileiro no mês de agosto deste ano. 

 

PODER LEGISLATIVO

 

O destaque da semana no Congresso Nacional será a possível votação da PEC 221/2019, que modifica a jornada de trabalho no país, reduzindo das atuais 44 para 40 horas semanais. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou sessões no plenário na terça (13), quarta (14) e quinta (15).

 

Segundo declaração de Alcolumbre no final da semana passada, na terça será realizada a quarta sessão de discussão da proposta, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Já na quarta acontecerá a quinta e última sessão de discussão da matéria.

 

A partir do fechamento da sessão de discussão, o projeto estará pronto para ser votado. A oposição afirma que vai obstruir a tentativa de votação, mas como a sessão é semipresencial, a iniciativa de tentar “esvaziar o plenário” tem menos eficácia. 

 

Alcolumbre afirmou que o projeto será votado em primeiro turno na quarta. Já a votação em segundo turno só acontecerá se as lideranças do governo conseguirem apresentar um requerimento com 54 assinaturas para que haja a chamada “quebra de interstício”. Caso seja apresentado e aprovado este requerimento, será possível a votação do segundo turno no mesmo dia do primeiro, com a conclusão da matéria. 

 

Para a sessão de quinta, o presidente do Senado pautou três projetos de decreto legislativo. O primeiro tem objetivo de aprovar o texto do acordo entre o Brasil e o governo da República da Guiana sobre Cooperação em Matéria de Defesa.

 

O segundo projeto se relaciona com o acordo entre o Brasil e o governo da Croácia, para cooperação na área de educação. Por último, será votado o texto do Protocolo, de 30 de novembro de 1972, para alterar a convenção assinada em Paris em 22 de novembro de 1928 sobre Exposições Internacionais, alterado pelas Emendas de 24 de junho de 1982 e de 31 de maio de 1988.

 

Na agenda das comissões, está programada a realização de uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta (15). O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), vai colocar em votação da PEC da Segurança Pública como primeiro item da pauta.

 

A proposta, relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), já teve o texto-base aprovado no início de setembro. Ainda falta acontecer a votação das emendas ao texto para que o projeto seja finalizado e enviado ao plenário. 

 

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) convocou apenas uma sessão plenária nesta semana, para a terça (13). A pauta da sessão ainda será tratada em reunião com os líderes partidários. 

 

Uma das poucas comissões da Câmara que realizará reunião nesta semana é a Comissão de Direitos Humanos. Em sessão programada para esta terça (13), a comissão vai debater o PL 6218/2025, que prevê medidas para incentivar a inclusão e a permanência de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, além do empreendedorismo em igualdade de condições.

 

PODER JUDICIÁRIO

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, programou para a sessão no plenária na próxima quarta (14) a conclusão da análise da ADI 4395, sobre a validade da cobrança de contribuição previdenciária sobre a receita bruta do empregador rural ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural). 

 

Os processos que discutem na Justiça o recolhimento da contribuição social estão suspensos por determinação do relator, ministro Gilmar Mendes, até que o STF defina os parâmetros para a chamada sub-rogação no Funrural. Fachin deve proclamar o resultado do julgamento. 

 

Também está na pauta do STF a análise do RE 1506410, que discute a validade de uma lei do estado de Minas Gerais que estabeleceu que o fretamento de ônibus para transporte de passageiros por meio de aplicativos deve ocorrer na modalidade “circuito fechado”. O chamado “caso Buser” questiona se lista de passageiros deve ser a mesma em todo o trajeto.

 

Está ainda na pauta a Reclamação (RCL) 78354, em que se discute a responsabilidade civil em ação indenizatória por danos morais contra a Rádio e Televisão Iguaçu S.A. por divulgação de matéria jornalística considerada vexatória.  

 

Já na ADI 7717, o objeto é parte de uma lei federal que autoriza o porte de arma de fogo para guardas municipais. O pedido é para que a norma seja interpretada de modo a dar às guardas municipais o mesmo tratamento dispensado às Forças Armadas, à Polícia Federal e às Polícias Militares estaduais. 

 

As ações podem ser julgadas nas sessões plenárias de quarta (14) ou quinta (15), a depender do andamento das discussões e da apresentação dos votos. 

 

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente, ministro Kassio Nunes, marcou para esta terça (13) uma reunião com representantes das campanhas presidenciais de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Lula (PT). O encontro ocorre após uma guerra de processos e liminares no segundo turno da campanha eleitoral.
 

 

Esposa de João Gomes revela ameaças à família após cobranças por posicionamento político do cantor
Foto: Instagram

A influenciadora digital Ary Mirelle, esposa do cantor João Gomes, fez um desabafo nas redes sociais após as cobranças dos fãs por um posicionamento político do cantor após a confirmação do segundo turno das eleições.

 

Segundo Ary, o marido passou por momentos complicados em 2022 após declarar apoio ao atual presidente Lula, e por isso, adotou uma postura mais quieta para o pleito de 2026.

 

"Entendo sua frustração e é triste que nosso país precise passar por um momento difícil e assustador como esse. Mas eu não tenho como ver algo assim e não responder mais. João não é uma pessoa ruim, acho que não tem necessidade de você falar dele desse jeito. Quero te explicar que da última vez que João se posicionou em uma eleição, ele foi extremamente cancelado", disse.

 

 

A influenciadora afirmou que o artista foi cancelado por suas declarações e chegou a precisar recorrer a ansiolíticos e antidepressivos pelos ataques que sofreu na época por "misturar" música e política, além de ter recebido ameaças.

 

"Tem que ouvir coisas horríveis até hoje. E até hoje também ele toma antidepressivos fortes porque, se não tomar, ele nem consegue levantar para trabalhar. João tem uma depressão e é mais difícil do que vocês imaginam. Precisa ser acompanhado. Talvez para muitos isso nem justifique nada. Mas João hoje tem dois filhos. Recebemos mensagens de pessoas ameaçando nossos filhos (dois bebês) todos os dias", afirmou.

 

Na postagem, Ary reforçou o pedido aos seguidores para não atacarem a família dela e entenderem o lado de João: "João precisa cumprir agenda, João não é uma pessoa ruim. Então, por favor, não entendam ele mal, ele não está contra nossa nação, mas ele tem um trauma que faz ele ter medo até hoje. Então, me perdoem por isso. Eu precisava vim (sic) esclarecer isso por ele".

 

Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou. 

 

ABI e Sinjorba lamentam morte de radialista que fez história em Feira; sepultamento ocorre neste domingo
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O jornalista, radialista e cronista esportivo Jair dos Santos Cesarinho morreu na madrugada deste sábado (10), aos 74 anos, em Feira de Santana. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) e a Associação Baiana de Imprensa (ABI) lamentaram a perda do comunicador. A causa da morte não foi informada.

 

O sepultamento do radialista está marcado para este domingo (11), às 15 horas, no Cemitério Piedade, no bairro Calumbi. 

 

Com mais de 50 anos de carreira, Jair marcou a história do rádio feirense, atuando como repórter, narrador, apresentador e coordenador de equipes esportivas.

 

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, Cesarinho atuou nas rádios Sociedade de Feira de Santana, Cultura e Carioca, além de participar da cobertura de grandes competições, incluindo Copas do Mundo.

 

Entre os momentos marcantes da trajetória está a entrevista com o ex-jogador Pelé, em 1975, durante a passagem do Santos por Feira de Santana para um amistoso contra o Fluminense de Feira, no estádio Joia da Princesa. Jair também teve atuação na ABI, onde esteve à frente da Regional Norte/Nordeste, sediada em Feira de Santana.

 

 

Cesarinho e Pelé / Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Participou da organização de encontros de comunicadores e de iniciativas voltadas à valorização dos profissionais da imprensa e à defesa da liberdade de expressão.

 

Além disso, contribuiu para preservar a memória da comunicação local, com destaque para o Projeto Memória da Imprensa de Feira de Santana, apresentado em 2010.

 

Ao longo da carreira, também colaborou com o Sinjorba e se tornou uma referência para profissionais da comunicação no interior baiano.

Motociclista de 27 anos morre após bater em muro de residência no Vale do Jiquiriçá
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Um homem, de 27 anos, morreu na noite deste sábado (10) após a motocicleta que pilotava colidir com o muro de uma residência no distrito Stela, no Entroncamento de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, a vítima foi identificada como Tiago Brito dos Santos.

 

Conforme informações sobre a ocorrência, ele teria perdido o controle da direção da motocicleta, que atingiu o muro de um imóvel na 2ª Travessa Manoel Brito. Uma equipe do Samu foi acionada, mas o motociclista já estava sem sinais vitais quando os profissionais chegaram ao local.

 

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jequié por uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Uma guarnição da 3ª Companhia do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) também foi mobilizada para atender à ocorrência.

 

Mãe teme por segurança de filha citada em lista de ‘estupráveis’ em escola na Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A mãe de uma adolescente citada em uma lista de garotas classificadas como “estupráveis”, feita por estudantes do Colégio Anísio Teixeira (CAT), em Feira de Santana, relatou estar em choque e teme pela segurança da filha. O caso veio à tona após denúncias de estudantes nas redes sociais.

 

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, além de divulgar a lista e afixá-la em uma parede da escola, alunos teriam se fantasiado de homens envolvidos em casos de estupro e feminicídio. A situação provocou revolta entre estudantes, que realizaram um protesto na instituição. As aulas foram suspensas.

 

Em entrevista ao site feirense, a mãe afirmou que a filha está assustada e insegura. Ela contou que procurou a escola duas vezes para obter esclarecimentos sobre o caso e as medidas de proteção às adolescentes.

 

De acordo com a mãe, a coordenação informou que a direção estava reunida com representantes da polícia, do Conselho Tutelar e de outros órgãos para discutir as providências. Ela também relatou ter sido informada de que os estudantes envolvidos teriam sido convidados a deixar a instituição.

 

COLÉGIO
Em nota publicada no Instagram, o Colégio Anísio Teixeira afirmou que acompanha o caso e adota as medidas cabíveis, com respeito à legislação e aos direitos dos envolvidos.


A instituição informou que as situações relatadas estão sendo tratadas por meio de medidas pedagógicas, observando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os regimentos internos.

 

O colégio também reafirmou o compromisso com um ambiente escolar seguro, livre de violência, discriminação e constrangimento. Por envolver menores de idade, a instituição disse que preservará a privacidade dos estudantes, o que limita a divulgação pública de informações.

 

Emails apontam que Flávio Bolsonaro dividia conta com suspeito de lavar dinheiro do INSS
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, compartilhava uma conta bancária no Santander com o advogado e empresário Willer Tomaz, suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes no INSS. Os dois negam.
 

As informações foram reveladas inicialmente pelo UOL e confirmadas pela Folha.
 

Uma das trocas de emails entre uma funcionária de Willer Tomaz e o Santander tratava de uma conta bancária relacionada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual o advogado é sócio.
 

Em maio de 2025, a funcionária solicitou ao banco que Flávio Bolsonaro fosse desvinculado da conta relacionada à empresa de Willer.
 

Em nota, a assessoria de comunicação do senador disse que Flávio "nunca manteve conta tendo como usuário master o sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas". "Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa", afirmou.
 

"Essas insinuações não surgem por acaso. Aparecem agora, em pleno período eleitoral, com um propósito único: espalhar fake news. É importante ressaltar que a divulgação de fake news é crime eleitoral. Os envolvidos pela divulgação de notícias falsas serão responsabilizados criminalmente", acrescentou.
 

A assessoria de comunicação de Willer, por meio de nota, negou que o advogado tenha compartilhado uma conta bancária com Flávio ou mantido qualquer relação financeira com o parlamentar. "Entre os dois há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira", afirmou.
 

A defesa classificou as informações divulgadas como falsas e afirmou ter adotado medidas criminais contra a publicação. Também alegou que as acusações teriam motivação eleitoral e buscariam interferir no resultado das eleições.
 

Ainda segundo a nota, a Polícia Federal determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de informações protegidas por sigilo que, de acordo com a assessoria, teriam sido distorcidas.
 

Em agosto deste ano, Willer Tomaz e parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA) foram alvos da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema de fraudes no INSS.
 

Willer mantém relações com parlamentares de diferentes espectros políticos. Além da proximidade com Flávio Bolsonaro, também tem interlocução com integrantes da base do governo Lula (PT).
 

Nos bastidores de Brasília, Willer é conhecido por ostentar influência política e manter trânsito entre ministros de tribunais superiores.
 

Ele foi um dos principais articuladores da tentativa de indicação do então procurador-geral da República Augusto Aras para a segunda vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) durante o governo Jair Bolsonaro.
 

A articulação, porém, não prosperou. Bolsonaro acabou indicando André Mendonça, após afirmar que escolheria um ministro "terrivelmente evangélico".
 

Posteriormente, Willer passou a figurar entre os principais cotados para uma vaga no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) destinada à indicação da Câmara dos Deputados. Diante da repercussão em torno de seu nome, desistiu da disputa.
 

A Folha revelou que o então ministro-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira (PP) utilizou uma filial de sua empresa de venda de motocicletas no Piauí para alugar uma mansão no Lago Sul, em Brasília, adquirida meses antes por Willer.
 

O advogado chegou a ser preso pela Polícia Federal em 2017, no âmbito da Operação Patmos, deflagrada após a delação da JBS. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele teria atuado como intermediário no vazamento de informações sigilosas do Ministério Público Federal. A denúncia, contudo, foi rejeitada pela Justiça.