Polícia Civil deflagra operação contra grupo acusado de atacar trabalhadores rurais acampados
Foto ilustrativa: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Operação Queda da Coroa, deflagrada nesta desta quarta-feira (27) em Teixeira de Freitas e Alcobaça, atuou no combate a um grupo criminoso que atuava no Acampamento Coroa da Onça, zona rural de Alcobaça, no extremo sul da Bahia. A Polícia Civil informou que 130 policiais civis participam da operação, que integra as ações estratégicas da Polícia Civil da Bahia voltadas à redução dos crimes relacionados aos conflitos fundiários

 

Segundo a Coordenação de Conflitos Fundiários da PC, a ação cumpriu mandados judiciais expedidos no âmbito de investigações sobre os crimes de organização criminosa, tentativa de homicídio e estelionato, motivados pela disputa por terras e domínio territorial em áreas rurais do estado.

 

As investigações apontam que os crimes seriam motivados pela disputa por terras e domínio territorial em áreas rurais, além de tráfico de drogas.

 

A operação é resultado da atuação integrada entre equipes da CCF/Gemacau, do Departamento de Polícia do Interior (Depin), da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP), com o apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.

 

STF mantém proibição de aposentadoria compulsória para juízes e prevê perda do cargo
Foto: STF

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve nesta terça-feira (26) o entendimento do ministro Flávio Dino pelo fim da aposentadoria compulsória com afastamento remunerado e para que infrações graves de juízes sejam punidas com a perda do cargo.
 

O colegiado foi unânime nesse sentido. Pelo voto do relator, que foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, a punição com manutenção de recebimentos significaria impunidade.
 

A perda do cargo, pela decisão, fica condicionada a uma ação perante o próprio Supremo, depois de processo administrativo nesse sentido.
 

"A aposentadoria compulsória, materializada na inatividade remunerada do magistrado que comete infração, era uma exceção à regra da moralidade administrativa e à regra da perda do cargo. Contudo, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 103/2019, não mais subsiste no sistema constitucional a aposentadoria compulsória com caráter punitivo", disse Dino.
 

De acordo com Dino, a responsabilização por meio de um afastamento com remuneração significa uma assimetria entre os Poderes.
 

"No Poder Executivo, há possibilidade de impeachment e no Poder Legislativo há possibilidade de cassação de mandato, isto é, sanções compatíveis com ilícitos graves que impedem o recebimento de remuneração por parte do agente público", comparou. "Só seria possível tal absurda assimetria se fosse vontade expressa da Constituição. Era. Não é mais."
 

Ainda segundo o ministro, esse modelo transfere o ônus da punição à sociedade, como um todo, já que a aposentadoria precoce desequilibra ainda mais o sistema previdenciário.
 

"Após o fim do vínculo do magistrado com o Poder Judiciário em razão do cometimento de infração grave, não há como se reconhecer a existência de direito adquirido à permanência do pagamento de qualquer verba relacionada com a atividade jurisdicional, mesmo que transmutada por meio da (inconstitucional) conversão para um vínculo de natureza jurídica previdenciária", disse.
 

De acordo com a decisão, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a ação deve ser ajuizada diretamente no STF pela AGU (Advocacia-Geral da União). Caso a conclusão administrativa pela perda do cargo do magistrado for de um tribunal, o processo deve ser enviado ao CNJ, e depois ir ao STF.
 

A turma debateu um recurso apresentado pela defesa da ação originária e pelo MPF (Ministério Público Federal). Ambos pediam que o tema fosse levado ao plenário completo da corte, apontando a relevância jurídica da matéria, que atinge toda a magistratura e integrantes do Ministério Público, além do risco de divergência de decisões das duas turmas.
 

Os ministros, no entanto, recusaram os argumentos nesse sentido. Dino afirmou que o debate se dá sobre a Lei Orgânica da Magistratura, que é anterior à Constituição de 1988, e sobre a emenda de 2019 que fez uma alteração nesse texto. Dessa forma, o tema poderia ser analisado pela Primeira Turma.
 

Na sessão, Dino afirmou que a vitaliciedade é uma garantia que não pressupõe impossibilidade de rompimento do vínculo diante de condutas incompatíveis com a função.
 

"Não havendo exceção expressa, inviável a manutenção remunerada do vínculo de um agente público que comete conduta reprovável em grau máximo, muitos menos chamar tal manutenção de aposentadoria", disse.
 

A decisão de Dino no caso tinha sido expedida em 16 de março.
 

Dino também oficiou o ministro Edson Fachin, que preside o Supremo e também o CNJ, "para —caso considerar cabível— rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário" e substituir a aposentadoria compulsória "por instrumentos efetivos para a perda do cargo de magistrados que cometem crimes e infrações graves".
 

O presidente da corte e do CNJ já entrou em contato com o corregedor-nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, para definir os encaminhamentos no conselho para dar cumprimento à decisão. A Corregedoria Nacional de Justiça é a instância responsável pela orientação, coordenação e execução da correicional da atividade judiciária dos tribunais.
 

A interlocutores Fachin avaliou, na época, que a decisão está de acordo com outras individuais que vinham sendo dadas desde 2019 e já era, portanto, um tema em debate.
 

O relator da ação deu a decisão de forma individual em uma ação que analisa o afastamento de um juiz da Comarca de Mangaratiba (RJ), que acionou o Supremo para anular decisão do CNJ que resultou em sua aposentadoria compulsória.
 

Há três semanas, a AGU defendeu à corte que a decisão de Dino não poderia se estendida a outros magistrados e que é atribuição do CNJ, e não do STF, exercer controle ético-disciplinar sobre os juízes.


 

Após 15 horas de parto, Lore Improta mostra rostinho de Levi nas redes sociais e encanta fãs: "Muito amor"
Foto: Instagram

O pequeno Levi está entre nós, e para Lore Improta e Léo Santana, depois de muito cansaço, o momento é de celebração. Nas redes sociais, a dançarina revelou que o parto do segundo herdeiro, que aconteceu no Hospital Aliança Star, em Salvador, teve mais de 15 horas de duração.

 

A influenciadora e o pagodeiro decidiram não fazer mistério e mostraram o rostinho do bebê momentos após o nascimento. Levi veio ao mundo por volta das 8h30 da última terça (26), pesando 3kg e medindo 50cm.

 

 

"Nós sabíamos que ele estava esperando pra nascer no dia 26. No mesmo dia da irmã (quase no mesmo horário) e no dia do casamento dos avós, Levi chegou ao mundo com 3kg e 50cm, saudável e cercado de muito amor. E como se o dia já não fosse especial o suficiente, hoje também é aniversário de nascimento de Santa Dulce, nosso Anjo Bom da Bahia. Mais uma bênção na nossa família."

 

 

Ao mostrar o rostinho de Levi, a família dividiu os fãs. Enquanto alguns apontavam a semelhança do bebê com Lore, outros afirmavam que Levi é a cara da irmã mais velha, Liz.

 

No Instagram, Léo Santana fez questão de homenagear a companheira. "Quando eu achei que eu não poderia amar mais do que eu já amo a minha esposa e a minha família, esse amor multiplica e se transforma na coisa mais inexplicável que se pode existir [...]  Que privilégio poder acompanhar cada etapa desse processo, dividir com Lorena os sentimentos, ser apoio, segurança, afeto e parceria. Que honra a minha ser escolhido pra ser o parceiro da sua vida, mãe @loreimprota e quanta gratidão eu tenho a você por me permitir viver e sentir O MAIOR AMOR DE TODOS OS TEMPOS, pela segunda vez".

 

Mulher e dois homens são presos pelo estupro de uma pessoa com deficiência em Ibipitanga
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

Três pessoas foram presas, nesta terça-feira (26), na cidade de Ibipitanga, suspeitas de praticar abusos sexuais contra uma pessoas com deficiência intelectual. Uma mulher de 60 anos é investigada por consentir com os abusos contra a vítima, que eram realizados por dois homens, de 50 e 66 anos, ex-companheiro e atual companheiro dela. A ação se enquadra como crime de estupro de vulnerável.

 

De acordo com informações da ocorrência, os crimes aconteciam há pelo menos um ano. O caso foi relatado ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) do município. As informações foram divulgadas pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias. 

 

Diante dos fatos, as investigações foram iniciadas e a prisão dos suspeitos foi solicitada à Justiça. Os mandados de prisão foram expedidos pela Vara Crime, Júri, Execuções Penais, Infância e Juventude da Comarca de Macaúbas.

 

As prisões foram realizadas pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/São Francisco) e da Delegacia Territorial de Ibipitanga (DT/Ibipitanga). Os três suspeitos permanecem à disposição da Justiça.


 

"Lei do ex" em jogo na Copa do Brasil: quatro jogadores do Vitória já defenderam o Athletico-PR; confira
Fotos: Maurícia da Matta / Bahia Notícias | Victor Ferreira / EC Vitória

Após sorteio realizado pela CBF na manhã desta terça-feira (26), ficou definido que Vitória e Athletico Paranaense vão medir forças nas oitavas de final da Copa do Brasil. O confronto ganha um tempero extra para quem acredita em superstição: o elenco do Leão conta com quatro atletas que já vestiram a camisa do Furacão e estão aptos para aplicar a famosa "lei do ex". Entre os nomes estão Renato Kayzer, Baralhas, Cacá e Zé Vitor.

 

Principal referência ofensiva desse grupo ao lado do novato Renê, Kayzer soma 51 jogos, 19 gols e duas assistências pelo Vitória. Ele defendeu o Athletico entre 2020 e 2021, acumulando 82 partidas, 20 gols, além de faturar o título da Copa Sul-Americana de 2021.

 


Foto: Divulgação / Athletico-PR

 

O volante Gabriel Baralhas teve uma passagem rápida pelo Rubro-Negro Paranaense em 2018, quando o clube ainda utilizava a grafia "Atlético". Emprestado pelo Ituano logo após ser projetado ao futebol profissional, ele disputou apenas 12 jogos e concedeu uma assistência.

 


Foto: Fabio Wosniak/Site Oficial Atlético-PR

 

Revelado pelo Cruzeiro, o zagueiro Cacá teve boa passagem pelo Furacão em 2023, quando retornou do Tokushima Vortis, do Japão. Foram 20 partidas e dois gols pelo clube paranaense antes de seguir carreira para o Corinthians por três temporadas e, posteriormente, reforçar o sistema defensivo do Vitória.

 


Foto: José Tramontin / Athletico

 

O último da lista a passar pelo CT do Caju foi o defensor Zé Vitor. Ele integrou o elenco atleticano em 2024, emprestado pelo Maringá — clube que ainda detém os seus direitos econômicos —, e entrou em campo em nove oportunidades.

 


Foto: José Tramontin / athletico.com.br

 

O duelo de ida entre Vitória e Athletico acontecerá na Ligga Arena, em Curitiba, no dia 1º ou 2 de agosto. A grande decisão da vaga será no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador, nos dias 5 ou 6 do mesmo mês.

 

O Vitória chega embalado por uma classificação histórica na fase anterior, quando eliminou o Flamengo com um placar agregado de 3 a 2, sacramentado com um triunfo por 2 a 0 na capital baiana. Já o Athletico-PR carimbou o passaporte para as oitavas de forma dramática, despachando o Atlético Goianiense nos pênaltis por 4 a 1.

 

Deolane Bezerra revela ter sido acordada com fuzil na cara por policiais: "A mãe está enjaulada"
Foto: TV Globo

Presa desde a última semana em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil suspeita atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra escreveu uma carta para falar sobre a realidade que vive na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo, es e defender das acusações.

 

No documento divulgado na última terça (26), a ex-A Fazenda afirmou que está detida "por pura perseguição", e disse que nunca fez parte do crime organizado. Segundo Deolane, sua prisão aconteceu pela suspeita de um valor recebido, que, de acordo com ela, foram honorários dos serviços prestados como advogada.

 

"Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada)."

 

O conteúdo foi divulgado pela irmã de Deolane, Dayanne Bezerra, que também é advogada, e foi visitar a influenciadora. Segundo a blogueira, os policiais a acordaram com um fuzil no rosto.

 

"Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor."

 

A defesa da empresária teve o pedido de habeas corpus, em caráter liminar, negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

Deolane é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de fazer parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, Deolane funcionava como um "caixa" do grupo.  

 

Um relatório de peritos da área financeira da polícia indica que Deolane movimentou R$ 13,6 milhões circularam por suas contas pessoais entre 2018 e 2022, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas. 

 

Na carta, Deolane negou a informação das empresas: "Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida".

 

A defesa da influenciadora nega qualquer tipo de envolvimento com o crime organizado ou com dinheiro de origem ilícita, afirmando que todos os seus recebimentos são declarados e justificado.

 

Governistas querem usar encontro de Flávio e Trump para reforçar discurso de soberania de Lula

Aliados do presidente Lula (PT) vão explorar o encontro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Donald Trump como forma de reforçar o discurso da soberania nacional, que já vinha sendo aplicado pelo governo, mirando a eleição.
 

Petistas também pretendem usar como recurso contra Flávio a comparação entre a recepção feita por Trump a Lula, durante a visita realizada no início do mês, com a que foi feita aos integrantes da família Bolsonaro nesta terça-feira (26).
 

A ideia é dar ênfase na recepção elaborada para o presidente brasileiro, que teve elementos como tapete vermelho, fotos com aperto de mão e declarações positivas de Trump após o encontro, frente a uma recepção mais fria a Flávio e Eduardo Bolsonaro.
 

Trump recebeu Flávio na Casa Branca, três semanas após a visita de Lula ao presidente americano. O senador foi acompanhado por irmão e pelo aliado Paulo Figueiredo.
 

A ida do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) aos EUA ocorre em um momento de crise em sua pré-campanha, após as revelações de seu envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Flávio teria negociado cerca de R$ 134 milhões para patrocínio de "Dark Horse", o filme sobre seu pai.
 

Petistas apontam que a mobilização de Flávio busca descolar sua imagem do envolvimento com o caso, cuja revelação impactou em seu desempenho nas pesquisas. Levantamento do Datafolha realizado após a divulgação das negociações do senador com o banqueiro mostrou ampliação da vantagem de Lula, em simulação de primeiro turno, marcando 40% do petista ante 31% do rival.
 

Em foto publicada pelo senador após o encontro, o presidente americano aparece sentado à mesa, em postura diferente do aperto de mãos publicado no dia da visita de Lula. Para aliados do petista, a imagem e a conversa só devem surtir efeito com o eleitorado mais fidelizado de Bolsonaro, sem grandes impactos para Lula.
 

Para auxiliares do Palácio do Planalto, com o encontro desta terça, Flávio também assume o risco de ser associado a possíveis retrocessos em negociações em curso feitas entre Lula e Trump. Flávio disse ter discutido com o presidente americano temas que já haviam sido tratados pelos dois governos na reunião oficial do início do mês, como as negociações em torno do tarifaço e o crime organizado.
 

Ainda segundo esses interlocutores, a tendência é que governistas associem a Flávio Bolsonaro qualquer recuo por parte de Trump no diálogo com o Brasil, de modo a colocá-lo como alguém que atuou de forma contrária aos interesses brasileiros.
 

Dessa forma, Lula sairia à frente na narrativa de defesa da soberania nacional. Nos últimos meses, o presidente brasileiro vem correlacionando a família Bolsonaro à subserviência aos EUA.
 

Ainda na fala à imprensa, Flávio disse ter pedido a Donald Trump que classifique as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas, ponto de divergência entre os governos americano e brasileiro.
 

A ideia de designar esses grupos como terroristas vai na contramão do conceito estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), o qual a diplomacia brasileira apoia abertamente. Segundo Lula, esse tema não foi discutido em sua reunião com Trump, no último dia 7.
 

Aliados de Lula avaliam ainda que o encontro desta terça não representa, necessariamente, um bom cenário para Flávio e veem na mobilização um ato desesperado de sua pré-campanha, fragilizada com os episódios recentes.
 

Até o início da tarde, não havia confirmação oficial da Casa Branca de que Flávio seria recebido pelo presidente americano. Nas redes sociais, o senador publicou um vídeo informando que estava em Washington e que teria uma conversa "muito bacana": "Daqui a pouquinho vocês vão saber com quem".
 

De acordo com Flávio, a embaixada do Brasil nos EUA não autorizou que sua fala com jornalistas após a reunião fosse feita no local.
 

Publicamente, aliados de Lula tratam o encontro com ironia. Nas redes sociais, parlamentares governistas já adotam esse tom ao citar o episódio. Ao ser questionado sobre a visita, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), disse que já bastava "um da família Bolsonaro" trabalhando contra o Brasil.
 

Já nas redes sociais, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o encontro mira esconder o escândalo e se referiu ao episódio como "Três patetas com Trump".


 

Seleção Brasileira inicia semana de treinos com Ancelotti na Granja Comary; veja programação
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A Seleção Brasileira inicia nesta quarta-feira (27) a preparação para o amistoso diante do Panamá, marcado para este domingo (31), às 18h30, no Maracanã. Será o primeiro período completo de treinamentos sob comando de Carlo Ancelotti visando a Copa do Mundo de 2026.

 

A comissão técnica da Seleção começou a chegar à Granja Comary ainda nesta terça-feira (26). O coordenador Rodrigo Caetano e o gerente Cícero Souza acompanham Ancelotti, que desembarca na manhã de quarta para dar início às atividades no centro de treinamento da CBF.

 

Os jogadores convocados também chegam nesta quarta-feira, quando passam por avaliações médicas e físicas antes do primeiro treino, programado para as 17h. A atividade será fechada para a imprensa. O volante Casemiro foi o único atleta a se apresentar antecipadamente, ainda nesta terça-feira (26).

 

Para agilizar a logística dos jogadores até Teresópolis, a CBF montou uma operação especial com helicópteros fretados. O objetivo é evitar atrasos provocados pelo trânsito e aumentar a segurança dos atletas durante o deslocamento.

 

Além dos 23 convocados, o goleiro Léo Nannetti, do Clube de Regatas do Flamengo, participará dos treinamentos como quarto goleiro da delegação. Também foram chamados para completar as atividades o volante Felipe Souza, do Botafogo de Futebol e Regatas, e o zagueiro Bruno Ribeiro, do Club de Regatas Vasco da Gama.

 

PROGRAMAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA
 

Quarta-feira (27)
Apresentação dos atletas
Avaliações médicas
17h – Treino

 

Quinta-feira (28)
Avaliações médicas
13h – Entrevista coletiva
15h30 – Treino

 

Sexta-feira (29)
9h – Entrevista coletiva
11h – Treino
Avaliações médicas

 

Sábado (30)
9h – Entrevista coletiva
10h30 – Treino
Viagem para o Rio de Janeiro

 

Domingo (31)
18h30 – Brasil x Panamá – Maracanã

 

MP desmente defesa de ex-diretor de presídio baiano em caso de feminicídio em Sergipe: "Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida"
Foto: Reprodução / Redes sociais

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) desmentiu, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (26), a defesa do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, acusado de matar a empresária e estudante de direito Flávia Barros dos Santos. O crime ocorreu em março deste ano. Tiago era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso e está preso preventivamente. 

 

De acordo com o MP, as circunstâncias apuradas esclareceram a origem dos ferimentos apresentados pelo suspeito no dia do crime. A alegação de que Tiago teria tentado tirar a própria vida após o disparo contra a empresária foi contestada pelos laudos técnicos.

 

"Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas", afirmou a promotora de Justiça Luciana Duarte.

 

O crime ocorreu em um hotel no Bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Ainda na entrevista, a promotoria informou que as circunstâncias do crime apontam que a vítima estava deitada na cama quando foi executada. Um vídeo divulgado pelo MP mostra o momento anterior à ação do policial. Ele chega ao hotel depois da vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela.

 

Segundo informações divulgadas pelo g1 Sergipe, dados extraídos dos aparelhos celulares dos envolvidos comprovaram que Flávia vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que a estudante já havia sofrido episódios anteriores de violência.

 

O Ministério Público pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, que tem uma pena máxima de 40 anos e a incidência de duas causas de aumento de pena.

 

"A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero", completou a promotora Luciana Duarte.