Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou. 

 Eduardo Paes aceita decisão que encerra disputa pelo governo do Rio no 1º turno

Eduardo Paes aceita decisão que encerra disputa pelo governo do Rio no 1º turno
Foto: Reprodução / Instagram @eduardopaes

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) afirmou que vai respeitar a decisão da Justiça Eleitoral que descartou a realização de um segundo turno na disputa pelo governo estadual. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (8), o candidato criticou o resultado jurídico, mas reconheceu que a determinação deve ser cumprida.

 

Paes argumentou que a maioria dos eleitores fluminenses desejava uma nova rodada de votação. “Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita”, escreveu.

 

No primeiro turno, realizado no domingo (4), Ruas recebeu 49,27% dos votos nominais, enquanto Paes teve 42,76%. Anthony Garotinho (Republicanos) ficou com 3,17%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos de Garotinho em razão de uma condenação por improbidade administrativa, abrindo caminho para a confirmação da vitória de Ruas ainda no primeiro turno.

 

Zagueiro de 32 milhões é expulso, Bahia perde para o Botafogo e dá adeus à Copa do Brasil Sub-20
Foto: Divulgação / Botafogo

O Bahia foi eliminado da Copa do Brasil Sub-20 após perder por 1 a 0 para o Botafogo, nesta quinta-feira (8), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela segunda fase da competição.

 

Disputado em jogo único, o confronto ficou marcado por duas expulsões do lado tricolor. Ainda no primeiro tempo, o zagueiro Luiz Gustavo recebeu o cartão vermelho e deixou os Pivetes de Aço com um jogador a menos. Contratado pelo Bahia junto ao Vasco na última temporada, o defensor custou cerca de R$ 32 milhões aos cofres do clube.

 

Na reta final da partida, o capitão Sidney também foi expulso, fazendo com que o Esquadrão terminasse o duelo com nove jogadores em campo.

 

Sem Leonardo Galbes, que está na Alemanha para cumprir uma etapa presencial do curso para obtenção da Licença B da UEFA, o Bahia foi comandado pelo auxiliar Lucas Grillo.

 

O treinador escalou a equipe com Victor, Wendel, Gerald, Luiz Gustavo e Santana; Sidney, David Martins (Pedrinho) e Roger (Dyllan); Kauê Furquim, Dell (Fredi) e Ruan Pablo (Carioca).

 

Com a derrota, o Bahia encerrou sua participação na Copa do Brasil e também colocou ponto final na temporada da categoria Sub-20.

 

Apesar da eliminação no torneio nacional, os Pivetes de Aço terminam 2026 com duas taças conquistadas. O Tricolor foi campeão do Campeonato Baiano Sub-20 pelo oitavo ano consecutivo e, em setembro, levantou também a Copa do Nordeste da categoria após superar o Fortaleza na decisão.

 

Improdutivo, Bahia não vê a cor da bola, perde para o Palmeiras e se distancia do G4
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

Buscando se recuperar da derrota sofrida para o Athletico Paranaense na última rodada, o Bahia voltou a campo na noite desta quinta-feira (8), no Nubank Parque, em São Paulo, frente ao Palmeiras, às 21h30, em jogo válido pela 29ª rodada do Brasileirão.


Em campo, durante a primeira etapa, o Bahia foi massacrado pelo Palmeiras e não viu a cor da bola. O Tricolor levou gol logo aos seis minutos, com direito a uma falha do goleiro Ronaldo e do sistema defensivo. Ainda sofreu duas bolas na trave e contou com milagre de Ronaldo para não sofrer o segundo.

 

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro: com o Palmeiras em cima. Os comandados de Rogério Ceni seguiram sofrendo e se segurando em Ronaldo, que salvou como pôde. A primeira finalização do Bahia no gol só aconteceu aos 40 minutos do segundo tempo. A improdutividade deu o tom e o time somou a segunda derrota seguida. A partida terminou em 1x0 para o Palmeiras, com gol de Flaco López.

 

Com o resultado, o Esquadrão agora ocupa a 6ª posição na tabela com os mesmos 46 pontos e se afasta ainda mais do G4. O Palmeiras está em 2º, com 60 pontos conquistados, e colou novamente no Flamengo pela disputa do título.


Como próximo desafio, o Bahia volta a Salvador e recebe o Mirassol, na Arena Fonte Nova, no próximo domingo (11), às 19h30, em jogo válido pela 30ª rodada. Já o Palmeiras encara o Corinthians, também no domingo, às 17h30.

 

Foto: Letícia Martins / EC Bahia.


BOLA ROLANDO
Gol do Palmeiras logo aos seis minutos. Após bola lançada na área, por Andreas Pereira, Barboza ganha no alto e Flaco López, de cabeça, ganhou de Ronaldo e mandou para o fundo das redes.


Palmeiras acerta a trave
Aos 14 minutos, após jogada em velocidade pela esquerda, Marlon Freitas aciona Vitor Roque, que limpa David Duarte e manda na trave direita de Ronaldo. Na sequência, Marlon Freitas chuta fraco para a defesa de Ronaldo.


Só dá Palmeiras no jogo
No minuto 23, Andreas Pereira faz desarme na intermediária ofensiva e arrisca chute forte. A bola explode na trave!


Ronaldo impede o segundo
Palmeiras constrói de pé em pé aos 29 minutos. A bola chega nos pés de Khellven, que limpa a marcação e chuta colocado, com endereço, mas Ronaldo espalma em lateral.

 


Foto: Letícia Martins / EC Bahia.

 

SEGUNDO TEMPO
E a segunda etapa começa do mesmo jeito que terminou a primeira: com o Palmeiras no ataque. Aos cinco minutos, Andreas Pereira acha bom passe para Flaco, que aciona Khellven na ponta direita. Ele cruza rasteiro buscando Vitor Roque. O camisa 9 se atira, mas não consegue alcançar a bola.

 

Bahia não chega, e, quando chega, faz errado
Bahia tem duas oportunidades de marcar aos seis minutos. Primeiro, Cristian Oliveira chega à linha de fundo pela direita e cruza rasteiro, Erick Pulga chuta em cima de Murilo. Na sequência, Jean Lucas cruza, e Pulga cabeceia por cima.

 

RONALDO SALVA
No minuto 27, Murilo acha Andreas, que toca para Sosa chutar forte para o gol, exigindo uma bela defesa do goleiro Ronaldo.

 

Ronaldo... mais uma vez
No minuto 37, Román Gómez erra o passe e dá a bola de graça ao Palmeiras, que sai em disparada. Jhon Arias recebe, corta para dentro e bate para o gol, mas Ronaldo aparece mais uma vez para salvar o Bahia de levar o segundo.

 

Virou música de uma nota só, novamente Ronaldo
Aos 38, Sosa tabela com Arthur, que finaliza no ângulo do gol do Bahia. Ronaldo faz grande defesa e manda a bola para escanteio.

 

A primeira finalização do Bahia no gol
Willian José aciona Erick na entrada da área, e o volante solta uma bomba em direção ao gol. Carlos Miguel se estica todo, faz grande defesa e evita o empate do Bahia.

 


Foto: Letícia Martins / EC Bahia.

 

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 1x0 Bahia.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada.
Data: quinta-feira, 8 de outubro de 2026.
Horário: 21h30.
Local: Nubank Parque, São Paulo (SP).
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC).
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Thiaggo Americano Labes (SC).
VAR: Heber Roberto Lopes (SC).
Transmissão: TV Globo, Premiere e getv.
Gols: Flaco López (Palmeiras).
Cartões amarelos: Acevedo (Bahia); Khellven (Palmeiras).

 

Palmeiras: Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo, Barboza e Arthur; Marlon Freitas, Andreas Pereira e Lucas Evangelista; Vitor Roque (Sosa) e Flaco López (Arias). Técnico: João Martins (auxiliar).

 

Bahia: Ronaldo; Román Gómez, David Duarte, Kanu e Luciano Juba; Nicolás Acevedo [C] (Caio Alexandre), Jean Lucas e Rodrigo Nestor (Erick); Kike Olivera (Sanabria), Erick Pulga (Ademir) e Alejo Véliz (Willian José). Técnico: Rogério Ceni.

 

Erick admite dificuldades do Bahia contra marcação do Palmeiras: “Não conseguimos nos desvencilhar”
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O Bahia sofreu a segunda derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro ao perder por 1 a 0 para o Palmeiras, na noite desta quinta-feira (8), no Nubank Parque, em São Paulo, pela 29ª rodada da competição.

 

Com dificuldades para superar a pressão e a marcação impostas pelo adversário, o Esquadrão pouco conseguiu produzir ofensivamente. Após a partida, o volante Erick, responsável pela única finalização do Bahia no confronto, analisou o desempenho tricolor.

 

Segundo o camisa 14, a equipe encontrou problemas principalmente durante o primeiro tempo para escapar dos encaixes de marcação do Palmeiras.

 

“A gente teve um pouco de dificuldade nos encaixes que a equipe do Palmeiras faz. Não conseguimos nos desvencilhar da marcação, principalmente na primeira etapa. No segundo tempo, eles baixaram as linhas de marcação, estavam em vantagem, a gente tentou rodar a bola, mas, infelizmente, não conseguiu empatar a partida”, afirmou.

 

Com o revés, o Bahia chega a duas derrotas seguidas na Série A. Antes da pausa para a Data Fifa, o Tricolor havia sido superado pelo Athletico-PR por 2 a 1, em Curitiba.

 

Agora, o Esquadrão terá pouco tempo para tentar reagir. O próximo compromisso acontece no domingo (11), às 19h30, contra o Mirassol, na Arena Fonte Nova, pela 30ª rodada.

 

“Temos um jogo importantíssimo em casa. Vamos tentar nos reerguer para buscar o triunfo”, finalizou Erick.

 

“Vivia um momento melhor”: Ceni explica manutenção de Kanu e admite atuação abaixo do esperado
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

Após a derrota do Bahia por 1 a 0 para o Palmeiras, na noite desta quinta-feira (8), no Nubank Parque, em São Paulo, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni reconheceu que o Esquadrão ficou abaixo do esperado.

 

Em entrevista coletiva após a partida, o treinador destacou principalmente o desempenho no primeiro tempo e afirmou que o gol sofrido logo no início deixou o adversário mais confortável no confronto.

 

“Acho que foi um primeiro tempo bem abaixo. O gol no começo, por erro nosso de marcação, deixou o Palmeiras mais à vontade no jogo, e o Palmeiras é uma grande equipe. No segundo tempo equilibramos mais o jogo, apesar do Palmeiras ter as melhores oportunidades. Tivemos controle do jogo, mas em uma faixa do campo onde não levamos perigo ao adversário. Fizemos muito pouco para conseguir um resultado melhor e, pelo menos, levar um ponto para casa”, avaliou.

 


Foto: Letícia Martins / EC Bahia.

 

Ceni também lembrou que o Bahia tem se destacado no Brasileirão pela capacidade de reagir após sair atrás no placar, mas reconheceu que a organização defensiva do Palmeiras dificultou uma nova reação.

 

“Normalmente a gente tem força para buscar resultados, já viramos jogos fora de casa, buscamos empates. Mas o Palmeiras se posicionou bem, usou linha de cinco, zagueiros altos, é uma equipe que marca muito bem, tem esse mérito, sofre poucos gols. Acho que tivemos falta de atenção no começo do jogo, depois ficamos mais expostos, tivemos que arriscar mais. Não conseguimos chegar bem para finalizar, acabamos oferecendo muitos contra-ataques para o Palmeiras. Não foi um jogo tecnicamente bom, não tivemos destaques individuais. Conectamos mais passes quando Willian entrou, tivemos a parede por dentro, mas não fizemos o suficiente para buscar um empate”, disse.

 


Foto: Letícia Martins / EC Bahia.

 

Um dos jogadores mais criticados durante a partida foi o zagueiro Kanu. Questionado sobre a possibilidade de utilização do espanhol Marco Moreno, que ainda não estreou pelo Bahia, Ceni explicou a escolha feita até aqui e indicou que o reforço deve receber uma oportunidade em breve.

 

“Quando ele chegou, estava abaixo fisicamente e ficou praticamente um mês trabalhando nisso. Na época, o Mingo vinha jogando, depois foi negociado. O Kanu vivia um momento melhor, mas o Marco vai ter sua oportunidade em breve, provavelmente”, afirmou.

 

Ao ser perguntado se a pausa para a Data Fifa poderia ter influenciado negativamente o desempenho da equipe, Rogério Ceni evitou utilizar o período sem jogos como justificativa para a atuação.

 

“Palmeiras pareceu ter mais força hoje, mas não posso reclamar, é uma equipe difícil de ser batida aqui. Só posso reclamar que jogamos abaixo do que era esperado; tinha uma expectativa de produzir mais hoje”, finalizou.

 

Com a derrota, o Bahia chega ao segundo revés consecutivo no Brasileirão e precisa reagir na próxima rodada. O Esquadrão volta a campo no domingo (11), às 19h30, contra o Mirassol, na Arena Fonte Nova, pela 30ª rodada. 

 

Mapa Eleitoral: Augusto Cury supera Ronaldo Caiado em 14 zonas eleitorais de Salvador
Foto: Reprodução TV Band

O candidato derrotado na disputa pela Presidência da República, Augusto Cury (Avante), ficou em terceiro lugar em 14 das 19 zonas eleitorais de Salvador nas eleições de 2026. O escritor superou o também derrotado Ronaldo Caiado (PSD), que apareceu na terceira colocação em cinco zonas eleitorais da capital baiana e tinha o apoio público do candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União).

 

Segundo levantamento realizado pela reportagem, Cury obteve a terceira maior votação na maior parte das zonas eleitorais de Salvador. Ao todo, o candidato recebeu 40.676 votos na capital baiana, o equivalente a 2,81% dos votos. 

 

As zonas eleitorais em que Cury ficou na terceira colocação foram Fazenda Grande do Retiro, com 2,7% (2.079 votos); Paripe, com 2,8% (2.379); Cabula, com 2,8% (1.796); Pirajá, com 3,2% (2.442); Ribeira, com 2,8% (1.939); Boca do Rio, com 3,0% (3.203); Águas Claras, com 3,1% (2.657); Itapuã, com 3,0% (2.678); São Marcos, com 3,0% (2.486); São Caetano, com 2,6% (1.646); Pernambués, com 3,0% (2.292); Plataforma, com 2,9% (2.121); Liberdade, com 2,5% (1.365); e Cajazeiras, com 3,2% (2.969).

 

Já Ronaldo Caiado ficou na terceira posição em cinco zonas eleitorais de Salvador. Foram elas: Canela, com 2,8% (1.657 votos); Federação, com 2,6% (1.763); Brotas, com 2,8% (1.969); Nazaré, com 2,8% (1.937); e Pituba, com 3,1% (2.593).

 

DADOS NA BAHIA 
Considerando todo o estado, Cury também superou Caiado. O candidato do Avante recebeu 195.451 votos, correspondentes a 2,8% da votação, enquanto o ex-governador de Goiás teve 122.705 votos, ou 1,43%.

 

Na Bahia, Caiado também ficou atrás de Renan Santos (Missão), que recebeu 117.518 votos, equivalentes a 1,37%, segundo os dados levantados pela reportagem. Na capital baiana, Cury terminou com 40.676 votos (2,81%), enquanto Caiado recebeu 36.320 votos (2,51%).

 

ONDE FICAM AS ZONAS ELEITORAIS
A zona eleitoral da Pituba reúne seções instaladas em diferentes instituições de ensino e outros locais da região, incluindo os colégios Anchieta, Bernoulli, Bernoulli Caminho das Árvores, Módulo, Oficina, São Paulo e Sartre COC, além da Escola Raphael Serravalle e da Faculdade Batista Brasileira.

 

Já a zona eleitoral do Canela contempla locais como a Associação Atlética da Bahia, Bahia British Club, Cabana da Barra, Centro Educacional Edgard Santos, Clube Espanhol, Colégio Antônio Vieira, Colégio de São Bento, Sacramentinas e unidades da Universidade Federal da Bahia (Ufba), entre outros.

 

A zona eleitoral da Fazenda Grande do Retiro reúne locais de votação como o Cecr - Classe I, Cecr - Classe II, Cecr - Escola Classe III, Centro Educacional Emmanuel Kant, Ceti Paulo Freire, Colégio Estadual Bento Gonçalves, Colégio Estadual Dois de Julho, Colégio Estadual Dom Avelar Brandão Vilela, além de escolas municipais e estaduais da região.

 

Na Liberdade, entre os locais de votação estão o Ceeps Anísio Teixeira, Colégio Adventista da Liberdade, Colégio da Polícia Militar - Unidade 1, Colégio Estadual de Tempo Integral Duque de Caxias, Escola Estadual Anísio Teixeira, Escola Estadual Castro Alves, Escola Estadual Pierre Verger e outras unidades de ensino da região.

 

A zona eleitoral de São Marcos inclui locais como o Centro de Integração Familiar (Ceifar), Centro Municipal de Educação Infantil Cecy Andrade, Colégio Estadual David Mendes Pereira, Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira, Colégio Estadual de Tempo Integral São Daniel Comboni, além de escolas municipais e estaduais.

 

Em São Caetano, os locais de votação incluem o CMEI Mário Altenfelder, Colégio Estadual Alberto Cerqueira, Colégio Estadual Assis Chateaubriand, Colégio Estadual Dalva Matos, Colégio Estadual Dantas Júnior e diversas escolas municipais.

 

Já a zona eleitoral de Paripe reúne locais como o Colégio Celestin Freinet, Colégio Estadual Ana Cristina Prazeres Mata Pires, Colégio Estadual Anfrísia Santiago, Colégio Estadual Barros Barreto, Colégio Estadual Carlos Barros, além de escolas municipais de Paripe, Fazenda Coutos, Ilha de Maré, Paramana e outras localidades.

 

Na Federação, entre os locais de votação estão o Cape - Centro de Apoio Pedagógico Especializado da Bahia, Colégio Estadual Euricles de Matos, Colégio Estadual Evaristo da Veiga, Colégio Estadual Henriqueta Martins Catharino, Escola Politécnica da Ufba, Faculdade de Arquitetura da Ufba e unidades da Universidade Federal da Bahia em Federação e Ondina. 

 

PT lidera votos de legenda na Bahia para estadual e federal em 2026; confira a votação de cada partido
Foto: Reprodução / Instagram

O Partido dos Trabalhadores (PT) foi a legenda mais votada nas eleições proporcionais de 2026 na Bahia, tanto para deputado estadual quanto para deputado federal, impulsionado pelo desempenho do governador reeleito Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados foram extraídos dos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Na disputa para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o PT obteve 403.053 votos de legenda, folga considerável sobre os demais partidos. Isso significa que esse total de eleitores, na hora de votar para deputado estadual, escolheu apenas o número 13, sem indicar um candidato específico do partido.

 

Apesar da força do PT nos votos de legenda, os nomes individualmente mais votados na Bahia vieram de outros partidos. Diego Castro (PL) e Ivana Bastos (PSD) foram os mais votados para a AL-BA, enquanto Sargento Isidório (Avante) e Antonio Brito (PSD) lideraram a votação para a Câmara dos Deputados. Ainda assim, nenhum dos quatro partidos chegou perto do desempenho do PT em votos de legenda.

 

Entre os demais partidos na disputa para a AL-BA, o Partido Liberal (PL), ligado ao bolsonarismo, teve o segundo melhor desempenho em votos de legenda, com 84.436. O Republicanos, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, veio em seguida, com 62.419.

 

Para conquistar uma cadeira na AL-BA em 2026, a maioria dos partidos precisou atingir um quociente eleitoral, número mínimo de votos necessário para garantir uma vaga, em torno de 120 mil votos.

 

Confira os votos de legenda para a AL-BA: 

  1. PT: 403.053
  2. PL: 84.436
  3. Republicanos: 62.419
  4. União: 41.532
  5. PSD: 41.192
  6. PDT: 24.895
  7. PSDB: 22.337
  8. PP: 18.690
  9. Avante: 18.430
  10. MDB: 13.628
  11. PCdoB: 11.697
  12. PV: 9.368
  13. PSB: 7.447
  14. PSOL: 6.249
  15. Missão: 6.122
  16. Mobiliza: 2.628
  17. Cidadania: 2.572
  18. Rede: 1.850
  19. Agir: 1.104
  20. UP: 468
  21. DC: 374

 

Na disputa para deputado federal, o PT também liderou os votos de legenda, com 109.626. Entre os demais partidos, o PSD se destacou ao conquistar seis cadeiras com 22.709 votos de legenda, enquanto o PDT elegeu apenas Félix Mendonça Jr., que assume a cadeira em 2027.

 

Já para a Câmara dos Deputados, a maioria dos partidos precisou de um quociente eleitoral em torno de 200 mil votos para conseguir uma cadeira na Casa.

 

Confira os votos de legenda para a Câmara dos Deputados: 

  1. PT: 109.626
  2. PDT: 23.818
  3. PSD: 22.709
  4. PL: 22.526
  5. PCdoB: 20.285
  6. União: 19.292
  7. PP: 15.011
  8. Republicanos: 10.689
  9. PV: 6.049
  10. MDB: 5.943
  11. Avante: 5.631
  12. Missão: 4.585
  13. PSOL: 3.829
  14. PSB: 3.426
  15. PRD: 2.044
  16. Solidariedade: 1.760
  17. Novo: 1.139
  18. Agir: 1.063
  19. Rede: 1.042
  20. Podemos: 994
  21. UP: 400
  22. DC: 277

 

Câmara de Salvador: Relator de caso de Muniz no STF, Gilmar Mendes já votou sobre tema
Foto: Alejandro Zambrana/STF | Reginaldo Ipê / CMS

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Muniz (PSDB), enfrenta um imbróglio jurídico na disputa pela própria recondução ao cargo. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes, que já emitiu um parecer sobre o tema, e cuja posição pode não ser favorável ao parlamentar.

 

A disputa pela Mesa Diretora da CMS ganhou força depois das eleições para o governo do estado, realizadas neste domingo (4), nas quais o governador Jerônimo Rodrigues foi reeleito. Com o pleito estadual concluído, os corredores da Casa passaram a se concentrar na eleição da Mesa, e a presidência é o cargo mais disputado.

 

Muniz declara estar focado na campanha presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas, nos bastidores, articula sua recondução à cadeira responsável pela caneta mais cara da Casa.

 

Depois de enviar o parecer jurídico sobre o caso ao STF, o processo foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes após redistribuição das mãos do ministro Kassio Nunes Marques. Aliados de Muniz veem com certo otimismo o fato de o caso estar sob relatoria de Gilmar Mendes, embora a jurisprudência que ele já formou sobre o tema possa não ser positiva para o tucano.

 

A referência é um caso julgado em dezembro de 2020, quando o Supremo analisou um imbróglio semelhante envolvendo o então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o do Senado, Davi Alcolumbre. Os dois tinham mandato até fevereiro de 2021, e Maia havia obtido um mandato tampão na legislatura anterior (2015-2019), após o afastamento de Eduardo Cunha.

 

Pelo artigo 57, parágrafo 4º, da Constituição, é proibida a recondução ao mesmo cargo da Mesa Diretora na eleição seguinte, dentro da mesma legislatura. Maia e Alcolumbre tentavam articular a permanência nos cargos, e seus aliados defendiam uma interpretação mais flexível da regra, que permitisse a cada Casa decidir internamente sobre o tema.

 

Em agosto daquele ano, o PTB, partido de Roberto Jefferson que depois se fundiu ao Patriota para formar o PRD, entrou no Supremo com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.524, pedindo que os ministros deixassem claro que a reeleição dos dois presidentes dentro da mesma legislatura era inconstitucional.

 

Relator do caso, Gilmar Mendes surpreendeu ao votar a favor da permissão da reeleição, desde que limitada a uma recondução consecutiva. A tese foi acompanhada por Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes.

 

Os ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux, porém, votaram pelo texto literal da Constituição, contra a possibilidade de reeleição. O julgamento, feito no plenário virtual, terminou em 6 de dezembro de 2020, com placar de 7 a 4 contra Maia e de 6 a 5 contra Alcolumbre.

 

O voto do relator, bastante criticado na época, pode parecer à primeira vista uma brecha favorável a Muniz, mas a explicação dada por Gilmar Mendes na ocasião não anima tanto assim.

 

Ao votar, o ministro defendeu que só poderia haver reeleição para o comando das duas Casas uma única vez, e que essa regra passaria a valer a partir da legislatura seguinte, o que, na prática, permitia a reeleição dos presidentes que já estavam no cargo à época. Para o ministro:

 

"O limite de uma única reeleição ou recondução deve orientar a formação das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a partir da próxima legislatura, resguardando-se, para aquela que se encontra em curso, a possibilidade de reeleição ou recondução, inclusive para o mesmo cargo."

 

Gilmar Mendes defendeu a aplicação da regra apenas a partir da legislatura seguinte para evitar que o Supremo interferisse nas eleições do Congresso em 2021.

 

"Não decidiremos acerca de quem vai compor a próxima Mesa: para tanto é preciso de votos no Parlamento, e não no Plenário deste Supremo Tribunal Federal. Na eleição de Mesa do Poder Legislativo, é a maioria parlamentar que define quem 'fala pela Casa', não um acórdão."

 

O ministro também explicou que a vedação à reeleição no Legislativo surgiu no regime militar. Segundo ele, a emenda constitucional aprovada em 1997, que passou a permitir uma reeleição para cargos do Executivo, provocou um "redimensionamento" em toda a Constituição: 

 

"Considerado o teor do art. 57, § 4º, CF/88, o redimensionamento que a EC n. 16/1997 implicou no princípio republicano serve ao equacionamento da questão constitucional que ora enfrentamos ao fornecer o critério objetivo de 1 (uma) única reeleição/recondução sucessiva para o mesmo cargo da Mesa."

 

Se a mesma lógica for aplicada ao caso de Muniz, o desfecho na CMS vai depender de um detalhe decisivo: se a disputa atual será considerada a primeira tentativa do vereador de permanecer no comando da Casa ou se ele já foi reconduzido ao cargo antes, já que assumiu a presidência como 1º vice, após a renúncia de Geraldo Junior (MDB). Pela jurisprudência que o próprio Gilmar Mendes ajudou a formar, uma única recondução consecutiva tende a ser permitida, mas uma segunda tentativa dentro da mesma legislatura corre o risco de repetir o destino de Rodrigo Maia em 2020.

 

Novo presidente da Anoreg/BA destaca união da classe e desjudicialização como prioridades da gestão
Foto: Luiza Barbosa / Bahia Notícias

A eleição da chapa Renova Anoreg para o biênio 2027/2028 marca um momento significativo de consolidação para o setor extrajudicial baiano. Liderada por José Fabiano Araújo Cardoso, titular do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais do 1º Ofício de Jequié, e por Andréa Maria Pignatti, titular do Cartório de Registros de Una, a nova diretoria assume a condução da Associação dos Notários e Registradores do Estado da Bahia (Anoreg/BA).

 

Entre as prioridades operacionais da gestão, destaca-se a atenção equilibrada entre a capital e as serventias do interior, tratadas de forma integrada como uma ‘grande família extrajudicial'. Durante entrevista exclusiva concedida à equipe do Bahia Notícias, Luís Fabiano explicou que, no interior baiano, o enfrentamento dos gargalos de regularização fundiária irá figurar como demanda central, impulsionada pela aplicação do fundo FEURB, que assegura procedimentos gratuitos de titulação de propriedades para famílias de baixa renda. 

 

A chapa assume a entidade em um período de intensa modernização tecnológica e expansão da desjudicialização no estado. A evolução observada na última década permitiu que serviços essenciais ganhassem celeridade por meio de ferramentas digitais, enquanto, paralelamente, os cartórios assumiram papel protagonista na resolução de procedimentos como inventários, divórcios, usucapião, alterações de nome e gênero para a comunidade LGBTQIA+ e reconhecimentos voluntários de paternidade, desonerando o Poder Judiciário e garantindo respostas ágeis às necessidades da população.

 

Com a meta de realizar "9 anos em 2", a diretoria pautará sua atuação na escuta ativa dos profissionais do balcão e no investimento em capacitação técnica para escreventes e registradores. O plano de trabalho prevê a ampliação do diálogo institucional com o Tribunal de Justiça da Bahia, a Corregedoria Extrajudicial, a OAB e a Defensoria Pública. Dessa forma, a Anoreg/BA reafirma o papel das serventias extrajudiciais como instrumentos fundamentais para a segurança jurídica, a preservação do direito de propriedade e o fortalecimento da cidadania em todo o estado.

 

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