Ronaldo Caiado e Otto Alencar
Foto: Montagem com fotos da Agência Brasil e Agência Senado

Em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (30), o senador Otto Alencar criticou a fala do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sobre assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente nas eleições de outubro. Otto, que é o presidente do diretório estadual do PSD na Bahia, disse que, junto com outros senadores do partido, atua contra a anistia no Congresso. 

 

“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra a anistia, atuei aqui no Congresso contra a anistia e ele já vem contrariando a minha posição”, disse Otto à CNN.

 

A declaração de Ronaldo Caiado se deu durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSD, nesta segunda. O candidato prometeu “desativar” a polarização no país com a concessão, logo no início de seu eventual governo, de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado. 

 

À CNN, Otto Alencar citou outros integrantes do partido que seriam contrários à anistia, como o senador Omar Aziz (AM). O senador baiano também reforçou que na Bahia, o PSD estará no palanque do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues. 

 

“Aqui na Bahia temos aliança com Lula. O PSD vai votar inteiramente com Lula. São 115 prefeitos, 18 candidatos a deputado federal, 7 estaduais. O PSD completo com Lula. O palanque do Caiado na Bahia não é o PSD, é o União Brasil de ACM Neto, que é meu adversário”, afirmou Otto.

 

O senador Otto Alencar disse, ainda, que o mesmo cenário deve se repetir em outros estados. 

 

“No Amazonas: o Omar vota com Lula. No Rio Grande do Sul com Eduardo Leite, no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, em Pernambuco com Raquel Lyra, no Sergipe. E muitos, como eu, não fomos consultados sobre a candidatura de Caiado”, afirmou.

 

No lançamento de sua candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que apoiará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia. “Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, salientou Caiado.

 

Apesar da posição do presidenciável do PSD, o senador Otto Alencar afirmou na CNN que o partido deve confirmar a candidatura na convenção.

 

“Eu não vou apoiar, mas também não vou atrapalhar. Agora, aqui na Bahia, não haverá apoio do PSD”, concluiu Otto Alencar.

Ronaldo Caiado e Otto Alencar
Foto: Montagem com fotos da Agência Brasil e Agência Senado

Em entrevista à CNN na noite desta segunda-feira (30), o senador Otto Alencar criticou a fala do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), sobre assinar uma anistia ampla, geral e irrestrita caso seja eleito presidente nas eleições de outubro. Otto, que é o presidente do diretório estadual do PSD na Bahia, disse que, junto com outros senadores do partido, atua contra a anistia no Congresso. 

 

“A declaração do Caiado vem totalmente contra o que eu e grande parte do partido pensamos. Sou contra a anistia, atuei aqui no Congresso contra a anistia e ele já vem contrariando a minha posição”, disse Otto à CNN.

 

A declaração de Ronaldo Caiado se deu durante o lançamento de sua pré-candidatura a presidente pelo PSD, nesta segunda. O candidato prometeu “desativar” a polarização no país com a concessão, logo no início de seu eventual governo, de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado. 

 

À CNN, Otto Alencar citou outros integrantes do partido que seriam contrários à anistia, como o senador Omar Aziz (AM). O senador baiano também reforçou que na Bahia, o PSD estará no palanque do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues. 

 

“Aqui na Bahia temos aliança com Lula. O PSD vai votar inteiramente com Lula. São 115 prefeitos, 18 candidatos a deputado federal, 7 estaduais. O PSD completo com Lula. O palanque do Caiado na Bahia não é o PSD, é o União Brasil de ACM Neto, que é meu adversário”, afirmou Otto.

 

O senador Otto Alencar disse, ainda, que o mesmo cenário deve se repetir em outros estados. 

 

“No Amazonas: o Omar vota com Lula. No Rio Grande do Sul com Eduardo Leite, no Rio de Janeiro com Eduardo Paes, em Pernambuco com Raquel Lyra, no Sergipe. E muitos, como eu, não fomos consultados sobre a candidatura de Caiado”, afirmou.

 

No lançamento de sua candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que apoiará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia. “Na Bahia, o PSD tem uma posição, e eu estarei no palanque de ACM Neto”, salientou Caiado.

 

Apesar da posição do presidenciável do PSD, o senador Otto Alencar afirmou na CNN que o partido deve confirmar a candidatura na convenção.

 

“Eu não vou apoiar, mas também não vou atrapalhar. Agora, aqui na Bahia, não haverá apoio do PSD”, concluiu Otto Alencar.

Presidente da AFA é acusado de sonegação fiscal e vira alvo da Justiça argentina
Foto: Divulgação

O presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, foi formalmente acusado pela Justiça argentina por crimes ligados à sonegação fiscal e irregularidades em contribuições previdenciárias. A decisão foi divulgada na última segunda-feira (30) e também envolve outros dirigentes da entidade.

 

De acordo com a investigação, Tapia é suspeito de participação em um esquema de retenção indevida de tributos, além de apropriação de recursos destinados à previdência social. Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de bens e impôs uma restrição financeira de cerca de 350 milhões de pesos (aproximadamente R$ 1,3 milhão).

 

O dirigente também está proibido de deixar o país, o que pode impactar sua presença em compromissos internacionais, incluindo a Copa do Mundo de 2026.

 

A própria AFA também foi incluída no processo e teve ativos bloqueados. A decisão foi assinada pelo juiz Diego Amarante, que estendeu as medidas a outros quatro dirigentes, entre eles o tesoureiro Pablo Toviggino, considerado um dos principais aliados de Tapia.

 

O caso teve origem em uma denúncia da Receita Federal argentina (ARCA), que aponta um prejuízo de cerca de 19 bilhões de pesos (R$ 71,5 milhões) aos cofres públicos. Segundo o magistrado, há indícios de um comportamento recorrente com o objetivo de adiar o pagamento de impostos retidos.

 

Em resposta, a AFA nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações são infundadas. A entidade também atribui o avanço do processo a uma suposta pressão do governo de Javier Milei, com quem mantém embates políticos recentes.

 

O cenário de tensão aumentou após o governo defender mudanças estruturais no futebol argentino, como a transformação dos clubes em sociedades anônimas — proposta que enfrenta resistência e não se alinha ao modelo atual da AFA.

 

Em meio ao caso, clubes chegaram a suspender uma rodada do Torneio Apertura em apoio aos dirigentes investigados.

 

Além das acusações fiscais, a entidade também é alvo de apurações relacionadas a possíveis casos de lavagem de dinheiro. No fim do ano passado, a sede da AFA foi alvo de buscas em investigação que envolve relações com instituições financeiras.

 

Tapia, que preside a federação desde 2017, também enfrenta críticas internas por decisões administrativas e pelo formato das competições nacionais. Recentemente, foi vaiado por torcedores antes de um amistoso da seleção argentina em Buenos Aires.


 

Lula em palanque com Marina Silva e Simone Tebet
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Duas ministras do governo Lula que estão deixando seus cargos na Esplanada - Simone Tebet, do Planejamento, e Marina Silva, do Meio Ambiente - estão bem posicionadas na disputa às duas cadeiras no Senado Federal pelo estado de São Paulo. Foi o que mostrou pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (31). 

 

A pesquisa revelou que Simone Tebet, que recentemente se filiou no PSB, lidera a disputa para o Senado, com 22,6%. Na segunda posição aparece o deputado federal Guilherme Derrite (PP), com 22%.

 

Derrite, que foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, é a principal aposta do governador Tarcísio de Freitas para a eleição ao Senado. Como ainda há uma disputa pela segunda vaga de candidato na sua chapa, Tarcísio atualmente vem atuando apenas para fortalecer o nome de Derrite, que na Câmara foi o relator do projeto antifacção, sancionado recentemente pelo presidente Lula. 

 

A terceira colocação na pesquisa da Atlas/Estadão é ocupada pela ministra Marina Silva (Rede), que vem sendo incentivada por Lula a concorrer em São Paulo. Marina aparece com 19,6%, uma situação de empate técnico com Guilherme Derrite. 

 

Na quarta colocação está o atual vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, do PL, com 14,8%. O PL, entretanto, ainda não definiu o nome dos seus candidatos ao Senado em São Paulo, já que há uma pressão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para que o apoio seja dado ao deputado estadual Gil Diniz, além de outros nomes do partido que correm por fora, como os deputados federais Mário Frias e Marco Feliciano.

 

Na pesquisa Atlas/Estadão pontuam ainda o deputado Ricardo Salles (Novo), com 11,1%, e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), com 0,5%. Brancos e nulos somam 6,7% e não sabem, 2,8%. 

 

O Atlas também fez uma simulação de um segundo cenário com o deputado Mário Frias como candidato à direita e com o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) concorrendo ao Senado em vez de disputar o governo. Neste caso, o empate é entre Derrite, Haddad e Marina, com o bolsonarista numericamente à frente, com 22,1%. Haddad teria 21,8% e Marina somaria 19,7%.

 

Completando a lista, aparecem Ricardo Salles, com 12,8%, Mário Frias, com 12,3%, e Paulinho da Força, com 0,6%. Os brancos e nulos são 8% e os que não souberam responder são 2,7%.

 

O levantamento Atlas/Estadão foi realizado entre os dias 24 e 27 de março, ouvindo 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório, A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-01079/2026.
 

 

MC Poze do Rodo tem casa invadida no Rio e é feito de refém por criminosos
Foto: Divulgação

O cantor MC Poze do Rodo relatou ter tido a casa invadida por bandidos e ter sido feito de refém pelos assaltantes na madrugada desta terça-feira (31), no condomínio de luxo localizado  no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

 

Em depoimento à polícia, o funkeiro afirmou que foi agredido pelos bandidos, que levaram R$ 15 mil em espécie, celulares, roupas, perfumes, relógios e joias, dando um prejuízo estimado em R$ 2 milhões.

 

De acordo com o termo de declaração na 42ª DP (Recreio), o assalto aconteceu às 2h30 e durou 40 minutos. 

 

Poze relatou que estava na companhia de amigos quando 4 homens encapuzados com fuzis e pistolas entraram na mansão pela área de mata vizinha ao condomínio, e afirmavam que estavam lá a mando de diversos chefes do tráfico de drogas.

 

O artista afirmou que foi agredido com socos e chutes enquanto estava amarrado.

 

Segundo o g1, boa parte das joias roubadas fazia parte do lote apreendido em novembro de 2024 pela Polícia Civil e restituído a mando da Justiça em abril do ano passado.

 

ACM Neto define chapa e lança pré-candidatura ao governo em Feira de Santana
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, lançou na noite desta segunda-feira (30) chapa de oposição para o governo estadual em Feira de Santana. O evento foi conduzido pelo prefeito José Ronaldo e reuniu lideranças de diferentes regiões.

 

Durante o ato, ACM Neto reconheceu falhas na última eleição estadual e disse que o grupo chega mais preparado para a disputa. “Que nós erramos em algumas coisas na eleição passada. Eu tenho aqui a humildade não só para reconhecer os erros, mas, sobretudo, para acertos. Mudar o caminho e buscar uma nova rota, tentando obter o resultado de vitória que eu acho que nós desejamos”, afirmou.

 

Em busca de aprovação no interior, o ex-prefeito defendeu o evento a criação de políticas públicas voltadas ao homem do campo e ao desenvolvimento das pequenas cidades e exaltou a capacidade administratida de seu vice e atual prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). A escolha já havia sido anunciada e faz parte da estratégia de campanha de buscar um nome com capilaridade e influência em outras regiões da Bahia.

 

Além de ACM Neto e Zé Cocá como pré-candidatos a governador e vice, respectivamente, foi confirmado que o ex-ministro e ex-deputado federal João Roma (PL) disputará uma vaga no Senado Federal, assim como o atual senador Ângelo Coronel (Republicanos), que buscará a reeleição.

 

O pré-candidato destacou o peso político do encontro em Feira e elogiou o discurso de José Ronaldo. “Começou aqui em Feira um ato político muito relevante, de alto significado. As palavras do prefeito Zé Ronaldo foram fantásticas. A gente está aqui motivado, disposto à luta e confiante na construção da vitória”, disse Neto.

 

Renato Piaba “chega por trás” e quase machuca Zé Ronaldo em Feira de Santana
Foto: Reprodução / Youtube

Uma cena insólita chamou a atenção durante o evento da chapa oposicionista ACM Neto (União) e Zé Cocá (PP) em Feira de Santana na noite desta segunda-feira (30). É que o humorista Renato Piaba quase deixou o prefeito Zé Ronaldo (União) fora de combate.

 

 

Ao ser anunciado no palco, Renato Piaba surgiu por trás do prefeito, que acabou se desequilibrando. O humorista reagiu rápido e conseguiu segurar o gestor, que chegou a envergar a coluna.

 

Em seguida, Zé Ronaldo comentou o episódio em tom bem-humorado, afirmando: “Isso é piaba, viu? Imagine se fosse traíra”.

 

Além da chapa Neto e Cocá, foram lançadas as pré-candidaturas ao Senado de Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL). 

 

Aliados de Castro veem intervenção do STF no RJ com manutenção de governador interino
Foto: Divulgação / Rogério Santana/Governo do Rio de Janeiro

Aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL) veem como uma espécie de intervenção do STF (Supremo Tribunal Federal) no Rio de Janeiro a determinação de permanência do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, como chefe interino do Executivo estadual até a eleição para o comando do Palácio Guanabara.
 

A avaliação, compartilhada em reserva até por aliados de Eduardo Paes (PSD), se deve ao fato de a decisão subverter a linha sucessória do estado, que deve ser parcialmente recomposta nos próximos dias com a eleição de um novo presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
 

Pela Constituição estadual, o chefe do Legislativo assumiria o Executivo até a nova eleição para governador e vice. O ministro Cristiano Zanin, do STF, porém, determinou na sexta (27) que Couto permaneça no cargo até o pleito que decidirá o governador-tampão, que conduzirá o Rio de Janeiro até dezembro.
 

Esse será um dos temas a serem debatidos pelo plenário do Supremo no dia 8, quando os ministros vão decidir se o governador-tampão será escolhido por eleição direta ou indireta, via Alerj. Há possibilidade, porém, de o Legislativo fluminense decidir seu presidente antes desta data.
 

"Isso é uma subversão. A gente não pode querer inventar leis conforme a conveniência do momento. É um fato inédito, tem algumas questões a serem discutidas, mas tem uma regra que ela deve prevalescer. Qualquer coisa diferente disso é uma norma nova que não passou pelo parlamento. É uma intervenção do STF porque está legislando sobre algo que não foi discutido no Parlamento", disse o senador Carlos Portinho (PL).
 

Couto assumiu o Palácio Guanabara após a renúncia de Castro porque estão vagos os cargos de vice-governador e de presidente da Alerj.
 

Thiago Pampolha, ex-vice, foi nomeado conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) no ano passado. Rodrigo Bacellar (União Brasil) estava afastado do comando da Assembleia desde dezembro e teve o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na quarta-feira (24).
 

O cargo de presidente da Alerj é ocupado interinamente pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), que não pode assumir o governo por não ser o titular do posto.
 

Este cenário deve se alterar nos próximos dias. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) realiza nesta terça-feira (31) a retotalização dos votos após a anulação dos de Bacellar, eleito pelo PL. Com a nova composição, a Assembleia pode escolher seu novo presidente. Pelo regimento, a disputa precisa ser convocada com dois dias de antecedência.
 

A Alerj chegou a realizar uma eleição na quinta-feira (25), após a cassação de Bacellar. Contudo, a Justiça anulou a escolha do deputado Douglas Ruas (PL), determinando a espera da recontagem dos votos pelo TRE. Ele e Paes são pré-candidatos ao governo estadual
 

O PL entrou no STF com um pedido para revogar a liminar de Zanin, solicitando que o novo presidente da Alerj assuma o Executivo, como previsto na Constituição estadual. O partido afirma que não se pode alterar a regra "por qualquer motivo casuístico ou subjetivo"
 

"A interinidade exercida por um magistrado carece do elemento essencial da democracia representativa: o sufrágio popular. Enquanto o presidente da Assembleia Legislativa detém um mandato conferido pelo povo e uma liderança ratificada por seus pares parlamentares, o presidente do Tribunal de Justiça é um técnico da lei, cuja função precípua é julgar, não governar", afirma a petição do partido, assinada pelos advogados Marcelo Bessa e Thiago Fleury.
 

Os advogados afirmaram ainda que o que está em jogo "é saber se a Constituição estadual continuará a ser reconhecida como parâmetro jurídico vinculante de organização do poder ou se passará a ser tratada como referência secundária, suscetível de suspensão tácita por decisões provisórias proferidas com base em 'cenário caótico'".
 

Até mesmo aliados de Paes reconhecem, sob reserva, que a manutenção de Couto no cargo é uma inovação em relação ao que está previsto na Constituição. O PSD, do ex-prefeito, protocolou as duas ações em que o tema é debatido. Contudo, a sigla não pediu diretamente a manutenção do governador interino até as eleições.
 

O deputado estadual Luiz Paulo (PSD) afirma que o STF deve se pronunciar sobre o assunto no dia 8, quando julgará o tema. Ele defende que a Alerj aguarde o julgamento para eleger seu presidente.
 

"É razoável que a Alerj decida depois do dia 8. Eu entendi que o Supremo decidiu que, até dia 8, o governador é o presidente do TJ. A partir do dia 8, terá uma nova decisão. Todo mundo tinha que aguardar dia 8", disse Luiz Paulo.
 

O PL deve manter a indicação de Ruas para a disputa. O grupo de Paes ainda tenta viabilizar um nome. Uma das opções é o deputado Chico Machado (Solidariedade), mas também é cogitado o nome de André Corrêa (PP).

 

Bruno Reis confirma saídas de Cacá Leão, Igor Dominguez e Luiz Carlos da prefeitura
Foto: Divulgação

O prefeito Bruno Reis (União) confirmou, nesta terça-feira (31), a substituição de três nomes na estrutura do Palácio Thomé de Souza que serão candidatos nas eleições de outubro. Dois deles, Cacá Leão (PP) e Igor Dominguez (DC), são ligados fundamentalmente às relações políticas do gestor da capital baiana.

 

Cacá deixa a Secretaria de Governo para ser candidato a deputado federal, cadeira que ocupava até 2022, quando substituiu o pai, João Leão, na disputa pelo Senado naquele ano. Para o lugar dele, o próprio pai assume a secretaria. Com a licença do parlamentar, o vereador de Salvador, Jorge Araújo assume temporariamente o mandato como deputado federal.

 

Dominguez é secretário particular do prefeito e, nos bastidores, é tratado como a grande aposta de Bruno Reis para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Para o posto dele, o prefeito nomeou Alex Santana. A licença de Alex provoca a ascensão do ex-deputado Marcelo Nilo (Republicanos) cumpre o mandato, deixando a suplência. O deputado federal licenciado ficará responsável pelas relações institucionais da prefeitura, além de ocupar a chefia de gabinete. 

 

Fora dos radares – mas sem ser uma completa surpresa - o secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos (Republicanos), também deixa o cargo para assumir a coordenação de campanha do Republicanos. Para o comando da Secretaria de Infraestrutura, Bruno Reis indicou Julio Santos, que já havia assumido a pasta em 2022. Luiz Carlos retoma o mandato na Câmara, mas Julio Santos fica licenciado, mantendo Beca no legislativo municipal.


 

Djalma Ramos de Oliveira
Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, nesta terça-feira (31), um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no abastecimento de combustíveis de veículos da frota do Município de Mansidão, no oeste da Bahia. A investigação tem como alvo o período de 2021 a 2022, durante a gestão do ex-prefeito Djalma Ramos de Oliveira (Solidariedade), e abrange quatro veículos oficiais: uma ambulância, um Fiat Uno e dois ônibus escolares.

 

A portaria, assinada pelo procurador da República Robert Rigobert Lucht, determina a abertura do procedimento após o esgotamento do prazo de um procedimento preparatório que já tramitava. De acordo com o documento, as apurações preliminares indicaram a necessidade de aprofundamento das investigações diante da constatação de que ainda não foram totalmente esclarecidas as circunstâncias envolvendo o abastecimento dos veículos.

 

Os automóveis sob investigação são os de placas OUQ7745 (ambulância), OKV9503 (Fiat Uno), OLD5776 (ônibus escolar) e OLD9185 (ônibus escolar). O fornecimento de combustível foi feito por uma empresa não identificada no procedimento, citada apenas como A.A. Rocha EPP. O MPF não divulgou detalhes sobre os indícios iniciais de irregularidade.