Sob pressão do STF, Carlos Muniz busca reunião com Bruno Reis para debater presidência da CMS; entenda
Foto: Divulgação CMS

Em meio aos impasses sobre sua recondução à presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Carlos Muniz (PSDB) deve se reunir com o prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União Brasil), para discutir o apoio à sua permanência no comando da Casa. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (22), o encontro deve ocorrer até sexta-feira (23), com a participação do vereador Kiki Bispo (União Brasil).

 

A reunião ocorre em meio à tramitação, no Supremo Tribunal Federal (STF), do caso que discute a possibilidade de Muniz disputar um terceiro mandato consecutivo à frente da Câmara. O vereador já presidiu a Casa por dois biênios consecutivos, de 2023 a 2024 e de 2025 a 2026, e pretende concorrer novamente ao cargo. A possibilidade, no entanto, enfrenta questionamentos jurídicos relacionados ao limite de reconduções consecutivas estabelecido pela jurisprudência do STF.

 

O encontro entre os vereadores e o prefeito pode ser decisivo para definir o nome que representará o grupo político na disputa pela presidência do Legislativo soteropolitano. Caso Bruno Reis não apoie a tentativa de recondução de Muniz, outro nome poderá ser avaliado pelos participantes da reunião.

 

O encontro também pode abrir espaço para que o tucano reforce uma posição já manifestada durante as discussões sobre a sucessão na presidência da CMS: a possibilidade de vetar determinados nomes para o cargo. Muniz poderá, assim, se opor a uma eventual indicação feita pelo chefe do Executivo municipal.

 

Em meio às incertezas sobre a escolha do candidato, caso Muniz seja impedido de disputar a eleição, o vereador Alexandre Aleluia começa a ser cotado para receber o apoio de Bruno Reis. Conforme apuração do Bahia Notícias com interlocutores da Câmara, há indicativos de que, se o prefeito optar por Aleluia, outras lideranças da base governista no Legislativo municipal deverão seguir a orientação do gestor.

 

JULGAMENTO NO STF OCORRERÁ EM NOVEMBRO 
O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, entre os dias 6 e 13 de novembro, se o vereador Carlos Muniz (PSDB) poderá disputar novamente a presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS), para o biênio 2027-2028. A ação foi apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), e o julgamento ocorrerá no plenário virtual, sistema no qual os ministros registram seus votos pela internet ao longo de uma semana. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, já negou o pedido em uma decisão provisória.

 

A data do julgamento foi definida na terça-feira (20). A ação, apresentada em 23 de setembro, é uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), instrumento jurídico utilizado para questionar atos que possam violar preceitos fundamentais da Constituição Federal.

 

O PDT argumenta, com base em um parecer jurídico elaborado pelo escritório de um ex-ministro do STF, que a primeira passagem de Muniz pela presidência da Câmara, no biênio 2023-2024, não deveria ser contabilizada para o limite de mandatos consecutivos. Segundo o partido, o vereador não foi eleito para o cargo naquela ocasião, mas assumiu automaticamente a presidência após a renúncia de Geraldo Júnior (MDB), que deixou o comando da Casa para assumir o cargo de vice-governador da Bahia. A sucessão ocorreu conforme previsto no regimento interno do Legislativo municipal.

 

Gilmar Mendes rejeitou essa tese. Na decisão, o ministro destacou que Muniz presidiu a Câmara durante todo o biênio 2023-2024 e, posteriormente, foi eleito para o período de 2025-2026, também cumprido integralmente. Segundo o relator, permitir uma nova candidatura possibilitaria que o mesmo vereador permanecesse por seis anos consecutivos à frente do Legislativo municipal, em três mandatos seguidos, hipótese vedada pela jurisprudência do STF.

 

O ministro também diferenciou o caso de Salvador de situações em que um parlamentar assume a presidência de um Legislativo por um período curto ou em decorrência de uma decisão judicial provisória. Nessas circunstâncias, o período pode não ser contabilizado para o limite de reconduções. Para Gilmar Mendes, porém, a situação de Muniz não se enquadra nessas exceções, já reconhecidas pelo STF em julgamento anterior com repercussão nacional.

 

EMBATE ENTRE MUNIZ E ALELUIA
Muniz e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Alexandre Aleluia, protagonizaram um embate durante uma reunião do Colégio de Líderes, realizada no dia 23. Na ocasião, os vereadores discutiam a definição de uma data para a votação de projetos de autoria dos parlamentares da Casa.

 

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias com interlocutores que participaram da reunião, a discussão começou quando Muniz apresentou uma pauta para votação na segunda-feira (28). Os participantes, no entanto, relembraram um acordo firmado em agosto pelo Colégio de Líderes para que não houvesse votações antes das eleições.

 

Aleluia, então, citou um dispositivo do regimento interno que permitiria estabelecer um prazo de 24 horas para conhecer as pautas. Ainda de acordo com os interlocutores, houve preocupação com a possibilidade de antecipação das votações, como teria ocorrido no biênio 2023-2024.

 

Após a manifestação de Aleluia, Muniz teria reagido com irritação e afirmado que a decisão cabia a ele e que a votação ocorreria “com ou sem” os projetos de autoria dos vereadores da base governista. Segundo os relatos, também seriam votados projetos da oposição, além da proposta de emendas encaminhada pela Prefeitura.

 

Na sequência, houve um momento de tensão, com trocas de acusações entre os dois vereadores. Entre os pontos levantados estavam a apresentação de emendas sem o conhecimento prévio dos demais parlamentares e cobranças por respeito mútuo.

 

Depois disso, vereadores da oposição pediram a palavra e afirmaram que também não consideravam adequada a realização de votações na última semana da campanha eleitoral. Ainda segundo os relatos, Muniz respondeu que as votações poderiam ficar para dezembro.

 

Em outro momento da reunião, o vereador André Fraga levantou a possibilidade de que a discussão não estivesse relacionada apenas às emendas, mas também a uma eventual antecipação da eleição para a presidência da CMS. Diante da hipótese, Muniz afirmou que não tomaria nenhuma decisão sem o conhecimento dos demais vereadores. “Não faria o que Geraldo fez”, declarou, em referência ao processo de sucessão na presidência da Câmara.

 

O presidente da Casa também afirmou que, caso seja impedido de disputar a reeleição, pretende se reunir com Bruno Reis para receber uma indicação do prefeito sobre o nome que deverá apoiar na sucessão. Na ocasião, Muniz ressaltou que poderia vetar o nome escolhido pelo chefe do Executivo municipal.

 

“Não dá para jantar antes de almoçar”, diz João Roma sobre negociação de cargos em possível governo de Flávio
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

 

O presidente do PL na Bahia, João Roma, avaliou que a oposição na Bahia saiu fortalecida no primeiro turno das eleições, com a eleição de nomes importantes e o crescimento dos votos de Flávio Bolsonaro no estado. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o candidato ao Senado Federal negou, no entanto, que já haja negociações em torno da ocupação de cargos em um eventual governo de Flávio.

 

Ele, que foi ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro, aponta que primeiro é necessário garantir a eleição antes de negociar os ministérios.

 

“Não tratamos sobre isso, Maurício. Ontem eu brinquei disso numa outra entrevista. Eu disse: ‘Não dá para jantar antes de almoçar’. Então, não existe [negociação sobre cargos]. Não dá para estar falando de hipótese. E um erro, que certamente ocorre em qualquer campanha, é você estar buscando especular e lotear cargos antes do resultado apurado. Como dizia Marco Maciel, ‘Eleição e mineração, só após a apuração’”, garante.

 

Ele destaca que toda a energia deve estar voltada para o segundo turno das eleições: “Então, primeiro vamos focar, conversar com as pessoas, mostrar que é fundamental eleger Flávio Bolsonaro no próximo domingo e depois vamos ver como é que cada um pode contribuir nesse processo de transformar o nosso Brasil”, afirma.

 

Sobre a força dos quadros de oposição aos governos federal e estadual, Roma pede que “Deus permita e a vontade do nosso povo assim permita que ele [Flávio Bolsonaro] seja presidente e que nós possamos ter muitas vozes”.

 

Essas vozes, só na Bahia, já formam uma “bancada gigantesca”, aponta João Roma. No Legislativo, o partido da família Bolsonaro elegeu sete deputados estaduais e quatro federais.

 

“A Bahia tem muitos talentos, tem uma bancada gigantesca. Além dos parlamentares do nosso próprio PL, há outros parlamentares, alguns inclusive que não conseguiram se reeleger desta vez – o que eu lamento muito –, como o deputado Cacá Leão, um grande e respeitado parlamentar nacionalmente, como Arthur Maia, e entre várias outras figuras, pessoas que têm voz”, pondera o presidente estadual da sigla.

 

Ainda sobre esses resultados, Roma diz que está satisfeito com o crescimento do partido e espera avançar. “Então, eu me sinto feliz por estar conseguindo ver esta base se ampliando aqui no estado da Bahia. E eu quero mais é que a gente consiga avançar e ter capacidade de contribuir para essa transformação que o Brasil precisa. Eu acho que o nosso país precisa de um momento de paz e serenidade para que as pessoas possam melhorar de vida”, garante.

 

“Eu sempre tive um papel de perfil muito conciliador, de forma serena, de colocar as coisas. E é isso que eu vou continuar exercendo, porque é nessa política que eu acredito, uma política que venha com um avanço civilizatório. No passado, na barbárie, em qualquer divergência uns matavam os outros e os vencidos eram realmente silenciados. Agora, a gente tem a possibilidade de cada um estar colocando seus pontos de vista e contribuindo para essa sociedade”, conclui o presidente do PL.

 

Davi Brito anuncia conversão ao cristianismo após casamento: "Queremos viver por Ele"
Foto: Instagram

O ex-BBB Davi Brito anunciou uma mudança na vida. Após oficializar o casamento com a influenciadora Emilly Araújo, o campeão da 24ª edição decidiu se entregar à igreja.

 

Em uma postagem feita no Instagram, Davi revelou a conversão ao cristianismo: "Hoje, eu e minha esposa decidimos viver para Cristo". De acordo com o influenciador, a decisão não foi tomada de forma precipitada.

 

 

"Entendemos que tudo neste mundo é passageiro, mas o amor de Deus é eterno. Não queremos apenas falar de Cristo, queremos viver por Ele, aprender com Sua Palavra e permitir que Ele transforme nossas vidas e nossa família", afirmou.

 

Vale lembrar que Davi cresceu frequentando a Igreja Assembleia de Deus, administrada pelo pai, o pastor Dermeval Brito, na periferia de Cajazeiras. Na época do BBB 24, imagens do ex-motorista por aplicativo pregando em uma igreja chegaram a circular na web.

 

 

Davi não chegou a ser pastor. Ele era levita, um ministro de louvor, e deixou de frequentar a igreja em 2020.

 

Boulos, Camilo Santana, Flávio e Deltan
Foto: Montagem com reprodução de imagens de rede social

O coordenador da campanha do presidente Lula (PT), senador Camilo Santana (PT), protocolou nesta quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento em que o candidato diz aceitar integralmente as exigências apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e telefônicos.

 

Camilo Santana esteve no TSE acompanhado do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, além do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Os representantes da campanha de Lula cobraram que Flávio Bolsonaro faça o mesmo e disponibilize suas informações ainda nesta quinta. 

 

Ao chegar no TSE, Boulos postou uma foto junto com Camilo Santana mostrando o documento protocolado. Boulos desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.

 

“Chegando no TSE com o documento assinado pelo Presidente Lula para liberação total do sigilo HOJE! Vamos ver se Flávio Bolsonaro fará o mesmo. Aí o Brasil saberá quem é o ladrão!”, disse o ministro. 

 

A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) para analisar os sigilos que o presidente Lula prometeu entregar. Segundo informações da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Dallagnol irá pessoalmente à sede do TSE para analisar o material. 

 

O ex-procurador estará acompanhado, no TSE, da advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que comanda o jurídico da campanha de Flávio, e de Fábio Portela, assessor de imprensa. O discurso na campanha do candidato do PL é de que ele só entregará seus sigilos bancário e telefônico se Lula apresentar os seus primeiro.

 

No TSE, a petição protocolada pela campanha do presidente Lula tem como relator o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal. Lula propõe tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro adote a mesma medida.

 

O presidente Lula argumenta que a iniciativa da quebra de sigilo é necessária para que os eleitores tenham acesso a informações e possam decidir livremente em quem votar. Já o senador Flávio Bolsonaro fez uma lista com 19 exigências, e diz esperar que Lula as cumpra para poder apresentar informações de suas contas. 
 

 

PT usou trechos de entrevista de Santos Cruz ao 'Revelando' no horário eleitoral sem autorização
Foto: Reprodução / YouTube

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou, sem autorização, trechos de uma entrevista do general Santos Cruz à série de reportagens "Revelando" no horário eleitoral desta quarta (21).
 

A equipe da série afirma, em nota enviada à reportagem, que não autorizou e não cede imagens ou qualquer conteúdo para campanha eleitoral, "ratificando que esse material só pode ser utilizado para fins jornalísticos".
 

O projeto diz ainda que a campanha do PT utilizou os trechos sem dar os devidos créditos.
 

A reportagem entrou em contato com a campanha do petista, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.
 

Na entrevista concedida ao jornalista Bruno Torturra, o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro chama o pai de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de "completamente despreparado" e diz que uma característica dele era a "covardia pessoal".
 

"O general, que esteve dentro do governo e da família Bolsonaro, tem um recado para você", informa um letreiro que abriu o segmento final da propaganda, antes de exibir os trechos da entrevista.
 

Procurado pela Folha de S.Paulo, o ex-ministro diz que o que aconteceu foi uma irresponsabilidade inadmissível. "Estou acompanhando e avaliando o que foi feito. Sem dúvida, absurdo", diz Santos Cruz. Sobre possíveis ações legais, afirma não ter se decidido. O "Revelando" não pretende judicializar o caso, por ora.
 

"Recentemente dei uma entrevista em vídeo para o canal ‘Revelando’. Só esse canal tem o meu direito de imagem. Eu não cedi esse direito a ninguém mais e a nenhum outro veículo de comunicação", afirma, em nota, o general.
 

"As minhas opiniões durante a entrevista estão nela contidas. Não pedi e não peço voto a candidato nenhum. Cada eleitor que faça sua escolha. É um direito universal. E o resultado final deve ser respeitado por todos os brasileiros. E que todos torçam para que o eleito e o novo governo tenham sucesso", afirma.
 

A série "Revelando" é uma iniciativa do podcast Calma Urgente em parceria com o ICL, Mídia Ninja e 342 Artes. O projeto vem exibindo vídeos críticos a Flávio Bolsonaro e seu entorno, falando de assuntos como a ligação do Banco Master com a Igreja da Lagoinha e a relação do senador e candidato com um bispo que atacou Nossa Senhora Aparecida, por exemplo.
 

Nos trechos usados pelo PT, o general diz que "esse extremismo não é direita, isso é vigarice". Sobre Flávio, o ex-ministro diz que o candidato não tem identidade e que ele representa os interesses do pai e os interesses da família Bolsonaro.
 

A peça de propaganda eleitoral do PT desta quarta (21) fez um forte aceno a direitistas indecisos, sempre diferenciando a direita da extrema direita, além de explorar, também, a imagem do vice-presidente Geraldo Alckmin, que foi um quadro histórico do PSDB.

 

“É do tamanho do Bahia”: Felipe Freitas celebra terceira semifinal nacional seguida das Mulheres de Aço
Foto: Reprodução / TV Bahêa

Três competições nacionais consecutivas entre as quatro melhores equipes. A sequência alcançada pelo Bahia foi motivo de orgulho para o técnico Felipe Freitas após a classificação à semifinal da Copa do Brasil Feminina, nesta quarta-feira (21). As Mulheres de Aço venceram o São Paulo por 1 a 0, no Brinco de Ouro, em Campinas, e fecharam o confronto com 3 a 1 no agregado.

 

Na entrevista coletiva, o treinador valorizou a continuidade dos resultados. Antes da atual edição da Copa do Brasil, o Tricolor chegou às semifinais do torneio em 2025 e do Campeonato Brasileiro de 2026.

 

“Fico muito feliz por isso. A gente conseguiu, nas nossas últimas três competições nacionais, atingir a semifinal. Nenhuma equipe conseguiu esse feito atualmente, então fico muito orgulhoso. Sabemos que é um trabalho de formiguinha, mas que vai reverberando”, afirmou.

 

Para Felipe Freitas, a presença recorrente em fases decisivas também contribui para a formação de um elenco com muitas atletas jovens. O treinador relacionou a importância dessas experiências à dimensão do clube.

 

“Nosso grupo é muito jovem e vivenciar semifinais, jogos classificatórios, faz parte do aprendizado. Eu não consigo mensurar o tamanho disso, mas sei que é gigante. É do tamanho do Bahia. E, se o Bahia é o mundo, é do tamanho do mundo”, declarou.

 

ESTRATÉGIA CONTRA O SÃO PAULO
O técnico também detalhou o planejamento para o confronto em Campinas. Segundo ele, a comissão trabalhou o posicionamento da linha defensiva para conter lançamentos em profundidade e previu momentos em que a equipe atuaria mais próxima da própria área.

 

“Nós sabíamos que o São Paulo teria essas ações de lançar bolas em profundidade, então ajustamos a nossa linha para isso. No segundo tempo, já tínhamos a estratégia de, em algum momento, baixar o bloco. Vimos que, contra equipes com bloco mais baixo, o São Paulo tinha uma sequência de bolas cruzadas na área, mas com menor eficiência de gols. Foi algo muito pensado”, explicou.

 

O gol de Cássia, no segundo tempo, garantiu a segunda vitória do Bahia no confronto. Na ida, disputada no Batistão, em Aracaju, as Mulheres de Aço haviam vencido por 2 a 1.

 

Com Kauê Furquim, do Bahia, Seleção Brasileira anuncia convocados para a Copa do Mundo Sub-17; veja lista
Foto: Divulgação / CBF

O atacante Kauê Furquim representará o Bahia na Copa do Mundo Sub-17, no Catar. O jogador está entre os 21 convocados pelo técnico Carlos Eduardo Patetuci, que anunciou a lista da Seleção Brasileira nesta quinta-feira (22).

 

O Brasil enfrentará Irlanda, Tanzânia e Costa Rica no Grupo I. A estreia será contra os irlandeses, em 21 de novembro. O Mundial está marcado para o período de 19 de novembro a 13 de dezembro.

 

DESTAQUE COM A SELEÇÃO
Furquim participou da preparação para o torneio com presença frequente nas convocações e gols. Em levantamento publicado pelo ge em 26 de setembro, o atacante acumulava oito gols em 12 partidas pela Seleção Sub-17 em 2026, média de 0,67 por jogo. Naquele momento, liderava a artilharia da equipe na temporada.

 

Depois desse recorte, o jogador também marcou contra Espanha e Costa do Marfim no Torneio da Amizade, disputado na Suíça. Ao todo, encerrou a competição com quatro gols em três jogos, balançando as redes em todas as partidas do Brasil.

 

Ao explicar a definição dos convocados, Patetuci destacou o acompanhamento dos atletas nos clubes e nas atividades com a Seleção.

 

“Nosso principal critério foi a performance dos atletas, tanto nos clubes, ao longo do ano, nas competições que disputaram, quanto nos períodos em que estiveram com a Seleção Brasileira, durante os treinamentos e amistosos. Buscamos convocar os jogadores que estão apresentando o melhor desempenho neste momento. A Copa do Mundo é uma competição curta, de alta exigência, e precisamos chegar com atletas preparados para aproveitar essa oportunidade”, destacou.

 

CONFIRA OS 21 CONVOCADOS:

Goleiros

  • Arthur do Vale — Santos

  • Arthur Sehn — Athletico-PR

  • Gabriel Werneck — Flamengo

Laterais

  • Marcos Pesseti — Athletico-PR

  • Samuel Almeida — Atlético-MG

  • Richard Wendel — Fluminense

Zagueiros

  • Breno Sales — Vasco

  • Daniel Silva — Flamengo

  • David Brendo — Grêmio

  • Iago Machado — Corinthians

Meio-campistas

  • Andrey Oliveira — Fluminense

  • Eduardo Conceição — Palmeiras

  • Eduardo Pape — Cruzeiro

  • Leonardo Cerci — Athletico-PR

  • Lucca Caramico — Corinthians

Atacantes

  • João França — Palmeiras

  • João Vitor — Flamengo

  • Kauê Furquim — Bahia

  • Lucas Emanuel — Botafogo

  • Riquelme Henrique — Atlético-MG

  • Rodrigo Junior — Vasco

 

Eleição presidencial bate recorde com mais de 800 ações judiciais
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu um volume recorde de processos e decisões inéditas sobre a disputa presidencial. Segundo um levantamento do g1, até a noite desta quarta-feira (21), o TSE registrava ao menos 804 ações recebidas, mais do que o dobro das 325 no mesmo período em 2022 e das 388 de 2018.

 

Entre os impasses enfrentados pelo tribunal estão a definição de quando um canal de WhatsApp deve estar oficialmente vinculado a uma campanha e os limites para o uso de deepfakes, conteúdos gerados por inteligência artificial com alto grau de realismo.

 

Inicialmente, os processos tratavam principalmente de propaganda eleitoral antecipada. Agora, abordam assuntos como a divulgação de fatos inverídicos, episódios de impulsionamento de conteúdo negativo contra candidatos, realização de showmícios e conteúdo das propagandas eleitorais no rádio e na televisão.

 

TSE reuniu as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro no dia 13 de outubro, após o primeiro turno, para discutir como frear a judicialização da disputa. Na ocasião, as campanhas concordaram em abrir mão de representações da pré-campanha e de pedidos de direitos de resposta relacionados ao primeiro turno.

 

Ainda assim, a disputa jurídica entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se intensificou no segundo turno, com discussões sobre estratégias nas redes sociais e distribuição de conteúdo no WhatsApp.

 

No caso desta última, a discussão começou com o crescimento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) e que atingiu 7,5 milhões de participantes nos últimos dias. O canal, que chegou a ser derrubado por decisão do ministro Nunes Marques, foi oficialmente vinculado às redes de campanha de Lula após a disputa judicial.

 

Lula em vídeo selfie
Foto: Reprodução WhatsApp

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um vídeo-selfie no final da manhã desta quinta-feira (22) convocando seus seguidores a participarem de uma live que acontecerá às 19h. O vídeo circulou primeiro no canal Exército do Lula, no WhatsApp, que alcançou a marca de oito milhões de pessoas inscritas. 

 

Segundo áudio distribuído pelo deputado André Janones (Rede-MG), Lula gravou o vídeo já em seu novo aparelho de celular. Janones presenteou o presidente com o telefone e disse que ele vai dar “ordens” ao seus seguidores diretamente no canal do WhatsApp.

 

No vídeo, Lula pediu que os seguidores “explodam” o chamado para a live das 19h, no Youtube. Segundo ele, a batalha será dura e por isso seria preciso uma atuação de todos os que acreditam em seu projeto para virar o jogo no segundo turno.

 

“Vamos derrotar os adversário. Vocês viram que o meu general está bravo. Está convocando todo mundo e eu vou chegar exatamente às 19h, e eu quero todo o exército do Lula pronto, porque a batalha vai ser dura, mas vamos derrotar nossos adversários”, afirmando Lula no vídeo aos seguidores, se referindo a Janones como “General” do grupo e a ele mesmo como “Marechal”. 

 

O canal Exército do Lula se tornou uma das principais armas da campanha do presidente Lula neste segundo turno das eleições, a ponto de os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terem aventado a hipótese de bloquear canais no WhatsApp acima de 200 mil inscritos 48 horas antes do pleito do próximo domingo (25). A proposta, que estava sendo debatida internamente, acabaria por prejudicar principalmente o canal ligado a Lula, que possui oito milhões de inscritos, enquanto o grupo de apoio a Flávio tem o registro de pouco mais de dois milhões de pessoas. 

 

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes, deu declarações à imprensa afirmando que não colocará em discussão um eventual bloqueio dos canais no WhatsApp. Já o vice-presidente, André Mendonça, ainda pensa em levar o assunto a uma votação no plenário.

 

STF declara inconstitucional lei que autorizou empréstimo de R$ 85 mi em Simões Filho
Foto: Wallace Martins/STF

Por maioria dos votos, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional uma lei municipal que autorizou o empréstimo de R$ 85 milhões no município de Simões Filho. De acordo com a decisão, a Lei Municipal n. 1.287/2023, que autorizava a prefeitura a contratar uma operação de crédito milionária e oferecia garantias contratuais, é inconstitucional por ter sido editada sem a prévia estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

 

Anteriormente, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) havia entendido que a legislação não violava nenhuma norma, porque era meramente autorizativa e não criava despesas obrigatórias ou concedia benefícios tributários. Contudo, o PSD acionou o STF alegando que a autorização do empréstimo, que representava cerca de 1% de todo o PIB do município, gerava um compromisso financeiro de longo prazo com vinculação de receitas e tornava o estudo do impacto indispensável.

 

O STF deu provimento ao agravo interno, justificando que o requisito de estimativa prévia de impacto financeiro aplica-se a todos os entes federativos (União, Estados, DF e Municípios) quando a proposição legislativa cria ou altera despesa obrigatória, e que, mesmo qualificada como "autorizativa", a norma prevê compromissos e despesas inequívocas (vinculação de receitas como garantia, consignação obrigatória de dotações orçamentárias anuais para amortização e abertura de créditos adicionais.

 

A lei foi aprovada em 2023, durante a gestão do ex-prefeito Dinha, e passou pela Câmara Municipal quando a Casa era presidida pelo atual prefeito, Del Soares. Como a lei autorizativa foi declarada inconstitucional, o contrato de operação de crédito assinado com a instituição financeira contratada fica desprovido de amparo legal, devendo ser suspenso ou rescindido.

 

A decisão ocorreu no Plenário Virtual e foi tomada por maioria de votos. O ministro Alexandre de Moraes divergiu do relator, Nunes Marques, e inaugurou a corrente vencedora, sendo seguido pela maioria dos ministros no sentido de impor um padrão rígido de responsabilidade fiscal a leis autorizativas municipais.