Nova composição da AL-BA terá 41 deputados na base e 21 na oposição
Foto: VannerCasaes / AgênciaAL-BA

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) terá uma nova composição a partir da próxima legislatura. Após as eleições deste domingo (4º), a base de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) passa de 43 para 4um deputados, enquanto a oposição aumenta de 19 para 21 cadeiras. A bancada independente permanece com uma vaga.

 

A base governista será formada por:

- Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV): 20 deputados
- PSD: 9 deputados
- Avante: 5 deputados
- PDT: 5 deputados
- MDB: 2 deputados

 

Já a oposição contará com:

- Federação União Progressista (União Brasil e PP): 8 deputados
- PL: 7 deputados
- Republicanos: 4 deputados
- Federação PSDB e Cidadania: 2 deputados

 

Na ala independente, a Federação PSOL e Rede (PSOL e Rede Sustentabilidade) terá um deputado. Na legislatura anterior, a cadeira independente era ocupada por Hilton Coelho (PSOL). A partir de 2027, o espaço será ocupado por Kleber Rosa, também do PSOL.
 

Confira como será o cenário no legislativo que Jerônimo deve governar:

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Mesmo preso e com registro indeferido, Binho Galinha tem mais de 23 mil votos nas eleições 2026
Foto: Divulgação / Ascom AL-BA

Mesmo preso preventivamente e com o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), recebeu mais de 23 mil votos nas eleições de 2026, realizadas nesta sexta-feira (4).

 

Binho Galinha teve o registro de candidatura à reeleição indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em 14 de setembro. O tribunal rejeitou recurso apresentado pela defesa e manteve o indeferimento do registro de candidatura de Binho Galinha à reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

 

Apesar da decisão, o parlamentar permaneceu autorizado a realizar campanha enquanto o processo estava sub judice e pôde receber votos no primeiro turno. A validade da votação, no entanto, depende da decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

 

O deputado está preso preventivamente desde outubro de 2025, acusado de liderar uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, jogo do bicho e agiotagem, investigada pela Operação El Patrón. Em julho deste ano, Binho Galinha também foi condenado a mais de 36 anos de prisão.

 

Conheça os ex-prefeitos baianos eleitos como deputados estaduais em 2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Ex-prefeitos de municípios baianos garantiram vagas na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nas eleições deste domingo (4). Ao todo, sete ex-gestores municipais foram eleitos deputados estaduais, ampliando a presença de políticos com experiência no Executivo municipal no Legislativo estadual.

 

Um levantamento publicado pelo Bahia Notícias já apontava ao menos 14 ex-prefeitos confirmados na disputa por uma vaga na Alba, incluindo nomes de diferentes regiões do estado. O grupo de ex-prefeitos que disputou uma vaga na Alba reúne políticos com experiência administrativa em diferentes municípios baianos. A presença desses nomes na corrida eleitoral foi apontada como um dos fatores que poderiam aumentar a concorrência com deputados que buscavam a reeleição.

 

Entre os candidatos que já haviam sido confirmados na disputa estavam Carlinhos Sobral (MDB), ex-prefeito de Coronel João Sá; Dr. Pitágoras (PP), de Candeias; Elinaldo Araújo (União Brasil), de Camaçari; Júlio Pinheiro (PT), de Amargosa; Juvenilson Passos (PT), de Sento Sé; Léo de Neco (Avante), de Gandu; Luciano Pinheiro (PDT), de Euclides da Cunha; Luizinho Sobral (PSDB), de Irecê; e Marão (AVANTE), de Ilhéus.

 

Com a conclusão da apuração, os ex-prefeitos eleitos que se tornaram deputados são: 

1. Elinaldo (União)
2. Luciano Pinheiro (PDT)
3. Júlio Pinheiro (PT)
4. Léo de Neco (Avante) 
5. Juvenilson Passos (PT) 
6. Carlinhos Sobral (MDB) 
7. Dr. Pitágoras (PP) 

 

A eleição dos ex-prefeitos reforça a presença de lideranças com trajetória na administração municipal na composição da próxima legislatura da Alba, que terá início em fevereiro de 2027.

 

Com 10 eleitas, presença feminina na Assembleia Legislativa da Bahia permanece em 15%
Foto: Sandra Travassos / AL-BA

A contagem final dos votos das urnas neste domingo (4) confirmou a eleição de 10 mulheres para a Assembleia Legislativa de Bahia (AL-BA). Com esse resultado, a representatividade feminina no parlamento passa a ser de 15,87% do total de 63 cadeiras.

 

Na comparação com a legislatura eleita no pleito anterior, houve uma mannutenção da mesma quantidade de deputadas.

 

No raio-X da representatividade feminina no Legislativo Baiano, as candidatas eleitas estão distribuídas por três partidos. As maiores bancadas femininas ficaram com o Partido Social Democrático (PSD), com cinco eleitas e o Partido dos Trabalhadores (PT), com 4 eleitas. O Partido Liberal elegeu Cinthya Marabá (PL) como representante da legenda.

 

Já a deputada mais votada do estado entre as mulheres foi Ivana Bastos (PSD), com mais de 203 mil votos obtidos no total. 

 

Veja a lista das deputadas estaduais eleitas (em ordem de votação):

 

  1. Ivana Bastos (PSD) 

  2. Rowenna (PT) 

  3. Denise Menezes (PSD) 

  4. Cinthya Marabá (PL) 

  5. Andrea Castro (PSD) 

  6. Vilma Reis (PT) 

  7. Cláudia Oliveira (PSD) 

  8. Ludmilla Fiscina (PSD)

  9. Fátima Nunes (PT)

  10. Neusa Cadore (PT) 

 

Félix Mendonça Jr. é o deputado federal baiano eleito com a menor votação em 2026
Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara

Félix Mendonça Jr. (PDT) foi o deputado federal reeleito com a menor votação entre os 39 eleitos pela bancada baiana nas eleições de 2026.

 

Presidente estadual do PDT, Félix obteve 60.157 votos, resultado que garantiu sua quarta reeleição à Câmara dos Deputados.

 

O pastor Sargento Isidório (Avante) foi reeleito deputado federal neste domingo (4) e terminou a apuração como o candidato mais votado da Bahia para a Câmara dos Deputados, com mais de 248 mil votos. Atual deputado federal, Isidório conquista mais um mandato após já ter liderado a votação para o cargo no estado nas eleições de 2018, quando também concorreu pelo Avante.

 

Estabilizar dívida pública requer ajuste de ao menos R$ 250 bi, dizem economistas
Foto: José Cruz/Agencia Brasil

Estabilizar a dívida pública requer um ajuste nas contas de ao menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos, avaliam economistas ouvidos pela reportagem. Esse é o ponto de partida do desafio que o presidente eleito precisará enfrentar nos próximos quatro anos.
 

A depender da credibilidade do plano, do empenho pessoal do chefe do Executivo e até dos juros no mercado internacional, o esforço necessário pode ser maior, chegando a R$ 400 bilhões em algumas simulações.
 

O governo Lula (PT) prevê um déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano, ou 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Isso significa que a dívida bruta do governo geral, que bateu um recorde em cinco anos e está em 82,9% do PIB, vai subir ainda mais. Ela reúne débitos de União, estados e municípios e é um importante indicador de solvência do país.
 

Para os especialistas, o saldo das contas precisaria, idealmente, subir a 2% ou 2,5% do PIB até 2030, sem recorrer a subterfúgios ou descontos -ou seja, um resultado efetivo. O superávit poderia ser alcançado com expansão mais contida dos gastos públicos e ações pelo lado das receitas.
 

Mas os próprios economistas são céticos quanto à viabilidade de um ajuste dessa envergadura, dada a resistência da classe política a medidas consideradas impopulares, como a desvinculação de benefícios sociais do salário mínimo e a flexibilização dos pisos de Saúde e Educação.
 

Os temas são tão sensíveis que as equipes tanto de Lula como do senador Flávio Bolsonaro (PL) se esquivaram de detalhar seus planos durante a campanha, embora ambos tenham reconhecido a necessidade de reequilibrar as contas.
 

O atual governo prevê como meta um superávit de 1,5% do PIB em 2030. Mesmo esse resultado demandaria um ajuste próximo dos R$ 300 bilhões até o fim da década, segundo estimativas informais feitas por auxiliares do presidente que defendem algum aperto nos gastos.
 

Nas contas do Santander, chegar a esse resultado significaria um esforço próximo de R$ 250 bilhões.
 

Ter uma arrecadação superior às despesas (que resulta no superávit) cria uma poupança que ajuda o governo a pagar a conta de juros. Esse é um dos fatores que tornam a trajetória da dívida mais sustentável. Outros são a expansão mais forte do PIB e a inflação.
 

Por outro lado, um saldo pior das contas e o aumento da taxa de juros contribuem para a piora do indicador.
 

O economista Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional e sócio-fundador da Oriz Partners, alerta para uma "situação mais complicada" do país, uma vez que o juro real no mundo está mais elevado. Isso trava a redução das taxas no Brasil e mantém mais caro o custo de financiamento.
 

Segundo ele, estabilizar a dívida brasileira com um juro real (acima da inflação) de 4% por ano já demandaria um superávit de 1,9% do PIB. Se esse custo sobe a 5%, o esforço passa a ser de 2,7% do PIB.
 

Para Kawall, diante do cenário mais adverso, o presidente eleito deveria sinalizar compromisso firme com reformas que desacelerem a alta das despesas a 1% acima da inflação. Hoje, o arcabouço fiscal criado pela equipe de Lula permite expansão real de até 2,5% ao ano.
 

O ex-secretário ressalta, porém, que é necessário priorizar as mudanças concretas nas políticas públicas. "O erro seria sairmos da eleição com uma rediscussão da regra. É uma maneira de querer continuar esse jogo do 'me engana que eu gosto'."
 

O economista-chefe para Brasil no Banco Barclays, Roberto Secemski, estima que o ajuste necessário para estabilizar a dívida seja da ordem de R$ 350 bilhões. Mas ele reconhece que pouca gente espera que tal resultado seja alcançado rapidamente. Ainda assim, ele diz ser crucial que o presidente eleito deixe clara a direção a ser seguida.
 

"Ainda que não vá alcançar um ajuste dessa monta em seis meses ou um ano, talvez nem mesmo em dois anos, é importante que as medidas sejam ambiciosas o suficiente para perseverar nessa direção. Na ausência disso, a construção da credibilidade vai ficar afetada", afirma.
 

Para ele, o plano pode combinar medidas para conter despesas e elevar receitas, desde que sejam estruturais e duradouras, sem depender de ações pontuais, que valem num só ano.
 

"Uma vez estabelecidas essas credenciais, os preços dos ativos tendem a reagir bem mais rápido do que as variáveis econômicas, e isso sozinho já alivia o custo total do esforço fiscal, porque o juro imposto à dívida pública declina", afirma Secemski.
 

O economista Italo Franca, do Santander, avalia que será prioritário adotar medidas pelo lado das despesas. "Não estamos falando de corte, mas sim de redução do ritmo de crescimento", afirma. Desde 2022, a expansão média dos gastos está em 5,3% ao ano acima da inflação, bem acima do desempenho da atividade econômica.
 

Em suas estimativas, um superávit mínimo para estabilizar a dívida ficaria entre 1,5% e 2% do PIB, mas isso também vai depender da qualidade do ajuste. Se o governo eleito concentrar esforços em medidas de fôlego curto, sem mudanças estruturais, essa fragilidade pode cobrar um preço maior.
 

A economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting, avalia que alcançar superávit de 2% a 2,5% do PIB é improvável no próximo mandato, mas acredita na possibilidade de se alcançar um saldo positivo de 1% no primeiro ano da gestão. Segundo ela, o diagnóstico do que é necessário já existe, mas tudo vai depender do envolvimento do chefe do Executivo na aprovação das medidas.
 

Para a economista, as administrações de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador que agora concorre à Presidência, e de Lula provaram que a equipe econômica não consegue, sozinha, garantir a execução de um plano de ajuste.
 

"Não havia no governo Bolsonaro uma convicção da importância da disciplina fiscal. Ele chegou a dizer 'eu demito quem voltar a falar em desvincular salário mínimo'. Tem um aprendizado no mercado em relação a isso, de entender que não basta ter o ministro da Fazenda. Tem que ter um compromisso do presidente e capacidade política para isso", avalia.
 

É por isso que, segundo ela, Lula teria um déficit de credibilidade maior do que Flávio. Embora destaque em discursos o superávit alcançado em suas gestões anteriores, o petista disse, a menos de um mês das eleições, que "é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, de ter controle fiscal".
 

Por outro lado, Zeina diz que Flávio também tem "perfil populista" e, em sua atuação no Congresso, não defendeu disciplina fiscal de forma consistente.
 

"O desafio é muito grande, para quem quer que seja, em demonstrar capacidade de avançar no Congresso nessa situação, com o Executivo enfraquecido. As emendas parlamentares, que eram para ser moeda de barganha, inflaram e perderam esse papel", afirma.
 

O economista José Roberto Afonso, professor do IDP e um dos formuladores da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), ressalta a necessidade de Executivo e Congresso "dosarem o ajuste", para que seja consistente com o cenário e com as demais políticas. Segundo ele, não há política fiscal autônoma e independente do que se passa no restante da economia e na sociedade.
 

"Ajuste eficiente sempre combina medidas e depende muito mais do sucesso da gestão do que de leis, promessas e propostas genéricas", diz.
 

Afonso compara a formulação dessas medidas e a gestão das contas a um voo. "Ninguém entra no avião quando quer, nem decola e muito menos pousa como e onde quer. Sim, é possível programar o tempo de voo. Não há como garantir que será cumprido porque não há como assegurar que condições climáticas serão sempre as mesmas."
 

Segundo ele, como num voo, a gestão da política fiscal depende de uma série de tarefas e variáveis combinadas. "É preciso muita competência e, sobretudo, responsabilidade. Esta tem faltado muito em que não tem formação em finanças públicas e muito menos experiência na administração pública para propor metas de resultado fiscal, de gastos ou de dívida, ignorando seus diferentes impactos", critica.

 

Lula vence em 413 dos 417 municípios da Bahia no 1º turno; Flávio Bolsonaro ganha só em 4
Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR e Divulgação/Charles Vieira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato mais votado para a Presidência da República em 413 dos 417 municípios da Bahia no primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4). No total, a diferença em favor do petista foi de 66,17% contra 28,53%.

 

Flávio Bolsonaro (PL) obteve maioria em apenas quatro cidades do estado: Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste; Buerarema, no Sul, e Itamaraju e Teixeira de Freitas, no Extremo Sul do estado.

 

A maior votação de Flávio Bolsonaro entre os quatro municípios ocorreu em Luís Eduardo Magalhães. O candidato do PL recebeu 62,03% dos votos válidos, contra 32,51% de Lula. Em Buerarema, Flávio Bolsonaro teve 51,69% dos votos, enquanto Lula alcançou 43,53%.

 

Já em Itamaraju, o bolsonarista registrou 51,67%, contra 44,84% de Lula. Em Teixeira de Freitas, Flávio Bolsonaro obteve 49,51% dos votos, enquanto Lula ficou com 45,39%.

 

Os resultados municipais podem ser consultados no sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibiliza a totalização dos votos por estado e município.

 

Lula e Flávio Bolsonaro foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno em todo o país e disputarão o segundo turno para a Presidência da República, marcado para 25 de outubro.

 

Renan Santos em entrevista
Foto: Reprodução Redes Sociais

Renan Santos, candidato pelo partido Missão, em uma live na noite deste domingo (4), criticou a postura dos eleitores brasileiros, disse acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) será eleito presidente, afirmou que não vai apoiar ninguém no segundo turno e previu que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser solto em um acordo do novo governo com o Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

Após dizer que as eleições de 2026 foram a “mais estranha” que ele já viu, Renan Santos afirmou que o Brasil está instituindo uma “monarquia bolsonarista”, e chamou de “bandidos” tanto o senador Flávio como o presidente Lula.  

 

“Eu não apoio bandido, e o Flávio Bolsonaro é um bandido e o Lula é um bandido, não recomendo a ninguém que vote neles, mas façam como quiser”, declarou.

 

Apesar de rejeitar apoio ao candidato do PL, Renan avaliou que Flávio vencerá a disputa pela Presidência. 

 

“O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da república. O Bolsonaro já ganhou. Façam o que vocês quiserem aí. Não vou pedir para vocês votarem nem nulo, nem no fulano, nem no ciclano simplesmente porque não faz diferença”, declarou o o candidato do Missão. 

 

No seu discurso após a apuração, Renan afirmou que Flávio Bolsonaro teve desempenho superior ao do próprio pai, “sendo um nada em termos de carisma e inteligência”, e disse que o PL vai construir uma base “colossal” no país.

 

O candidato também declarou que “não há direita no Brasil sem Bolsonaro” e afirmou que integrantes do MBL que quiserem deixar o grupo para apoiar Bolsonaro não enfrentarão oposição do movimento.

 

“Quem está no nosso grupo e quiser sair, poderá sair e virar bolsonarista. Vou repetir, não existe direita (no Brasil) para além de Bolsonaro”, concluiu.

 

Renan Santos foi o quarto mais votado nas eleições para presidente. O candidato do Missão recebeu 2,6 milhões de votos, ou 2,24% dos votos válidos. 
 

 

Jorge Araújo, Tiririca, Leo Kret, Silvia Abravanel e mais: confira os famosos que não conseguiram se eleger em 2026
Foto: Divulgação

Os holofotes não brilham para todos na política como brilha nos palcos ou na TV. Na corrida eleitoral de 2026, alguns nomes conhecidos do público tentaram abocanhar uma vaga na Câmara, mas acabaram não conquistando os eleitores como conquistaram o público e ficaram de fora desse "palco".

 

Entre os nomes que buscaram brilhar em outra área estão Jorge Araújo, Tiririca, Manoel Gomes, Leo Kret do Brasil, Netinho de Paula, Silvia Abravanel, Uziel Bueno e mais.

 

Alguns sortudos conseguiram ficar como suplente, isto é, ocupar uma posição de reserva, atuando como substituto oficial caso o titular se afaste ou deixe a vaga. Confira a lista:

 

Jorge Araújo (PP): o repórter, que em 2024 foi o vereador mais votado de Salvador, recebeu apenas 24.813 votos para deputado federal, ficando como suplente.

 

Uziel Bueno (PSD): o apresentador do Brasil Urgente na Band, saiu como candidato a deputado federal, mas recebeu apenas 6.480 votos dos eleitores e aparece como suplente.

 

Leo Kret do Brasil (União Brasil): a dançarina, que já concorreu em outras eleições, se candidatando ao cargo de vereadora, recebeu apenas 7.242 votos e também aparece como suplente.

 

Sacra (PSD): o empresário, responsável pela Sacra Produções, que tornou a banda La Fúria conhecida, tentou o cargo como deputado federal, mas recebeu apenas 6.882 votos, ficando como suplente.

 

Tiririca (PSD): o humorista disputava um cargo na Câmara dos Deputados do Ceará e somou 5.536 votos, ficando fora do congresso pela 1ª vez em 16 anos.

 

Silvia Abravanel (PSD): a filha de Silvio Santos entrou para a política em 2026, mas não conseguiu votos o suficiente para se eleger ao cargo de deputada federal por São Paulo, recebendo 22.472 votos.

 

Luis Fabiano (MDB): o ídolo do São Paulo Futebol Clube recebeu apenas 9.613 votos para tentar a vaga como deputado federal.

 

Rachel Sheherazade (PSD): a jornalista e ex-A Fazenda, que concorria como deputada federal por São Paulo ficou com 22.453 votos e não foi eleita.

 

Sikêra Jr (Republicanos): o apresentador tentou uma vaga na Câmara de São Paulo, mas recebeu apenas 37.050 votos, ficando de fora da festa.

 

Geraldo Luís (Avante): outro apresentador que tentou a vaga como deputado federal, mas não teve um bom desempenho, recebendo apenas 10.176 votos.

 

Andrea Sorvetão (DC): a ex-paquita da Xuxa tentou concorrer ao cargo de deputada federal pelo Rio de Janeiro, mas ficou apenas com 2,5 mil votos.

 

Humberto Martins (DC): o ator da Globo se lançou como deputado federal pelo Rio, mas não foi reconhecido pelo público nas urnas, recebendo apenas 1.124 votos.

 

Jean Wyllys (PT): o ex-BBB que já conquistou uma vaga na Câmara, não teve a mesma sorte em 2026 e recebeu apenas 18.073 dos votos dos eleitores para continuar representando a sociedade.

 

MC Gui (PSD): o funkeiro tentou se candidatar ao cargo de deputado federal por São Paulo, mas só conseguiu 7.378 votos dos eleitores.

 

Val Marchiori (Republicanos): a empresária e influenciadora digital, que tentou uma vaga na Câmara por São Paulo recebeu apenas 5.025 votos dos eleitores.

 

Antônia Fontenelle (PSDB): a atriz tentou uma vaga como deputada federal pelo Rio de Janeiro, mas recebeu apenas 3.873 votos, ficando como suplente.

 

Inês Brasil (PSB): a cantora e celebridade digital recebeu apenas 3.145 votos como candidata a deputada estadual pelo Rio de Janeiro, ficando como suplente.

 

Netinho de Paula (MDB): o pagodeiro, que passa por um momento delicado de saúde, tentou uma vaga como deputado federal por São Paulo, mas recebeu apenas 19.336 votos.

 

Manoel Gomes Caneta Azul (Avante): o cantor recebeu 7.239 votos como candidato a deputado federal, ficando de fora da câmara.

 

Bancada federal da Bahia tem 28% de renovação e taxa de reeleição de 72% nas eleições de 2026
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Ao final da apuração das urnas no primeiro turno das eleições de 2026, a composição da bancada baiana na Câmara dos Deputados passará por mudanças a partir da próxima legislatura. O índice de renovação ficou em 28%, o que representa 11 novos parlamentares ocupando as vagas da casa legislativa.

 

Do total de 39 cadeiras disponíveis, 28 deputados que disputavam a manutenção do mandato conseguiram se reeleger, ainda que parte deles tenha mudado de partido no caminho. A taxa de reeleição ficou em cerca de 72%. A posse dos parlamentares eleitos neste pleito ocorrerá no início do próximo ano. 

 

Entre os principais resultados das urnas está a bancada de estreantes do Congresso. A federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a federação União Progressista (PP e União Brasil) empataram na liderança entre os novos nomes no parlamento, com três deputados estreantes eleitos por cada uma.

 

Além disso, a configuração das cadeiras partidárias sofreu modificações importantes. O PP, isoladamente, registrou a maior redução de bancada em comparação com o pleito anterior, caindo de quatro para duas cadeiras próprias dentro da nova federação. PDT, Podemos e PV também perderam uma vaga cada um.

 

Já a federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a federação União Progressista (PP e União Brasil) conquistaram as maiores bancadas da Bahia na Câmara, com 10 e 8 deputados, respectivamente.