Ibaneis deixa governo em meio a incógnita sobre chapa, BRB e futuro do caso Master
Foto: Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), encerrou seu mandato neste sábado (28), exatamente um ano depois do anúncio de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), escândalo que o colocou diante da maior crise desde que foi eleito em 2018.
 

A assinatura de sua renúncia ao cargo foi feita pela manhã, em cerimônia de celebração do aniversário de 55 anos de Ceilândia, região administrativa de Brasília.
 

Reeleito com folga em 2022 em primeiro turno, Ibaneis deixa o Governo do Distrito Federal para concorrer ao Senado em meio ao avanço das investigações e à incógnita sobre o futuro do BRB, graças às perdas bilionárias causadas pela operação com o Master.
 

O banco, cujo principal acionista é o Governo Distrito Federal, enfrenta dificuldades para cumprir o prazo inicialmente previsto para divulgação dos resultados de 2025, 31 de março, e encontrar uma solução para o problema de patrimônio.
 

Em clima de despedida, Ibaneis ofereceu um jantar aos candidatos do MDB em Brasília na quarta (25). Segundo relatos, o governador disse estar confiante com sua candidatura ao Senado e a de sua vice, Celina Leão (PP), ao governo.
 

Ibaneis repetiu que está tranquilo com a possibilidade de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, assinar um acordo de delação premiada. Também afirmou que todas as transações do seu escritório estão documentadas e foram feitas dentro da legalidade.
 

O desgaste enfrentado por Ibaneis aumentou os rumores de que ele pudesse desistir da eleição ao Senado para continuar com foro especial até o fim do mandato, no início do ano que vem. Em diferentes oportunidades, o governador se viu obrigado a repetir que deixaria o cargo neste mês.
 

"Ele não tem mais apoio. Esta semana a gente bateu nele [nos discursos] e não apareceu um deputado da base dele para defendê-lo. Eu não sei o que vai acontecer, mas a situação é grave", diz o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF).
 

No mês passado, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, saiu da base aliada de Ibaneis, deixando o palanque dele e de Celina ainda mais conflagrado.
 

O partido já anunciou que pretende lançar duas candidatas ao Senado na chapa de Celina, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) --arranjo que deixa Ibaneis de fora do acordo.
 

Integrantes do PL e do MDB admitem que a equação hoje ainda não está fechada. Aliados de Ibaneis afirmam que ele está seguro de que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, vai interferir no DF para forçar Bia a desistir da candidatura ao Senado e disputar a reeleição para a Câmara.
 

A situação também foi discutida durante o jantar organizado por Ibaneis na quarta. Segundo relatos, correligionários do governador afirmaram que, quando a campanha começar, ele deve explorar os feitos da gestão em contraposição aos das duas adversárias.
 

Um aliado de Ibaneis que falou sob a condição de anonimato disse que, na visão do grupo, nem Michelle nem Bia têm um legado de serviços para apresentar ao eleitor, apenas discursos ideológicos. Ibaneis, sim.
 

Do outro lado, opositores do governador apostam que a crise envolvendo o BRB-Master deve desgastá-lo ainda mais até outubro. Sem espaço para tentar a reeleição, o senador Izalci Lucas (PL) se coloca como pré-candidato a governador. Na visão dele, o partido não vai ter condições de manter o apoio a Celina.
 

"Acho que a candidatura do Ibaneis derreteu, todo dia surge um fato novo. Houve um rombo que comprometeu a economia do Distrito Federal", diz Izalci, acrescentando que as chapas ainda estão em aberto.
 

Nos bastidores, o deputado federal Rafael Prudente (MDB) tem sido apontado como uma alternativa do MDB --seja para a disputa ao Senado ou para o governo, caso Ibaneis e Celina desistam de concorrer ou sejam impedidos.
 

Questionado pela reportagem, Prudente respondeu estar "firme no propósito da reeleição a deputado federal". Prudente afirma que a equação entre Michelle, Bia e Ibaneis vai precisar ser ajustada mais à frente pela vice-governadora. O deputado também diz que Ibaneis é o responsável pelo desenho dessa aliança; sair da chapa, portanto, deve ocorrer apenas por decisão pessoal dele.
 

Ibaneis foi alvo de pedidos de impeachment, todos barrados pelo presidente da Câmara Legislativa do DF, Wellington Luiz (MDB), de quem é aliado. Três requerimentos para a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foram apresentados, mas nenhum deles conseguiu o número mínimo de assinaturas para avançar.


 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro justifica voto a favor do PL da Misoginia: "Armadilha do PT
Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se pronunciou após repercussão negativa de seu voto favorável a um projeto apelidado por críticos de “PL da Misoginia”.

 

 

Segundo ele, a proposta foi distorcida para prejudicar sua imagem no cenário eleitoral. O parlamentar afirmou ainda que a situação teria sido uma “grande armadilha” articulada pelo Partido dos Trabalhadores.

 

O projeto tem sido alvo de críticas de parlamentares da direita, que alegam risco à liberdade de expressão dos homens, já que a definição do que seria misoginia estaria mal definido. No texto da proposição, argumenta-se que a legislação atual não prevê punições específicas mais rigorosas para crimes de injúria motivados por misoginia e não trata da disseminação de discursos misóginos. Segundo a justificativa, essa lacuna contribui para o aumento da violência contra mulheres.


O PROJETO
O Senado aprovou a inclusão da misoginia como crime de preconceito ou discriminação, tipificando-a como a conduta de ódio ou aversão às mulheres. O PL 896/2023, enviado para apreciação da Câmara dos Deputados, equipara o crime ao racismo e prevê penas de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

 

Turismo em Salvador: Rua Chile impulsiona crescimento do Centro Histórico e atrai novos investimentos
Fotos: Reprodução / Prefeitura de Salvador

Aos 477 anos, Salvador celebra seu aniversário neste domingo (29) vendo um de seus endereços mais simbólicos reaparecer com outro ritmo. A Rua Chile, reconhecida como a primeira rua do Brasil, vive uma fase mais movimentada, mais viva e mais próxima tanto de quem visita quanto de quem circula pela cidade no dia a dia.

 

A mudança é perceptível para quem passa pelo Centro Histórico. O fluxo de pessoas aumentou, especialmente nos finais de semana e durante os eventos, e a rua voltou a entrar no roteiro de turistas que procuram experiências para além dos pontos mais tradicionais. Dados do Observatório do Turismo de Salvador, junto a indicadores como ocupação hoteleira e consumo no entorno, ajudam a explicar esse novo movimento.

 

Essa transformação também começa a aparecer na avaliação dos visitantes. Em 2025, 43% dos turistas classificaram a experiência no Centro Histórico como “ótima”, um avanço em relação aos 41% registrados em 2022. As avaliações negativas tiveram leve redução, sinalizando uma melhora gradual na percepção do destino.

 

Mas não é só uma questão de números. Há algo diferente no clima do lugar. Aos poucos, a Rua Chile deixa de ser apenas um caminho entre um ponto e outro e passa a convidar à permanência. Cafés, restaurantes e bares começam a ocupar espaços antes vazios, trazendo mais vida para a região e mudando a relação das pessoas com o espaço.

 

Esse movimento já se reflete na economia local. Novos negócios ligados à gastronomia, hotelaria e economia criativa começam a surgir, gerando empregos e atraindo investimentos. Imóveis que estavam fechados voltam a ter uso, enquanto a valorização da área avança de forma gradual.

 

Para o diretor de Qualificação e Promoção do Turismo da Secult, Gegê Magalhães, o momento carrega um significado especial. “A Rua Chile representa esse encontro entre passado e futuro. É um espaço histórico que ganha nova vida e volta a gerar movimento, desenvolvimento e orgulho para os soteropolitanos”, afirmou em conversa com o BN Hall.

 

Além do crescimento econômico, o que se percebe também é uma retomada da confiança. O Centro Histórico, por muito tempo visto com cautela, volta a despertar interesse e a ser encarado como uma oportunidade.

 

Integrada aos roteiros turísticos oficiais, a Rua Chile também ganha um novo papel na experiência de quem visita Salvador. A proximidade com o Comércio e a Baía de Todos-os-Santos, somada à presença de museus e espaços históricos, cria um percurso que mistura cultura, lazer e memória em um mesmo passeio.

 

O perfil do visitante acompanha essa mudança. Cresce o número de turistas interessados em vivências mais autênticas, gente que prefere caminhar sem pressa, observar os detalhes da arquitetura, entrar em galerias, sentar para um café e sentir o ritmo da cidade.

 

Apesar do momento positivo, ainda há desafios pela frente. Manter os imóveis ocupados, ampliar a segurança, fortalecer a programação cultural e estimular a vida noturna são pontos importantes para consolidar essa nova fase. A integração com outras áreas do Centro Histórico também surge como um passo essencial para ampliar o fluxo e distribuir melhor os visitantes.

 

Confira lugares e experiências para conhecer na Rua Chile:
 

  1. Muncab – Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira

  2. Ernesto Bitencourt Galeria

  3. Galeria Galatea

  4. Casa Boqueirão

  5. Praça Castro Alves

  6. Sorveteria Cubana 

  7. Elevador Lacerda

  8. Mural de Carybé

  9. Omí Restaurante

  10. Cine Glauber Rocha

  11. Palacete Tira Chapéu

 


 

Moraes proíbe drones perto da casa de Bolsonaro
Foto: Agência Brasil

Em decisão publicada neste sábado (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. 

 

A proibição acontece depois de emissoras de TV acompanharem a chegada do ex-presidente em sua casa com o uso de equipamentos desse tipo.

 

Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, onde estava internado desde o dia 13 de março para tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. No mesmo dia, policiais militares atuaram para coibir o uso irregular de drones nas proximidades da residência, em um condomínio no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.

 

Para “resguardar o ambiente controlado necessário”, o ministro Alexandre de Moraes determinou, ainda, que, em caso de desrespeito à medida, a Polícia Militar abata e realize a imediata apreensão dos drones, bem como efetue a prisão em flagrante de seus operadores.

 

Na última terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moares, concedeu a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente, pois, segundo os advogados, ele não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde.

 

PM recupera motocicleta em São Caetano
Foto: Divulgação

Na noite de sábado (28), policiais militares da 9ª CIPM recuperaram um veículo roubado na Estrada de Campinas, em São Caetano.

 

Militares foram acionados, através do Cicom, para averiguar denúncia de motocicleta abandonada com restrição de furto/roubo na região. No local, os policiais encontraram o veículo e o proprietário com a chave reserva.

 

A motocicleta foi encaminhada ao Departamento de Repressão a Furto e Roubo de Veículos, onde a ocorrência foi registrada.


 

VÍDEO: Motorista atinge ponto de ônibus na Barra; quatro pessoas ficam feridas
Foto: Reprodução

Um motorista perdeu o controle e atingiu um ponto de ônibus na noite deste sábado (28), na Barra, em Salvador. O acidente aconteceu nas proximidades do Morro do Cristo, na rua Airosa Galvão, por volta das 21h.

 

 

De acordo com a polícia civil, quatro pessoas ficaram feridas, entre elas um homem de 26 anos e uma mulher de 40. As outras duas vítimas ainda não foram formalmente identificadas. No momento do acidente, a Guarda Civil Municipal (GCM) atendeu a ocorrência.

 

Segundo a GCM, o condutor passou mal e perdeu o controle do veículo, subindo na calçada e invadindo um ponto de ônibus. A corporação informou em nota que não houve vítimas graves, apenas escoriações e cortes superficiais causados por estilhaços de vidro do ponto.

 

Todos os feridos foram socorridos e encaminhados para o Hospital Geral do Estado (HGE). Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde das vítimas.

 

Governo derrota oposição na CPI do INSS e rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha
Foto: Agência Brasil

A base do governo derrotou a oposição na CPI Mista do INSS ao rejeitar o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) na madrugada deste sábado (28). O texto sugeria o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
 

Apesar de a oposição deter os cargos-chaves da CPI, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), o Palácio do Planalto obteve maioria, e o relatório foi rejeitado por 19 votos a 12. A sessão começou por volta das 9h30 de sexta (27) e seguiu até 1h de sábado, data-limite para a conclusão dos trabalhos.
 

As propostas de indiciamento, se tivessem sido aprovadas, seriam encaminhadas à PGR (Procuradoria-Geral da República), responsável por decidir se de fato indicia ou não os alvos.
 

A investigação parlamentar foi marcada por críticas da oposição à base aliada do Planalto, acusada de blindar pessoas próximas ao presidente, incluindo Lulinha e o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.
 

As queixas dos opositores se estenderam ao STF (Supremo Tribunal Federal), que reverteu uma série de quebras de sigilos aprovadas pela CPI, além da decisão que sepultou a possibilidade de a comissão ser prorrogada.
 

Do lado governista, as acusações endereçadas à cúpula da CPI foram a de proteger a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

A comissão foi criada para investigar um esquema que teria retirado cerca de R$ 6,3 bilhões de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024, por meio de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
 

Esses descontos vêm de gestores anteriores, mas atingiram patamares bilionários após 2022, explodindo durante o governo Lula.
 

O texto do relator também sugeria o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e de Augusto Lima, que foi sócio da instituição financeira. Além do pedido de indiciamento, o relatório também pedia a prisão preventiva de Lulinha, o único citado nominalmente nesse trecho.
 

Recém-filiado ao PL de Bolsonaro, o deputado buscou vincular as fraudes em aposentadorias e pensões ao governo Lula (PT), com diversas citações ao petista em seu relatório, enquanto praticamente ignorou a cúpula da gestão anterior. O nome Bolsonaro aparecia cinco vezes nas 4.340 páginas do relatório, enquanto o presidente Lula era citado 37 vezes.
 

A sessão derradeira teve muita confusão e bate-boca. Ao discursar antes de apresentar o texto, Alfredo Gaspar provocou o STF e parafraseou uma fala do ex-ministro Roberto Barroso dirigida a Gilmar Mendes. Em 2018, durante uma discussão, Barroso se dirigiu ao colega e pediu para deixá-lo de fora "desse seu mau sentimento, você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia".
 

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) reclamou, afirmando tratar-se de "um circo". Na confusão, o petista chamou o relator de "estuprador". Junto à senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), Lindbergh participou de entrevista coletiva e disse que as provas seriam enviadas à PF. Gaspar negou as acusações.
 

Após a rejeição, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) falou sobre o resultado. "Esta comissão concluiu seu trabalho sem ter o relatório aprovado por [causa de] uma decisão política do presidente [da CPI], do relator, para impedir que nós pudéssemos indiciar Jair Bolsonaro como chefe dessa organização criminosa."
 

Já o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que defendia a aprovação do texto de Gaspar, disse que "desde o início da CPMI, a base do governo do PT tentou impedir as investigações, blindou requerimentos". "Não mediu esforços até junto com o Supremo Tribunal Federal para tentar nos parar e agora derrubaram o relatório."
 

Sobre Lulinha, o relatório de Gaspar afirmava que os indícios apontavam que ele não era um "mero conhecido" de Antônio Camilo, "mas alguém que, valendo-se de seu prestígio familiar e de sua capacidade de trânsito em instâncias governamentais, teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto do lobista em empreendimentos cuja viabilidade dependia de decisões administrativas no âmbito do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)".
 

A empresária Roberta Moreira Luchsinger, que também teria sido indiciada se o relatório fosse aprovado, afirmou que "não há qualquer elemento de materialidade para o indiciamento por qualquer delito".
 

Sobre o senador Weverton Rocha, Gaspar afirmou no relatório rejeitado que o senador teve "atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa".
 

O relator também pediu o indiciamento da deputada Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que teria sido "articuladora política e integrante do núcleo de comando da organização criminosa responsável por fraudes previdenciárias no âmbito do INSS".
 

Ao justificar o pedido de indiciamento de Carlos Lupi, Gaspar afirmou que o pedido "fundamenta-se em um padrão de omissão deliberada, prevaricação e blindagem política de agentes criminosos instalados na cúpula do INSS". O pedetista comandou o Ministério da Previdência no governo Lula até maio de 2025.
 

O relator também explicou a inclusão de Vorcaro na lista de indiciados. Gaspar afirmou que "observa-se um padrão grave de desconformidades envolvendo o Banco Master".
 

A votação do parecer final foi convocada na quinta-feira (26) pelo presidente do colegiado, após o STF derrubar a prorrogação da CPI. O prazo regimental para funcionamento do colegiado encerrou-se neste sábado (28).
 

A comissão, comandada pela oposição, entrou em rota de colisão com a cúpula do Congresso ao passar a se debruçar sobre o escândalo do Master, apesar de seu objeto de investigação ser o esquema de descontos indevidos nas aposentadorias. Há menções à instituição financeira no parecer final.
 

O material que chegou à CPI do INSS expôs a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com figuras como o presidente do PP (Progressistas), o senador Ciro Nogueira (PI), que é ex-ministro do governo Jair Bolsonaro e aliado do senador Flávio Bolsonaro, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
 

Além disso, foram expostos relatos de conversas com Motta, Alcolumbre, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), por exemplo. Também foi exposto o uso, pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), de um jatinho de propriedade de Vorcaro.
 

A avaliação, nos bastidores, é que o escândalo do Master atingiu mais figuras do centrão e da direita, além de acertar o STF com a exposição dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A leitura, porém, é que a população tende a associar o Supremo e o governo federal, o que prejudica eleitoralmente o presidente Lula, que tentará a reeleição.
 

Dessa forma, alas do centrão, do PT e da própria direita pressionaram no STF pela derrubada da prorrogação da CPI, que poderia funcionar até julho, às vésperas da campanha. A cúpula do Congresso acreditava que se a comissão fosse prorrogada até um período próximo da eleição, haveria contaminação dos trabalhos do colegiado pelas campanhas dos seus membros.


 

Elmar Nascimento se aproxima do governo e pode indicar vice de Jerônimo Rodrigues
Foto: Câmara dos Deputados

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem mais um nome cotado para ocupar o espaço de vice na disputa pela reeleição, em 2026. Em reunião no última sexta-feira (27), o governador teria feito o convite ao deputado federal Elmar Nascimento (União) para assumir o posto, de acordo com apuração do Bahia Notícias. 

 

No diálogo, que ocorreu no Palácio de Ondina, uma das possibilidades ventiladas foi a indicação de um nome da escolha de Elmar para assumir a vice na disputa de outubro. O nome do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) seria uma das principais opções, por conta da relação com ambos os grupos e seria um “ponto médio”.

 

Além disso, a negociação também teria uma panorama maior, incluindo o mandato de Elmar em Brasília. O gestor baiano teria prometido ao deputado a liderança no Congresso, com o aval do presidente Lula. Em resposta, o deputado impôs a condição de coordenar com independência a campanha do petista.

 

Elmar é filiado ao partido de ACM Neto, pré-candidato e principal adversário de Jerônimo na disputa pelo governo do estado. Além disso, o ajuste de interesses seria também pela saída do partido. Com o aceite da proposta, Elmar se filiaria ao MDB até o próximo dia 4. A mudança seria um aceno à sigla do atual vice-governador, Geraldo Jr, que teme perder espaço na base governista

 

Câmara promove ensaio fotográfico em homenagem ao aniversário de Salvador
Foto: Antonio Queirós

Salvador chega aos 477 anos neste domingo (29). Em comemoração ao aniversário da cidade, a Câmara Municipal promoveu um ensaio fotográfico sobre a cidade. De autoria do fotógrafo Antonio Queirós, as fotografias prometem trazer um olhar sensível que percorre diferentes camadas da capital baiana.

 

O percurso visual começa pela fé, com o tradicional cenário da Igreja do Senhor do Bonfim, símbolo da religiosidade baiana. Em seguida, passa pela serenidade da Ponta de Humaitá, onde a Baía de Todos-os-Santos reflete luz e história.

 

O cotidiano também ganha protagonismo na Feira de São Joaquim, com imagens que revelam o trabalho, o suor e o sorriso do povo soteropolitano. Já no Pelourinho, o ensaio destaca a força histórica e arquitetônica, conectada ao icônico Elevador Lacerda.

 

Outros pontos reforçam o diálogo entre tradição e modernidade: o Farol da Barra e o Porto simbolizam a abertura da cidade para o mundo. Regiões como o Carmo evidenciam resistência histórica e riqueza cultural, conectando o passado e o presente.

 

O ensaio completo pode ser conferido na galeria do portal da CMS.

 

Arte e memória
Outro destaque das comemorações, segundo Muniz, é o painel do artista Carybé, cedido pelo Memorial da Câmara, que retrata Thomé de Sousa. A obra, em cerâmica vitrificada, integra a exposição “477 – Aniversário da Cidade da Bahia”, em cartaz no Museu da Misericórdia até 18 de abril.