Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou. 

 

Salvador: Inema aponta 27 pontos impróprios para banho no feriadão; confira a lista
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) identificou 27 pontos do litoral de Salvador como impróprios para banho na capital baiana durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida, entre sábado (10) e segunda-feira (12).

 

Confira os pontos considerados impróprios:

São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso à praia;

Tubarão - em frente ao conjunto habitacional abandonado, próximo à antiga fábrica de cimento;

Periperi - na saída de acesso à praia, após a travessia da via férrea;

Penha - em frente à barraca do Valença;

Bogari - em frente ao antigo Colégio João Florêncio Gomes;

Bonfim - ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso à praia;

Pedra Furada - atrás do Hospital Sagrada Família, em frente à ladeira de acesso à praia;

Boa Viagem - ao lado do Forte Monte Serrat, em frente ao muro lateral da Fundação Luís Eduardo Magalhães;

Roma - na Rua Professor Roberto Correia, junto à descida de acesso à praia, nos fundos do Hospital São Jorge;

Marina Contorno - na Avenida Contorno, entre a Marina e o Restaurante do Amado;

Porto da Barra - na Avenida Sete de Setembro, em frente à Rua César Zama, junto à escada de acesso à praia;

Santa Maria - em frente ao Mar Azul Hotel, próximo ao Hospital Espanhol;

Farol da Barra - em frente às escadas de acesso à praia, na Rua Dias d'Ávila;

Farol da Barra - próximo ao Barra Vento e à escada de acesso à praia, em frente à Avenida Oceânica;

Ondina - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Rua Milton Santos, ao posto BR e ao Hotel Bahia Sol;

Rio Vermelho - em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão, próximo à escada de acesso à praia;

Amaralina - no fundo da Escola Cupertino de Lacerda, em frente ao painel do artista plástico Bel Borba;

Amaralina - em frente à Rua do Balneário, ao Edifício Atlântico e à Praça do Budião;

Pituba - em frente à escada de acesso à praia, próximo à Portinox e à Rua Paraíba;

Pituba - próximo à rampa de acesso à praia, em frente ao Edifício Atlântico Empresarial e à Rua Paraná;

Boca do Rio - em frente ao posto Salva-Vidas;

Corsário - em frente ao posto Salva-Vidas;

Patamares - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Coliseu do Forró e ao Caranguejo de Sergipe;

Lagoa de Pituaçu - em frente à entrada do estacionamento do parque;

Placafor - em frente ao posto Salva-Vidas;

Itapuã - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Rua Sargento Waldir Xavier;

Itapuã - em frente à Sereia de Itapuã.

 

Confira os 11 pontos considerados próprios:

Canta Galo - atrás das antigas instalações da FIB, na Rua Agrário Menezes, junto à rede coletora de esgotos do Bahia Azul;

Ondina - próximo ao Morro da Sereia, em frente ao Edifício Maria José;

Rio Vermelho - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Igreja Nossa Senhora de Santana;

Buracão - em frente às escadarias de acesso à praia;

Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa;

Piatã - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Clube Costa Verde;

Lagoa de Abaeté - em frente à placa de fundação do parque;

Farol de Itapuã - em frente à Rua da Música, conhecida como Rua K;

Stella Maris - em frente ao Hotel Grande Stella Maris;

Flamengo - em frente à barraca Doce Vida;

Flamengo - em frente à barraca da Pipa, próximo ao Módulo Policial.

 

O monitoramento realizado pelo Inema avalia a qualidade da água para recreação de contato primário, quando há contato direto e prolongado com possibilidade de ingestão de quantidade significativa de água. As análises são feitas semanalmente, com coleta de amostras pela manhã em áreas com maior concentração de banhistas.

 

Mesmo em locais classificados como próprios, o Inema recomenda evitar o contato com o mar durante períodos chuvosos e em áreas próximas a saídas de esgoto, rios urbanos, córregos e canais de drenagem.

 

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos: hospital de Salvador reabilita paciente com tumor cerebral
Foto: Divulgação

No Hospital Casa de Retiro São Francisco, em Salvador, assistência multiprofissional e cuidados paliativos ajudam paciente de 50 anos a recuperar capacidades funcionais e qualidade de vida.

 

“Toda manhã eu acordo e logo a equipe me leva para fora, para tomar um ar e ouvir os pássaros cantarem.” A frase é de Izamar Galliza, que completa 50 anos neste sábado (10), data em que também é celebrado o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.

 

Depois de quatro meses e meio de internação hospitalar e cinco procedimentos de alto risco para o tratamento de um tumor cerebral avançado, experiências aparentemente simples, como sentir o sol, ouvir música e estar próximo da família, ganharam um novo significado em sua vida.


Atualmente internado no Hospital Casa de Retiro São Francisco (HCRSF), no Horto Florestal, em Salvador, Izamar vive uma etapa marcada por pequenas, mas importantes conquistas. 

 

Com assistência multiprofissional, reabilitação e cuidados paliativos integrados, vem recuperando capacidades funcionais e reconstruindo sua rotina, apesar das limitações impostas pela doença.

 

Sua trajetória ajuda a desconstruir um dos maiores equívocos associados aos cuidados paliativos: a ideia de que essa abordagem se destina exclusivamente a pacientes nos últimos dias de vida ou representa a interrupção dos tratamentos.

 

A mudança na trajetória de Izamar começou com a iniciativa de sua esposa, Nelma Galliza. Diante das limitações e da falta de perspectivas de melhora no tratamento anterior, ela buscou alternativas que pudessem oferecer ao marido mais conforto, qualidade de vida e oportunidades de reabilitação.

 

Com a autorização da equipe médica responsável, Izamar foi transferido para o HCRSF. Nas primeiras três semanas, a família passou a perceber avanços progressivos.

 

“A reabilitação da perspectiva renova a vontade de viver, não só a dele, mas de toda a família. Mesmo sabendo de todas as limitações, entendemos que essa proposta é a ideal para o caso dele, para que consiga se reabilitar dentro do que é possível. Antes, o clima era de desistência e de fim. Aqui, ele tem mais qualidade de vida e capacidade de interação social, algo que não existia antes”, relata Nelma.

 

A assistência envolve fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e acompanhamento médico, em um plano de cuidados voltado às necessidades e possibilidades do paciente.
Os resultados já aparecem no cotidiano. 

 

Traqueostomizado, Izamar passou a utilizar ventilação mecânica apenas durante o sono, deixando de depender do equipamento continuamente. Também recuperou pequenos movimentos, voltou a perceber algumas sensações na faringe e iniciou a alimentação por via oral, reduzindo a dependência exclusiva da sonda. 

 

“À tarde, acontece o mesmo, para ver o sol se pôr enquanto ouvimos um show do pianista. Aqui tenho tudo o que preciso para me desenvolver. Sinto aquela sensação de força que fazia muito tempo que não existia, e isso me conforta e me mantém firme para seguir”, conta.

 

Embora frequentemente associados à terminalidade, os cuidados paliativos constituem uma abordagem destinada a prevenir e aliviar o sofrimento de pessoas que enfrentam doenças graves, considerando suas necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais.

 

Perfis pró-Flávio no Brasil e no exterior expuseram eleitores de Lula e incentivaram denúncias
Foto: Agencia Brasil

Perfis de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) no Brasil e no exterior mobilizaram usuários nas redes sociais para identificar, expor e incentivar denúncias contra eleitores do presidente Lula (PT) que vivem em outros países. Essas ações ocorreram durante e após o primeiro turno das eleições brasileiras, realizado em 4 de outubro.
 

A ofensiva atingiu brasileiros na Coreia do Sul, Japão, Bélgica e Polônia, com a divulgação de dados pessoais, tentativas de localizar residências e locais de trabalho e ameaças de denúncia e deportação.
 

Na Polônia, duas brasileiras se tornaram alvo de ataques após a circulação de fotografias em que manifestavam apoio a Lula. O caso envolveu o eurodeputado Dominik Tarczy?ski, aliado da família Bolsonaro, que pediu ajuda para identificar as mulheres e defendeu sua deportação sob o argumento de que estariam promovendo o comunismo.
 

As duas procuraram a embaixada do Brasil em Varsóvia, segundo o Itamaraty. Em resposta à reportagem, o ministério afirmou que a representação diplomática se colocou à disposição para prestar assistência consular, caso solicitada.
 

A ofensiva ocorreu em meio à aproximação entre apoiadores de Flávio Bolsonaro e grupos conservadores estrangeiros, especialmente da Coreia do Sul. Não há evidências de que a campanha do senador tenha coordenado os ataques.
 

No dia da votação, um usuário do X lançou a campanha "De volta para minha terra", convocando brasileiros no exterior a denunciar compatriotas que teriam votado em Lula. A conta é associada à "Bolha da Resenha", rede de perfis geralmente anônimos ligada a ataques virtuais, misoginia e divulgação de conteúdo falso e extremista.
 

A iniciativa ganhou adesão de outros usuários. Um deles defendeu localizar a residência e o trabalho de eleitores do PT para alertar empregadores, vizinhos e autoridades. Na Coreia do Sul, outro perfil expôs informações que permitiam identificar uma brasileira, além da imagem de um aparente documento pessoal.
 

No Japão, uma conta afirmou ter denunciado eleitores de Lula ao Comitê Nacional de Segurança Pública e mencionou a possibilidade de acionar autoridades migratórias para impedir sua permanência no país. Na Bélgica, uma publicação sobre uma brasileira apoiadora do presidente foi encaminhada ao responsável pela campanha, ampliando o alcance da busca.
 

ATAQUES NA POLÔNIA
 

O episódio de maior repercussão ocorreu na Polônia, onde fotografias de duas brasileiras, aparentemente publicadas por elas após a votação, passaram a circular com mensagens em inglês que as associavam ao comunismo. As imagens foram reproduzidas por perfis como o do influenciador Mario Nawfal, que acumula milhões de seguidores no X e publica comentários sobre política internacional e temas conservadores.
 

Na noite de 4 de outubro, um brasileiro marcou Tarczy?ski em uma publicação de Nawfal sobre uma das eleitoras. Horas depois, o eurodeputado defendeu a deportação das mulheres em uma postagem no Instagram: "Vou cuidar delas. Sejam como a Polônia".
 

"Eu mesmo vou ajudá-la a fazer as malas antes da deportação dela. Promover o comunismo na Polônia é constitucionalmente proibido", escreveu o parlamentar em outra publicação.
 

A Constituição polonesa proíbe partidos e organizações que adotem práticas totalitárias associadas ao nazismo, fascismo e comunismo. O Código Penal também criminaliza a promoção pública de regimes totalitários. As imagens divulgadas, porém, mostram as brasileiras fazendo gesto de apoio a Lula e usando símbolos do PT, sem evidências de defesa de um regime totalitário.
 

Na manhã seguinte, Tarczy?ski reproduziu as fotografias no X e pediu que informações sobre as mulheres fossem enviadas com urgência por mensagem privada. O brasileiro responsável pela campanha "De volta para minha terra" participou da identificação de uma delas e divulgou dados sobre sua identidade e trajetória profissional. "Seja bem-vinda de volta ao Brasil", escreveu.
 

O eurodeputado já mantinha relações públicas com a família Bolsonaro. Em setembro, posou com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em Miami, chamou-o de "meu querido amigo" e pediu votos para Flávio. Nas semanas seguintes, reiterou seu apoio ao senador e, no próprio dia da eleição, compartilhou conteúdo do ex-deputado brasileiro.
 

Não há evidências de que Eduardo tenha participado da identificação das mulheres ou encaminhado suas fotografias ao político polonês.
 

APOIO INTERNACIONAL
A campanha de exposição de eleitores de Lula ocorreu em um ambiente de aproximação entre apoiadores de Flávio Bolsonaro e setores da direita estrangeira. Antes do primeiro turno, o usuário brasileiro que lançou a iniciativa "De volta para minha terra" já divulgava manifestações de apoio ao candidato do PL vindas da Coreia do Sul.
 

Entre elas estavam publicações de Hwang Kyo-ahn, ex-primeiro-ministro sul-coreano, que declarou apoio a Flávio nos dias 28 e 29 de setembro. O brasileiro comemorou as manifestações e afirmou que seus esforços para apresentar Bolsonaro à Coreia do Sul haviam dado resultado.
 

Hwang também havia participado, em junho, de um encontro de grupos conservadores nos Estados Unidos que contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O ex-primeiro-ministro relatou ter conversado com o ex-deputado brasileiro sobre a situação política do país.
 

Não há evidências de que Hwang ou Eduardo tenham participado da campanha de exposição dos eleitores de Lula ou de que os contatos políticos tenham servido para organizar as denúncias.

 

Starlink tem liberação para conectar celulares a satélites e Vivo testa tecnologia no Brasil; entenda
Foto: Reprodução Redes Sociais

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a disponibilização de frequências de rádio à Starlink para viabilizar a conexão direta entre satélites e celulares no Brasil. A decisão foi tomada na sexta-feira (9), por quatro votos a um, e representa mais um passo para a expansão da tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D).

 

A medida autoriza a Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX, a utilizar 15 + 15 MHz de espectro na banda S. O objetivo é permitir a comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis compatíveis, sem a necessidade de antenas parabólicas ou outros equipamentos externos para estabelecer a conexão.

 

Segundo o TeleSintese, a decisão também estabelece prazos diferentes para a utilização das frequências. Parte do espectro poderá ser utilizada até 2029, enquanto outra parcela tem autorização com prazo mais longo, conforme as condições definidas pela agência reguladora.

 

As informações sobre a aprovação foram publicadas pelo portal especializado Tele.Síntese. 

 

STARLINK E VIVO REALIZAM TESTES COM A TECNOLOGIA 
A expansão da conexão direta entre satélites e celulares também envolve a operadora Vivo. A empresa mantém testes com a Starlink para avaliar o uso da tecnologia D2D como alternativa complementar de cobertura móvel.

 

Em setembro, a Anatel prorrogou até 22 de abril de 2029 a autorização para a Telefônica Brasil, responsável pela Vivo, realizar operações experimentais com a tecnologia em todo o território nacional. A permissão contempla a possibilidade de exploração comercial dentro das condições estabelecidas no ambiente regulatório experimental.

 

A parceria busca ampliar as possibilidades de conexão em áreas onde a cobertura das redes móveis convencionais é limitada. Nesse modelo, os satélites podem funcionar como uma extensão da infraestrutura de telecomunicações, permitindo a comunicação com aparelhos compatíveis fora do alcance habitual das antenas terrestres.

 

A aprovação de frequências para a Starlink e a autorização dos testes envolvendo a Vivo são medidas distintas, embora relacionadas ao desenvolvimento desse tipo de serviço no país. 

 

QUANDO A TECNOLOGIA ESTARÁ DISPONÍVEL 
Apesar da decisão da Anatel, a aprovação não significa que todos os brasileiros já possam acessar a internet da Starlink diretamente pelo celular. A disponibilização do serviço depende da implantação da infraestrutura necessária, da compatibilidade dos aparelhos e do cumprimento das exigências técnicas e regulatórias.

 

A tecnologia D2D permite estabelecer uma ligação entre satélites e celulares compatíveis, mas os recursos oferecidos podem variar de acordo com o serviço implementado, incluindo mensagens, chamadas e acesso à internet. O setor de telecomunicações acompanha a evolução dessas iniciativas, que podem ampliar a cobertura de comunicação em regiões afastadas dos centros urbanos e em localidades com infraestrutura terrestre limitada.

 

TJ-BA terá plantão extraordinário no feriado; veja serviços
Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) funcionará em regime de plantão extraordinário na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. A medida, regulamentada pelo Decreto Judiciário nº 1050/2025, abrange unidades judiciais de primeiro e segundo graus e tem como objetivo garantir a análise de demandas urgentes durante o período.

 

No primeiro grau, o plantão presencial funcionará das 9h às 13h, com atendimento a casos como pedidos de habeas corpus, comunicações de prisão em flagrante, solicitações de liberdade provisória, medidas cautelares urgentes e medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Fora desse horário, o atendimento será em regime de sobreaviso para situações de especial urgência, como risco de morte.

 

A Vara de Audiência de Custódia também funcionará das 9h às 13h, com análise de prisões em flagrante e pedidos relacionados à liberdade dos custodiados. Já o plantão de segundo grau atenderá demandas urgentes da competência do Tribunal de Justiça (TJ-BA), como habeas corpus, pedidos de liberdade provisória e tutelas provisórias de urgência.

 

Os expedientes devem ser encaminhados eletronicamente pelo Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe), conforme o grau de jurisdição. Para o primeiro grau, o contato é (71) 3372-5346 ou 5345, além do e-mail plantao1grau@tjba.jus.br. No segundo grau, os telefones são (71) 3372-5610 e (71) 99626-0514, com atendimento por WhatsApp, além do e-mail plantao2grau@tjba.jus.br.

 

O plantão extraordinário não se aplica aos cartórios extrajudiciais. O TJ-BA mantém ainda o plantão ordinário para questões urgentes fora do expediente regular, das 18h às 8h nos dias úteis e de forma ininterrupta aos fins de semana e feriados.

 

Davi Alcolumbre e Cleitinho em vídeo
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em um vídeo gravado ao lado do senador Cleitinho (Republicanos), eleito governador de Minas Gerais, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) anunciou que colocará em votação, na próxima quarta-feira (14), a PEC 221/2019, que modifica a jornada de trabalho 6x1 no país. 

 

Cleitinho disse ser a favor do projeto desde a sua chegada ao Senado. No vídeo, Alcolumbre elogia a posição do senador mineiro e coloca ele como um defensor do projeto.

 

“Eu sempre lutei pelo trabalhador. Pode ter certeza que a gente vai dar ao trabalhador essa dignidade com o fim da escala 6x1, passando para a 5x2, para você ter mais uma folga que é mais do que justa para vocês. Vamos pra cima”, disse Cleitinho, que no vídeo pede ao presidente do Senado que paute a votação do projeto.

 

Nesta sexta-feira (9), Alcolumbre marcou para a próxima terça (13) a quarta sessão de discussão da proposta que diminui de 44 para 40 horas a jornada semanal do trabalhador. Já na quarta (14) será realizada a quinta sessão de discussão.

 

Após o esgotamento das sessões de discussão, a PEC do fim da jornada 6x1 estará pronta para ser votada em primeiro turno no plenário. Para ser aprovada, a PEC precisará receber 49 votos favoráveis. 

 

De acordo com o Regimento do Senado, depois do primeiro turno, a proposta precisa ser debatida em outras três sessões de discussão. Só então pode ser votada em segundo turno. Por esse rito, a votação da PEC do fim da 6x1 ainda poderia ser concluída em outubro, mas não antes do segundo turno das eleições.

 

Os líderes do governo tentam obter 54 assinaturas para apresentar um requerimento que permita a chamada quebra de interstício, para que o segundo turno possa ser votado sem passar pelas sessões de discussão. A oposição anuncia que vai tentar barrar essa iniciativa, ou então apresentar emendas para modificar o texto do projeto. 

 

Segundo a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, Davi Alcolumbre teria dito a senadores que conseguiu reunir votos para aprovar o projeto da escala 6 x 1. A colunista afirma que o presidente do Senado apresentou as contas aos colegas antes de confirmar a inclusão da PEC 221 na pauta da próxima semana no plenário. 

 

Procurado pela jornalista, Alcolumbre disse por meio de nota que “cumpre o compromisso de colocar a proposta em votação, com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”. Afirmou ainda que “Caberá a cada senador e a cada senadora decidir com liberdade, consciência e convicção”. 

 

Embasa fecha contrato de patrocínio de R$ 150 mil com empresa de filha de Otto Alencar
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) firmou um contrato de R$ 150 mil com a Ecoari, startup de Isadora Alencar, filha do senador Otto Alencar (PSD-BA), para a implantação de três ecopontos digitais em Salvador. O acordo foi assinado em maio de 2026, com vigência até dezembro. O contrato foi firmado por meio da modalidade de patrocínio, que prevê a contratação por inexigibilidade de licitação.

 

Segundo o Metrópoles, a Embasa comunicou que a proposta passou por avaliação técnica de uma comissão interna e cumpriu os procedimentos legais exigidos. A estatal também afirmou que o pagamento está condicionado à comprovação da realização das entregas previstas no projeto aprovado.

 

A Ecoari é um aplicativo que oferece pontos e sorteios de prêmios a usuários que descartam resíduos recicláveis em locais específicos. A empresa ganhou visibilidade após uma publicação da Folha de S.Paulo apontar que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, financiou a startup.

 

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi alertado pela B3, a Bolsa de Valores do Brasil, sobre ativos da startup custodiados pelo Banco Master que seriam incompatíveis com o porte da empresa. À Folha de S.Paulo, Isadora Alencar afirmou que as movimentações financeiras correspondiam a um “empréstimo regular”.

 

Sobre o contrato com a Embasa, a Ecoari informou que foi contratada para desenvolver programas de incentivo ao descarte correto de resíduos.

 

“São programas essenciais para reduzir ou mesmo evitar alagamentos e entupimentos de redes públicas de esgoto e drenagem fluvial, problemas que, com frequência, castigam boa parte da população de Salvador durante o período de chuvas”, afirmou a empresa, em nota.

 

Procurado para comentar o contrato, o senador Otto Alencar não quis se pronunciar

 

Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou. 

 Eduardo Paes aceita decisão que encerra disputa pelo governo do Rio no 1º turno

Eduardo Paes aceita decisão que encerra disputa pelo governo do Rio no 1º turno
Foto: Reprodução / Instagram @eduardopaes

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) afirmou que vai respeitar a decisão da Justiça Eleitoral que descartou a realização de um segundo turno na disputa pelo governo estadual. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (8), o candidato criticou o resultado jurídico, mas reconheceu que a determinação deve ser cumprida.

 

Paes argumentou que a maioria dos eleitores fluminenses desejava uma nova rodada de votação. “Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita”, escreveu.

 

No primeiro turno, realizado no domingo (4), Ruas recebeu 49,27% dos votos nominais, enquanto Paes teve 42,76%. Anthony Garotinho (Republicanos) ficou com 3,17%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos de Garotinho em razão de uma condenação por improbidade administrativa, abrindo caminho para a confirmação da vitória de Ruas ainda no primeiro turno.