Mediação no TST termina sem acordo, e greve na Caixa continua
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A sessão de mediação realizada nesta quarta-feira (23) pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) entre bancários e a Caixa Econômica Federal foi finalizada sem acordo para o fim da greve.
 

O encontro, que aconteceu a pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho), contou com a participação da Caixa, da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT) e da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito).
 

A decisão de ir ao TST foi tomada depois que os empregados recusaram a terceira proposta do banco na assembleia que aconteceu na segunda-feira (21). A paralisação, que começou no dia 10 de setembro, tem como motivo principal as regras de plano de saúde.
 

Agências em várias regiões do país estão com portas fechadas e cartazes explicando sobre a paralisação.
 

Os demais serviços da Caixa, como quitação de contas, saque do FGTS e pagamentos dos principais programas do governo seguem funcionando normalmente.
 

O banco informa que benefícios estão sendo liberados dentro do prazo. Isso porque os pagamentos são automatizados. Depósitos de setembro dos principais programas do governo federal foram efetuados e não há registros de reclamações ou tumultos em agências.
 

ATENDIMENTOS, BOLETOS SAQUES
 

Atendimentos, pagamentos de boletos e saque podem ser realizados por diferentes meios. Confira lista:

 

  • Caixas eletrônicos
  • Aplicativos da Caixa
  • Lotéricas
  • Site da Caixa
  • WhatsApp Caixa, no 0800-1040104
  • Aplicativo Cartões Caixa
  • Aplicativo Habitação Caixa
  • Caixa Tem
  • Aplicativo FGTS
  • Alô Caixa
  • Rede Banco24Horas
  • Aplicativo DPVAT

 

Em sessão do STF, Gilmar Mendes conta que recebeu ligação do presidente do TJ-BA preocupado com fundos destinados ao BRB
Foto: Fellipe Sampaio / STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou, durante a sessão plenária desta quarta (23), que recebeu uma ligação do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, preocupado com o destino dos depósitos judiciais da corte que estão sendo geridos pelo Banco Regional de Brasília (BRB).

 

A manifestação aconteceu durante o julgamento da ADI 7935, que trata sobre o aumento do piso e teto das custas judiciais no Espírito Santo. Durante sua fala, o ministro alegou que a cobrança das custas tem deixado de cumprir função de contraprestação por serviço público e assumido finalidade fiscal e arrecadatória. Gilmar também destacou que a elevação dos valores das taxas judiciárias gera um impacto direto e negativo no acesso à justiça, princípio fundamental da Constituição.

 

O decano mencionou o caso do Banco de Brasília (BRB) como um exemplo das dificuldades e riscos associados à administração desses recursos bilionários. Ele relatou ter recebido uma ligação do presidente do Judiciário baiano, que expressou uma preocupação válida sobre o destino dos fundos daquela corte. Segundo o relato do presidente, o TJBA já havia firmado um contrato com a Caixa Econômica Federal, mas estava enfrentando obstáculos para realizar transferências de valores, em um contexto de incerteza operacional.

 

“No episódio do BRB, recebi um telefonema do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, que estava preocupado com o destino dos fundos do Banco na Bahia, de maneira bastante legítima. Porque dizia que ele já tinha celebrado o contrato com a Caixa Econômica Federal, mas estava impedido de fazer a transferência. São vários os problemas que se colocam a partir desse viés fortemente arrecadatório que se dá à chamada taxa judicial“, contou o magistrado.

 

Gilmar reiterou as considerações previamente apresentadas pelo ministro Flávio Dino sobre o que ele denominou de "sequiosidade" das instituições financeiras na busca por esses depósitos. O ministro caracterizou a situação como um assunto "extremamente delicado", especialmente em face dos problemas que têm sido reportados em relação aos bancos que administram esses fundos.

 

 

CONTRATO ENTRE BRB E TJ-BA

Durante a ligação com Gilmar, Rotondano se refere ao episódio que aconteceu no final de agosto, quando a corte baiana tentou romper o contrato com o BRB, mas foi impedida pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Na ocasião, em virtude da proximidade do prazo de encerramento do contrato, que estava com o término previsto para o dia 27 de agosto, o TJ-BA já conduzia tratativas avançadas para que a Caixa Econômica Federal assumisse a gestão das contas e fluxos judiciais. 

 

Contudo, o ministro Luiz Fux, do STF, determinou a continuidade do contrato por mais 90 dias. Segundo o magistrado, o movimento do Judiciário baiano aumentaria o risco de liquidação do BRB, que vive grave crise devido a operações realizadas com o Banco Master. 

 

"É imperioso não se olvidar de que, no contexto apurado, não se fala tão somente em potenciais prejuízos econômicos ao BRB, com o aumento do risco de sua liquidação, ou ao Distrito Federal, como acionista majoritário e controlador, mas, em verdade, em um grave risco sistêmico", afirmou Fux.

 

FALHA DE SEGURANÇA E DESVIO DE DEPÓSITOS JUDICIAIS

Informações obtidas pelo Bahia Notícias junto a autoridades do Poder Judiciário revelaram que ocorreram falhas de segurança cibernética na plataforma BRBJUS na semana passada, resultando em um desvio de R$ 43 milhões em depósitos judiciais sob a custódia do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Em um comunicado emitido pela Presidência, o Judiciário baiano destacou que a falha se deu exclusivamente em um ambiente tecnológico externo, sob a gestão do Banco Regional de Brasília (BRB), e que as credenciais e usuários afetados são geridos pela própria instituição financeira.

 

De acordo com o tribunal, a infraestrutura e os sistemas internos do TJ-BA permanecem seguros, sem qualquer indício de invasão ou vulnerabilidade, e estão operando com um monitoramento preventivo reforçado. 

 

Operação Iceberg prende onze e atinge núcleo de distribuição de drogas de luxo na Bahia
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

Onze pessoas foram presas durante a Operação Iceberg, deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Polícia Civil da Bahia, contra uma rede de tráfico de drogas voltada a consumidores de alto poder aquisitivo. Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e registradas duas prisões em flagrante, além da apreensão de entorpecentes, carros de luxo, uma pistola, celulares e documentos.

 

As prisões ocorreram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus. Um dos alvos já estava preso no sistema prisional de Aracaju, em Sergipe, onde teve o mandado cumprido.

 

Entre os presos estão três homens apontados como integrantes da liderança do grupo. O principal alvo foi localizado no Alto do Itaigara, em Salvador. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele recebia drogas de fornecedores de São Paulo e do Paraguai e coordenava a distribuição para a capital, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus.

 

A investigação financeira identificou que o suspeito movimentou mais de R$ 9,6 milhões em cinco anos, por meio de mais de 16,6 mil transações bancárias. Empresas, contas de terceiros e pessoas interpostas foram utilizadas para movimentar os valores. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.

 

APREENSÕES 
Durante a operação, foram apreendidas porções de entorpecentes de alto valor comercial, celulares e documentos, que serão analisados para identificar novos envolvidos, fornecedores e detalhes da movimentação financeira.

 

Uma pistola foi encontrada com um médico investigado, preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Ele integra o grupo de duas pessoas presas em flagrante durante a ação.

 

As medidas patrimoniais também alcançaram oito veículos e uma motocicleta, incluindo modelos Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass e Chevrolet Tracker, além de uma Honda NXR 160 Bros. Segundo a tabela FIPE, o conjunto está avaliado em mais de R$ 1,1 milhão.

 

ESTRUTURA DO GRUPO
A investigação identificou que o grupo utilizava redes sociais para negociar drogas, com pagamentos principalmente via PIX e entregas discretas. Entre os consumidores estavam médicos, empresários, advogados e outros profissionais de alto poder aquisitivo. Os entorpecentes eram divulgados com nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA.

 

Em Vitória da Conquista, um dos suspeitos apontados como liderança regional recebia drogas em Salvador e fazia a distribuição no município e em cidades próximas. De acordo com a investigação, parte dos entorpecentes era escondida em potes de cremes estéticos e enviada em ônibus comerciais, camuflada como cosméticos.

 

Em Santo Antônio de Jesus, outro investigado, já conhecido por envolvimento com o comércio de drogas na região, buscava os entorpecentes na capital e abastecia o município e cidades vizinhas.

 

Os suspeitos mantinham padrão de vida elevado, com imóveis de alto padrão e veículos de luxo. A apuração também apontou o uso de empresas e contas de familiares ou terceiros para ocultar recursos.

 

A Operação Iceberg teve origem em informações obtidas durante a Operação Gênesis, conduzida pelo DHPP. A análise de um perfil em rede social revelou indícios de comercialização de drogas e levou à identificação da estrutura de fornecedores, distribuidores e responsáveis pela movimentação financeira.

 

A ação é coordenada pelo DHPP, com participação do Departamento de Inteligência Policial (DIP), por meio do Laboratório de Lavagem de Capitais (LAB-LD), DENARC, DEPIN, CORE e Departamento de Polícia Técnica (DPT).

 

Paraná Pesquisas: ACM Neto lidera disputa ao Governo da Bahia com 51,5% dos votos válidos
Fotos: Divulgação

O Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (24), aponta que o candidato ACM Neto lidera a corrida eleitoral para o Governo da Bahia quando considerados apenas os votos válidos — critério utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir o resultado das eleições, que exclui brancos, nulos e indecisos.

 

De acordo com o Cenário 1 (estimulado), que apresenta uma lista mais ampla de candidatos, ACM Neto atinge 51,5% dos votos válidos. O atual governador, Jerônimo Rodrigues, aparece em segundo lugar com 46,3%. Os demais candidatos somam pouco mais de 2% dos votos válidos: Ronaldo Mansur (0,9%), Aroldo Felix (0,7%), Ariel Capistrano (0,3%) e Maria Bona (0,3%).

 

O instituto também testou um Cenário 2, polarizado em um confronto direto entre os dois principais candidatos. Neste recorte, também contabilizando apenas os votos válidos, a vantagem se mantém: ACM Neto pontua com 52,2%, contra 47,8% de Jerônimo Rodrigues.

 

 

Considerando a margem de erro da pesquisa, que é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, os números indicam uma disputa acirrada, com ACM Neto numericamente à frente e com chances de definição em primeiro turno, caso a eleição fosse hoje.

 

A pesquisa da Paraná Pesquisas ouviu 1.400 eleitores em 60 municípios do Estado da Bahia, por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 21 e 23 de setembro de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95,0%, e a margem de erro estimada é de 2,7 pontos percentuais. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-00759/2026

 

Um ano de Jair Ventura: técnico tem título do Nordestão e vive momento de pressão no Vitória
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

Após confirmar sua permanência no Vitória e em meio à pausa do Campeonato Brasileiro por conta da Data Fifa, o técnico Jair Ventura completa um ano à frente do Vitória nesta quinta-feira (24). Com uma forte arrancada após sua chegada, o treinador conseguiu manter o Leão na Série A na reta final do Campeonato Brasileiro, conquistou o título da Copa do Nordeste em junho, mas vive seu momento de maior pressão desde que assumiu o clube. Com contrato renovado até o fim de 2026 no início do ano, Jair Ventura ficou com o vice-campeonato baiano em março e passa por um momento de apenas uma vitória nos últimos sete jogos.

 

Nas 64 partidas à frente do Rubro-Negro, Jair Ventura soma 29 vitórias, 10 empates e 25 derrotas, com aproveitamento de 50,52%. Este é o segundo trabalho mais duradouro da carreira do treinador, atrás apenas dos 94 jogos à frente do Botafogo, onde iniciou a carreira como técnico em 2016. Ao lado de Abel Ferreira, Odair Hellmann, Rogério Ceni, Fernando Seabra e Rafael Guanaes, Jair Ventura é um dos sete treinadores que estão em seus clubes desde o início da temporada 2026.

 

Faltando 10 rodadas para o fim do Brasileirão, a missão de Jair Ventura é a mesma de quando chegou: manter o Rubro-Negro na elite nacional. Após o título do Nordestão, o Vitória disputou 15 partidas entre Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, com apenas quatro vitórias, dois empates e nove derrotas após a pausa da Copa do Mundo. A campanha na Copa do Brasil, que contou com classificações marcantes contra Flamengo e Athletico-PR, terminou nas quartas de final após duas derrotas para o Vasco, já em um momento delicado do Leão na temporada.

 

A derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro, no último domingo (20), aumentou a pressão sobre o treinador. No Barradão, porém, Jair Ventura ainda mantém um ótimo aproveitamento. Desde que chegou ao clube, o técnico comandou o Vitória em 35 partidas como mandante, com 24 vitórias, três empates e oito derrotas, alcançando 71,42% de aproveitamento.

 

Se como mandante na Série A o Vitória é o quinto melhor, com nove vitórias, um empate e quatro derrotas, fora de casa o Rubro-Negro possui a segunda pior campanha. O Leão ainda não venceu como visitante e soma cinco empates e nove derrotas até a 29ª rodada, com 11,11% de aproveitamento.

 

 

"TESTE DE FOGO" CONTRA A CHAPE

Especulado no Internacional, que também luta contra o rebaixamento, Jair Ventura foi enfático ao dizer que não irá deixar o Vitória neste momento. Em entrevista ao portal ge, na última quarta-feira (23), o treinador destacou a confiança recebida do presidente Fábio Mota e afirmou que não abandonaria o trabalho em meio à pressão.

 

“Tem muita gente que acredita em mim e na minha comissão. Seria muita covardia da minha parte largar o barco agora depois de tudo que Fábio fez para manter a gente aqui”, declarou.

 

Agora, o treinador terá um “teste de fogo” diante da Chapecoense, no dia 7 de outubro, às 20h, no Barradão, pela 30ª rodada da Série A. A partida marcará o retorno do Campeonato Brasileiro após a pausa para a Data Fifa.

 

“Caso eu tivesse saído, eu teria uma razão: tem muita gente que não me quer. Mas qual recado eu daria para quem acredita no nosso trabalho, quem quer que a gente fique? Os atletas, Fábio. Se as coisas não acontecerem contra a Chapecoense, de repente uma mudança faz parte do jogo. Se a gente sair, não vai ser uma decisão nossa.”, completou.

 

Após 29 rodadas, o Vitória ocupa a 13ª colocação da Série A, com 33 pontos, quatro a mais que o Grêmio, primeiro time da zona de rebaixamento. Segundo dados da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Leão tem 13,1% de chances de rebaixamento e aparece como o oitavo time com maior risco de queda neste momento da competição.

 

RETA FINAL

Após enfrentar a Chapecoense, o Vitória terá dois jogos fora de casa contra São Paulo e Corinthians. Na reta final da Série A, o Rubro-Negro ainda enfrenta Athletico-PR, Fluminense, RB Bragantino e Santos no Barradão, além de Coritiba, Internacional e Vasco como visitante.

 

Tatuagem, botox e cirurgia bariátrica: novas regras mudam prazo para doar sangue na Bahia
Foto: Mateus Pereira / GOVBA

A Fundação Hemoba adotará novos critérios para a doação de sangue a partir da próxima quinta-feira (1º). As novas diretrizes vão seguir as orientações da Portaria GM/MS nº 11.685, de 2 de julho de 2026, do Ministério da Saúde. O documento atualiza as normas que orientam os serviços de hemoterapia em todo o país e reúne diretrizes para todas as etapas do ciclo do sangue, além de incorporar procedimentos específicos.

 

Entre as mudanças previstas está a possibilidade de o doador regular com mais de 70 anos continuar doando após avaliação médica. Já as pessoas com piercing, tatuagem, maquiagem definitiva ou que tenham realizado intervenções estéticas, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, poderão doar sete dias após a realização do procedimento, desde que este tenha sido realizado em local que cumpra as normas de segurança sanitária. 

 

O prazo será de quatro meses quando não for possível comprovar o cumprimento dessas normas, conforme avaliação da segurança do procedimento. No caso de colocação de piercing na boca ou na região genital, a doação só poderá ser feita quatro meses após a retirada.

 

Em relação aos pacientes que passaram por exames como endoscopia e colonoscopia, o prazo de inaptidão foi reduzido de seis para quatro meses. Pessoas que realizaram cirurgia bariátrica poderão doar após seis meses do procedimento, desde que apresentem peso estável, anteriormente, o caso era de inaptidão definitiva. Em caso de gastrectomia total (retirada completa do estômago), continua sem poder doar sangue. 

 

Pessoas que tiveram câncer, exceto oncohematológico, também poderão doar após cinco anos do fim do tratamento, desde que haja confirmação da cura. Anteriormente, esses casos eram considerados de inaptidão definitiva. Para pessoas que tiveram relações sexuais com parceiros casuais, a doação será permitida após quatro meses do último contato sexual; anteriormente, o prazo era de 12 meses.

 

A portaria revisa parte das normas vigentes desde 2017 e consolida orientações para hospitais, hemocentros e outros serviços de hemoterapia que integram o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN). 

 

As normas também reavaliam procedimentos laboratoriais, processamento, qualificação do sangue e transfusão, além das exigências relacionadas ao controle de qualidade, à rastreabilidade e à hemovigilância, com a determinação de que os procedimentos operacionais sejam revisados periodicamente.

 

O texto reforça a importância da doação voluntária, espontânea e altruísta, mantém a obrigatoriedade dos testes para detecção de infecções transmissíveis pelo sangue, incluindo os testes de ácido nucleico (NAT), e detalha critérios relacionados à idade, ao peso mínimo, à frequência entre as doações e aos parâmetros laboratoriais.

 

Motor de avião explode durante decolagem em Goiânia e causa cancelamento de voo da Gol
Foto: Reprodução

O motor de um avião explodiu durante a decolagem no Aeroporto de Goiânia, nesta quarta-feira (23). A aeronave, da companhia aérea Gol, faria o trajeto entre a capital do Goiás e Brasília, no Distrito Federal. Segundo informações do jornal Opção, o acidente causou o fechamento da pista principal do Aeroporto Internacional Santa Genoveva por cerca de 1 hora e meia. 

 

 

A explosão foi registrada por uma passageira. O vídeo mostra o momento em que a aeronave está decolando e acontece uma espécie de explosão. É possível ouvir ainda o susto e desespero dos passageiros.

 

Em nota, a Gol informou que a aeronave que faria o voo G3 1747, entre o Aeroporto de Goiânia (GYN) e Brasília (BSB), “apresentou problemas técnicos em um dos seus motores, durante procedimento de decolagem, e teve o seu voo cancelado”.

 

Sem informar a quantidade de passageiros do voo, a companhia aérea disse ainda que todos os clientes desembarcaram em segurança, e que os passageiros impactados receberam as tratativas previstas pela resolução 400 da ANAC, e foram acomodados nos próximos voos da companhia.

 

Segundo a assessoria de imprensa do Aeroporto Internacional Santa Genoveva, a pista teve que ser fechada para pousos e decolagens às 18h40, sendo liberada apenas às 20h17. Durante esse tempo, 4 voos que estavam previstos para pousar em Goiânia tiveram de ser redirecionados para Brasília.

 

Flávio Bolsonaro procura União-PP, que avalia apoio no 2º turno com garantia para Alcolumbre no Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) procurou nesta semana os presidentes do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, para pedir o apoio dos partidos em um eventual segundo turno.
 

Os partidos, que juntos formam uma federação, avaliam a aliança, mas querem atrelar um apoio a um espaço num eventual governo bolsonarista e à permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado.
 

Flávio Bolsonaro chegou perto de fechar uma aliança com o PP e União Brasil no primeiro turno, mas não conseguiu por falhas na sua articulação, pela explosão do caso "Dark Horse" e por uma pressão do governo Lula pela neutralidade das legendas. Como estão federados, os partidos funcionam como um só e precisam tomar uma decisão conjunta sobre um apoio formal.
 

Desta vez, ao contrário do que ocorreu no primeiro turno, Ciro Nogueira está propenso a apoiar Flávio numa segunda fase da disputa. De acordo com aliados, o senador se irritou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi ao Piauí e o chamou indiretamente de "vira-lata", apoiando adversários do PP na corrida pelo Senado.
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Nogueira tinha uma espécie de pacto de não agressão com Lula. Mesmo aliado ao bolsonarismo, após ser ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, o presidente do PP precisa angariar votos lulistas para se reeleger senador pelo Piauí, que na última eleição deu 74,25% ao petista no primeiro turno.
 

O pacto de não agressão previa que Lula não atacasse Ciro Nogueira diretamente e concentrasse apoio apenas em Marcelo Castro (MDB), deixando de lado Júlio César (PSD) na eleição ao Senado. O presidente do PP, então, deixaria o partido neutro na eleição presidencial.
 

Agora, diante da postura de Lula a favor de Júlio César e contra Ciro, o PP não teria mais compromisso com a neutralidade. Enquanto isso, segundo aliados, Flávio Bolsonaro cortejou Nogueira garantindo que não iria ao Piauí antes do primeiro turno para não expor ao eleitorado do estado, majoritariamente lulista, a relação entre os dois.
 

Além da sobrevivência eleitoral de Nogueira, pesa para a reaproximação a perspectiva de vitória bolsonarista em dois Poderes. Na corrida pela Presidência, lideranças do centrão voltaram a apontar favoritismo de Flávio Bolsonaro na disputa contra Lula.
 

A ala majoritária do centrão avalia que o escândalo do Banco Master prejudica pouco Flávio Bolsonaro diante da crise envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes. A campanha bolsonarista tem colado a imagem do magistrado no presidente Lula, que passou a enfrentar dificuldades nas últimas pesquisas de intenção de voto.
 

A federação também é cética quanto ao impacto eleitoral do pacote de bondades preparado por Lula, por acreditar que ele foi lançado muito próximo do primeiro turno. O presidente anunciou no dia 17 de setembro um reajuste do Bolsa Família, e antes assinou medidas para conter o preço dos combustíveis.
 

Apesar do interesse inicial da federação União Progressista em apoiar Flávio, dirigentes do grupo pregam cautela. Primeiro, querem ter em mãos o resultado do primeiro turno para comprovar ou não o favoritismo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

Segundo, União e PP também querem ter em mãos o número da bancada eleita no Congresso. O principal interesse do União Brasil é preservar Davi Alcolumbre no comando do Senado, a despeito do plano bolsonarista de assumir o controle da Casa.
 

O PL acredita que conseguirá uma maioria capaz de eleger um presidente do Senado alinhado à pauta do impeachment de ministros do STF. Já Alcolumbre deve contar com o apoio do governo Lula (PT) e do centrão para continuar no cargo a partir do ano que vem. Ele é contra dar sequência ao afastamento dos magistrados.
 

Dessa forma, a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, pode ser um dos entraves para um apoio a Flávio Bolsonaro. Uma reunião entre os presidentes da federação União-PP está marcada para o dia 6 de outubro, em Brasília, com a bancada eleita pela federação. Uma decisão sobre o posicionamento nacional da legenda deve sair desse encontro.
 

Enquanto a federação União-PP se reaproxima de Flávio Bolsonaro, os demais partidos do centrão jogam parados. No Republicanos, lideranças avaliam a eleição como aberta e trabalham para manter sua distância da disputa presidencial.
 

Já no PSD a situação é imprevisível. Como mostrou a Folha, aliados do presidente Lula querem garantir a neutralidade do partido. Mas a tendência do candidato da legenda à Presidência, Ronaldo Caiado, é apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno.
 

Já o presidente nacional do partido e vice de Caiado na chapa presidencial, Gilberto Kassab, tende à neutralidade e deve, no mínimo, encarecer qualquer apoio. Lideranças do Nordeste, com tendência lulista, comandam uma ala importante do PSD.


 

Zambelli pede ao STF salvo-conduto para vir ao Brasil votar na mãe
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A ex-deputada Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para que possa retornar ao Brasil com o objetivo de votar em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo.

 

Segundo a Agência Brasil, a peça foi protocolada na segunda-feira (22) e alega que, apesar de haver mandados de prisão em aberto contra a Zambelli, a Justiça italiana negou a extradição dela para o Brasil, tendo considerado duvidosa a imparcialidade da Primeira Turma do STF, colegiado responsável por duas condenações contra a ex-deputada. 

 

A defesa também apontou para o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master, que ainda não foi votado pelo plenário do STF, o que coloca em dúvida a idoneidade do magistrado, relator dos casos de Zambelli. 

 

A peça sustenta que, diante de todo esse quadro, Zambelli tem o direito de vir ao Brasil exercer o direito ao voto sem ser presa. “O risco de prisão no ingresso, na permanência ou na saída do país inviabiliza o exercício dessa finalidade e torna necessária a tutela preventiva da liberdade de locomoção”, disse a defesa. 

 

A ação foi enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relator do pedido de investigação contra Moraes. Zambelli quer autorização para chegar ao Brasil no dia 3 de outubro, votar em 4 de outubro e embarcar de volta para a Itália no dia seguinte. 

 

RELEMBRE O CASO

A ex-deputada Carla Zambelli, ainda filiada ao PL de São Paulo, foi condenada a 10 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo, em 2025, pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica. 

 

Ela foi considerada culpada por encabeçar uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizada em 2022, com o objetivo de inserir neles um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes. A motivação, segundo a condenação, foi desmoralizar o Poder Judiciário diante das eleições presidenciais iminentes. 

 

Ainda em 2025, ela foi condenada de novo pelo STF, dessa vez a 5 anos e 3 meses de prisão, com regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso está relacionado à perseguição do jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, dias antes do segundo das eleições presidenciais de 2022. 

 

Após a primeira condenação, antes que fosse expedida a ordem para o cumprimento da pena, Zambelli se valeu do passaporte europeu para embarcar rumo aos Estados Unidos e depois para a Itália, onde pediu refúgio por perseguição política. 

 

Ela chegou a ser presa em Roma a pedido do STF, por intermédio do governo brasileiro, que pediu sua extradição imediata. A primeira instância da Justiça italiana chegou a conceder a extradição, mas a decisão acabou cassada por um tribunal de apelação, que considerou duvidosa a atuação de Moraes, por figurar como juiz e vítima no mesmo processo. 


 

Terreiro Casa Branca promove feira gratuita com ações de saúde, cultura e literatura neste sábado
Fotos: Divulgação / Ilê Axé Yá Nassô Oká (Terreiro Casa Branca)

O Ilê Asé Iyá Nassô Oká, conhecido como Terreiro Casa Branca, realiza neste sábado (26), a partir das 9h, a 24ª Feira da Saúde, Cultura e Literatura. Com entrada gratuita, o evento terá programação durante todo o dia e abordará o tema “Da 1ª infância ao envelhecimento com Direitos Assegurados: Prevenção, Cuidados e Promoção à Saúde”.

 

Entre as atividades estão atendimentos de saúde bucal, consultas médicas e de enfermagem, aferição de glicemia e pressão arterial, vacinação para crianças e adultos e imunização de cães e gatos. O público também poderá participar de exercícios terapêuticos, grupo de psicanálise e ações voltadas à economia solidária.

 

A programação inclui ainda um espaço gastronômico com degustação do caruru de São Cosme e Damião, além de uma feira literária dedicada à literatura e à cultura escrita.

 

Segundo a organização, a iniciativa busca contribuir para a prevenção e a promoção da saúde da população negra de Salvador, reunindo diferentes áreas de atendimento e conhecimentos relacionados à medicina afro-brasileira e à medicina convencional.

 

“Nosso intuito é promover equidade, através da troca de experiência entre os saberes da medicina afro-brasileira e a medicina oficial”, afirma Ekedy Sinha.

 

O evento também terá mesas de debate sobre os desafios e avanços no desenvolvimento da primeira infância, com discussões sobre prevenção, cuidados e promoção à saúde. Outro encontro será dedicado ao envelhecimento com direitos assegurados.

 

Ao longo do dia, o público poderá acompanhar ainda intervenções artísticas, apresentações de poesia, dança e música.

 

SERVIÇO

O quê: 24ª Feira da Saúde, Cultura e Literatura
Quando: 26 de setembro, a partir das 9h
Onde: Terreiro Casa Branca – Av. Vasco da Gama, 463, Engenho Velho da Federação, Salvador
Entrada: gratuita