Equipe da vimed emergência médica, está cobrindo o carnaval em Salvador. Uma equipe formada por condutores, médicos e técnicos estão no camarote cabana da Barra, fazendo um trabalho que já é consolidado na área da saúde.



Dr.Geidson, diretor proprietário da vimed, falou da alegria de está fazendo o que gosta na maior festa de rua do Brasil.” Estou feliz, pois além de médico sou músico também e estamos aqui trabalhando caso precise, nossa equipe está pronta para salvar vidas.” Destacou o DR.




Epstein tentou se aproximar de banqueiros e investidores brasileiros como Lemann e André Esteves, apontam emails



Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos Estados Unidos

O criminoso sexual Jeffrey Epstein tentou se aproximar de empresários e investidores brasileiros para tratar de negócios, mostram documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

 


André Esteves (banqueiro do BTG Pactual), Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central), Eike Batista (que fundou o Grupo EBX), Jorge Paulo Lemann (sócio da 3G Capital e um dos fundadores da Ambev) e Luiz Fernando Levy (ex-presidente do jornal "Gazeta Mercantil") são alguns dos brasileiros mencionados nos arquivos que mostram conversas de Epstein ou de Ghislaine Maxwell, que foi cúmplice dele, com intermediários.

 


Os diálogos sugerem encontros para a discussão de negócios que não são especificados. Não há confirmação de que as reuniões ocorreram. Tampouco existe qualquer indício de que os empresários brasileiros tiveram algum envolvimento ou mesmo ciência dos crimes cometidos por Epstein e Maxwell.

 


Epstein foi condenado em 2008 por solicitação de prostituição de uma menor. Também foi acusado de comandar uma rede de tráfico sexual. O financista foi encontrado morto em 2019, antes de ser julgado. No Brasil, documentos mostram que ele discutiu a compra de agências de modelos para "ter acesso a garotas".

 


Os brasileiros são mencionados pela primeira vez em um email de dezembro de 2002. O remetente, chamado Marcelo de Andrade, sugere a Maxwell encontros com os empresários e apresenta a ela uma pequena biografia de cada um deles. Meses depois, em março de 2003, Andrade escreve outra mensagem dizendo já ter iniciado os contatos com Armínio Fraga, Jorge Paulo Lemann e Luiz Fernando Levy. O título da conversa é "Visita ao Brasil".

 


Os documentos divulgados pelo governo americano sugerem que empresários brasileiros chegaram a se encontrar com intermediários de Epstein no Brasil. Em abril de 2012, o lobista britânico Ian Osborne comunicou Epstein sobre uma reunião que faria com Esteves. "Acabei de pousar em SP. Pegando um helicóptero para encontrar André Esteves. Ligo para você quando terminar", escreveu ele na mensagem.

 


Minutos após o email de Osborne, Epstein responde perguntando sobre a agenda de outros empresários, incluindo a de Eike.

 


Osborne é um intermediário que, ainda de acordo com os documentos, conectava Epstein a empresários. Ele também conversou com o financista sobre Batista ao longo de todo o ano de 2012, inclusive citando negócios e reuniões que teriam tido participação dos três.

 


Como mostrou a Folha, Epstein também convidou Eike para um almoço com o bilionário Elon Musk na sua ilha no Caribe. Nenhum dos documentos aponta contato direto entre o brasileiro e o financista, que teriam se comunicado apenas por intermediários.

 


Em outro dos arquivos, datado de outubro de 2013, Boris Nikolic, também intermediário de Epstein e que foi assessor do filantropo Bill Gates, escreve ao financista sobre um encontro de cinco horas que ele teve com Lemann. Na conversa, o emissário diz que o brasileiro se ofereceu para investir em um negócio que não é especificado. "Ele também disse que poderia trazer vários outros amigos bilionários para participar", diz trecho do email.

 


Por telefone, Fraga afirmou à Folha nesta quinta (12) que nunca conheceu Epstein nem seus intermediários. Ele disse supor que seu nome tenha sido sugerido para uma reunião com o financista porque à época ocupava o cargo de presidente do Banco Central, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1998 - 2002).

 


A assessoria de André Esteves escreveu, em nota, que o banqueiro também não se encontrou com Epstein.

 


A equipe de Eike, por sua vez, disse que o empresário "não conhece, nunca conversou e nunca foi à ilha ou trocou mensagens" com o financista, embora tenha conhecido Ian Osborne para tratar de negócios.

 


"No início da década passada, quando Eike estava entre os sete maiores bilionários do planeta, muitos investidores internacionais o procuravam [...]. Entre estes investidores internacionais estava Ian Osborne, mas as propostas dele não tiveram qualquer resultado concreto", diz o comunicado.

 


A assessoria de Jorge Paulo Lemann, que aparece em conversas do financista com Boris Nikolic, também escreveu que o empresário nunca conheceu Epstein.

 


"Boris Nikolic foi o principal assessor científico de Bill Gates e apresentado por ele a Jorge Paulo Lemann. Não havia nenhuma relação conhecida entre Boris Nikolic e Jeffrey Epstein, tampouco o nome de Epstein foi citado na ocasião", diz trecho da nota.

 


Além de empresários e investidores, políticos, personalidades e um arquiteto brasileiro são mencionados nos arquivos Epstein. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, aparecem em 62 e 65 arquivos, respectivamente —sem consid

erar buscas pelos nomes com erros de digitação.







 Polícia Civil prende técnico de enfermagem suspeito de abuso sexual contra pacientes em hospital



Polícia Civil prende técnico de enfermagem suspeito de abuso sexual contra pacientes em hospital

Foto: Divulgação

Um técnico de enfermagem de 69 anos foi preso na terça-feira (10) sob suspeita de abuso sexual contra pacientes internadas em um hospital da região. A prisão preventiva foi cumprida por policiais civis após investigação motivada por denúncias registradas contra o profissional de saúde.


 


De acordo com o inquérito, o primeiro caso ocorreu em janeiro deste ano, quando uma paciente de 22 anos, vítima de acidente de trânsito, relatou ter sido abusada durante um procedimento de troca de curativos. A direção do hospital foi informada e afastou imediatamente o servidor, além de instaurar procedimento administrativo interno.


 


Durante a apuração, uma colega de trabalho do investigado também apresentou relato de abuso. As investigações apontam indícios de que o técnico fotografava pacientes e mantinha condutas inadequadas durante os atendimentos.


 


Com base nos depoimentos e nas provas colhidas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, posteriormente deferida pelo Poder Judiciário. O investigado se apresentou à unidade policial acompanhado de advogado, onde foi preso. Ele passou por exames de praxe e permanece à disposição da Justiça.







 Vitória encaminha contratação do zagueiro Cacá, do Corinthians



Vitória encaminha contratação do zagueiro Cacá, do Corinthians 

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O Vitória e o zagueiro Cacá, do Corinthians, têm negociações avançadas para que o defensor reforce o Leão por empréstimo até o fim de 2026. A informação foi divulgada pelo Canal do Dinâmico e confirmada pelo Bahia Notícias.


 


Aos 26 anos, Cacá foi revelado pelo Cruzeiro e passou pelo Tokushima Vortis, do Japão, e pelo Athletico-PR antes de chegar ao Corinthians, clube que detém seus direitos.


 


Em 2025, Cacá fez 31 jogos pelo Timão e marcou dois gols. No total, o jogador soma 70 partidas pelo clube paulista, com três gols. O atleta deve chegar a Salvador nos próximos dias para a realização de exames médicos e assinatura de contrato.


 


Na atual janela, o Vitória contratou os zagueiros Ricielli, Diogo Silva e Luan Cândido. Destro, Cacá pode reforçar o plantel de defensores do Leão, que atualmente conta com Edu, Camutanga, Neris e Edenilson.


 


PAUSA DO CARNAVAL


Após a derrota para o Flamengo na última terça-feira (10), o Vitória volta a campo apenas na quarta-feira (18), contra o Bahia de Feira, às 21h30, no Barradão, pela 8ª rodada do 

Campeonato Baiano.







 Joga água aí? Previsão do tempo para sexta de Carnaval em Salvador é de tempo fechado e chuva



Joga água aí? Previsão do tempo para sexta de Carnaval em Salvador é de tempo fechado e chuva

Foto: Bahia Notícias

O segundo dia oficial de Carnaval em Salvador, nesta sexta-feira (13) vai requerer do folião uma proteção extra para quem não quiser se molhar.


 


A previsão do tempo para a capital baiana é de tempo nublado com pancadas de chuva ao longo do dia. 


 


De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até o final da folia, o tempo deve variar entre momentos de nebulosidade, aberturas de sol e chuvas rápidas.


 


A temperatura em Salvador nesta sexta deve variar de 24°C a 34°C, e o folião continuará com a sensação de abafamento.


 


A recomendação para conseguir lidar e driblar o mal-estar durante o período, é uma boa hidrataçã

o e alimentação.







 Rui Costa comenta situação do Banco Master e relação com Credcesta na Bahia: "Vendemos um supermercado que estava falido"



Rui Costa comenta situação do Banco Master e relação com Credcesta na Bahia: "Vendemos um supermercado que estava falido"

Foto: Reprodução / Diego Mascarenhas

O ministro da Casa Civil Rui Costa aproveitou sua passagem no Carnaval de Salvador, nesta última quinta-feira (12), para comentar o escândalo do Banco Master e a relação com a Bahia. Durante coletiva, o ministro indicou que a venda do Credcesta no estado, passa por um bombardeio de "desinformação". 


 


"Nós vivemos um mundo da realidade virtual e outro da vida real. Infelizmente, todo o tempo nós temos que conflitar esse momento aqui, pé no chão, vida real que nós temos aqui, com a fantasia, com a mentira que eles reproduzem nas redes", apontou Rui. 


 


Segundo o ministro, durante sua gestão, a venda feita foi de "um supermercado que estava falido". "Dava um prejuízo ao Estado de quase R$ 200 milhões por ano. Tentamos vender uma, duas vezes, e só conseguimos na terceira”, explicou.


 


O Credcesta é o cartão de benefício consignado lançado pelo Banco Master e atualmente operado pelo Banco Pleno e pelo Voiter, após a liquidação da instituição de Daniel Vorcaro, alvo de operação nacional. 


 


"Nós vendemos para que o povo baiano, pobre, excluído, não ficasse pagando. Porque quando o Estado paga, quem paga não sou eu, quem paga é o povo que mora na favela, na baixada. O povo pagava 200 milhões por ano de prejuízo daqueles supermercados", finali

zou o ministro. 







 Provas contra Toffoli levam disputa entre ministro e PF a clima de guerra fria institucional



Foto: Reprodução / STF

A descoberta de transações e diálogos entre Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, ampliou um embate que vem sendo descrito por integrantes dos três Poderes como um conflito institucional entre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e a Polícia Federal nas investigações do escândalo de fraudes do Banco Master.

 


Investigadores do caso argumentam nos bastidores que a atuação do ministro no caso criou prejuízos à apuração.

 


Autoridades ouvidas pela reportagem da Folha relataram temor de ruptura institucional no STF, que estaria assistindo desde o final do ano passado, quando Toffoli puxou o caso para a corte, a uma espiral da crise sem capacidade de reação. Na noite desta quinta (12), o ministro aceitou deixar a relatoria do caso.

 


A percepção geral é a de que o caso Master desencadeou uma guerra fria com ataques e contra-ataques entre atores políticos e órgãos públicos, com desdobramentos que já não podem mais ser controlados em Brasília e nos estados onde há investigações.

 


Em nota divulgada na quinta-feira, o ministro afirmou que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Toffoli disse ainda que "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

 


Procurado para comentar por meio da assessoria do STF, ele não se manifestou.

 


A pressão sobre a Polícia Federal aumentou após a operação da semana passada que mirou aliados no Amapá do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Políticos e autoridades de Brasília passaram a reclamar que a PF estaria sem freios, demandando uma "contenção" no trabalho já avançado das investigações.

 


Um dos focos de pressão contra a PF é a apuração de vazamento de informações que estão sob sigilo dos inquéritos do Master. A própria defesa de Vorcaro pediu ao ministro do STF investigações sobre os vazamentos.

 


Diante da gravidade dos achados no celular de Vorcaro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou, na última segunda-feira (9), ao presidente ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli.

 


O ministro confirmou, em nota, que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt, que foi uma das donas do resort Tayayá, no Paraná. Ele nega, contudo, ser amigo de Vorcaro e ter recebido valores do ex-banqueiro.

 


Para investigadores, que falaram na condição de anonimato, os pagamentos seriam a razão da motivação da conduta de Toffoli, uma vez que podem acionar um processo de suspeição que o afaste do caso. Uma das preocupações é que isso possa invalidar provas, sob a alegação de erro processual, e provoque a nulidade de partes do processo.

 


Como mostrou a coluna Painel S.A. o acesso às provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master, é assunto delicado nos corredores da PF. Ninguém quis se comprometer a dizer que os peritos não receberam as provas, mas também não confirmam se tiveram acesso.

 


Toffoli foi quem escolheu os peritos após um vaivém sobre o destino das provas da operação. O ministro primeiro determinou que todo o material fosse lacrado e guardado no STF, não na PF, como seria praxe, e depois autorizou que as provas ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República.

 


Em meio à escalada da crise, autoridades em Brasília alertaram para o risco de os demais ministros do STF virarem indiretamente "sócios" da crise do resort Tayayá e dar munição ao discurso de lideranças bolsonaristas contra a corte. No limite, isso poderia levar a uma espécie de ressignificação dos atos de 8 de janeiro de 2023.

 


Autoridades que acompanham os desdobramentos do caso avaliaram que o ministro deveria mostrar o seu sigilo bancário e telefônico e comprovar os pagamentos para a Maridt.

 


Em nota divulgada após a reunião que selou a saída de Toffoli do caso Master, os ministros do Supremo expressaram "apoio pessoal" ao colega e citaram "a inexistência de suspeição ou de impedimento". O texto diz que a mudança da relatoria ocorreu a pedido do magistrado, considerando "os altos interesses institucionais".







Rui Costa comenta situação do Banco Master e relação com Credcesta na Bahia: "Vendemos um supermercado que es

tava falido"

sexta-feira, 13/02/2026 - 09h00

Por Redação


 Briga com homens fantasiados no circuito do Carnaval na Barra viraliza nas redes sociais


 Briga com homens fantasiados no circuito do Carnaval na Barra viraliza nas redes sociais

Foto:

Uma briga generalizada no pré-Carnaval de Salvador viralizou nas redes sociais mesmo após um dia do início oficial da festa. O registro mostra um grupo de homens e algumas mulheres fantasiado de coelhinho, brigando com um folião.


 


No vídeo, feito na madrugada da última quinta-feira (12), não é possível entender o motivo da confusão. O homem sem fantasia é derrubado pelos foliões e agredido com chutes e socos.


 



Outras pessoas tentaram intervir e a polícia chegou de forma rápida, com uma viatura, atuando no caso e parando os rapazes descaracterizados em frente ao banheiro.

Mãe de crianças mortas por pai em Itumbiara deixa enterro mais cedo após sofrer ameaças no cemitério

VÍDEO: Mãe de crianças mortas por pai em Itumbiara deixa enterro mais cedo após sofrer ameaças no cemitério

Foto: Reprodução / Mais Goiás

A mãe dos dois meninos baleados pelo pai, o secretário de Governo de Itumbiara, Thales Machado, precisou deixar o velório do filho mais velho antes do término da cerimônia após começar a receber ameaças e insultos no Cemitério Municipal da cidade. Sarah Tinoco Araújo estava acompanhada do pai, o prefeito Dione Araújo, e seguiu para o local do sepultamento na manhã desta quinta-feira (12), mas não permaneceu até o final.


 


 


 



 


De acordo com relatos de parentes presentes, Sarah teria sido alvo de hostilidades por parte de populares enquanto acompanhava o enterro de Miguel, de 12 anos. O menino teve a morte confirmada pouco depois de dar entrada no Hospital Municipal Modesto de Carvalho. A segunda criança, Benício, outro filho do casal, está em protocolo de morte cerebral, conforme informações preliminares repassadas pela família ao portal Mais Goiás. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o quadro clínico da criança.


 


O crime ocorreu na madrugada desta quinta-feira (12). Segundo a polícia, Thales Machado atirou contra os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida. A motivação do ataque ainda é investigada. Thales ocupava o cargo de secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara, chefiada pelo sogro, Dione Araújo, que agora ampara a filha em meio à tragédia familiar.







VÍDEO: Briga com ho

 Pedidos de impeachment, quebras de sigilo e investigações colocam Toffoli como alvo de três frentes no Senado


Ministro Dias Toffoli em sessão do STF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Apesar de ter deixado a relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli pode não conseguir se livrar de futuras investigações sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. No Senado, o ministro pode ter que enfrentar ações em três frentes paralelas de apuração.


 


A primeira delas, a CPI do Crime Organizado, deve ter reunião deliberativa no próximo dia 24. O presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), promete colocar em votação diversos requerimentos ligados ao caso Master, inclusive os que envolvem familiares do ministro Dias Toffoli.


 


O próprio Contarato apresentou requerimentos para quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Reag Investimentos e de seu fundador, João Carlos Mansur, no âmbito das apurações sobre o Banco Master. A Reag entrou no radar das autoridades após a Comissão de Valores Mobiliários iniciar um pente-fino em operações envolvendo ações do Master e da própria gestora, diante de suspeitas de irregularidades. 


 


Com as denúncias, a Polícia Federal também passou a investigar o fundo Reag. Posteriormente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da empresa.


 


“A CPI do Crime Organizado cumpre uma função constitucional de investigar e fiscalizar a atuação de organizações criminosas que se utilizam do sistema financeiro nacional. Não podemos nos omitir diante desse escândalo”, afirmou o senador Contarato.


 


O presidente da CPI do Crime Organizado também deve colocar em votação diversos requerimentos do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-ES), que buscam investigar as relações de ministros do STF com o banco Master. Vieira quer aprovar pedidos para convocar a depor os irmãos do ministro Dias Toffoli, além de pedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa Maridt Participações S.A.


 


Nesta semana, o ministro Dias Toffoli admitiu ser sócio da Maridt. A empresa, ligada a familiares dele, vendeu uma participação no Resort Tayaya ao Fundo Arleen, que tem ligação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


 


Além do relator, outros senadores da comissão também apresentaram requerimentos com foco no ministro Dias Toffoli. Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) querem levar o próprio ministro a depor na CPI, e vão pedir a aprovação dos requerimentos. 


 


Esses requerimentos, entretanto, podem ser descartados pelo presidente da comissão de inquérito. Há um entendimento já firmado pelo STF de quem nem o presidente da República, nem os ministros do Supremo ou o procurador-geral da República podem ser obrigados a comparecer a uma CPI, e atuam apenas em colaboração.


 


Uma segunda frente de incômodos a Toffoli está presente nos pedidos de impeachment apresentados contra ele. Nesta quinta (12), o partido Novo entregou mais um pedido de impeachment de Toffoli. O novo pedido foi protocolado com 51 assinaturas, incluindo a do senador governista Paulo Paim (PT-RS). 


 


Lideranças do partido Novo afirmam que Toffoli não tem moral para continuar no cargo. A justificativa é o ministro, como relator responsável pela investigação do Banco Master, ter recebido dinheiro de um fundo ligado à instituição e ter tomado decisões que, no entender de parlamentares do Novo e de outros partidos, dificultaram a investigação.


 


O documento do partido Novo se soma a outros 25 requerimentos que pedem o impeachment do ministro Dias Toffoli. Desse total de pedidos, três citam o Master como motivação.


 


Os três pedidos mais recentes, todos ligados ao caso Banco Master, foram protocolados em 26 de janeiro de 2026, 3 de fevereiro de 2026 e 6 de fevereiro de 2026. As representações foram apresentadas por civis e aguardam despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


 


Em 2025, foram quatro os pedidos de impeachment contra Toffoli, ainda pendentes de análise inicial. Dois foram apresentados em 12 de agosto de 2025, um deles cita a decisão de Toffoli que, em 20 de dezembro de 2023, suspendeu o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à J&F, do grupo JBS, em acordo de leniência da Lava Jato. 


 


Há pedidos de impeachment que incluem Toffoli em uma lista de outros ministros. Outros requerimentos, mais antigos, já chegaram a ser indeferidos pela Mesa Diretora, embora alguns deles tenham chegado a passar por análise da Advocacia-Geral do Senado.


 


Uma terceira frente que pode se abrir contra Toffoli está na comissão independente, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). O grupo, formado por sete senadores, pretende acompanhar as investigações do caso Master. 


 


A iniciativa ocorre no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida por Renan, e funciona como um grupo de trabalho com poderes para solicitar informações oficiais, apresentar requerimentos de convocação e promover debates públicos sobre o andamento das apurações. 


 


A comissão terá atuação semelhante à de uma CPI informal, acompanhando investigações que tramitam sob sigilo no STF e no Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta semana, Renan e os membros do grupo tiveram encontros previstos com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do STF, Edson Fachin. 


 


Após os encontros, o senador Renan Calheiros defendeu que a comissão tivesse acesso a todos os documentos relacionados às investigações sobre o Banco Master. O senador ressaltou que o papel do Senado é fortalecer a investigação da Polícia Federal, o que pode implicar o envolvimento do ministro Dias Toffoli com Daniel Vorcaro.