Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou. 

 

ABI e Sinjorba lamentam morte de radialista que fez história em Feira; sepultamento ocorre neste domingo
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O jornalista, radialista e cronista esportivo Jair dos Santos Cesarinho morreu na madrugada deste sábado (10), aos 74 anos, em Feira de Santana. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) e a Associação Baiana de Imprensa (ABI) lamentaram a perda do comunicador. A causa da morte não foi informada.

 

O sepultamento do radialista está marcado para este domingo (11), às 15 horas, no Cemitério Piedade, no bairro Calumbi. 

 

Com mais de 50 anos de carreira, Jair marcou a história do rádio feirense, atuando como repórter, narrador, apresentador e coordenador de equipes esportivas.

 

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, Cesarinho atuou nas rádios Sociedade de Feira de Santana, Cultura e Carioca, além de participar da cobertura de grandes competições, incluindo Copas do Mundo.

 

Entre os momentos marcantes da trajetória está a entrevista com o ex-jogador Pelé, em 1975, durante a passagem do Santos por Feira de Santana para um amistoso contra o Fluminense de Feira, no estádio Joia da Princesa. Jair também teve atuação na ABI, onde esteve à frente da Regional Norte/Nordeste, sediada em Feira de Santana.

 

 

Cesarinho e Pelé / Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Participou da organização de encontros de comunicadores e de iniciativas voltadas à valorização dos profissionais da imprensa e à defesa da liberdade de expressão.

 

Além disso, contribuiu para preservar a memória da comunicação local, com destaque para o Projeto Memória da Imprensa de Feira de Santana, apresentado em 2010.

 

Ao longo da carreira, também colaborou com o Sinjorba e se tornou uma referência para profissionais da comunicação no interior baiano.

Motociclista de 27 anos morre após bater em muro de residência no Vale do Jiquiriçá
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Um homem, de 27 anos, morreu na noite deste sábado (10) após a motocicleta que pilotava colidir com o muro de uma residência no distrito Stela, no Entroncamento de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá. Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, a vítima foi identificada como Tiago Brito dos Santos.

 

Conforme informações sobre a ocorrência, ele teria perdido o controle da direção da motocicleta, que atingiu o muro de um imóvel na 2ª Travessa Manoel Brito. Uma equipe do Samu foi acionada, mas o motociclista já estava sem sinais vitais quando os profissionais chegaram ao local.

 

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jequié por uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Uma guarnição da 3ª Companhia do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) também foi mobilizada para atender à ocorrência.

 

Mãe teme por segurança de filha citada em lista de ‘estupráveis’ em escola na Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A mãe de uma adolescente citada em uma lista de garotas classificadas como “estupráveis”, feita por estudantes do Colégio Anísio Teixeira (CAT), em Feira de Santana, relatou estar em choque e teme pela segurança da filha. O caso veio à tona após denúncias de estudantes nas redes sociais.

 

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, além de divulgar a lista e afixá-la em uma parede da escola, alunos teriam se fantasiado de homens envolvidos em casos de estupro e feminicídio. A situação provocou revolta entre estudantes, que realizaram um protesto na instituição. As aulas foram suspensas.

 

Em entrevista ao site feirense, a mãe afirmou que a filha está assustada e insegura. Ela contou que procurou a escola duas vezes para obter esclarecimentos sobre o caso e as medidas de proteção às adolescentes.

 

De acordo com a mãe, a coordenação informou que a direção estava reunida com representantes da polícia, do Conselho Tutelar e de outros órgãos para discutir as providências. Ela também relatou ter sido informada de que os estudantes envolvidos teriam sido convidados a deixar a instituição.

 

COLÉGIO
Em nota publicada no Instagram, o Colégio Anísio Teixeira afirmou que acompanha o caso e adota as medidas cabíveis, com respeito à legislação e aos direitos dos envolvidos.


A instituição informou que as situações relatadas estão sendo tratadas por meio de medidas pedagógicas, observando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os regimentos internos.

 

O colégio também reafirmou o compromisso com um ambiente escolar seguro, livre de violência, discriminação e constrangimento. Por envolver menores de idade, a instituição disse que preservará a privacidade dos estudantes, o que limita a divulgação pública de informações.

 

Emails apontam que Flávio Bolsonaro dividia conta com suspeito de lavar dinheiro do INSS
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, compartilhava uma conta bancária no Santander com o advogado e empresário Willer Tomaz, suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes no INSS. Os dois negam.
 

As informações foram reveladas inicialmente pelo UOL e confirmadas pela Folha.
 

Uma das trocas de emails entre uma funcionária de Willer Tomaz e o Santander tratava de uma conta bancária relacionada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual o advogado é sócio.
 

Em maio de 2025, a funcionária solicitou ao banco que Flávio Bolsonaro fosse desvinculado da conta relacionada à empresa de Willer.
 

Em nota, a assessoria de comunicação do senador disse que Flávio "nunca manteve conta tendo como usuário master o sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas". "Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa", afirmou.
 

"Essas insinuações não surgem por acaso. Aparecem agora, em pleno período eleitoral, com um propósito único: espalhar fake news. É importante ressaltar que a divulgação de fake news é crime eleitoral. Os envolvidos pela divulgação de notícias falsas serão responsabilizados criminalmente", acrescentou.
 

A assessoria de comunicação de Willer, por meio de nota, negou que o advogado tenha compartilhado uma conta bancária com Flávio ou mantido qualquer relação financeira com o parlamentar. "Entre os dois há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira", afirmou.
 

A defesa classificou as informações divulgadas como falsas e afirmou ter adotado medidas criminais contra a publicação. Também alegou que as acusações teriam motivação eleitoral e buscariam interferir no resultado das eleições.
 

Ainda segundo a nota, a Polícia Federal determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de informações protegidas por sigilo que, de acordo com a assessoria, teriam sido distorcidas.
 

Em agosto deste ano, Willer Tomaz e parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA) foram alvos da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema de fraudes no INSS.
 

Willer mantém relações com parlamentares de diferentes espectros políticos. Além da proximidade com Flávio Bolsonaro, também tem interlocução com integrantes da base do governo Lula (PT).
 

Nos bastidores de Brasília, Willer é conhecido por ostentar influência política e manter trânsito entre ministros de tribunais superiores.
 

Ele foi um dos principais articuladores da tentativa de indicação do então procurador-geral da República Augusto Aras para a segunda vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) durante o governo Jair Bolsonaro.
 

A articulação, porém, não prosperou. Bolsonaro acabou indicando André Mendonça, após afirmar que escolheria um ministro "terrivelmente evangélico".
 

Posteriormente, Willer passou a figurar entre os principais cotados para uma vaga no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) destinada à indicação da Câmara dos Deputados. Diante da repercussão em torno de seu nome, desistiu da disputa.
 

A Folha revelou que o então ministro-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira (PP) utilizou uma filial de sua empresa de venda de motocicletas no Piauí para alugar uma mansão no Lago Sul, em Brasília, adquirida meses antes por Willer.
 

O advogado chegou a ser preso pela Polícia Federal em 2017, no âmbito da Operação Patmos, deflagrada após a delação da JBS. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele teria atuado como intermediário no vazamento de informações sigilosas do Ministério Público Federal. A denúncia, contudo, foi rejeitada pela Justiça.
 

 

 

Ipespe: Flávio Bolsonaro tem 52,7%, contra 47,3% de Lula
Foto: Montagem / Ricardo Stuckert/Campanha | Charles Vieira/Campanha

Uma pesquisa do instituto Ipespe, divulgada neste sábado (10), aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52,7% dos votos válidos na disputa presidencial de segundo turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47,3%.

 

Segundo o BPMoney, parceiro do Bahia Notícias, o levantamento ouviu 1,5 mil eleitores entre os dias 6 e 8 de outubro, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95,45%.

 

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00933/2026. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.

 

Idoso é encontrado morto dentro de casa no Sudoeste baiano
Foto: Reprodução / Achei Sudoeste

Um idoso, de 64 anos, identificado como Joaquim Fernandes Gomes, foi encontrado morto dentro da própria residência neste sábado (10), no bairro Bandeira, em Matina, no Sudoeste baiano. O corpo estava em estado de decomposição.

 

Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, policiais militares foram acionados após moradores relatarem um forte odor vindo do imóvel. Uma equipe da 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi até o local e fez contato com familiares, que identificaram a vítima.

 

Informações preliminares indicam que não foram encontrados sinais evidentes de violência. A hipótese inicial é de morte por causas naturais, mas a causa do óbito ainda precisa ser confirmada. A área foi isolada e preservada pelos policiais até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia.

 

Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Guanambi, na mesma região, onde passará por necropsia para determinar a causa da morte.

 

No Círio de Nazaré, devotos atravessam 3 km de joelhos ou engatinhando para pagar promessa
Foto: Igor Mota / O Liberal

Promessa é dívida. Dezenas de devotos de Nossa Senhora de Nazaré começaram na tarde deste sábado (10), véspera da principal procissão do Círio de Nazaré, uma travessia de três quilômetros prevista para acabar só de noite. O caminho, que a pé costuma durar pouco mais de meia hora, é feito de joelhos ou engatinhando sobre o asfalto quente, quase sempre de joelheira.
 

Amigos e parentes se revezam estendendo folhas de papelão. Elas vão formando um tapete dinâmico para os pagadores de promessas atravessarem a avenida que leva o nome da santa.
 

São gratos pelos mais variados pedidos que, acreditam, foram atendidos pela padroeira dos paraenses. Da cura do câncer ao emprego conquistado.
 

A dona de casa Ariane Barros, 21, carrega dois bonequinhos de cera, banhados com copinhos de água de tempos em tempos. Está calor. Muito. Ariane também se hidrata para agradecer pela saúde de Aurora Maria e Maria Clara, suas filhas gêmeas, que nasceram há um ano e meio sem sinais vitais.
 

Foi uma gravidez de risco que desembocou num parto tenso. Ariane não ouviu o choro das recém-nascidas, que saíram roxas do seu ventre. Não as segurou no colo nem amamentou. Algo de errado se passava.
 

Mas ela tinha fé: era Nazaré no controle. "No hospital, levei a imagem de uma Nossa Senhora. Todos os dias eu chorava e pedia para sair de lá com as duas."
 

Lletticia Oliveira, 24, prendeu o cabelo com duas tranças em forma de maria-chiquinha e vestiu a mesma roupa usada no Círio de 2025: um short preto de lycra e uma camisa com estampa de Narazé, a Nazinha.
 

Num "ato de desespero", passando um sufoco financeiro danado, ela prometeu à santa percorrer de joelhos o percurso entre a Basílica de Nazaré e a Catedral da Sé.
 

Lletticia e o noivo, Gabriel Sena, 24, saíram do emprego na mesma época. Ela era secretária e foi para um estágio em psicologia, sua área de formação, e ele abandonou o posto de auxiliar de escritório para fazer um curso de piloto, seu sonho.
 

Estavam investindo no futuro, mas a queda brusca de renda pesou em casa. Ele virou motorista de Uber, mas a conta ainda não fechava.
 

Em março, Gabriel foi contratado como piloto numa empresa de táxi aéreo. Nem sabia que a noiva tinha feito promessa para que a vida melhorasse, e agora lá estava, colocando papelão no chão para ela passar, enquanto falam sobre o plano para comprar fogão, armário e outros utensílios domésticos. Vão casar no começo do ano que vem.
 

Lletticia era evangélica, da igreja Quadrangular, e aos 16 anos converteu-se ao catolicismo na contramão da tendência mais comum no país, que é o católico virar crente. Uma das mudanças mais imediatas que sentiu foi a possibilidade de venerar uma santa, algo vetado na fé evangélica.
 

Nazaré, diz, "virou a maior intercessora que tem pra mim". Ela lembra de quando era criança. Escutava direto, de parentes evangélicos, que no Círio as pessoas "estavam indo adorar imagem, essas coisas".
 

Anos depois, os símbolos católicos viraram algo incontornável em sua vida. "Nossa Senhora me pegou na curva. No meu primeiro terço, comecei a chorar."
 

A estudante de enfermagem Glenda Nunes, 25, é uma promesseira veterana. Faz pela terceira vez o caminho até a Sé, sempre pedindo intercessão da santa em nome de parentes.
 

Começou o trajeto do ano passado por volta das 14h30 e só chegou ao destino pouco antes das 22h, conta. A reportagem acompanhou mais de meia hora do cumprimento da promessa. Ela não tinha avançado nem meio quilômetro.
 

Da primeira vez, pediu a Nazaré pelo irmão, que estava preso (ela prefere não dizer o porquê). Agora agradece pela saúde da avó, que teve pneumonia duas vezes no ano passado.
 

Claudia Ribeiro, 37, também estuda enfermagem. Ao contrário da colega, contudo, é sua estreia pagando promessa a Nazinha.
 

A estudante de enfermagem Claudia Ribeiro, 37, agradece a Nazaré pela cura de um câncer no colo do útero Anna Virginia Balloussier Folhapress Pessoa sentada em esteira colorida sobre asfalto, usando boné, óculos e meias com desenho de unicórnio. Segura cartaz escrito 'Luta contra o câncer!' e uma caixa de doações. Imagem pequena **** Está com longas e coloridas meias com estampa de um cachorrinho de orelhinhas peludas. Usava um par parecido quando ficou internada, e o pai, membro da guarda que cuida de uma das estátuas oficiais de Nazaré, levou a imagem até ela.
 

Claudia usa uma placa pendurada no pescoço, onde deixa claro por que está ali: curou-se de um câncer no colo do útero. Nazaré leva o crédito por seu desfecho clínico, afirma.
 

Estava hospitalizada no último Círio. Tinha parido pouco tempo antes Clarice, sua filha cardiopata, que morreu após dois meses de internação. No meio do luto, descobriu a doença.
 

Fez radioterapia, quimioterapia e precisou operar. "Na sala de cirurgia, vi a imagem de Jesus e de Nossa Senhora. Eu não estava dormindo, mesmo com a anestesia. Estava ciente. Já saí chorando da sala, e vi meu esposo fazendo dedinho de positivo."
 

Deu tudo certo, o câncer se foi.

 

Operação no Extremo Sul baiano termina com três suspeitos mortos e apreensão de fuzis
Foto: Divulgação / SSP-BA

Uma operação conjunta das polícias Militar e Civil terminou com três suspeitos mortos e a apreensão de armas e munições na noite deste sábado (10), no distrito de Vera Cruz, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.

 

A ação foi realizada após denúncias de que homens armados teriam executado uma pessoa na localidade e fugido em direção ao distrito de Pindorama.

 

Equipes da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), da Rondesp Extremo Sul e da 10ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) localizaram os suspeitos. Segundo as forças de segurança, os policiais foram recebidos a tiros durante a abordagem.

 

Após o confronto, três suspeitos foram baleados e encaminhados ao Hospital Luís Eduardo Magalhães (HLEM), mas não resistiram aos ferimentos. Outros envolvidos fugiram e são procurados.

 

Na operação, foram apreendidos dois fuzis, pistolas, carregadores, munições, uma capa de colete, uma balaclava e aparelhos celulares.

 

A ocorrência foi registrada na delegacia de Porto Seguro. A Polícia Civil investiga a possível participação dos suspeitos na execução e eventuais ligações do grupo com facções criminosas que atuam no Extremo Sul do estado.

 

Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou.