Duas Rosas: Ex-diretora do presídio de Eunápolis e Uldurico conversaram sobre Seap “acobertar” fugas, diz depoimento
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A troca de mensagens entre a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, e o ex-deputado federal Uldurico Júnior revela que, após a fuga dos 16 detentos da unidade, ambos passaram a adotar um discurso convergente de críticas à atuação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), ao mesmo tempo em que tentavam reagir ao avanço das investigações.

 

O Bahia Notícias obteve acesso ao depoimento da ex-diretora e detalha as informações encontradas na delação ao longo de cinco reportagens em uma série chamada “Duas Rosas”, sendo esta, a segunda. Nesta quinta e última matéria, iremos detalhar as críticas de Joneuma e Uldurico à Seap, afirmando que a pasta costumava acorbertar as fugas, além de contar sobre um plano para transferir a culpa do plano de escape dos detentos para a cúpula da pasta.

 

O ABAFA
Em um diálogo registrado no dia 18 de dezembro de 2024, um dia após ser afastada do cargo por decisão judicial, Joneuma afirmou de forma direta: “Sim, mas quando a seap quer ela abafa”. 

 

A mensagem foi enviada após Uldurico comentar que o caso já havia chegado ao conhecimento de lideranças políticas, mas ganhava repercussão. Nas mensagens consultadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), a resposta da ex-diretora sugere a percepção de que a secretaria teria, quando conveniente, minimizado ou contido a repercussão de episódios semelhantes.

 

Segundo os elementos reunidos pelo MP-BA, a percepção de que a Seap “abafava” situações críticas passou a ser incorporada como linha de defesa pelo grupo. Em construções narrativas alinhadas entre Joneuma e Uldurico, a ex-diretora chegou a listar fugas ocorridas, incluindo episódios com uso de armamento pesado em anos recentes, numa tentativa de relativizar a gravidade do caso investigado.

 

 

As mensagens analisadas também descrevem Joneuma em estado emocional abalado. Em meio ao avanço das investigações, ela buscava apoio em Uldurico, relatando medo de prisão e sensação de abandono, especialmente após o afastamento do cargo. Em uma dessas conversas, ela chega a dizer que a nova direção que assimiu a penitenciária já estaria articulando contra sua administração.

 

 

COVARDIA E COMBINADO
Enquanto Joneuma sustentava essa leitura, Uldurico Júnior adotava um tom mais direto nas interlocuções políticas. Em mensagens enviadas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, no dia 21 de dezembro de 2024, ele criticou a condução da secretaria diante das oitivas realizadas com servidores. “Olha o que a seap está fazendo lá. Forçando gente a fazer depoimento contra mim e a primeira mulher diretora da história. Estão sendo covardes”, escreveu.



Uldurico tenta culpar Seap e argumenta que Joneuma seria perseguida 

 

As conversas também mostram que havia preocupação constante com o conteúdo desses depoimentos. Joneuma monitorava quem estava sendo ouvido e chegou a identificar, em diálogo com seu advogado, ao menos duas testemunhas que poderiam incriminá-la, citando nominalmente um prestador de serviço.

 

Esse movimento foi descrito nos próprios diálogos como uma espécie de “caça a depoimentos”, em referência à tentativa de identificar e antecipar o que estaria sendo dito por funcionários do presídio às equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep).


O nível de tensão aumentou em relação ao coordenador operacional da unidade, Welington Oliveira. Joneuma demonstrava receio de que ele tivesse sido “mal instruído” em seu depoimento e que suas declarações pudessem embasar pedidos de prisão. Ao ser informada da possibilidade de uma ordem judicial contra o servidor, ela articulou uma forma de avisá-lo, temendo que ele comparecesse às oitivas e revelasse informações sob pressão.

 

Na mesma linha, Joneuma também buscou atribuir responsabilidade à cúpula da pasta. Ela afirmou ter encaminhado ofícios ao então superintendente de Gestão Prisional, Luciano Teixeira Viana, relatando falhas estruturais e riscos na unidade, mas que as demandas não teriam sido atendidas. A estratégia indicava uma tentativa de transferir a omissão para instâncias superiores da administração penitenciária.

 

TRANSFERÊNCIA
Uldurico e Joneuma chegaram a planejar a transferência da culpabilidade da fuga à Seap e sua cúpula. A ex-diretora resgatou as mensagens que teriam sido enviadas a Luciano Teixeira, pedindo as ações corretivas na unidade penitenciária. Uma espécie de “ofício retroativo”, com referência ao mês de julho de 2024, chegou a ser montado por Joneuma para servir como uma comprovação. 

 

Persistindo no plano, no dia 21 de dezembro de 2024, Uldurico enviou mensagens a Geddel com o objetivo de atribuir a culpa a terceiros, mais especificamente, no então superintendente de Gestão Prisional da Seap, Luciano Teixeira. Em uma dessas mensagens, Uldurico afirma expressamente: "Parece que o Luciano está por trás da fuga dos presos de Eunápolis".

 

Uldurico também enviava a Geddel links de matérias jornalísticas encomendadas por ele no site “Gazeta da Bahia” e documentos oficiais de cobrança para sustentar a tese de que a culpa seria da Seap e de sua cúpula.

 

Todavia, a tentativa, no entanto, foi repreendida por Geddel. No dia 22 de dezembro de 2024, ele encaminhou um áudio enfurecido a Uldurico. Na gravação ele afirmou que as reclamações “estavam chatas” e que iria mostrar “as cagadas” feitas por Joneuma no presídio de Eunápolis. 

A SÉRIE DUAS ROSAS:

O INÍCIO DE TUDO
A primeira reportagem mostrou que Joneuma conheceu Uldurico Júnior ainda quando atuava em Teixeira de Freitas e que a aproximação evoluiu para uma relação de confiança. Segundo a delação, ele já frequentava unidades prisionais e realizava reuniões a portas fechadas com detentos. 

 

Com a nomeação dela para a direção do presídio de Eunápolis, em março de 2024, o MP-BA aponta que Uldurico passou a ter influência direta na unidade, utilizando a posição para viabilizar interesses ilícitos. Logo no início da gestão, foram autorizadas entradas de eletrodomésticos e concessão de benefícios a presos ligados ao PCE, em um contexto que também envolvia captação de votos de detentos e seus familiares mediante pagamento.

 

Ainda na primeira matéria, foi detalhado que, após a derrota eleitoral em 2024, Uldurico passou a pressionar Joneuma para obter recursos junto à facção. A negociação evoluiu para um acordo de R$ 2 milhões — as chamadas “duas rosas” — para viabilizar a fuga de lideranças criminosas. A execução ocorreu em 12 de dezembro de 2024, com uso de ferramentas dentro da unidade e apoio armado externo. 

 

Após o episódio, Joneuma foi afastada, exonerada e posteriormente presa. As mensagens revelam ainda o nervosismo da ex-diretora, que relatava estar “no pior momento da vida” e temia a prisão, além de um encontro com Uldurico em Salvador, onde, segundo ela, houve ameaça para que não revelasse detalhes do esquema.

 

COBRANÇA DE GEDDEL?
Na segunda reportagem, a delação apontou o ex-ministro Geddel Vieira Lima como possível beneficiário de parte da propina, com indicação de que metade do valor ficaria com ele. Nas mensagens, Geddel aparece como “chefe” e atuava como interlocutor político, orientando cautela e, em alguns momentos, repreendendo Uldurico.

 

Também há registros de cobranças relacionadas ao pagamento da propina e preocupação do ex-deputado com a repercussão dentro do MDB, temendo retaliações caso não cumprisse compromissos financeiros.

 

DETALHAMENTO DA FUGA
A terceira matéria descreveu a organização da fuga ao longo de cerca de 40 dias. A negociação foi formalizada em novembro de 2024, após encontros presenciais e ligações mediadas por integrantes da facção. Presos foram concentrados em celas específicas e tiveram acesso a ferramentas como furadeiras. 

 

A fuga contou com apoio externo de homens armados com fuzis, que atacaram a unidade enquanto os detentos escapavam. Há ainda relatos de regalias concedidas dentro do presídio, incluindo eventos atípicos, como a realização de um velório.

 

FAMILIARES DE ULDURICO
A quarta reportagem detalhou o pagamento de valores antecipados, incluindo cerca de R$ 170 mil repassados a Uldurico e pessoas próximas. O dinheiro foi entregue em espécie, armazenado em caixas de sapato, e também transferido via PIX. 

 

Parte dos valores foi direcionada ao pai do ex-deputado, conforme registros de mensagens e dados de geolocalização. A delação aponta ainda novos pedidos de dinheiro e a atuação de Joneuma como intermediadora após o primeiro pagamento.


 

Novo remédio para Alzheimer chega ao Brasil em junho; saiba mais
Foto: Raffa Neddermeyer / Agência Brasil

O mercado brasileiro de medicamentos para a doença de Alzheimer terá um novo produto a partir do fim de junho de 2026. Trata-se do lecanemabe, desenvolvido em parceria pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, que já foi aprovado pela Anvisa em dezembro de 2025, segundo a Veja.

 

O anúncio da chegada do remédio ocorreu após a definição do preço junto à CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O medicamento integra uma nova safra de terapias para a condição que afeta mais de 57 milhões de pessoas no mundo, com mecanismos de ação e ganhos clínicos inéditos. Em 2025, o país já havia recebido o donanemabe, do laboratório Eli Lilly.

 

O lecanemabe foi desenvolvido para combater o acúmulo de placas beta-amiloide no cérebro, uma das principais causas do Alzheimer. Esse processo começa em uma área relacionada à memória e a outras funções cognitivas, o que explica os sintomas clássicos da doença.

 

Segundo os fabricantes, o medicamento tem um mecanismo de ação duplo: não apenas remove as placas tóxicas às células nervosas, como também neutraliza uma cascata de eventos que leva ao surgimento de novas placas e à progressão da doença.

 

Os ensaios clínicos com o lecanemabe apontaram uma redução de 27% no declínio cognitivo ao longo de 18 meses. De acordo com os laboratórios, o benefício foi mantido e “resulta em mais tempo de memória preservada, independência e dignidade”. O principal estudo que endossa a droga, publicado no periódico médico The New England Journal of Medicine, analisou dados de 1.795 pacientes com Alzheimer inicial durante um ano e meio de uso, chancelando a segurança e a eficácia do produto, hoje disponível em 51 países.

 

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O lecanemabe é administrado na veia, em centros de infusão, para garantir o acompanhamento do paciente e o manejo de eventuais efeitos colaterais.

 

A dosagem varia de acordo com o peso do indivíduo, e uma dose é aplicada a cada duas semanas, totalizando duas infusões mensais. O custo mensal do tratamento endovenoso, recém-divulgado pela CMED, varia de R$ 8.108,94 a R$ 11.075,62, a depender das taxas e impostos por estado.

 

Esse valor considera a terapia para um paciente de 70 kg e leva em conta o preço praticado em outras nações, o grau de inovação e complexidade do produto e os benefícios clínicos apresentados nos estudos. Por ora, não há expectativa de cobertura por planos de saúde ou entrada no SUS.

 

“Mas nosso maior compromisso é trabalhar para que o medicamento seja acessível ao maior número de pacientes elegíveis no Brasil. Lutamos para encontrar um equilíbrio entre um preço factível para a realidade brasileira e o valor intrínseco a uma terapia sem precedentes”, disse Tatiana Branco, diretora médica da Biogen no Brasil.

 

Após saída de Rodrigo Fonseca, Fluminense de Feira avalia nome de Edu Silva, técnico do sub-20, para sequência da temporada
Foto: Gabriel Costa / Fluminense de Feira FC

Após a saída do técnico Rodrigo Fonseca, o Fluminense de Feira busca um novo treinador para a sequência da temporada. A equipe atualmente segue em preparação para a disputa da Série B do Campeonato Baiano, que começa em maio. Entre os nomes avaliados internamente está o do treinador Edu Silva, atual comandante da equipe sub-20 do clube. As informações foram apuradas com fontes ligadas ao Touro do Sertão. 

 

Edu já teve passagem anterior pelo time profissional do Fluminense de Feira, quando comandou a equipe em uma campanha que terminou com a classificação até a semifinal da Série B estadual. O treinador também possui passagem pelo Sergipe.

 

Atualmente, Edu Silva segue à frente da equipe sub-20 do clube. A definição do novo treinador deve ocorrer antes do início da Série B do Campeonato Baiano. 

 

Em entrevista à Sociedade News FM, concedida neste fim de semana, o presidente Filemon Neto afirmou que a diretoria pretende contratar um profissional que dê continuidade ao trabalho já iniciado no clube.

 

"Precisamos de um treinador para continuar o que Rodrigo começou. O elenco está formado, o sistema é sólido. O que o Fluminense precisa é de alguém competente para dar prosseguimento em um projeto já arquitetado", explicou. 

 

O Fluminense fará sua estreia no Baianão Série B no dia 3 de maio, quando encara o Redenção no Joia da Princesa. O horário ainda não foi definidio oficialmente pela Federação Bahiana de Futebol (FBF)

 

Coronel Sturaro defende cúpula da SSP-BA e aponta fatores externos como desafio na segurança em Salvador
Foto: Reprodução / YouTube / Bahia Notícias

Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, o coronel Humberto Sturaro, atual diretor de Prevenção à Violência da Guarda Civil de Salvador (GCM), comentou o cenário da segurança pública na capital baiana e defendeu a permanência da atual gestão da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

 

Durante a conversa na manhã desta segunda-feira (20), o oficial afirmou que, caso tivesse poder de decisão no governo estadual, não promoveria mudanças na condução da pasta. Segundo ele, o foco deve estar na integração entre as esferas municipal e estadual, além de ações estruturais que ultrapassem a atuação policial.

 

“O prefeito assumiu essa responsabilidade. Ele reconheceu que existe um problema em Salvador e me perguntou como poderíamos ajudar. Ele bancou isso. E eu disse a ele que o caminho era integrar, levar a melhor coisa que nós temos, nossa melhor mão de obra a Secretaria de Segurança Pública. E minha melhor continência ao secretário Marcelo Werner, de quem eu sou fã. E hoje se me perguntarem: eu governador hoje não mudaria nada na gestão de segurança pública. Eu diria ao governador, se for ACM Neto, mantenha Marcelo Werner, mantenha Magalhães. O gestor hoje está tendo policiais feridos, dói muito. Nós policiais não estamos omissos, porque tem um comandante que dá exemplo, eu sou tropa. Isso motiva. Os caras estão indo para cima, porque eu vou mudar isso? O problema não está na polícia, o problema está no que envolve a segurança pública”, disse.

 

Sturaro também destacou sua experiência de quatro décadas na área e citou regiões específicas de Salvador onde atuou ao longo da carreira. De acordo com ele, a recorrência de problemas em determinados territórios evidencia a necessidade de ações complementares às operações policiais.

 

“Eu vivi 40 anos de Segurança Pública comandando o Nordeste de Amaralina, o Lobato, eu vivi rua. E as mesmas áreas que a gente opera continua com esse câncer. A polícia está lá operando e quando a polícia sai, quem entra? Tem que ter estrutura para o tráfico sair de lá, o problema não é dos homens que estão aí. Werner é um secretário ímpar”.

 

CENTRO HISTÓRICO
Ao tratar da atuação no Centro Histórico de Salvador, especialmente na região do Pelourinho, Sturaro destacou a adoção de estratégias baseadas em integração institucional e inclusão social.

 

“Quando você é oposição mas tem que fazer de uma forma positiva, criticando mas levando sugestões. E eu vim do governo, deixei muitos amigos, minhas portas abertas e aí apostamos nessa integração desde o Pelourinho”, disse.

 

Segundo ele, ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade tiveram impacto na dinâmica local: “Mas o que mais resolveu ali foi abraçar as pessoas, você como gestor do Centro Histórico não pode pegar as pessoas que vivem a margem da sociedade dizendo que vai resolver botando no saco e tirar daqui. Não é assim que se faz. O prefeito entendeu. Deixo um abraço para a Semop, que disse para empregar esse povo. Quantos foram trabalhar com tornozeleira. Muitos querem sair do problema e não tem oportunidade. Foi aí que eu vi essa necessidade de agregar e começamos a agregar”, finalizou.

 

Quatro homens morrem em confronto com PM no bairro de Marechal Rondon, em Salvador
Foto: Divulgação

Quatro homens morreram após um confronto com policiais militares no sábado (18), no bairro de Marechal Rondon, em Salvador. De acordo com a Polícia Militar, equipes realizavam rondas na Rua Lígia Maria quando foram informadas por moradores sobre a presença de homens armados em uma área de mata próxima à localidade.

 

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um grupo formado por cerca de dez homens. Houve confronto, e os quatro suspeitos foram encontrados caídos. As identidades deles não foram divulgadas. A PM informou que os suspeitos foram socorridos e levados para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, mas não resistiram aos ferimentos.

 

Com eles, foram apreendidos três pistolas, um revólver, munições, seis celulares, trouxinhas de substâncias análogas à maconha, crack, K9 e cocaína, além de R$ 206. O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM).


 

Alvos de operação contra o CV no Vidigal que deixou turistas ‘ilhados’ em mirante são foragidos da Bahia; veja quem são
Foto: Seap

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou na manhã desta segunda-feira (20) uma operação na comunidade do Vidigal, na Zona Sul, para tentar prender 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, na Bahia, em dezembro de 2024. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os foragidos estão desde então no Rio de Janeiro sob a proteção do Comando Vermelho (CV).

 

Entre os procurados está Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como “Dada”, apontado como principal chefe do tráfico na região de Caraíva, distrito turístico de Porto Seguro. De acordo com o órgão de segurança pública, mesmo foragidos, os alvos continuam chefando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos na Bahia.

 

A polícia também procura Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”, suspeito de chefiar a facção com Dada, mas ele não estava preso no conjunto penal quando ocorreu a fuga. A operação provocou intenso tiroteio no Vidigal. Criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb.

 

No alto do Morro Dois Irmãos, cerca de 200 turistas ficaram ilhados, sem conseguir descer. Até a última atualização desta reportagem, a única presa foi Núbia Santos de Oliveira, esposa de Wallas Souza Soares. Segundo a investigação, ela ajudava a lavar dinheiro da facção.

 

A operação teve como principal alvo Ednaldo Pereira Souza, o Dada, chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis. As investigações apontam que, após a fuga, ele passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, e nos últimos dias alugou uma casa no Vidigal, onde recebeu familiares e amigos para uma festa. Monitorado pelo Ministério Público baiano, Dada teve sua movimentação identificada, o que levou à operação no Rio.

 

Também são procurados Sirlon Risério Dias Silva (Saguin), subchefe da facção; Altieri Amaral de Araújo (Leleu), subchefe; além de Mateus de Amaral Oliveira, Geifson de Jesus Souza, Anderson de Oliveira Lima, Fernandes Pereira Queiroz, Giliard da Silva Moura, Romildo Pereira dos Santos, Thiago Almeida Ribeiro, Idário Silva Dias, Isaac Silva Ferreira e William Ferreira Miranda.

 

ONDE ULDORICO ENTRA?
A troca de mensagens entre a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, e o ex-deputado federal Uldurico Júnior revela que, após a fuga dos 16 detentos da unidade, ambos passaram a adotar um discurso convergente de críticas à atuação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), ao mesmo tempo em que tentavam reagir ao avanço das investigações. O Bahia Notícias obteve acesso ao depoimento da ex-diretora e detalha as informações encontradas na delação.

 

Câmeras registram possível comunicação entre Rogério Ceni, suspenso, e Charles Hembert durante Flamengo x Bahia no Maracanã
Foto: Reprodução / Premiere

Imagens da transmissão do duelo entre Flamengo e Bahia, realizado neste domingo (19), pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, mostraram o auxiliar técnico Charles Hembert utilizando fone de ouvido à beira do gramado enquanto o treinador Rogério Ceni acompanhava a partida de uma cabine no Maracanã, onde cumpria suspensão automática. Assista:

 

 

 

A situação chamou atenção porque o regulamento disciplinar do futebol brasileiro impede qualquer tipo de comunicação entre profissionais suspensos e integrantes da comissão técnica durante a realização da partida. Ceni não esteve no banco de reservas após receber o terceiro cartão amarelo no confronto anterior, contra o Mirassol, e, por isso, não poderia participar diretamente das decisões técnicas tomadas à beira do campo.

 

De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), atletas e membros de comissão técnica que estejam cumprindo suspensão não podem manter contato com o banco de reservas durante o jogo, independentemente do meio utilizado.

 

A restrição inclui rádio, telefone, aplicativos de mensagem ou qualquer outro recurso que permita interferência na condução da equipe ao longo da partida. Caso seja comprovado contato durante o período da punição, a situação pode ser enquadrada como descumprimento de suspensão disciplinar.

 

Até o momento, não houve registro oficial de irregularidade na súmula da arbitragem. Com Rogério Ceni fora da área técnica, Charles Hembert assumiu a condução do Tricolor de Aço durante a partida no Maracanã.

 

Dentro de campo, o Bahia acabou superado pelo Flamengo por 2 a 0. Os gols da equipe carioca foram marcados por Giorgian de Arrascaeta e Lucas Paquetá.

 

Leandro Boneco é eliminado na reta final do BBB 26 em paredão acirrado com Milena e Ana Paula
Foto: Divulgação

O produtor cultural e ator Leandro Boneco bateu na trave na grande final do Big Brother Brasil 26. O baiano chegou a integrar o TOP 4, mas deixou o programa em um paredão contra Ana Paula Renault e Milena.

 

Boneco recebeu 52,19% dos votos do público, uma porcentagem que surpreendeu os telespectadores. Já Milena ficou com 43,30% e Ana Paula, favorita ao prêmio, levou apenas 4,51%.

 

No discurso de eliminação, Tadeu chamou a atenção do ator pelo jogo "solo" e exaltou as qualidades do baiano.

 

"Conhecemos um homem que não desistiria por nada. [...] Focado, silencioso, como quem não quer nenhuma distração, como não quer que nada atrapalhe."

 

No Bate-Papo BBB, o produtor recusou o rótulo de planta da edição e defendeu a postura que teve dentro do jogo.

 

"Em algum momento, eu até conversei com a Ana Paula sobre essa questão de ser planta. Eu não me considerei muito planta, apesar de jogar sozinho. Eu via um jogador planta, aquele que não jogava. O planta, para mim, não joga. Eu jogava, eu articulava. Eu tentei fugir dos paredões, tentei articular, entrei no duelo de risco."

 

Porém, o artista reconheceu que seu jogo pode não ter sido o melhor para a edição de 2026. "Talvez a minha forma de jogar não foi a forma mais adequada para o BBB deste ano, que foi um BBB totalmente explosivo, com jogadores extremamente intensos".

 

O baiano deixou o programa com um apartamento no valor de R$ 270 mil, conquistado em uma dinâmica dentro da casa após completar 100 dias de confinamento.

 

Após saída de Rodrigo Fonseca, Fluminense de Feira avalia nome de Edu Silva, técnico do sub-20, para sequência da temporada
Foto: Gabriel Costa / Fluminense de Feira FC

Após a saída do técnico Rodrigo Fonseca, o Fluminense de Feira busca um novo treinador para a sequência da temporada. A equipe atualmente segue em preparação para a disputa da Série B do Campeonato Baiano, que começa em maio. Entre os nomes avaliados internamente está o do treinador Edu Silva, atual comandante da equipe sub-20 do clube. As informações foram apuradas com fontes ligadas ao Touro do Sertão. 

 

Edu já teve passagem anterior pelo time profissional do Fluminense de Feira, quando comandou a equipe em uma campanha que terminou com a classificação até a semifinal da Série B estadual. O treinador também possui passagem pelo Sergipe.

 

Atualmente, Edu Silva segue à frente da equipe sub-20 do clube. A definição do novo treinador deve ocorrer antes do início da Série B do Campeonato Baiano. 

 

Em entrevista à Sociedade News FM, concedida neste fim de semana, o presidente Filemon Neto afirmou que a diretoria pretende contratar um profissional que dê continuidade ao trabalho já iniciado no clube.

 

"Precisamos de um treinador para continuar o que Rodrigo começou. O elenco está formado, o sistema é sólido. O que o Fluminense precisa é de alguém competente para dar prosseguimento em um projeto já arquitetado", explicou. 

 

O Fluminense fará sua estreia no Baianão Série B no dia 3 de maio, quando encara o Redenção no Joia da Princesa. O horário ainda não foi definidio oficialmente pela Federação Bahiana de Futebol (FBF)