Após quase duas semanas da prisão do empresário Marcelo Nabuco Zollinger, em um veleiro na Espanha, a defesa ainda aguarda o acesso aos autos do processo. O baiano foi preso em uma operação internacional de combate ao narcotráfico em águas internacionais a cerca de 700 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias. No veleiro, foi encontrada cerca de meia tonelada de cocaína.
O Bahia Notícias entrou em contato, nesta terça-feira (30), com a defesa do empresário investigado. O Gabinete de Advocacia Habib, gerenciado pelos advogados Se?rgio Habib e Thales Habib, informou que não há informações sobre a tramitação do processo jurídico na Espanha e que a defesa ainda busca ter acesso aos autos do processo.
A atualização mais recente sobre o caso foi divulgada pelo mesmo gabinete no último domingo (28). Em nota, a defesa destacou que “Marcelo Nabuco Zollinger nega, de forma categórica, todas as acusações que lhe são imputadas, as quais serão enfrentadas e devidamente esclarecidas no curso da instrução criminal, fase processual que sequer foi iniciada”, diz o posicionamento.
Os advogados Sérgio e Thales Habib apontam, a partir da presunção de inocência, “em um Estado Democrático de Direito, a responsabilidade penal somente pode ser reconhecida após o devido processo legal, com observância do contraditório, da ampla defesa e mediante decisão judicial definitiva”.
HISTÓRICO DA PRISÃO
O empresário baiano Marcelo Zollinger Filho, sócio da concessionária New Bahia Harley-Davidson, foi preso em um veleiro durante operação internacional de combate ao narcotráfico no Oceano Atlântico. No barco, foram encontrados cerca de meia tonelada de cocaína.
Todo o material foi confiscado pela polícia espanhola e integrará o conjunto de provas do inquérito criminal. Segundo a Agência Tributária da Espanha, o veleiro vinha sendo monitorado há dias por equipes de inteligência, que identificaram rotas e deslocamentos suspeitos em águas transatlânticas.
As informações foram confirmadas pelo portal Aratu On, a abordagem ocorreu sob condições climáticas adversas, com forte agitação marítima e ondas que atingiram aproximadamente quatro metros de altura. Apesar do cenário de risco, agentes especializados conseguiram acessar o veleiro e efetuar as prisões sem que houvesse registro de confronto ou resistência por parte dos tripulantes.
Após a detenção, os três suspeitos receberam coletes salva-vidas e foram transferidos para uma embarcação de apoio das forças de segurança. O veleiro foi rebocado até o Porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, onde passou por uma perícia e inspeção detalhada.








