VEREADORES GILBERTO CARVALHO E MARLEIDE BARRETO CELEBRAM PAVIMENTAÇÃO DE RUA QUE INTEGRA O TRAJETO DA PROCISSÃO DO FOGARÉU EM SERRINHA

Pavimentação atende indicação conjunta de Gilberto Carvalho e Marleide Barreto.

Vereadores Gilberto Carvalho e Marleide Barreto celebram pavimentação de rua que integra o trajeto da Procissão do Fogaréu em Serrinha
Foto: Reprodução/Gilberto Carvalho

A pavimentação asfáltica da Rua Manoel Chileno, em Serrinha, foi celebrada pelos vereadores Gilberto Carvalho e Marleide Barreto, autores de uma indicação conjunta apresentada à Câmara Municipal. Executada pela Prefeitura de Serrinha, a obra contempla uma via importante para a mobilidade urbana e que integra o trajeto religioso da tradicional Procissão do Fogaréu.

A rua liga a lateral da Catedral à Praça Morena Bela e faz parte do percurso de uma das manifestações religiosas mais tradicionais do município. A pavimentação foi realizada após a conclusão dos serviços de esgotamento sanitário, etapa destacada pelo vereador Gilberto Carvalho ao comentar a intervenção.

“É mais uma rua totalmente pavimentada após ser realizado o serviço de esgotamento sanitário”, 

O parlamentar também agradeceu ao prefeito Cyro Novais, a Adriano Lima e a Osni pela parceria que, segundo ele, contribuiu para a execução da obra. “É uma das nossas indicações na Câmara de Vereadores, dessa vez em conjunto com a minha amiga e colega Marleide. É uma prova de que a grande parceria realizada entre os governos Municipal, Estadual e Federal vai trazer bons frutos para a Serrinha", acrescentou.

A vereadora Marleide Barreto também comemorou o atendimento da solicitação e ressaltou os benefícios da intervenção para quem utiliza a via diariamente. “É muito gratificante ver uma indicação do nosso mandato sendo atendida. A pavimentação asfáltica da Rua Manoel Chileno chega para melhorar a mobilidade e trazer mais dignidade aos moradores”, declarou.

Reportagem:Thiago Souza 

 

Além das Manchetes: A Corte, os cortes, o Brasil partido e a imprensa com isso
Foto: Reprodução / TV Globo

No Brasil, todo mundo é técnico de futebol na Copa do Mundo, médico em epidemia e analista internacional diante de conflitos globais. Com as redes, nos tornamos também milhões de cientistas políticos, cada um com um diagnóstico para os números que saíram das urnas domingo. Entre os progressistas, a culpa, máxima culpa, é do lado oposto. Nunca ninguém no próprio campo cometeu erro algum, seja de avaliação, condução e, muito menos, de leitura de cenário. E se cometeu, ah, mas isso é hora de falar disso? 

 

Chegamos ao final do primeiro turno das eleições de 2026 com o país radicalmente dividido. Metade do eleitorado com ódio da outra e invocando de modo quase explícito a extinção de quem pensa e vota diferente de si. O real é que uma metade do Brasil não vai se livrar da outra, não é verdade que tenhamos no país mais de 50 milhões de nazistas, nem 50 milhões de burros. 

 

Imprensa e Cleitinho - Aqui, o ponto de partida de onde se observa o cenário, um Brasil cortado ao meio com uma fenda ideológica aberta por uma guerra mais cultural que política, é a imprensa. Do jornalismo profissional praticado pelas empresas de comunicação ditas tradicionais aos veículos ditos independentes, marcados cada um do seu lado por seu viés ideológico, como de um lado a revista Oeste e a Gazeta do Povo, e do outro, o ICL, a revista Fórum e o Intercept, como exemplos. Não se ignora aqui o protagonismo e a capacidade das redes de viralizar na mesma medida tanto fatos reais quanto versões avessadas destes. Só não confundimos redes com imprensa. 

 

O que a imprensa noticiou nas últimas semanas atingiu, sim, as campanhas eleitorais, à direita e à esquerda. Entretanto, o que parte da opinião pública não consegue é separar o que são os fatos reais que constituem as notícias, seu impacto no eleitorado e a distância entre a responsabilidade da imprensa em informar e a “culpa” do jornalismo pelas performances eleitorais de A ou B. 

 

Estamos hoje em um ecossistema informativo em que o jornalismo talvez seja a fonte pela qual só um percentual ínfimo do eleitorado leve em consideração o que lê na imprensa quando se trata de decidir em quem votar. E não diga que alguém acredita que a população de Minas Gerais levou em consideração a imprensa ao eleger com uma votação estrondosa o ex-verdureiro Cleitinho. O autoengano dos cientistas políticos do zap impressiona. 

 

Geni e a desaplaudida - Antes, durante e depois da já histórica reunião do STF, o que se via era uma Corte metendo os pés pelas mãos e comprometendo o futuro institucional do país, desmentindo a máxima de que “as instituições estão funcionando”. A Suprema Corte ofereceu voluntariamente os  melhores cortes, o mais valioso produto eleitoral da vez, para que a nova e extrema direita construísse castelos de voto. No entanto, tanto para a extrema direita como para os progressistas, a culpa de todos os prejuízos de reputação de seus totens é da imprensa. A Globo, por exemplo, é a grande Geni nacional, atacada pelos dois lados. 

 

O que os caçadores dos votos perdidos precisam é decidir se a imprensa tem ou não poder. Na hora dos debates, por exemplo, o argumento é o de que a imprensa perdeu o protagonismo de agendar a esfera pública. Quem é o neandertal que precisa de debate na TV para decidir voto? Vamos então às redes, às mensagerias privadas, aos youtubers. Entretanto, quando faltam votos nas urnas, quem provocou o sumiço destes? A imprensa e os jornalistas malintencionados. Que paradoxo é esse? Como pode a imprensa, essa desaplaudida, ser tão poderosa para promover ou fazer debandar milhões e milhões de votos, se ninguém a consome? Vejo professores se orgulhando de não assinar jornais, não terem (mais) TV em casa e se recusarem a ver um telejornal. Mas o veredicto destes para a ressaca eleitoral é a condenação do jornalismo. No máximo dividem a sentença com os pastores. O futuro já chegou. 

 

VÍDEO: Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 em segundo turno e conclui votação do texto
Foto: Edu Mota / Bahia Notícias

Com o voto de 75 senadores favoráveis e 1 contra, foi aprovada, na noite desta quarta-feira (14), em segundo turno, a PEC 221/2019, que modifica a jornada de trabalho 6x1. Após ter sido aprovada em primeiro turno no início da noite, a matéria foi confirmada de forma definitiva em segundo turno com uma votação praticamente igual em ambos os turnos no Senado Federal.

 

Confira o momento:

 

A deliberação definitiva ocorreu no mesmo dia, graças à aprovação de um requerimento de quebra de interstício regimental após uma série de acusações da base governista e da oposição liderada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.

 

O dispositivo dispensou o intervalo ordinário entre as sessões deliberativas e permitiu a análise completa da pauta em uma mesma sessão, acelerando o encerramento da tramitação no Poder Legislativo.

 

Confira como foram os votos: 

 

Maria Bethânia é a convidada especial do programa Sem Censura desta sexta-feira
Foto: Divulgação

Maria Bethânia será a entrevistada do programa “Sem Censura”, que vai ao ar nesta sexta-feira (16), na TV Brasil. Em uma edição especial do programa comandado por Cissa Guimarães, a baiana fala sobre os momentos marcantes da sua trajetória artística. 

 

A participação da artista promete trazer relatos sobre os processos criativos de grandes obras da cantora, além de falar sobre a relação com seu irmão, Caetano Veloso, um dos maiores nomes da música popular brasileira, que foi parceiro de Bethânia em diversos momentos-chave. Entre os assuntos discutidos, Bethânia vai discutir a origem de “Pássaro Proibido”, canção que surgiu a partir de um sonho da cantora. “Eu tive um sonho, escrevi e mandei para Caetano, que musicou. Virou ‘Pássaro Proibido’”, contou. 

 

O programa também deve abordar sua entrada no espetáculo “Opinião”, no Rio de Janeiro, que aconteceu em fevereiro de 1965. Na época, a artista substituiu Nara Leão, que precisou se ausentar por apresentar problemas na voz. Por causa do afastamento de Nara, Bethânia terminou dividindo o palco com os compositores Zé Keti e João do Vale, em uma apresentação que projetou nacionalmente a baiana. 

 

Além de Bethânia, também estarão presentes no episódio especial o poeta Eucanaã Ferraz e o cantor e compositor Lenine, amigos próximos da artista.

 

Moraes reduz em 86 dias a pena de ex-ministro de Bolsonaro por trama golpista
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a redução de 86 dias da pena do general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro (PL). Condenado a 19 anos de prisão por participação na trama golpista, o militar também foi autorizado a exercer atividades administrativas no Exército. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (13).

 

A remição da pena foi concedida após o Comando Militar do Planalto (CMP) apresentar documentos que comprovam a participação do general em atividades de trabalho, estudo e leitura durante o cumprimento da condenação. Do total de dias abatidos, 32 correspondem a atividades laborais realizadas entre janeiro e junho deste ano.

 

Outros 24 dias foram contabilizados pela leitura de seis livros, enquanto 30 foram concedidos pela conclusão de um curso de Administração Hospitalar, Legislação e Auditoria, com carga horária de 360 horas. Moraes também aprovou um plano do CMP para que o general acompanhe e verifique a gestão orçamentária e financeira de organizações militares de saúde. 

 

Paulo Sérgio começou a cumprir a pena em novembro de 2025. A condenação inclui os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada.

 

Vice de Bolsonaro é o único senador a votar contra PEC que acaba com escala 6x1
Foto: Alan Santos / PR

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), foi o único a votar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que altera a jornada de trabalho no modelo 6x1.

 

A proposta foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14), em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário. 

 

A escala 6x1 prevê seis dias consecutivos de trabalho e um de descanso por semana. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece jornada máxima de 44 horas semanais e oito horas diárias. Com a aprovação, o limite semanal será de 40 horas. 

 

De líder grevista a deputado do PL, Prisco retorna à AL-BA com agenda conservadora e defesa da segurança pública
Foto: Reprodução / Instagram @soldadoprisco

A trajetória política de Marco Prisco Caldas Machado, conhecido como Soldado Prisco (PL), começou nas mobilizações de policiais militares da Bahia e foi marcada por greves, demissão da corporação e prisão. Eleito deputado estadual com 50.235 votos na disputa de 2026, o parlamentar retorna à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em 2027, após dois mandatos na Casa, com um discurso de defesa da segurança pública e de oposição à esquerda.

 

A atuação política de Prisco ganhou projeção durante o movimento reivindicatório da Polícia Militar (PM-BA) em 2001. Na época, ele participou da liderança da mobilização por demandas da categoria e foi demitido da corporação em 9 de janeiro de 2002, durante o governo de César Borges (PFL). Nos anos seguintes, também esteve envolvido em movimentos grevistas em outros estados e liderou a greve da PM baiana de 2012.

 

 Em entrevista ao Bahia Notícias, Prisco afirmou que sua posição política não mudou ao longo dos anos, apesar de ter passado por partidos como PTC, PSDB, PPS, PSC e União Brasil antes de chegar ao PL. Para ele, a mudança ocorreu no campo da esquerda, e não em sua própria trajetória ideológica.

 

“Eu me considero um conservador. Eu tenho uma coerência ideológica que ela nunca mudou. A esquerda que mudou. Eu não acredito em ninguém dessa esquerda hoje que tem na Bahia, nem no Brasil. Encampou o lema da corrupção, dos escândalos, mudou totalmente seu perfil, sua ideologia. E a gente não, a gente se manteve da mesma forma, não mudamos nada, continuamos da mesma forma”, declarou.

 

A atuação nos movimentos grevistas também teve consequências judiciais. Prisco afirmou ter ficado preso por dois anos, 11 meses e 23 dias em decorrência de sua participação nas mobilizações, em 2014, durante o governo de Rui Costa (PT). Ele classificou a prisão como arbitrária e disse que não se arrepende de ter participado das paralisações.

 

“Em relação às greves, eu não me arrependo em nenhuma delas que fiz. Já foi um dia a pauta da esquerda pra chegar ao poder, mas hoje a esquerda é totalmente contra todo e qualquer trabalhador. Isso é fato, existe muita hipocrisia e demagogia da parte deles, mas, na realidade, eles são contra, são perseguidores. É tanto que eu fiquei preso no governo de esquerda”, afirmou.

 

Em 2005, Prisco foi um dos fundadores da Associação Nacional dos Praças Policiais e Bombeiros (Anaspra). Na Bahia, também dirigiu a Associação dos Policiais e Bombeiros do Estado (Aspra-BA). Sua primeira eleição para deputado estadual ocorreu em 2014, pelo PSDB. Ele exerceu o mandato entre 2015 e 2023, após ser reeleito em 2018. Antes disso, foi vereador de Salvador, eleito em 2012.

 

Para o novo mandato na AL-BA, o deputado eleito aponta a segurança pública como principal preocupação e defende a valorização dos policiais militares. Ele também citou a saúde e a educação entre as áreas que pretende acompanhar, mas criticou a situação dos serviços públicos estaduais.

 

“A segurança pública, lógico que pra mim hoje é o pior cenário. A Bahia ostenta o Estado mais violento do Brasil em 15 anos. E aquele que faz a ponta, policial que dedica a sua vida todos os dias à população da Bahia, não é valorizado, não é enxergado como ser importante, é enxergado apenas como número. Quando um policial é assassinado, é o Estado que foi assassinado”, disse.

 

A partir de fevereiro de 2027, Prisco fará parte da nova composição da AL-BA, que terá 24 novos deputados entre os 63 parlamentares eleitos, uma renovação de 38,1% da Casa.

 

Após "pico" de representação evangélica, Republicanos da Bahia elege apenas uma cadeira da IURD na Câmara; veja histórico
Foto: Divulgação / Republicanos

O Republicanos elegeu apenas um representante evangélico nas eleições de 2026. O presidente estadual do partido, Márcio Marinho, é o único vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) entre os três parlamentares eleitos. O número representa uma redução importante em comparação a 2022, quando todos os deputados eleitos pela sigla eram vinculados ao eleitorado evangélico da Bahia, com destaque para a IURD. 

 

Márcio Marinho é natural de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, estado onde a própria Igreja Universal foi criada pelo pastor Edir Macedo Bezerra, nos anos 70. Vinculado à rede da IURD desde os 16 anos, o pastor e radialista chegou à Bahia nos anos 2000, onde deu início a sua trajetória política. 

 

Desde 2010, quando se filiou ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), o pastor foi o único candidato eleito em todas as eleições ao Legislativo Federal nos últimos 16 anos. O que muda em 2027 é que, pela primeira vez, os evangélicos não são maioria ou ao menos metade da bancada baiana do Republicanos na Câmara dos Deputados. 

 

A história da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e o Partido Republicanos começa ainda na fundação, em 2003. Há cerca de 23 anos, pastores da IURD reuniram o apoio de mais de 400 mil eleitores para a criação do Partido Municipalista Renovador (PMR), registrado em 2004 e oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2005. 

 

Em 2006, em sua primeira eleição, o partido passou a se chamar Partido Republicano Brasileiro (PRB) e em 2019 o nome mudou para Republicanos, sem uso de sigla. Tradicionalmente liderado por evangélicos, o atual presidente do Republicanos, Marcos Pereira, é um bispo licenciado da IURD.

 

Mantendo um viés conservador e de direita em suas diretrizes oficiais, o partido sempre manteve quadros mais neutros em suas chapas proporcionais, abrindo espaço para políticos não-evangélicos e alguns vinculados a outras instituições cristãs, além da IURD. Historicamente, no entanto, o balanço de forças sempre favoreceu os quadros da Igreja. Até agora. 

 

PODER UNIVERSAL
A primeira eleição com representação do PRB/Republicanos na bancada baiana foi em 2010. Na época, Márcio Marinho foi eleito deputado em seu segundo pleito eleitoral ao Congresso – o primeiro ocorreu em 2006, onde ficou na suplência do Partido da República (PR). 

 

No ciclo eleitoral seguinte, o PRB chegou a duas cadeiras na Câmara dos Deputados, com dois candidatos negros e evangélicos: Marinho, em seu segundo mandato, e Eronildes Carvalho, conhecida como Tia Eron. Ambos eram abertamente vinculados à Igreja Universal em Salvador. 

 

Em 2018, o PRB manteve as duas cadeiras, dessa vez com Márcio Marinho e João Roma, então chefe de gabinete da Prefeitura de Salvador que se tornou ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro. Nesse cenário, Marinho voltou a ser o único representante da IURD no grupo. No fim do mandato, mudanças importantes aumentaram a bancada do partido que se tornou Republicanos em 2019: o deputado Marcelo Nilo, eleito à federal pelo PSB, e o deputado Alex Santana, eleito pelo PDT, se filiaram ao partido em 2022; enquanto o deputado eleito pelo Republicanos, João Roma, migrou para o PL, partido de Bolsonaro, no mesmo ano. 

 

Com a chegada de Alex Santana, a bancada inédita de 3 deputados do Republicanos, passou a ter uma maioria de evangélicos, ainda que Santana seja pastor da Assembleia de Deus e não pertença à IURD. 

 

Já em 2022, os Republicanos conseguiram eleger três deputados pela primeira vez. Foram eles: Márcio Marinho, Alex Santana e Rogéria Santos, todos evangélicos. Neste momento, a Igreja Universal voltou a impor maior força no grupo, com a adesão de Rogéria Santos. Esse foi o pico de representatividade do partido na bancada baiana até então, com forte presença da IURD.  

 

Este ano, o Republicanos ganhou reforços importantes que elevaram a bancada ao número de 5 deputados federais neste final de mandato. Durante a janela partidária, os parlamentares Diego Coronel e Leo Prates chegaram à sigla, com a promessa de fortalecer o contingente de votos do grupo. Ao Bahia Notícias, o partido revelou uma projeção para eleger cinco nomes ao Congresso. 

 

O sonho não se realizou. Na disputa, o partido manteve, na Bahia, as três cadeiras já conquistadas anteriormente. No entanto, o único a invocar o eleitorado evangélico segue sendo Márcio Marinho, frente aos demais eleitos Diego Coronel e Leo Prates, que possuem bases fortes no interior do estado e no “carlismo” soteropolitano, respectivamente. 

 

Confira o histórico: 

2010 | 54ª Legislatura (2011 a 2015) - 1/1 
Márcio Marinho 

 

2014 | 55ª Legislatura (2015 a 2019) - 2/2 
Márcio Marinho 
Tia Eron

 

2018 | 56ª Legislatura (2019 a 2022) -  1/2
Márcio Marinho
João Roma 

+ Alex Santana, ex-PDT (Assembleia de Deus, não é IURD)
+ Marcelo Nilo, ex-PSB (não é IURD)

 

2022 | 57ª Legislatura (2023 a 2027) - 2/3  
Márcio Marinho
Alex Santana (não é IURD)
Rogéria Santos  

+ Léo Prates, ex-PDT (não é IURD)
+ Diego Coronel, ex-PSD (não é IURD)

 

2026 | 58ª Legislatura (2027 a 2031) - 1/3 
Márcio Marinho
Léo Prates (não é IURD)
Diego Coronel (não é IURD)

 

Vilma Reis classifica como “revolucionária” possível candidatura de Margareth à Prefeitura de Salvador: "Convite está aberto"
Fotos: Antena 1 Salvador e Agência Brasil

A deputada estadual eleita Vilma Reis (PT) defendeu a possibilidade de a ministra da Cultura, Margareth Menezes, disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições municipais de 2028. Em entrevista ao Bahia Notícias, a petista classificou a eventual candidatura como revolucionária e afirmou que as portas do Partido dos Trabalhadores estão abertas para a filiação da artista, cujo nome começa a circular nos bastidores como uma possível alternativa para a disputa na capital baiana.

 

A defesa de Margareth ocorre em meio à articulação do PT para conquistar a Prefeitura de Salvador em 2028, objetivo apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das prioridades políticas do grupo. Durante a convenção eleitoral realizada em 1º de agosto, Lula cobrou maior empenho das lideranças petistas para vencer a disputa na capital, que permanece fora do comando do partido apesar de a legenda governar a Bahia há duas décadas.

 

Na avaliação de Vilma, a conquista do Palácio Thomé de Souza deve mobilizar as principais lideranças da base governista estadual, especialmente aquelas com atuação política e eleitoral em Salvador. A deputada eleita afirmou que o grupo já trabalha com esse objetivo e defendeu uma agenda voltada às regiões mais populosas da cidade, como o Subúrbio Ferroviário, Cajazeiras, Liberdade e Itapuã, que, segundo ela, enfrentam problemas históricos relacionados à oferta de serviços públicos e à infraestrutura.

 

Nesse cenário, Vilma apontou Margareth Menezes como um nome capaz de contribuir para o projeto político do PT na capital. A parlamentar destacou a trajetória de 36 anos da artista e o trabalho desenvolvido antes de sua chegada ao Ministério da Cultura, com iniciativas de impacto social e formação de jovens em comunidades de Salvador. 

 

Entre os exemplos citados está o Mercado IAÔ, na Península de Itapagipe, iniciativa que, segundo Vilma, contribuiu para a formação de jovens de bairros como Uruguai, Massaranduba e Jardim Cruzeiro. Para a deputada, a atuação da ministra demonstra uma experiência que vai além da carreira artística e nem sempre recebeu a devida visibilidade pública. "Eu penso que a presença de Margareth Menezes nessa disputa para a 2028 é revolucionária, porque Margareth, ao longo de 36 anos, abriu o mercado IAO criou possibilidade num lugar que era abandonada, a Península de Itapagipe, toda aquela juventude, era largada", defendeu.

 

MINISTÉRIO DA CULTURA E CRÍTICAS A ATUAL GESTÃO MUNICIPAL
Vilma Reis também elogiou a atuação de Margareth à frente do Ministério da Cultura (MinC), destacando o trabalho de reconstrução da pasta, a execução dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc e a articulação em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Cultura.

 

A proposta prevê a destinação de recursos públicos para o financiamento do setor cultural, com percentuais de 2% do orçamento da União, 1,5% dos estados e 1% dos municípios. Segundo a deputada, a medida poderá ampliar significativamente o financiamento da cultura no país. Vilma também mencionou mudanças relacionadas ao Microempreendedor Individual (MEI) para trabalhadores da área cultural como parte das ações que considera relevantes na atual gestão.

 

Ao defender a possibilidade de Margareth entrar na política municipal, a petista fez críticas à atual administração de Salvador. Para ela, a cidade precisa ampliar as políticas públicas destinadas à população de baixa renda e não pode continuar, em sua avaliação, sendo governada prioritariamente para a classe média alta e os mais ricos.

 

Vilma também lamentou o êxodo de aproximadamente 258 mil pessoas da capital baiana, número que associou à falta de oportunidades. Nesse contexto, defendeu a necessidade de lideranças com capacidade de formular políticas para enfrentar desigualdades sociais e ampliar as perspectivas econômicas da população. "Dói muito no nosso coração quando a gente sabe que nessa cidade de Salvador, 258 mil pessoas foram embora por falta de oportunidade, a gente precisa de mentes brilhantes, exatamente como Margareth Menezes. Viva a potência das mulheres negras na política", declarou.

 

A deputada relacionou essa agenda às prioridades anunciadas pelo PT para 2028, especialmente a aproximação com comunidades historicamente menos atendidas pelas políticas municipais. Em entrevistas anteriores, ela já havia defendido maior presença do grupo político no Subúrbio Ferroviário e em outras regiões periféricas, além de destacar a necessidade de ampliar a oferta de creches e fortalecer as políticas voltadas à primeira infância. 

 

CONVITE AO PT E TEMPO DE MARGARETH
Questionada sobre a possibilidade de formalizar um convite para que Margareth Menezes se filie ao PT e entre na disputa municipal, Vilma confirmou que o espaço está aberto, mas ressaltou que a decisão depende do momento da ministra.

 

A deputada eleita afirmou compreender que Margareth precisa avaliar o próprio tempo, considerando a carreira artística, as responsabilidades à frente do Ministério da Cultura e a liderança que exerce no setor. Apesar disso, demonstrou otimismo em relação à possibilidade de a ministra assumir um novo papel na política baiana.

 

A parlamentar concluiu que a possibilidade de Margareth disputar a Prefeitura de Salvador permanece no horizonte político do grupo. A eventual entrada da ministra na corrida eleitoral, no entanto, ainda depende de uma definição pessoal e partidária, enquanto o PT começa a organizar suas articulações para tentar conquistar o comando da capital baiana em 2028. "Esse convite (do PT) está aberto a ela, mas eu entendo que ela como artista, com as tarefas que ela tem também e a liderança que ela tem, ela deve estar se dando um tempo, e eu acho bonito também que as pessoas se dêem esse descanso não vão numa coisa assim muito frenética", concluiu.

 

MP-BA abre inquérito civil contra fazenda do grupo André Guimarães por suposto dano ambiental; veja detalhes
Foto: Reprodução / Redes sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu, no último dia 28 de setembro, um inquérito civil contra uma fazenda, na área do município de Santa Teresinha, pertencente à André Guimarães Agro, do grupo André Guimarães.

 

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias no Judiciário baiano nesta quarta-feira (14), a investigação é para apurar um possível dano ambiental causado em uma propriedade vizinha, onde há uma plantação de frutas, por uma aplicação de agrotóxico feita com o uso de um drone, que teria atingido o cultivo, gerando prejuízo.

 

Com isso, o MP vai realizar uma investigação própria para levantar informações e confirmar, ou não, se a Fazenda André Guimarães foi responsável pelo dano. Ao final do processo, o MP pode optar por uma de três alternativas: arquivar o caso, caso não encontre dano ou responsável; propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que o responsável pelo dano se compromete a repará-lo; ou abrir uma ação na Justiça, que então se torna um processo judicial.

 

O grupo André Guimarães Agro tem duas fazendas na região de Santa Teresinha, no Recôncavo Sul da Bahia: a Fazenda Folha Larga e a Fazenda Santa Rita, ambas utilizadas para recriação e engorda de gado para fins comerciais.