Prefeito de Maracás critica fala de vereador sobre eutanásia de animais de rua e afirma: “É crime”
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O prefeito de Maracás, Nelson Portela, criticou publicamente a sugestão feita pelo vereador Heugênio Meira sobre a adoção de eutanásia em animais de rua no município. A declaração do parlamentar ocorreu durante sessão na Câmara Municipal na última quinta-feira (23).

 

A reação do gestor foi divulgada por meio de um vídeo publicado em sua página oficial no Instagram. Na gravação, o prefeito classificou a proposta como inadequada e ressaltou que a prática é considerada crime, além de destacar que o tema envolve questões de saúde pública e bem-estar animal.

 

“Todos estão acompanhando aí, a fala irresponsável do vereador, propondo eutanásia para os animais, aqui de nossa cidade. É um tema que envolve saúde pública, bem-estar animal e responsabilidade com a vida. É importante deixar claro que eutanásia é crime. Em um ano e quatro meses, estamos dialogando com a associação, buscando resolver os problemas, inclusive, já fiz um pedido a Secretaria de Agricultura, para aquisição, pelo Consórcio do Vale do Jiquiriçá para o castra móvel. E tenham certeza, a eutanásia nunca será o caminho”, disse.

 

Ainda segundo o prefeito, a gestão municipal tem buscado alternativas para lidar com a situação dos animais em situação de rua, incluindo a articulação para aquisição de um equipamento de castração móvel por meio do consórcio do Vale do Jiquiriçá, ao qual ele preside.

 


 

Empresa da família Vorcaro movimentou R$ 1 bi em possível tentativa de esconder dinheiro, diz relatório
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Uma empresa da família de Daniel Vorcaro chamada Multipar movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.
 

A informação foi obtida em levantamento feito pela Folha com base em um relatório de inteligência financeira do órgão, contendo informações de 2020 a 2025, período em que Vorcaro estrutura o Master —a marca é criada em 2021, após o sinal verde do Banco Central para a compra do banco Máxima, em 2019.
 

O documento do Coaf cita a "troca de recursos entre empresas/pessoas do grupo, podendo representar uma tentativa de quebra do rastro do dinheiro".
 

No período mencionado, a Multipar movimentou R$ 1,07 bilhão, e quase todo o montante é detalhado no relatório, com informação de origem e destino dos recursos.
 

A partir desses dados, a reportagem identificou que pelo menos R$ 1 bilhão —ou 93% de todos esses recursos— veio de ou foi para empresas ou pessoas ligadas a Vorcaro ou seu banco. Constam na lista companhias, holdings e fundos de investimentos que, entre os sócios, têm familiares, pessoas que trabalham para o grupo ou companhias já citadas nas investigações.
 

O próprio Banco Master recebeu R$ 5,8 milhões da Multipar.
 

A assessoria de imprensa Vorcaro disse que não vai comentar o caso. Respondendo em nome de Henrique Vorcaro —presidente da Multipar e pai do ex-banqueiro—, o advogado Eugênio Pacelli afirmou que "todas as movimentações financeiras do grupo Multipar são devidamente contabilizadas, lícitas e transparentes".
 

O ex-banqueiro está preso, investigado devido à suspeita de ter aplicado uma fraude bilionária no mercado financeiro por meio do Master. O cunhado dele, Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha, também está em cárcere sob suspeita de integrar o esquema.
 

Como mostraram as investigações, o grupo utilizou uma série de fundos de investimentos e empresas de fachada para transferir ativos entre si, inclusive papéis podres, inflando artificialmente o valor de suas empresas e da instituição financeira —sem lastro na realidade.
 

O caso da Multipar espelha em parte esse esquema, ao circular dinheiro dentro de um escopo de empresas conectadas —justamente o motivo do alerta sobre as movimentações.
 

São cerca de 10 mil transações listadas, entre um grupo de pouco mais de 30 empresas de alguma forma relacionadas à família Vorcaro ou ao Master.
 

O documento chama especial atenção para o fundo GFS, que recebeu R$ 47 milhões da Multipar e repassou outros R$ 15 milhões para ela.
 

Ele é administrado pela Reag, a mesma gestora que administrava fundos suspeitos de realizar transações fraudulentas para a rede de instituições ligadas ao Banco Master, com o intuito de inflar artificialmente o valor de seus ativos e seu patrimônio.
 

A Multipar é uma holding de instituições não financeiras e tem dois sócios: Henrique Vorcaro, presidente, e Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro e mulher de Fabiano Zettel.
 

No último mês, a Folha tentou contato com Natália, por mensagem e ligação, mas não teve resposta.
 

"No meio de um contexto de tanta ilação, é inaceitável e causa indignação a divulgação seletiva de trechos de documentos sigilosos, prática que distorce o contexto, compromete a lisura dos fatos, afronta diretamente princípios éticos e legais e representa uma verdadeira ameaça ao processo legal", disse o advogado de Henrique, Eugênio Pacelli.
 

O relatório de informações financeiras aponta que "foram identificadas movimentações relevantes entre partes relacionadas, incluindo empresa do mesmo grupo econômico, indicando possível uso da conta como canal de passagem".
 

Como revelou a Folha, essa empresa comprou uma fazenda no Amazonas —irregular e cujo ex-dono alega ter sofrido calote—, onde fez um projeto de estoques de carbono (um papel diferente do crédito de carbono), que foram revendidos com valor inflado artificialmente para a Global Carbon e a Golden Green.
 

Essas duas empresas, por sua vez, foram usadas para aumentar o patrimônio de fundos sob gestão da Reag, principal instituição utilizada para movimentar dinheiro da fraude do Banco Master.
 

A relação entre Alliance e Multipar repete o padrão que alertou os órgãos financeiros: milhões em transações entre o mesmo grupo econômico.
 

Ambas são praticamente idênticas: têm o mesmo quadro societário (Henrique e Natália Vorcaro) e a mesma área de atuação, são holdings.
 

A Multipar transferiu R$ 51,4 milhões para a Alliance Participações e recebeu de volta R$ 27,1 milhões.
 

Corrobora esta tese a relação com a Hebron Participações, a principal parceira econômica da Multipar.
 

A empresa atua exatamente no mesmo ramo (ambas são holdings de instituições não financeiras) e tem como sócios Henrique Vorcaro e uma terceira holding —e também pertence ao pai do ex-banqueiro.
 

A Hebron aportou R$ 419,2 milhões na Multipar, em mais de mil transações registradas. No caminho inverso, foram R$ 104,3 milhões, em 352 transações.
 

Ela foi a empresa que mais repassou dinheiro para a Multipar no período e a que mais recebeu recursos de volta.
 

Na rede da Multipar surge ainda outro nome já conhecido das tramas do Banco Master, a Alliance Participações.
 

A Alliance está no centro da suposta fraude de R$ 45 bilhões em ativos ambientais da família.
 

Ainda em nome de Henrique Vorcaro, o advogado Eugênio Pacelli negou qualquer irregularidade no caso dos ativos de carbono, disse que o projeto foi desenvolvido por terceiros e que, "como investidor, [ele] adotará as medidas legais cabíveis para ressarcimento dos investimentos".
 

O documento do Coaf mostra ainda que a Multipar fez transferências milionárias para a conta pessoal de membros da família Vorcaro.
 

Henrique, por exemplo, recebeu R$ 14,7 milhões dela e repassou R$ 1,4 milhão de volta para sua própria empresa.
 

Natália, por sua vez, recebeu R$ 6,4 milhões e devolveu R$ 1,9 milhão.
 

A mãe de Daniel Vorcaro, Aline Vorcaro, também aparece direta ou indiretamente (por meio de sociedades, assim como os outros) na lista.
 

Ela recebeu, em sua conta pessoal, R$ 20,9 milhões —é o CPF que mais foi beneficiado com recursos da Multipar no período. A Folha não conseguiu localizar seu contato.


 

BYD vai fornecer veículos eletrificados para frota administrativa do governo da Bahia
Fábrica da BYD em Camaçari, na RMS | Foto: Iracema Chequer / Divulgação

A Secretaria de Administração da Bahia (Saeb) oficializou o resultado de uma licitação que definiu a seleção da empresa BYD do Brasil para o fornecimento de veículos eletrificados e estações de carregamento para Salvador e Região Metropilitana (RMS). Segundo a pasta, os automóveis serão utilizados em serviço administrativo.

 

De acordo com a publicação oficial, a montadora chinesa foi a vencedora dos lotes 1 e 2 do certame, com uma proposta total de R$ 14,37 milhões.

 

A aquisição foi realizada sob o critério de menor preço. O processo administrativo também registrou a vitória da empresa Radar Comércio e Distribuição Ltda no lote 4, pelo valor de R$ 489.999,90. Já o lote 3 da mesma licitação foi declarado fracassado pela administração estadual.

 

A adjudicação e a homologação do resultado foram assinadas pelo secretário de Administração, Rodrigo Pimentel no último dia 24 de abril.

 

Homem é preso com drogas na subestação de Paripe, em Salvador
Foto: Reprodução / Alô Juca

Um homem identificado como Alan foi preso neste sábado (25) durante uma ação de policiais militares na subestação de Paripe, em Salvador.

 

De acordo com informações do Alô Juca, agentes da Polícia Militar da Bahia, vinculados à 19ª Companhia Independente (CIPM), realizavam incursões na região quando avistaram o suspeito em atitude considerada suspeita.

 

Durante a abordagem, os policiais encontraram diversas porções de drogas já embaladas e prontas para comercialização.

 

O homem foi conduzido à Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça.

 

Homem é morto a tiros no bairro de Cidade Nova, em Salvador
Foto: Reprodução / Alô Juca

Um homem foi morto a tiros na noite deste sábado (25), na Rua 7 de Janeiro, no bairro de Cidade Nova, em Salvador.

 

De acordo com informações do site Alô Juca, a vítima teria sido executada por um suspeito identificado pelo apelido de “Jefinho”. A principal linha inicial aponta que o crime pode estar relacionado à suspeita de que o homem estaria repassando informações à Polícia Militar. 

 

Ainda conforme os relatos iniciais, a vítima possuía envolvimento com atividades criminosas e teria ligação direta com o suspeito apontado como autor do homicídio.

 

Equipes da Polícia Militar da Bahia, por meio da 37ª Companhia Independente (CIPM), foram acionadas e realizaram o isolamento da área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsáveis pela perícia e investigação do caso.

 

Vereador é preso suspeito de agredir companheira com chave de roda
Foto: Reprodução

O vereador Laércio Noberto Júnior (PL), conhecido como Júnior Chaveiro, foi preso neste sábado (25), em Cuiabá, por policiais do 10º Batalhão da Polícia Militar. Ele foi localizado em um apartamento no bairro Portovr.

 

Ex-presidente da Câmara Municipal de Barra do Bugres, o parlamentar estava foragido após ser denunciado por violência doméstica.

 

De acordo com a Polícia Civil, Júnior Chaveiro é suspeito de ter utilizado uma chave de roda para agredir a companheira. Conforme consta na decisão judicial, ele teria desferido golpes na cabeça e na perna da vítima, além de morder e tentar sufocá-la, enquanto fazia ameaças de morte.

 

Veja onde assistir Bahia x Vitória pelo Campeonato Brasileiro Série A Sub-20
Foto 1: Rafael Rodrigues/EC Bahia | Foto 2: Divulgação/EC Vitória

Bahia e Vitória voltam a se enfrentar, mas desta vez é pela categoria sub-20. Os rivais vão duelar pela oitava rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Disputado no CT Evaristo de Macedo, centro de treinamento do Tricolor, neste domingo (26), às 15h, o jogo reserva um caráter decisivo para ambas as equipes. Além de ser um clássico, o Esquadrão quer se manter no G-8 da classificação, enquanto o Leão deseja se afastar da zona de rebaixamento.

 

Mandante da partida, o Tricolor vai realizar a transmissão do jogo em seu canal do Youtube, a TV Bahêa. A cobertura inicia às 14h30, 30 minutos antes do início do confronto.

 

Fechando o grupo dos oito primeiros colocados, que se classificam para fase seguinte do Campeonato Brasileiro, o Bahia registra três triunfos, um empate e três derrotas, o que resulta em dez pontos somados na tabela. 

 

Por outro lado, o Vitória tem um panorama mais complicado. Com duas vitórias, um empate e quatro derrotas, o Leão soma sete pontos e assume a 16ª colocação da tabela. Apesar de existir uma diferença pequena em pontos, o Rubro-Negro está a duas posições do Z-3, tendo um ponto a mais que RB Bragantino, equipe que abre a zona de rebaixamento.

 

Casos de dengue, zika e chikungunya: Núcleo de Saúde alerta população do sudoeste da Bahia sobre prevenção
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Diante do aumento de casos de arboviroses, o Núcleo Regional de Saúde (NRS) do sudoeste baiano reforçou o alerta à população sobre a importância da adoção de medidas preventivas dentro de casa. A orientação ocorre em um período considerado propício à proliferação do mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

 

Em entrevista ao site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, a coordenadora do núcleo, Karolina Rebouças, destacou que, embora haja controle das arboviroses em diversos municípios, o cenário ainda exige atenção contínua da população, sobretudo pelas condições climáticas favoráveis à reprodução do mosquito no país.

 

“A gente vem fazendo um trabalho contínuo de capacitação e treinamento dos agentes de saúde, mas não basta só o Governo do Estado, o Governo Municipal e o Governo Federal fazerem a sua parte. Cabe a nós, população, cuidar e evitar o acúmulo de lixo nos quintais”, afirmou.


 

VÍDEO: Veja momento em que agentes do Serviço Secreto dos EUA tentam parar atirador em jantar de Trump
Foto: Reprodução / X

Um vídeo mostra o momento em que agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos tentam conter o autor de disparos durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca com o presidente Donald Trump, realizado neste sábado (25).

 

 

Durante o episódio, um dos agentes foi atingido por um dos tiros, segundo informou o próprio Trump. De acordo com o presidente, o impacto foi contido pelo colete à prova de balas utilizado pelo oficial.

 

Ainda conforme Trump, o agente não sofreu ferimentos graves e está “em boa forma”.

 

Terceira via acumula derrotas, e ex-presidenciáveis se voltam para eleições estaduais
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Nenhum candidato à Presidência da República que terminou em terceiro lugar conseguiu se eleger presidente em novas tentativas. Desde a redemocratização, em 1989, todas as alternativas aos dois primeiros colocados --alguns rotulados de terceira via-- acabaram se voltando para as disputas estaduais.
 

Em 2026, 5 dos 7 presidenciáveis que ficaram em terceiro nas eleições dos últimos 36 anos devem encarar disputas regionais: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são pré-candidatas ao Senado em São Paulo; Ciro Gomes (PSDB) é pré-candidato a governador no Ceará; e Heloísa Helena (Rede) e Anthony Garotinho (Republicanos) devem se lançar como deputados federais pelo Rio de Janeiro.
 

Além deles, outros dois nomes que ficaram em terceiro lugar voltaram as atenções para palanques estaduais no passado: Leonel Brizola (PDT) foi eleito governador do Rio de Janeiro após a eleição presidencial de 1989 e Enéas Carneiro (Prona), terceiro em 1994, foi o deputado federal mais votado do país em 2002, com 1,5 milhão de votos.
 

O contexto das candidaturas de Brizola e Enéas também é diferente. Os dois foram candidatos em períodos anteriores à polarização entre o PT e o PSDB, que ocorreu entre 1994 e 2014, e entre o PT e o bolsonarismo, que marcou a política brasileira a partir de 2018.
 

A cientista política Luciana Santana, professora da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), avalia que a aceitação da polarização por boa parte dos políticos, em especial pelos quadros que tentaram fugir dela, segue a tendência do eleitorado brasileiro.
 

"Por mais que a gente tenha um sistema multipartidário no Brasil, há uma polarização natural do comportamento do próprio eleitor, que na reta final se define pelo voto útil, porque vê pelas pesquisas quem está mais bem colocado e joga as fichas ali", diz.
 

Para Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva (voltado para pesquisas de mercado e de opinião pública), a ideia de uma candidatura de terceira via é "muito viável como desejo social, mas quase impossível como projeto eleitoral" por não conseguir reunir votos o suficiente. "É como se existisse mercado, mas não existisse produto", afirma.
 

Em 2026, as pesquisas de intenção de voto apontam novamente um cenário de polarização entre Lula (PT) e a família Bolsonaro --desta vez, com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Na última pesquisa Datafolha, eles lideravam em primeiro turno com 39% e 35%, respectivamente. Bem atrás apareciam outros nomes que tentam se projetar como uma terceira via: Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Romeu Zema (Novo), com 4%, Renan Santos (Missão), com 2%, Aldo Rebelo (DC), com 1%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%.
 

A principal aposta nos últimos meses de um nome alternativo foi articulada por Gilberto Kassab, presidente do PSD, que ainda cogitou lançar os governadores do PR, Ratinho Junior, e do RS, Eduardo Leite. Nenhum, porém, deu sinais de decolagem. As últimas tentativas envolveram um convite do PSDB para Ciro Gomes tentar novamente a Presidência, em vez da disputa pelo Governo do Ceará, e a pré-candidatura lançada pelo Avante de um novo outsider, o psiquiatra Augusto Cury.
 

ADESÃO
Simone Tebet se candidatou em 2022 pelo MDB como alternativa de centro à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). A eleição foi a mais acirrada da história e, após terminar a disputa em terceiro, apoiou o petista no segundo turno. Com a vitória de Lula, foi nomeada ministra do Planejamento.
 

Embora tenha construído uma carreira política longe da esquerda, com pautas ligadas ao liberalismo econômico e ao agronegócio em Mato Grosso do Sul, filiou-se ao PSB em 2026 para ser candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo PT em São Paulo a pedido do próprio Lula.
 

Sua companheira de chapa, a também pré-candidata ao Senado Marina Silva, é outra ex-presidenciável. Terceira colocada duas vezes (2010 e 2014) em disputas presidenciais, ela obteve o melhor resultado da posição em 2014 (21,3%), no último ano em que PT e PSDB se enfrentaram no segundo turno --ex-petista, apoiou o tucano Aécio Neves na reta final daquela eleição.
 

Marina já estava rompida com o PT quando se candidatou a presidente pela primeira vez, em 2010. Ela passou por outras legendas à esquerda (PV e PSB) antes de fundar a Rede, sigla pela qual concorreu novamente à Presidência em 2018 -sua terceira e última tentativa-, sempre com agendas ambientalistas alinhadas à esquerda.
 

Em 2022, se reconciliou com Lula e integrou o palanque dele em São Paulo, por onde se elegeu deputada federal. Foi nomeada ministra do Meio Ambiente, função que já havia exercido nos primeiros mandatos dele (2003-2008), e retorna às urnas em costura política feita pelo PT.
 

Também ex-petista e filiada à Rede, a pré-candidata a deputada federal no Rio de Janeiro Heloísa Helena se apresentou como opção mais à esquerda na eleição de 2006, concorrendo pelo PSOL. Na ocasião, promoveu ataques ao PT e ao mensalão, terminando em terceiro lugar. Até hoje faz críticas abertas ao PT e ao próprio Lula, mesmo com uma ala do seu partido apoiando a reeleição dele.
 

MUDANÇA

Ciro Gomes disputou a Presidência quatro vezes (1998, 2002, 2018 e 2022). Em duas delas (1998 e 2018), ficou em terceiro lugar; na primeira, em oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e, na segunda, crítico ao governo Michel Temer (MDB).
 

Ex-governador do Ceará, Ciro teve atuação política de centro-esquerda, tendo sido ministro de Itamar Franco e de Lula, no primeiro mandato do petista. Na eleição de 2018, criticou PT e PSDB e, derrotado, não quis subir no palanque de Fernando Haddad (PT) no segundo turno.
 

Quatro anos depois, colocou-se de novo como alternativa à polarização (desta vez, a Lula e Bolsonaro) e teve apenas 3,04% dos votos, seu pior desempenho em disputas presidenciais. Apoiou o petista no segundo turno em 2022, mas, para 2026, negocia a candidatura ao governo cearense com aceno ao clã Bolsonaro.
 

Ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho também iniciou a trajetória na centro-esquerda e hoje figura em um partido (Republicanos) que é cortejado tanto pelo PT quanto pelo bolsonarismo no estado.
 

Em 2002, após ter governado o Rio com uma agenda assistencialista, Garotinho, no PSB, foi o terceiro colocado da eleição presidencial que elegeu Lula pela primeira vez. Desde então, tentou concorrer duas vezes ao governo fluminense (2014 e 2018), uma a deputado federal (2022) e outra a vereador carioca (2024).
 

Nas eleições de 2018 e 2022 teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral por ser considerado inelegível -ele foi preso preventivamente cinco vezes, entre 2016 e 2019, sob acusação de fraudes eleitorais e desvio de verbas públicas em Campos dos Goytacazes, seu reduto eleitoral, durante a gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho. Os processos que levaram às prisões foram anulados e ele ensaia, para este ano, uma candidatura a deputado federal.
 

Único governador eleito pelo voto popular em dois estados diferentes -Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro-, Leonel Brizola foi o terceiro colocado na primeira eleição direta para presidente após o fim da ditadura, em 1989.
 

Fundador do PDT, disputava os votos da esquerda com Lula, a quem apoiou no segundo turno contra Fernando Collor (PRN), que sairia vitorioso, em um gesto considerado simbólico até hoje pelos petistas. No ano seguinte, elegeu-se novamente governador do Rio de Janeiro e, em 1994, disputou a Presidência de novo, terminando em quinto lugar.
 

Com atuação sempre à esquerda e pelas causas trabalhistas, retornou às urnas em 1998 como vice de Lula, em mais uma derrota para FHC, e disputou sua última eleição em 2002 para senador do Rio de Janeiro, terminando em sexto lugar. Morreu em junho de 2004 após sofrer um infarto.
 

Também em 1989, o médico cardiologista Enéas Carneiro concorreu à Presidência pelo Prona, partido que ele mesmo havia fundado e que, posteriormente se fundiria ao PL de Valdemar Costa Neto. Com apenas 15 segundos de propaganda televisiva, transformou em bordão o jeito enfático como se apresentava ao eleitor ("meu nome é Enéas"), terminando em 12º lugar.
 

Com pautas conservadoras e nacionalistas, foi o terceiro colocado na eleição presidencial de 1994 e o quarto na de 1998. Derrotado na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2000 (terminou em quinto lugar), foi o deputado federal eleito com a maior quantidade de votos em 2002 (1,5 milhão). Reeleito em 2006, morreu em maio de 2007, vítima de leucemia.