Ligação clandestina desviava 240 mil litros de água por mês em Serrinha, aponta Embasa


Loteamento era abastecido de maneira irregular. Segundo a empresa, somente essa fraude resultava no desvio mensal de aproximadamente 240 mil litros de água — volume suficiente para atender até 40 residências no mesmo período
Uma ação da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) revelou a existência de uma ligação clandestina que abastecia de forma irregular um loteamento no povoado de Barra Grande, zona rural de Serrinha. Segundo a empresa, somente essa fraude resultava no desvio mensal de aproximadamente 240 mil litros de água — volume suficiente para atender até 40 residências no mesmo período.

Foto: Reprodução/Embasa
No local, os técnicos da Embasa identificaram que a água furtada estava sendo utilizada em um tanque de criação de peixes e no abastecimento de 12 imóveis. A operação integra as ações intensificadas de combate a perdas e fraudes promovidas pela companhia em diversas cidades baianas.  

Somente no primeiro semestre de 2025, a Embasa retirou 386 ligações clandestinas nos municípios de Serrinha e Riachão do Jacuípe. Além de ser considerada crime contra o patrimônio — com previsão de pena de um a quatro anos de prisão, segundo o artigo 155 do Código Penal —, esse tipo de prática pode causar prejuízos significativos para a população. O desvio de água compromete o abastecimento regular, principalmente em regiões que dependem da distribuição controlada, podendo gerar instabilidade no fornecimento e até mesmo afetar a qualidade da água entregue aos consumidores legalizados.

Outras formas de fraude também foram identificadas, como a violação de ramais prediais e a adulteração de hidrômetros, que resultam em subnotificação do consumo real. A Embasa alerta que essas práticas ilegais são monitoradas e passíveis de sanções legais, incluindo multa e abertura de processos judiciais.

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