O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, comentou nesta segunda-feira (23) sobre a chegada de novos integrantes ao partido e as implicações disso nos rumos da sigla. O parlamentar esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), para ser agraciado com a Comenda 2 de Julho, considerada a mais alta honraria do Legislativo baiano.
Em conversa com o Bahia Notícias, Marinho foi questionado sobre as recentes filiações, incluindo a família Coronel - formada pelo senador Angelo Coronel, pelo deputado federal Diego Coronel e pelo deputado estadual Angelo Coronel Filho - além do deputado federal Leo Prates, que deixou o PDT na última semana.
Ao abordar o tema, Marinho não confirmou de forma objetiva se o comando do Republicanos na Bahia passaria a ser exercido de maneira conjunta com o senador Angelo Coronel, ou se existe um acordo para "alternância".
"O bonito da política, que é o espaço do diálogo, o espaço da conversa. São pessoas que estão junto comigo, ajudando a construir um partido forte para apresentar para a população baiana no dia 4 de outubro. Logicamente que como uma casa para a construção dela você precisa do pedreiro, do marceneiro, eletricista. Da mesma forma o partido precisa de várias pessoas para construir um grande projeto. Num futuro bem próximo, nós teremos a ampliação de deputados estaduais aqui na Assembleia, deputados federais na Câmara Federal e também uma participação de forma objetiva na chapa majoritária do futuro governador da Bahia, ACM Neto. O que nós queremos é dar oportunidade às pessoas de participarem no partido e fazer o partido crescer, mas sempre com compromisso e a responsabilidade com o povo baiano", disse.
Nos bastidores, a oficialização da filiação de Coronel ao partido, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), foi acompanhada por especulações de que o senador assumiria protagonismo na condução das ações da legenda no estado no posto de presidente. A articulação teria envolvido lideranças nacionais, como o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, antigo partido de Coronel.
Mesmo com questionamento direto sobre o papel de Coronel, Marinho tergiversou. "Todos nós estaremos construindo, fortalecendo o partido no Estado. Marcelo, Angelo Coronel e os deputados, todos nós temos esse objetivo, esse foco de fortalecer o partido", afirmou.
Durante a entrevista, Marinho também comentou a possibilidade de saída do deputado federal Marcelo Nilo da sigla. Nilo manifestava interesse em compor como vice em uma eventual chapa majoritária liderada por ACM Neto, mas viu o desejo ficar mais distante com a possível indicação do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para o posto.
"A gente não tem controle das pessoas. O meu pedido e a minha energia, a minha dedicação é que ele continue no partido", indicou Marinho.
Em declarações anteriores, Nilo afirmou que aceitaria a posição de vice caso o nome escolhido fosse considerado mais competitivo por ele. Caso contrário, indicou a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado. A chegada de Angelo Coronel ao Republicanos também parece ter minado esse desejo de disputar a vaga dentro do grupo político.

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