Presa desde a última semana em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil suspeita atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra escreveu uma carta para falar sobre a realidade que vive na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo, es e defender das acusações.
No documento divulgado na última terça (26), a ex-A Fazenda afirmou que está detida "por pura perseguição", e disse que nunca fez parte do crime organizado. Segundo Deolane, sua prisão aconteceu pela suspeita de um valor recebido, que, de acordo com ela, foram honorários dos serviços prestados como advogada.
"Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada)."
O conteúdo foi divulgado pela irmã de Deolane, Dayanne Bezerra, que também é advogada, e foi visitar a influenciadora. Segundo a blogueira, os policiais a acordaram com um fuzil no rosto.
"Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos. Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor."
A defesa da empresária teve o pedido de habeas corpus, em caráter liminar, negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Deolane é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de fazer parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, Deolane funcionava como um "caixa" do grupo.
Um relatório de peritos da área financeira da polícia indica que Deolane movimentou R$ 13,6 milhões circularam por suas contas pessoais entre 2018 e 2022, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas.
Na carta, Deolane negou a informação das empresas: "Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida".
A defesa da influenciadora nega qualquer tipo de envolvimento com o crime organizado ou com dinheiro de origem ilícita, afirmando que todos os seus recebimentos são declarados e justificado.

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