Ex-empregada de Deolane revela ameaças após acusação de roubo de R$ 80 mil: "Dinheiro oriundo do crime"
Foto: Instagram

Uma ex-funcionária da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, expôs detalhes sobre o trabalho dentro da casa da blogueira, presa na última semana sob suspeita de envolvimento com a facção Primeiro Comando da Capital, o PCC.

 

Denise Bastos, ex-empregada doméstica de Deolane, relatou ao programa Melhor da Tarde na última segunda (25), ter sofrido ameaças e pressões após ser acusada de roubo pela família da ex-patroa. 

 

A funcionária, que trabalhou na residência de 2021 a novembro de 2025, contou que a ex-A Fazenda mantinha malotes de dinheiro guardados em diferentes pontos da casa, e em 2025, Kayky Bezerra, filho de Deolane, a acusou de ter furtado R$ 80 mil. 

 

Segundo Denise, após a acusação, quatro "guarda-costas" de Deolane foram até a sua residência sem aviso prévio para cobrar a quantia, além de enviar áudios ameaçando ela para que o valor fosse devolvido.

 

“Não ache que você roubou, que você catou um dinheiro lá na caminhada lá com um menino, o filho da Deolane, que eles são playboy, rico, o caralho à quatro (sic). Eles lavam dinheiro pra nós, dinheiro do crime, certo? Então, por favor, devolve o nosso dinheiro, só te peço isso, certo? Vou aguardar seu retorno aí. Não adianta vir com ideia”, disse o homem que se identificou como John.

 

A ex-empregada contou na entrevista que, para demonstrar sua inocência, permitiu voluntariamente que os profissionais revistassem seu carro, seu telefone celular e o seu apartamento.

 

Em um outro trecho do áudio enviado a ela como ameaça, o rapaz volta a confessar que o dinhero é oriundo do crime. "O dinheiro é oriundo do crime, nós lavamos o dinheiro com os parceiros lá, a mãe do parceiro, o parceiro fecha com nós, então faça favor, devolve o dinheiro aí, aqui aos 80 mil de volta".

 

Por conta dos desdobramentos, Denise abriu um processo por ameaça contra Deolane Bezerra em 2025. A ex-empregada conta que até hoje recebe telefonemas frequentes de um homem desconhecido que descreve características físicas de seus familiares e dados específicos, como a cor da moto de seu sobrinho.

 

“As pessoas falam que eu cavei minha própria cova, eu só quero estar aqui pra provar que eu não roubei. Caso amanhã ou depois aconteça alguma coisa comigo, todo mundo vai saber que foi ela”, disse Denise.

 

Atualmente, Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado de São Paulo.

 

A influenciadora e advogada é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de fazer parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, Deolane funcionava como um "caixa" do grupo. 

 

Um relatório de peritos da área financeira da polícia indica que Deolane movimentou R$ 13,6 milhões circularam por suas contas pessoais entre 2018 e 2022, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas. 

 

Segundo o Fantástico, a operação policial contra a influenciadora avançou enquanto ela passava uma temporada na Itália. Deolane, que se hospedou em um hotel de luxo com diárias que ultrapassavam R$ 15 mil, era monitorada pela Interpol.

 

A defesa da influenciadora nega qualquer tipo de envolvimento com o crime organizado ou com dinheiro de origem ilícita, afirmando que todos os seus recebimentos são declarados e justificado.

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