Ex-diretora investigada por fuga de detentos anuncia 'nova fase' de influencer de educação jurídica
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Investigada pela Justiça por ter facilitado a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024, a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Neres, veio às redes sociais para anunciar uma nova fase voltada à produção de conteúdo informativo com foco em direito criminal. Em anúncio publicado na tarde desta segunda-feira (17), a ex-diretora deu início ao que autodenominou "uma nova fase da sua carreira".

 

"A partir de hoje, este espaço tem um novo propósito: falar sobre direito de forma simples, clara e acessível", declarou a ex-diretora da penitenciária em suas redes sociais. A mulher ainda afirmou que terá o direito bancário como tema central, mas que também sanará dúvidas dos seguidores sobre direito penal.

 

Joneuma ainda anunciou a publicação de seu primeiro quadro na plataforma, o "Fala Direito Comigo", e recomendou a busca de profissionais competentes em casos mais complexos. No momento de publicação desta matéria, a ex-secretária já conta com mais de 3 mil seguidores em seu perfil.

 

Procurada pelo Bahia Notícias, a ex-diretora explicou que as redes sociais desenvolveram um ambiente confortável frente aos traumas desenvolvidos pelas investigações. Jounema contou que precisou lidar com uma série de transtornos psíquicos em meio às intervenções da Justiça. "O perfil foi um incentivo de uma colega e uma forma de lidar com todo aquele desânimo", afirmou a mulher.

 

Bacharela em Direito com pós-graduação na área penal e administrativa, Neres acrescentou que, além de compartilhar seu conhecimento na internet, ela continua investindo em especializações enquanto cuida de suas filhas de 1 e 12 anos. "Estou tentando me reerguer, buscando evoluir", completou a mulher.

 

 

 

HISTÓRICO
Joneuma foi diretora do Conjunto Penal de Eunápolis e é investigada por supostamente facilitar a fuga de 16 detentos no município de Eunápolis, situado no Extremo Sul da Bahia. Apurações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) constataram que o intermédio da investigada teria sido crucial para o sucesso do grupo criminoso.

 

Investigações apontaram que a mulher teria recebido mais de R$ 1,5 milhão do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) para permitir que os detentos deixassem o presídio. A ex-diretora também teria planejado fugir para o Rio de Janeiro com o líder do PCE. Conforme apuração do Ministério Público, lá, ela e o homem identificado como Dada ficariam sob a proteção do Comando Vermelho (CV), organização criminosa aliada ao grupo baiano.

 

Ela chegou a ser condenada à prisão em regime fechado em janeiro de 2025, mas uma decisão judicial alterou a pena para o regime domiciliar em março deste ano.

 

Além da investigação pelo suposto crime no município do Extremo Sul baiano, Joneuma teria cobrado o ex-deputado federal Uldurico Junior (PSDB) pelo que classifica como a falta de reconhecimento dos direitos da filha do casal. Segundo ela, o ex-parlamentar teria se recusado a registrar a filha de um ano, mesmo após exames de DNA comprovarem a relação parental.

 

"Eu luto pela dignidade da minha filha, independentemente da índole de seu genitor", afirmou Joneuma em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo ela, Uldurico posterga um direito básico de sua filha e que ela insistirá para que a criança de 13 meses tenha o nome do pai registrado em seu documento de identificação.

 

 

 

 

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