O governo da Bahia realizou a transferência de cinco líderes de facções criminosas para presídios federais de segurança máxima localizados em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A transferência ocorreu nesta segunda-feira (28) de forma integrada entre a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Ministério Público (MP-BA) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Segundo informações da SSP-BA, a medida foi amparada pela nova Lei Antifacção, sancionada este ano, e tem como objetivo desarticular o comando de grupos criminosos atuantes no estado. Os custodiados respondem por crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de menores.
Entre os transferidos, três detentos possuem vínculo com uma organização criminosa do Rio de Janeiro e tentavam implementar na Bahia táticas de domínio territorial semelhantes às empregadas no Sudeste do país. Os outros dois integram um grupo ligado a uma facção paulista e são investigados por envolvimento direto no desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro.
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, ressaltou o caráter integrado da operação e afirmou que o Estado manterá ações contínuas de combate ao crime organizado. “Ressalto sempre que jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados. Iniciamos a semana com mais esta ação integrada entre as Forças Estaduais e Federais, contra o crime organizado”, enfatizou o secretário.

Nenhum comentário:
Postar um comentário